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Rafara, 10:02. Começamos este jornal com a campanha de João Cotrim Figueiredo, que continua a ser marcada pelas alegações de assédio sexual. O candidato, Carla, fala a esta hora aos jornalistas.
Está numa ação de campanha no mercado de Guimarães e é para lá que vamos já para acompanhar estas declarações com a ajuda do repórter Miguel Gato.
Vamos ouvir as declarações de João Cotrim de Figueiredo.
Seguro é um sono, Ventura um pesadelo. O que quis dizer? Por quê?
Quis dizer exatamente o que as palavras significam. Um sono é algo que nos adormece, que não nos dá particular energia nem movimento, e um pesadelo é aquilo que nos inquieta, que nos preocupa e que nos deixa ansiosos.
Que tipo de presidente é que João Cotrim Figueiredo quer ser?
Essencialmente mobilizador. Acredito muito na força e na capacidade dos portugueses. Acho que está uma marfanhada, sufocada e limitada. Quero inspirá-los a mostrar tudo o que sabem e conseguem fazer. E eu sei que isso é possível, porque quando saem deste ambiente, em muitos países do mundo para onde tenho que virar, destacam-se naturalmente nas mais variadas áreas e eu acho que deviam poder fazer isso em Portugal. Portanto, vou contribuir para que o sistema aqui os ajude a mostrar tudo o que são capazes de fazer.
O que está a dizer para convencer os últimos indecisos?
Ao voto daqueles que são mais programáticos, se quiser, e explicar-lhes que se querem Portugal mais moderno, tem que começar a renovar o sistema político, que não é só uma questão de renovar partidos ou de renovar ideias, é também de renovar pessoas. Para aqueles que são menos programáticos e mais pragmáticos, digo que se não querem eleger António José Seguro, só têm voto que é votar em mim, porque votar em Gouveia e Melo, votar em André Ventura ou votar em Marques Mendes é eleger António José Seguro. Votar nesses três candidatos é eleger António José Seguro, é o voto inútil para quem não quer António José Seguro na presidência.
A forma irresistível com que agiu ontem compromete o perfil presidenciável que quer ter?
Peço desculpa?
Se a forma irresistível com que agiu ontem compromete o perfil presidenciável que quer ter.
Eu acho que não. Quem não se sente não é filho de boa gente.
Ontem, precisamente por causa disso, incluiu jornalistas da comunicação social na campanha suja, que já diz há alguns dias estar a ser alvo, visou particularmente alguns textos específicos. Depois da queixa por difamação, que penso que já deu entrada no tribunal, também vai intentar algum tipo de ação contra algum órgão de comunicação social?
Não.
Mas já entrou no tribunal essa queixa por difamação?
Entrou já, sim.
Como lida com a pressão que o cargo exige?
Da mesma maneira que lidei com pressões bastante maiores ao longo da minha vida. E ao final, obtendo resultados.
E de que forma foi?
Foi da forma que em cada momento me pareceu mais adequada.
Ontem no Porto, disse que ainda tinha trunfos para usar até o final da campanha. Esse trunfo vai ser usado ainda hoje?
Não sei, estou a aguardar ainda.
A incerteza será um eventual apoio que não tenha certeza?
Sim, um apoio importante, internacional, que eu não tenho a certeza.
Um apoio internacional.
As declarações de João Cotrim de Figueiredo num apoio novamente ao voto útil do centro-direita, diz que se os eleitores de centro-direita querem um candidato na segunda volta, têm que votar nele, uma vez que votar em Henrique Gouvaia e Melo e em Marques Mendes é voto inútil e voto em Cotrim é voto útil. É o que diz o candidato apoiado pela iniciativa liberal, João Cotrim de Figueiredo, que está hoje aqui em Guimarães, termina o último dia de campanha eleitoral em Braga com um jantar comício. Ele, que não falou sobre as acusações, a acusação de assédio sexual, os mais recentes desenvolvimentos, garante também que não vai impor nenhuma queixa contra nenhum órgão de comunicação social após as críticas que fez ontem à tarde.
E, aliás, dizendo também, Miguel Gato, que a reação que teve contra os jornalistas é um sinal de que quem não se sente não é filho de boa gente. O Observador sabe, entretanto, que a advogada que está a tratar da queixa-crime contra Inês Bichão terá pesquisado outras denúncias que terão sido feitas pela ex-assessora da Iniciativa Liberal. João Cotrim Figueiredo já tinha sugerido que Inês Bichão fez mais alegações deste gênero, acusou jornalistas de terem feito um mau trabalho por não fazerem essa investigação. Também ontem a presidente da Iniciativa Liberal saiu em defesa de Cotrim, garante que não há nenhuma queixa interna, ao contrário do que diz a ex-assessora.
E no último dia de campanha eleitoral, António José Seguro dramatiza o apelo ao voto. O candidato apoiado pelo PS afirma que fala para todos os eleitores e repete que é o moderado que está em melhores condições de chegar à segunda volta.
Num dia em contrarrelógio em que António José Seguro vai correr o país de norte a sul, o candidato insiste no apelo ao voto. A primeira ação do dia de campanha foi na feira de Vila do Conde, terminou há pouco. Em declarações aos jornalistas, Seguro avisa que nada está ganho e, por isso, apela à ida às urnas no domingo.
