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São 10 da manhã. As notícias na sua rádio com o jornalista Luís Soares. Está em resolução um incêndio na serra do Caramulo. Continuam no terreno mais de 140 operacionais.

A esta hora ainda apoiados por três meios aéreos. É um incêndio que começou por volta das 6h e que chegou a preocupar as autoridades, sobretudo por causa do vento forte. Agora, a Proteção Civil confirma à Rádio Observador que as chamas estão dominadas. O primeiro alerta, como disse, foi dado por volta das 6h, e ao Observador, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Viseu Dão Lafões refere que o vento foi o principal fator de adversidade neste incêndio. A mesma fonte indicou também que as chamas não chegaram a ameaçar populações da região. Agora, este incêndio está dado como em resolução.

A Casa do Brasil espera que a Lei dos Estrangeiros e a Lei da Nacionalidade sejam as discutidas nos encontros de Lula da Silva com Luís Montenegro e com António José Seguro, e apela à calma na manifestação marcada pelo CHEGA por causa da visita do chefe de Estado brasileiro.

Uma manifestação marcada para o 12h30 e que vai ter André Ventura a também marcar presença. Vai acontecer à porta da Assembleia da República. Ana Paula Costa, a vice-presidente da Casa do Brasil, diz que esta é uma atitude esperada por parte do CHEGA e espera que não haja episódios de violência.

Era de se esperar que houvesse alguma reação de não concordar com essa visita e também de polarizar mais o debate aqui na sociedade portuguesa. E o que nós esperamos, na verdade, é que haja um respeito e haja um tratamento por parte das autoridades, de não potencializar aqui situações mais agravantes, como algum tipo de violência.

A expectativa de Ana Paula Costa, a vice-presidente da Casa do Brasil, para esta manifestação marcada pelo CHEGA junto ao Palácio de Belém para 12h30. Para o mesmo local está agendada outra iniciativa, mas essa de apoio ao presidente brasileiro. A vice-presidente da Casa do Brasil antecipa ainda alguns dos pontos da conversa que poderá surgir nos encontros entre Lula da Silva, Luís Montenegro e António José Seguro, nomeadamente a nova Lei de Estrangeiros, já em vigor, ou a Lei da Nacionalidade, que está a aguardar promulgação por parte da Presidência. Ana Paula Costa diz esperar que algo mude com as reuniões que vão acontecer hoje.

Um dos temas que é esperado falar nesse encontro é o tema da imigração, seja pelos brasileiros que vivem aqui em Portugal, seja pelos portugueses que vivem lá no Brasil e que se espera um tratamento digno de ambas as partes. O tratamento que o Brasil dá para os imigrantes portugueses que lá vivem é muito mais favorável, seja do ponto de vista da aquisição da nacionalidade e até da própria Lei de Estrangeiros, do que o tratamento que, infelizmente, Portugal tem dado para os brasileiros aqui em Portugal e para todas as outras nacionalidades.

Expectativa da vice-presidente da Casa do Brasil, Ana Paula Costa, para as reuniões da Lula da Silva, de manhã ainda com Luís Montenegro, um encontro seguido de uma declaração conjunta. Depois disso, o chefe de Estado brasileiro vai almoçar no Palácio de Belém com António José Seguro.

Duarte Cordeiro está fora da comissão política do PS. O antigo ministro quer ficar menos comprometido com a atual liderança do partido e o núcleo duro de José Luís Carneiro acredita que há um aspirante à liderança a ganhar forma.

Enquanto os dirigentes socialistas próximos de Duarte Cordeiro reforçam a necessidade de haver uma alternativa dentro do PS à atual liderança para não passar a ideia de haver uma unanimidade que não existe, certo é que o antigo ministro do Ambiente e antigo líder da Federação decidiu ficar de fora da comissão política do PS este fim de semana. E como explica a jornalista Rita Tavares, esta não foi uma decisão inocente.

E, na verdade, os planos de um político como Duarte Cordeiro, que é bem tido no Partido Socialista, tem muita influência, sobretudo na Federação de Lisboa, no Distrito de Lisboa. Ele foi líder desta federação durante muitos anos.

Não terá dificuldade em ter a máquina com ele.

Não teria dificuldade em começar a mobilizar militantes a seu favor. Mas o que eu estava a dizer é que uma figura assim, evidentemente que quando fala, sabe que ao falar vai ter um determinado impacto e também sabe que vão ser feitas leituras, e a leitura mais clara e que não há maneira de ser, julgo eu, contestada, o próprio não vai contestar. Aliás, a leitura que se fez ao longo destas últimas horas é que ele é uma alternativa a José Luís Carneiro.

De resto, nos corredores do Largo do Rato, há avisos sobre os riscos que o PS pode correr se houver uma luta pela liderança do partido, a lembrar a corrida de 2014 entre António Costa e António José Seguro. A Rita Tavares lembra também que essa corrida deixou feridas que ainda hoje se sentem.

Será que ele, no futuro, poderá ser acusado de deslealdade de forma tão clara, quando até avançou numa altura em que Carneiro estava sólido?

Só aparecer quando estivesse no chão, não é?

