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10 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Portugal encerrou temporariamente a embaixada no Irão. O anúncio é feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A embaixada foi encerrada ontem, mas o anúncio só é feito hoje num comunicado que acaba de ser divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. A tutela de Paulo Rangel adianta que todos os portugueses no Irão foram contactados, tendo oito cidadãos nacionais já abandonado o país. O comunicado adianta que alguns cidadãos estão em processo de saída do Irão, outros 10 quiseram permanecer. O Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselha quaisquer viagens ao Irão. Sublinha que o atual contexto de tensão e a situação de conflito armado latente na região representam um significativo risco. O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai também hoje reunir-se para uma reunião informativa sobre a situação no Irão.
Entretanto, o presidente dos Estados Unidos dá sinais de algum alívio na escalada de tensões com Teerão. O espaço aéreo do país, do Irão, também já reabriu depois de cerca de cinco horas encerrado.
Numa conferência de imprensa esta noite na Casa Branca, Donald Trump explica que foi informado que a repressão das autoridades iranianas contra os manifestantes antirregime está a diminuir e que não há planos para execuções em massa. O presidente norte-americano continua a não afastar uma eventual intervenção militar, mas diz que para já vai continuar a acompanhar a situação à distância.
Disseram-nos que as mortes no Irão estão a parar. Pararam, estão a parar. E não há planos para uma execução ou execuções. Fui informado disso por uma fonte confiável. Vamos descobrir. Tenho a certeza de que se isso acontecer, todos ficaremos muito chateados.
Donald Trump em declarações ontem à noite na Casa Branca. Em França, Emmanuel Macron convocou um gabinete de guerra de emergência em Paris para discutir a forte repressão aos protestos no Irão e também a situação na Gronelândia.
O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, considera que o Irão só tem uma saída para esta escalada de tensão: fazer um pacto com o diabo, ou seja, com os Estados Unidos.
Francisco Pereira Coutinho considera que se Teerão ceder, o regime pode manter-se de pé.
Basicamente, olhar para a Venezuela e perceber que Donald Trump não tem nenhum problema em fazer pactos com ditadores ou delfins de ditadores, desde que tenha alguma coisa em troca. Agora, no caso do Irão, sendo uma teocracia que foi constituída em 1979, com base nesta ideia de combater o imperialismo americano e exportar a revolução islâmica para todo lado, isso significa, basicamente, fazer um acordo com eles, desistir daquela ideia de ter energia nuclear, que os americanos consideram que é para construir uma bomba. Será que o regime está disposto a fazer um pacto com o diabo? Porque se estiver, sim, então teria aí uma saída, porque aí os Estados Unidos retirariam as sanções e o regime poderia dar à população aquilo que ela necessita, que é prosperidade econômica que neste momento não consegue.
Francisco Pereira Coutinho prevê ainda que o cenário no Irão acalme nos próximos tempos, se não houver nenhuma ação militar. Ainda assim, o especialista em Direito Internacional não acredita que o regime tenha condições para sobreviver a longo prazo.
Por cá, e a quatro dias das eleições, as sondagens continuam a marcar as ações de campanha. Henrique Gouveia e Melo alerta que os estudos estão a atacar a percepção dos eleitores na campanha e insinua que há alguém a querer influenciar os resultados de domingo.
Uma sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e o Now, divulgada ontem, coloca o almirante em quinto, com 12,3% das intenções de voto, sendo que o candidato ocupa a mesma posição, com 13,6, num outro estudo da AXIMAG para o Diário de Notícias, divulgado esta manhã. Num jantar-comício ontem à noite em Carnaxide, Gouveia e Melo volta a deixar críticas às sondagens e lança também várias insinuações sobre o objetivo delas.
Estamos a ser atacados nas nossas percepções com sondagens, com resultados completamente diferentes. Portanto, só podemos concluir: ou alguém não consegue fazer o método que seja viável, ou alguém tem interesse em injetar percepções antes das eleições.
Henrique Gouveia e Melo, em declarações ontem à noite num pavilhão onde durante a pandemia foram vacinados milhares de portugueses contra a Covid-19. O almirante voltou a contar com o apoio de Isaltino Morais e acredita que tem algo em comum com o presidente da Câmara de Oeiras. Os dois geram inveja por serem ambos bem sucedidos.
Já António José Seguro repete que a corrida é apenas com André Ventura e, por isso, pede uma vitória na primeira volta para travar a extrema-direita.
António José Seguro dramatiza o apelo ao voto e avisa que não é indiferente quem passa à segunda volta em primeiro lugar.
Não é indiferente para a democracia quem passa em primeiro. E a questão é muito simples: ou passa em primeiro um democrata ou passa em primeiro alguém da extrema-direita. E nós queremos que passe um democrata na primeira volta, em primeiro lugar.
António José Seguro, num jantar ontem à noite na Lourinhã, na sondagem da AXIMAG para o Diário de Notícias, divulgada esta manhã, André Ventura aparece como favorito, mas com António José Seguro em segundo. Já a sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e o Now, divulgada ontem, coloca André Ventura também em primeiro e Marques Mendes em segundo, com Seguro a aparecer em quarto.
A campanha entrou hoje no penúltimo dia. Importa, por isso, olharmos para a agenda e perceber em que zonas é que os candidatos apostam para esta reta final.
Os candidatos concentram-se sobretudo no norte do país. Gouveia e Melo e Cotrim Figueiredo têm agenda a esta hora em Gondomar. Luís Marques Mendes começa o dia em Amarante, daqui a uma hora. Pouco depois, António José Seguro vai estar na Anadia. André Ventura vai almoçar em Ponte de Lima. Catarina Martins está já a esta hora em Barcelos e Jorge Pinto vai começar o dia em Gaia. António Filipe arranca este penúltimo dia de campanha em Lisboa, mas depois vai também ao Porto e a Braga.
