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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Hugo Soares garante que o Governo está disponível para negociar a Lei das Rendas com o Partido Socialista, durante a discussão na especialidade. O líder parlamentar do PSD acusa José Luís Carneiro de nunca ter querido realmente negociar a lei, diz que o PS a bloqueou logo na generalidade, no entanto, garante que os partidos ainda vão a tempo de dialogar.
É mentira, porque ele não quis negociar antes da aprovação da lei para poder ser discutida na especialidade. Honra seja feita, com todos os seus defeitos, e são muitos, se quiser falar sobre isso, falaremos. Mas o único partido que esteve disponível para discutir foi o Chega, e por isso é que viabilizou na generalidade para poder discutir na especialidade. Se o Partido Socialista quiser, ainda hoje, discutir na especialidade a lei, claro que nós estamos disponíveis, como sempre estivemos. Ora, é mentira. O Partido Socialista não quis mudar a Lei do Arrendamento Urbano. Achou que como estava, estava bem.
Declarações de Hugo Soares esta noite, na grande entrevista da RTP. O líder parlamentar do PSD sublinha que o desejo deste Executivo é baixar os preços, aumentando a oferta, através desta nova legislação. Já José Luís Carneiro acusa o PSD e o CDS de destratar e desconsiderar o Partido Socialista. O secretário-geral do PS diz que, no debate orçamental desta quarta-feira, foi alvo de ataques políticos incompreensíveis e considera que o primeiro-ministro tem de definir como quer tratar o PS.
O PS tem um primeiro dever, que é o dever com o país, com as portuguesas e com os portugueses que já vivem momentos muito difíceis nas suas vidas e que exigem responsabilidade, grande sentido de responsabilidade. Naturalmente que nós tivemos ataques políticos incompreensíveis, vindos de responsáveis e de pessoas muito próximas do primeiro-ministro. E o primeiro-ministro tem que definir também um perfil na forma como trata e como se relaciona com o PS. Não pode destratar um partido que mostra esta atitude de responsabilidade para com o país e também para com um governo que, como se vê, está cada vez mais fragilizado.
As palavras de José Luís Carneiro falou esta noite aos jornalistas à entrada para uma sessão com militantes em Loures, no dia em que o PS permitiu, através da abstenção, que o orçamento do Estado para 2027 fosse viabilizado. Foi aprovado na generalidade. Agora, a estratégia do governo passa por controlar as iniciativas da oposição durante esta fase da especialidade, que arranca hoje. O Partido Socialista e o Chega podem apresentar propostas até dia 6 de novembro, podem chegar a acordo até à votação final global, que será no dia 24. Por isso, com margem reduzida para acolher novas medidas, o governo procura tirar o tapete às chamadas coligações negativas. Miguel Vítor Dias.
Com o resultado ao intervalo já conhecido, com a aprovação do orçamento, o governo tenta controlar o jogo na segunda parte.
Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual a que elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar.
O ministro Leitão Amaro deixa avisos para a fase da especialidade, já depois de José Luís Carneiro, do PS, ter anunciado uma proposta para limitar a receita fiscal.
Foram mudadas cinco vezes as portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis. E por isso, senhor primeiro-ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal.
Faltam conhecer os detalhes de uma iniciativa que deixou André Ventura curioso. O líder do Chega, que aproveitou ainda para pressionar o governo com a Lei das Rendas.
Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si.
Leitão Amaro, à defesa, vai deixando avisos.
Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los, como na reforma laboral, de punho cerrado, a pôr os líderes comunistas em lágrimas, a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?
De volta ao orçamento, a IL até iliba o governo de responsabilidades passadas, mas pede uma bitola superior.
O fracasso do PS não pode ser a medida da ambição da AD.
E o Livre pega na abstenção do PS para atirar ao Chega.
O voto farsista do Chega, que vem aqui cheio de muitos malabarismos, dizer que é contra, mas que sempre que é necessário, dá a mão ao governo.
Numa discussão marcada pelas manifestações, Paulo Raimundo, do PCP, deixou ainda uma provocação.
No seguimento da martelada, que é "a greve é um direito, desde que ninguém faça", vem agora a mais recente bastonada, que é "a manifestação é um direito, desde que não haja manifestantes".
O debate de um orçamento marcado pelas manifestações na rua sobre o setor da habitação.
Miguel Viterbo Dias, que acompanhou a discussão do orçamento do Estado. A fase seguinte arranca já hoje com as audições ao Tribunal de Contas, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e também ao ministro da Economia. Sendo que também hoje António José Seguro vai receber todos os partidos com assento parlamentar para debater a coesão social. As audiências começam cedo, com o JPP a ser recebido a partir das 08:30 da manhã. Na Praça Dom João I, a PSP autorizou a permanência dos manifestantes, desde que se mantenham em silêncio. A acampada no Porto desmontou as tendas, mas alguns manifestantes permaneceram na praça. Depois de alguns momentos de diálogo, os manifestantes acataram as indicações da PSP, retiraram as cerca de 10 tendas que estavam na Praça Dom João I. Sem tendas, a comitiva de polícias, liderada pela subcomissária Eduarda Fan, anunciou que os manifestantes podiam ficar, mas em silêncio.