Exato. Aí, se calhar, era visto como alguém que, sei lá, como António Costa em 2014. Essa guerraImportante que houve dentro do Partido Socialista na altura, ainda era recordada agora na rua quando António José Seguro fez campanha eleitoral. Portanto, é uma coisa que foi difícil digerir, porque foi António Costa, no fundo, atirar o tapete a alguém que sabia que estava fragilizado na liderança do Partido Socialista.

Rita Tavares, a grande repórter da secção de política do Observador, na edição de hoje da História do Dia.

A jornalista Rita Tavares assina também esta notícia que está em destaque a esta hora no site do Observador. O Irão está a analisar, e de forma positiva, a participação nas negociações de paz em Islamabad, e o Paquistão acredita que, caso os dois países cheguem a acordo, Donald Trump pode mesmo vir a marcar presença no final das negociações.

É o que adianta uma fonte paquistanesa envolvida nas negociações à agência Reuters. Donald Trump poderá participar em Islamabad de forma virtual ou presencial, pode marcar lá a presença depois de ser alcançado um acordo. Para já, o que é certo é que será J.D. Vance, vice-presidente norte-americano, a liderar essas negociações do lado da Casa Branca. Deve viajar ainda hoje para Islamabad. Também um alto funcionário iraniano contou à agência Reuters que o lado de Teerão está ainda a analisar a participação nas negociações, mas de forma positiva. Ainda não foi tomada nenhuma decisão para as conversações, que podem acontecer já no dia de hoje.

A líder da diplomacia da União Europeia pede uma solução diplomática para o conflito. Admite que o cessar-fogo está em vigor. É um cessar-fogo frágil.

Foi o que disse Kaja Kallas à entrada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27. Os líderes da diplomacia europeia reúnem-se daqui a pouco para discutir a suspensão do acordo de cessação com Israel. Antes disso, a vice-presidente da Comissão, Kaja Kallas, comentou o cessar-fogo em vigor para pedir uma solução negociada entre ambas as partes.

Não estamos a ficar à margem. Estamos, na verdade, a trabalhar ativamente com os parceiros regionais, porque partilhamos as mesmas preocupações. Eles conhecem o Irão melhor do que ninguém e têm a capacidade para reforçar a posição dos negociadores à volta da mesa de negociações. É claro que o cessar-fogo é muito frágil, mas a diplomacia deve ter uma oportunidade. Por isso, espero que o cessar-fogo seja também prolongado, até que haja uma solução diplomática.

Declarações de Kaja Kallas à chegada ao Luxemburgo para essa reunião que vai juntar os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27.

São 10h08, Luís. A seguir, a Contracorrente, mas antes, que outras notícias marcam a atualidade.

O Papa Leão XIV já deixou Angola em direção a Malabo, a última etapa do périplo do líder da Igreja Católica pelo continente africano. Leão XIV foi o primeiro papa a visitar o leste de Angola, passando depois por Luanda. Agora segue para a Guiné Equatorial, onde deve abordar temas como pluralismo político e liberdades cívicas. 54 mil pessoas estão hoje sem energia elétrica na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia. Isto depois de um ataque de um drone russo. Noite passada, a Rússia lançou perto de 150 drones de longo alcance contra a Ucrânia. Em território russo, drones ucranianos atingiram a infraestrutura ferroviária ontem à noite, na região de Rostov. Dois militares da GNR foram atingidos a tiro após uma troca de disparos esta manhã no distrito de Viseu. Sofreram ferimentos ligeiros nos braços e foram transportados para o hospital. O suspeito, de 61 anos, foi também atingido. A fonte do comando territorial da GNR diz desconhecer a gravidade das lesões, um caso que foi já entregue à Polícia Judiciária. E já está disponível o terceiro episódio do mais recente Podcast Plus do Observador, que é baseado numa investigação que conta com milhares de ficheiros.

Chama-se Os Ficheiros do Caso Carlos Castro. Narra a história da investigação à forma como Renato Seabra assassinou o cronista social Carlos Castro em Nova York. Isto em janeiro de 2011.

E este terceiro episódio reconstitui a história de como a relação entre os dois começou.

Lilica Nessa já foi apresentada a Renato durante um evento. Depois do anúncio, ainda hesita, mas acaba por ir ter com o amigo ao camarim. Está decidida a chamá-lo à razão. Carlos tem 65 anos, Renato 21. Conhecem-se há dois meses, nem tanto. Aquilo não pode ser amor.

Fui ao camarim, peguei nele, arriscando pela primeira vez na vida ser muito desagradável com ele, peguei-lhe no cabelo e disse: "Olha para o espelho. Olha para o espelho, o que é que tu vês? Vês um homenzinho, baixo, cabelo branco, velho, e tu achas que o miúdo com 1,85 m, lindo de morrer, vai se apaixonar por ti e que vão para Nova York passar a honeymoon e o Réveillon?" Ele está apaixonado pela minha alma, ele está apaixonado pela minha inteligência, ele estava mesmo convencido que ele estava apaixonado por ele.

Um excerto deste terceiro episódio do novo Podcast Plus Observador, que já está disponível.

Os Ficheiros do Caso Carlos Castro é uma série em podcast narrada pela atriz Joana Santos, que conta com música original do pianista Júlio Resende. A investigação e os guiões são da jornalista Tânia Pereirinha.