Vou continuar a falar para cada português e cada português, dizendo-lhes que não basta terem o voto no coração e na cabeça. É necessário irem votar no próximo domingo, votar na única candidatura moderada que está em condições de continuar a defender a democracia, as reformas dos pensionistas, o Estado social, a saúde. É a única candidatura que pode vencer o extremismo e o radicalismo que existe na sociedade portuguesa. E, portanto, é isso que eu peço às pessoas. Vão votar, deem-me uma oportunidade para mostrar o que valho como presidente da República.
António José Seguro reforça que sente a campanha a crescer nas ruas. O candidato a Belém foi também questionado sobre se gostaria de ver declarações semelhantes às de Jorge Pinto por parte dos restantes candidatos à esquerda. O candidato apoiado por Livre abriu ontem o caminho à concentração de votos em Seguro. Na resposta, António José Seguro reforça que fala para os eleitores e não para os candidatos.
Cada candidato faz o que entende Da minha parte, eu faço aquilo que devo, que é falar com os portugueses e dizer-lhes que percebo bem a dor e o sofrimento que muitos portugueses têm, que a minha prioridade é conseguir que existam condições e medidas para que os portugueses acedam a tempo e horas aos cuidados de saúde e para que o país possa prosperar, criar riqueza, modernizar-se e ser um país justo.
António José Seguro, em declarações há pouco aos jornalistas numa ação de campanha na feira de Vila do Conde. O candidato apoiado pelo PS segue agora para outra iniciativa no mercado do Bolhão, no Porto.
Seguimos com a campanha de André Ventura, que garante que não precisa do apoio de Luís Montenegro e acusa Marcos Mendes e Cotrim Figueiredo de pedincharem ao primeiro-ministro.
Isto depois de, na semana passada, Ventura ter desafiado Luís Montenegro a dizer quem apoiaria numa segunda volta entre ele, Ventura, e António José Seguro. Agora deixa uma nova mensagem aos adversários e ao primeiro-ministro.
Eu convidava os meus dois adversários, quer o João Cotrim de Figueiredo, quer o Luís Marques Mendes, a fazer isto que eu estou a fazer aqui. Eu quero que se lixe o Montenegro, eu quero o povo português!
Palavras de André Ventura num discurso em Montemor-o-Velho, vestido com a farda militar que lhe foi oferecida por um apoiante como presente de aniversário.
Uma imagem que mereceu críticas por parte de Henrique Gouveia e Melo. O almirante não gostou de ver o candidato apoiado pelo Chega com a farda. Fala numa situação indigna.
Indigna e que ultrapassa os limites. Gouveia e Melo diz que André Ventura não tem direito de estar fardado à militar.
Um candidato que nunca foi militar, não fez o serviço militar obrigatório, não se ofereceu para as Forças Armadas como voluntário, a usar uma peça do uniforme. É indigno. Não vale tudo, senhor candidato.
Gouveia e Melo, num discurso ontem à noite no Porto, penúltimo dia de campanha, em que voltou a contar com a presença de Rui Rio e de Manuel Pizarro. São os destaques das ações do dia de ontem, sendo que hoje Marcos Mendes começa em Sintra, termina a campanha em Lisboa. António Filipe vai andar também pela Grande Lisboa. Catarina Martins vai passar por várias cidades no Norte. Jorge Pinto também começa no Porto, mas depois termina em Lisboa, vai apanhar um comboio.
Carla, importa olharmos para o estado do tempo no domingo, dia de irmos a votos. Vai estar muito frio, mas o sol vai voltar com a chuva a dar algumas tréguas.
Previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. A meteorologista Paula Leitão destaca que vai ser um dia muito frio, mas com sol e sem chuva.
Uma madrugada de domingo fria, em alguns locais com nevoeiro, com possibilidade de formação de gelo ou geada, e depois um dia de sol com o vento a soprar de norte, sendo um pouco mais intenso na faixa costeira.
Previsões para domingo. Hoje a situação é muito diferente, com chuva em todo o território continental. Há sete distritos do norte do continente sob aviso amarelo por causa das previsões de queda de neve e agitação marítima.
São 10h11. Já a seguir voltamos à campanha presidencial no Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora.
Uma mulher de 33 anos deu à luz um bebê sem vida na casa de banho do hospital da CUF Tejo, em Lisboa, tendo depois deixado o feto no local. A utente, de nacionalidade portuguesa, deu entrada na unidade hospitalar na última noite. Queixava-se de fortes dores nas costas. Mais tarde, sem informar os serviços clínicos da gravidez, dirigiu-se à casa de banho para proceder ao parto com a ajuda do companheiro. A notícia foi inicialmente avançada pela CNN Portugal. Entretanto, o Observador confirmou que o caso transitou para a Polícia Judiciária, que já abriu uma investigação. O casal alegou desconhecer a gravidez, apesar do tamanho e grau de formação do feto indicar que já estaria, pelo menos, com 30 semanas de gestação. Seis urgências vão estar encerradas nos próximos dias, três no sábado, três no domingo. São elas as urgências de ginecologia e obstetrícia dos hospitais do Barreiro, Vila Franca de Xira e Caldas da Rainha. As três vão estar encerradas tanto no sábado como no domingo. É o que indica o portal oficial do Serviço Nacional de Saúde. A Casa Branca garante que prefere uma solução diplomática a uma intervenção militar no Irão. O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, defende que a diplomacia é sempre a melhor saída. No entanto, a Casa Branca garante que uma possível intervenção militar continua em cima da mesa, isto perante os protestos anti-regime que começaram no final de dezembro. A Casa Branca diz também que o destacamento de tropas europeias para a Gronelândia não vai demover Trump de tomar o território autónomo da Dinamarca.