Podem permanecer aqui na Praça Dom João I. Aquilo que vos solicitamos é que estejam em silêncio, não produzam ruído e, se não houver tendas, não há inconveniente em permanecerem aqui na Praça Dom João I.
Explicações dadas aos manifestantes pela voz da subcomissária da PSP, Eduarda Fã. Os manifestantes podem ficar na praça da Cidade Invicta, desde que não produzam ruído nem montem tendas. Em Lisboa, o protesto desmobilizou mais cedo. Foi, no entanto, aprovada em assembleia popular, um novo protesto agendado para sábado, semelhante ao do passado fim de semana, como dá conta a jornalista da Rádio Observador, Maria Miguel Marques.
Não houve pernoita aqui na Praça do Rossio. Aliás, a esta hora a praça está completamente vazia, porque passou a meia-noite e meia, altura para a qual estava já marcado o fim desta 12ª noite de acampada em Lisboa. Aqui na Praça do Rossio estiveram bastante menos pessoas, comparando com a multidão que ontem estava à frente do Parlamento. Esta reunião, que contou com cerca de 400 pessoas, foi mais um momento de convívio e de debate de ideias da acampada, apesar de termos também ouvido vários gritos de protesto, incluindo de desaprovação do Orçamento de Estado. Também de dar conta que vimos menos polícias, aliás, vimos apenas duas viaturas mobilizadas e também subiram ao palco no Rossio alguns artistas. Destaque para Carolina Deslandes, que tocou alguns dos próprios temas, mas também cantou Jorge Palma. Estes concertos aconteceram precisamente depois da Assembleia Popular, que acabou por aprovar com 230 votos a favor, uma nova manifestação já para este sábado. Este protesto vai funcionar, dizem os manifestantes, à semelhança do último fim de semana. Para além desta aprovação de uma nova manifestação no sábado, com fim aqui no Rossio, fica também a promessa de que já amanhã há nova assembleia popular aqui às 19h.
Maria Miguel Marques, a descrever o cenário desta noite no Rossio e a dar conta também que vai haver nova manifestação este sábado, à semelhança do fim de semana passado. Os manifestantes vão descer em marcha lenta a Avenida da Liberdade. Depois, como tem sido hábito, está programada uma concentração no Rossio e só aí os manifestantes vão decidir se vão ou não tentar pernoitar na praça. Mudamos de tema. No desporto, o Futebol Clube do Porto está na Final Four da Taça da Liga. Venceu esta noite 1x0 o Académico de Viseu. Os Dragões receberam os Visianenses e uma grande penalidade convertida por Santiago Gimenez a poucos segundos do intervalo, foi o suficiente para carimbar a passagem à próxima fase da competição. Ambos os treinadores fizeram várias alterações para este encontro, sendo que Francesco Farioli adotou uma tática diferente para este jogo. Entrou em campo com três defesas centrais. O técnico italiano explica que mesmo com uma estrutura diferente, aquilo que quer ver em campo é o mesmo.
Senti que os jogadores iam conseguir compreender em poucos dias com, digamos, uma sessão de treino específica e boa preparação a esta nova estrutura. Os princípios são os mesmos, aquilo que queremos ver é o mesmo. Claro que é um sistema diferente e sinceramente acho que os jogadores estiveram bastante bem, tanto na primeira como na segunda parte. Tivemos vários momentos interessantes com bola, faltou-nos um pouco mais de presença na área, mas em termos de controle e posse de bola, acho que estivemos muito bem.
Francesco Farioli, depois da vitória frente ao Académico de Viseu, o Futebol Clube do Porto volta assim a marcar presença na Final Four da Taça da Liga. Os Dragões vão defrontar o vencedor do Benfica-Gil Vicente, que acontece esta quinta-feira. Do outro lado, Bruno Pinheiro, técnico dos Viriatos, lamenta que o jogo tenha ficado decidido por uma grande penalidade e mostra-se muito orgulhoso do trabalho da equipa.
O jogo acaba por ser decidido num lance, sendo penalti ou não, numa grande penalidade. E isso acho que diz tudo do comportamento do Académico. Penso que fizemos um jogo interessante uma vez mais, comparando as potencialidades da equipa. Acho que fizemos um jogo muito competente.
A reação de Bruno Pinheiro à derrota frente ao Futebol Clube do Porto, que segue em frente na Taça da Liga. Ponto final neste jornal das 16h. A informação regressa em formato de síntese às 05:00. Até lá, fique com a repetição do episódio do Contracorrente.