Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São 10 da manhã. As notícias na Rádio Observador, com o jornalista Luís Soares. Luís, continuamos esta manhã a dar destaque à situação no Conselho de Almada. A falta de água está a afetar moradores e empresários da região.
Ontem foram cerca de 1500 pessoas que saíram à rua em protesto a pedir medidas concretas para resolver o problema, mas também a pedir a demissão da presidente da Câmara, Inês de Medeiros, que garante estar a fazer de tudo para resolver o problema. O repórter da Rádio Observador, Rui Casanova, tem estado esta manhã a testemunhar estes problemas vividos no Conselho de Almada, não só do lado dos moradores, mas também das várias empresas.
Sim, estamos aqui no centro histórico da Costa da Caparica, uma zona com muitos negócios, cafés, restaurantes, bares. Há instantes falámos com a proprietária de uma lavandaria self-service, um negócio que naturalmente precisa muito de água, algo que neste momento está em falta aqui no município de Almada. Esta senhora não quis ser identificada, mas contou-nos os problemas que tem vivido aqui no negócio da lavandaria self-service.
Tenho sido 100% afetada, porque eles não avisam quando é que vão fazer os cortes d'água. As pessoas ficam sem saber quando é que podem tomar banho, quando é que podem ir lavar roupa. Eu devo ser das pessoas mais afetadas em todos os negócios.
O testemunho aqui de uma proprietária, uma empresária, dona de uma lavandaria self-service, um negócio que naturalmente precisa de água.
Estamos aqui com alguns problemas para escutar o Rui Casanova. Estamos aqui com algumas interferências na ligação com o Rui. Vamos tentar recuperá-la. Dou também conta do vídeo publicado nas redes sociais por Inês de Medeiros, que admitiu que as falhas graves no abastecimento de água no Conselho vão ser resolvidas, que é o problema que neste momento é a única prioridade para a autarquia. Mas vamos tentar recuperar o contato com o Rui Casanova. Rui, agora já estamos novamente em condições de te escutar, precisamente continuando esse relato dessa proprietária de uma lavandaria que tem lidado com este problema diariamente.
Sim, um negócio que precisa muito de água e esta proprietária pede a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.
É vergonhoso. É só o que eu tenho a dizer, é que isto é uma vergonha enorme. Eu acho que a senhora Inês de Medeiros e o senhor Luís Palma, do SMAS, deviam se demitir, porque eles não estão a fazer nada a favor da população. Pronto, é só o que eu tenho a dizer. Obrigada e um bom dia.
Muito obrigado. Bom dia. Aqui o testemunho indignado desta proprietária de uma lavandaria self-service, a pedir a demissão da presidente da Câmara de Almada, também da direção do SMAS. De resto, têm sido testemunhos que temos ouvido por parte de comerciantes e moradores que se queixam-se de falta de respostas por parte da autarquia, sentem-se abandonados e pedem que Inês de Medeiros, a autarca socialista de Almada, faça mais pelos comerciantes e moradores da Costa da Caparica, uma das zonas mais afetadas por esta falta de abastecimento de água.
A reportagem direto do Rui Casanova, ele que tem estado ao longo desta manhã a acompanhar os problemas de moradores e empresários no Conselho de Almada, com a falta de água que se tem registado nas últimas semanas.
A vice-presidente do PSD, Isaura Morais, deixa elogios à reforma do Ministério da Educação, motivada pelo governo, e diz que há um alarido exagerado à volta da questão dos exames nacionais.
A divulgação das notas está prevista para dia 17 deste mês, sexta-feira da próxima semana. O ministro da Educação diz que falta distribuir cerca de 20% das respostas da primeira fase dos exames nacionais do 12º ano pelos classificadores. No programa Comissão de Inquérito da Rádio Observador, Isaura Morais diz que a reforma proposta pelo governo vai trazer benefícios. Mostra-se também otimista quanto ao cumprimento dos novos prazos, mas a vice-presidente do grupo parlamentar do PSD lembra que o processo foi adiado apenas por três dias.
Eu acho que tem havido um alarido exagerado. Nós estamos a falar de três dias de diferença dos resultados dos exames. O que o governo pretendeu fazer foi dar continuidade a um processo, a uma reforma, mais uma reforma, na área de educação e na questão da digitalização dos exames. Esta vontade de reformar e esta vontade de poder tornar o processo mais fácil para todos e mais justo, até.