E voltamos a falar do presidente dos Estados Unidos, porque Donald Trump recebe hoje, na Casa Branca, Maria Corina Machado, Nobel da Paz e opositora de Nicolás Maduro.
Este encontro acontece depois de Corina Machado ter sugerido partilhar o Prêmio Nobel da Paz com Donald Trump, uma sugestão que foi bem recebida pelo presidente dos Estados Unidos, ainda que Trump continue a defender que Corina Machado não tem legitimidade para governar o país. O especialista em Relações Internacionais, Marcelo Moriconi, acredita que Corina Machado vai tentar sair da Casa Branca legitimada para governar a Venezuela, mas avisa que Donald Trump dá sinais de apenas ter um objetivo em mente: explorar a economia do país sul-americano, com destaque para o petróleo.
Trump nunca falou em democracia e não há um intento aqui de eventualmente terminar com o regime. O que há é um intento de demonstrar para a região o poder de polícia que os Estados Unidos têm. É uma luta geopolítica na qual o que temos que ver do outro lado é a China, e uma questão de interesse econômico, que é a reativação da indústria petroleira feita através dos Estados Unidos e para que os Estados Unidos sejam quem vai gerir esta indústria.
A entrevista de Marcelo Moriconi, especialista em Relações Internacionais, está na história do dia de hoje.
Um episódio já disponível no site do Observador e também em podcast. São 10:08. Já a seguir o Contra Corrente sobre a situação interna do PSD. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Dois agentes da PSP foram acusados pelo Ministério Público de vários crimes, incluindo tortura, abuso de poder, violação e ofensas à integridade física. Os crimes foram cometidos contra toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros. Os agentes, de 21 e de 24 anos, são também suspeitos de crucificar uma mulher na esquadra. crucificar é a expressão utilizada pelo Ministério Público na acusação. Algemaram a mulher a um banco, deixando-a de braços abertos como se estivesse pendurada num crucifixo. Os dois polícias foram detidos em julho. Desde então que estão em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Évora. A acusação é revelada hoje pelo Jornal de Notícias. Há 10 anos que não nasciam tantos bebês em Portugal. Em 2025, nasceram quase 88 mil crianças. São os destaques do Teste do Pezinho, o Programa Nacional de Rastreio Neonatal. Lisboa, Porto e Braga foram as três cidades com o maior número de rastreios. Já Portalegre e Bragança foram os distritos onde foi registrado o menor número de exames. Já estão de volta à Terra os quatro elementos que integravam uma nova missão SpaceX. O regresso da nave espacial foi antecipado por causa de um problema de saúde grave sofrido por um dos membros. A cápsula aterrou esta manhã no Oceano Pacífico, junto à costa da Califórnia. É a primeira vez em 25 anos de história da Estação Espacial Internacional que uma missão é interrompida e o regresso dos astronautas antecipado devido a um incidente médico no espaço. A NASA não deu mais detalhes sobre o que realmente aconteceu. Esta agora é pra ti, Paulo. Quantos toques consegues dar numa bola?
Toques numa bola? Já não faço isso.
Com os pés. Não é de bilhar.
Pensei que era. Ok. Com creme ou sem creme, é a pergunta. Não, já não faço isso há muitos anos. São uns 20.
Mas eras bom a dar toques de bola?
Não, nunca fui bom nisso.
Eu sempre fui péssimo. Se conseguir três, ótimo.
Não, eu acho que ainda hoje consigo mais do que 15.
O que queres? Ficar com a bola no ar, fazer aquilo-
Não, com os pezinhos. Toque, toque.
Passar pra cabeça.
Não, isso pra cabeça não.
O Paulo depois parava assim no meio das costas.
Exato. No ombro, vira de costas.
O Paulo é muito bom em parar a bola. O Paulo dava um baile a este jovem.
Eu só dou três toques.
Boa! Um jovem futebolista sueco bateu o recorde do mundo do maior número de, e preparem-se pra esta expressão, o maior número de horas consecutivas a dar toques na bola. Horas. Quantas foram? Vocês conseguem imaginar?
Foram por aí umas 17.
Já me estão a doer as pernas só de pensar nisso.
Eu vou explicar. Eu vou dar regras, se calhar, pra vocês não acharem tão surpreendente. Ele pode fazer pausas de 15 minutos de três em três horas.
Mas são 59.
De três em três horas é que ele pode parar.
Ficava cheio de tendinites nos olhos.
Ele fez 28 horas, 21 minutos e dois segundos.
Caramba.
Esses dois segundos. Mas aquilo não foi só pés.
E deixa cair a bola ao fim desse tempo todo.
Foi como o Paulo. Pé, joelhos, peito, cabeça.
O Paulo também é bom no peito.
Foi com tudo.
Segurar a bola no peito.
Ele provavelmente não sabia contar até tantos. Perdeu a contar os toques que deu, quantos foram, mas bateu o recorde do Guinness do número de horas.
Foi algo impressionante. Vinte e oito horas é incrível.
Eu lembro-me, havia um senhor na Costa da Caparica que dava muitos toques. Não se lembra?
Na costa?
Na Costa da Caparica, na praia, estava lá sempre a dar toques. Acho que até foi a um programa de televisão e tudo. Bem, enfim.
Não eras tu, Paulo?
Mas acho que não chegou às 28 horas.
Podias ter que ver ele nessa altura, Bruno, não te reconhecia.
Toques só mesmo no carro.
Por acaso tem algumas parecidas.
Acabamento em dar toques no carro, mais do que na bola.