Isaura Morais, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, a desvalorizar a polêmica em torno da correção dos exames nacionais do 12º ano. Ela que foi convidada da Comissão de Inquérito desta manhã na Rádio Observador.
Metade das Unidades de Saúde Familiar em Portugal admite não ter condições adequadas de climatização. É o que revela um estudo da Associação Nacional das USFs.
49% dos coordenadores dizem não ter um sistema de climatização em condições adequadas. Em declarações à Rádio Observador, o presidente André Pescaia explica o que é preciso fazer para resolver esta situação.
É preciso clarificar-se as responsabilidades entre governo, autarquias, ULS e proteção civil. Depois tem que se envolver, provavelmente, as autarquias. Depois tem que haver um levantamento nacional das condições térmicas. Não pode ser depois nós fazemos o comunicado que algumas ULS se lembram de perguntar quais são as condições térmicas de exercício nos seus centros de saúde. Depois tem que haver um plano de intervenção. Tem que haver este plano de intervenção, porque tudo isto custa dinheiro, tudo isto gera investimentos e também manutenção. Ou seja, nós estamos a avisar esta situação de metade das USF Sem climatização adequada, é uma situação que já estamos a reportar há cerca de 10 anos. E tem melhoria.
O presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, André Buscalhe, considera também que nada foi feito na última década para resolver a situação. É o caso, por exemplo, de Almada. As Unidades de Saúde Familiar do Conselho continuam com falhas nos sistemas de ar-condicionado, apesar de ter sido lançado um concurso público que previa a climatização deste centro de saúde. A presidente da Comissão de Utentes, Luísa Ramos, explica que até agora nada foi feito.
Muitos dos ares-condicionados portáteis eram os próprios médicos que levavam para os seus gabinetes. Sabemos que a câmara, nessa altura, com esta senhora vice-presidente, resolveu pontualmente, num piso ou noutro, a colocação de ares-condicionados portáteis. Mas nós queremos a intervenção de fundo. Isso são medidas que se tomam numa emergência, mas não para ser a solução do problema, porque não é.
Luísa Ramos, presidente da Comissão de Utentes, revela que até agora nada foi feito e explicava, neste registo que escutamos, que os próprios profissionais acabam por levar ares-condicionados portáteis para os consultórios. O Observador procurou obter respostas também junto da Câmara Municipal e da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal. A ULS remeteu para a Câmara, que até o momento não respondeu.
Este é o tema do "Onde Para o Caso" desta semana, da autoria da jornalista da Rádio Observador, Teresa Freire. O episódio vai para o ar depois do jornal das 17h e já está disponível em podcast. 17h07, antes do contracorrente, Luís, que outras notícias merecem destaque?
A Universidade de Lisboa conta a partir do próximo ano letivo com mais 1018 camas para estudantes, que se juntam às atuais 488. Anúncio feito esta manhã pelo estabelecimento de ensino superior, a Universidade de Lisboa, diz tratar-se de um dos maiores programas de investimento em residências universitárias realizados em Portugal, superior a 80 milhões de euros, mais de metade de financiamento vindo do PRR. A mortalidade associada à mais recente onda de calor que passou em Portugal continental está abaixo das previsões. Em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, considera que o país não vai assistir a um aumento muito significativo da mortalidade em excesso nos próximos dias. Os dados da DGS mostram que Portugal registou mais de 200 mortes em excesso decorrentes da vaga de calor. De resto, junho foi o mês mais quente de sempre na Europa Ocidental e o segundo mês mais quente no mundo, desde que há registro, é o que indica o mais recente relatório do sistema Copernicus. Portugal e outros sete países da União Europeia pediram hoje à Comissão para que permita prolongar a suspensão temporária, para além de setembro, do sistema de entrada e saída da União Europeia. O fim está previsto para 6 de setembro, mas esses países mostram-se preocupados com o atual cenário de pressão sobre os aeroportos, bem como sobre todo o setor dos transportes. Os países que pediram foram Portugal, Bélgica, França, Alemanha, Grécia, também Itália, Malta, Países Baixos, igualmente a Suíça. No Médio Oriente, o Irão diz que 14 pessoas morreram nos últimos dois dias devido aos ataques dos Estados Unidos. Teerão reivindicou ataques com drones contra bases militares norte-americanas no Bahrain, no Kuwait e no Qatar, que surgiram como resposta a uma nova onda de ataques norte-americanos em vários pontos iranianos do estreito de Ormuz.