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Começamos este jornal das 10 pelo Ministro da Administração Interna, que não declarou a empresa da mulher quando chegou ao governo. Nos cinco meses em que está no cargo, Luís Neves já apresentou três declarações de rendimento à Entidade para a Transparência.
A inicial, que entregou a 17 de abril, dentro do prazo legal após o início de funções, uma declaração de alteração e outra de substituição, as duas a 25 de maio. O Observador consultou todos estes documentos nos últimos dias e o que nos dizem eles, Teresa Freire?
Desde logo, a mudança de diretor da Polícia Judiciária para o cargo de ministro implicou uma quebra de vencimento. Entre a data de entrega da primeira declaração e as outras duas, foram acrescentados €315 mil a indívidas, €133 mil à ordem e ainda a polêmica da empresa de alojamento da mulher. Luís Neves comunicou a existência de uma conta bancária com o saldo superior a 50 salários mínimos, como é obrigado a lei a declarar. No entanto, apenas um mês antes, nada constava sobre esta conta bancária à ordem.
Teresa, já quanto ao património imobiliário, que tem estado no centro da polêmica, o que é que mostram as declarações do ministro?
Em maio, ou seja, nas últimas declarações, Luís Neves indica um total de nove imóveis, quatro urbanos e cinco rústicos, um no Seixal, outro em Almada e os restantes sete no Conselho de Odimira, os mesmos que já tinha comunicado logo após tomar posse como ministro. As obras no Monte São Teutônio dizem respeito ao prédio misto designado Corgo da Fonte. Este imóvel está registrado como alojamento local e é explorado pela empresa da mulher. E é precisamente aqui que está uma das novidades da última declaração do Luís Neves. O documento indica a existência de uma empresa unipessoal dedicada a atividades de turismo e alojamento de curta duração. No entanto, na declaração inicial, não havia qualquer referência a esta empresa.
O Observador pediu esclarecimentos ao ministro.
E teve a resposta do gabinete de Luís Neves, diz que tudo não passou de um mero lapso, que foi corrigido quando estava a ser preparada a declaração de substituição. O gabinete do ministro esclarece também o fato de na primeira declaração não haver um valor na conta bancária. De acordo com a resposta ao Observador, o novo valor deve-se a uma segunda hipoteca sobre imóvel no valor de €225 mil.
Teresa Freire, com os detalhes das três declarações de rendimento, património, interesses e incompatibilidades dos titulares de cargos políticos que o ministro Luís Neves entregou junto da Entidade para a Transparência, tudo no espaço de cinco meses.
O ministro da Educação vai prestar esclarecimentos esta manhã sobre o processo de correção dos exames nacionais. Isto numa altura em que a plataforma Missão Escola Pública denuncia que há professores que ainda estão a corrigir provas esta manhã.
E com problemas ainda, sobretudo nas provas de Português e de Matemática, é uma denúncia feita à agência Lusa por este movimento que reúne professores. A Missão Escola Pública diz também que se mantêm problemas já identificados anteriormente, como a ausência de folhas de continuação ou folhas com caligrafia diferente. Até o momento, o Ministério da Educação ainda não confirmou se a totalidade dos exames está classificada. O ministro Fernando Alexandre vai prestar declarações esta manhã, numa nota enviada às redações. A hora apontada são as 10h30.
Carla, a plataforma responsável pela classificação dos exames convocou as escolas para uma reunião online. O objetivo é explicar como é que vão disponibilizar as notas aos alunos.
É uma sessão de esclarecimento que acontece a partir desta hora, 10h da manhã. Vai prolongar-se até às 14h30. É o que adianta ao Observador o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas. De acordo com a convocatória, a plataforma Educa detalha que estas duas sessões são para diretores e equipes envolvidas no processo. O objetivo é explicar às escolas como devem proceder para garantir que todos os alunos consigam aceder ao link onde vai estar disponível a classificação da prova. No entanto, há essa dúvida sobre se neste momento estão ou não corrigidos todos os exames. Aguardaremos pelas declarações do ministro da Educação.
Realiza-se hoje à tarde o debate do Estado da Nação, na Assembleia da República e, por isso, para antever a sessão plenária, a Rádio Observador entrevistou esta manhã deputados das principais forças políticas.
Foi num explicador alargado. Alexandre Poço, deputado do PSD, explica como olha para o debate de logo à tarde.
Olho para este debate do Estado da Nação como uma boa oportunidade para o governo, essencialmente, dizer ao país aquilo que está a fazer, que nós temos tido muita iniciativa política e de que o ímpeto e a vontade de mudança com a qual nos comprometemos diante dos portugueses nas eleições que vencemos, está a ser concretizada e as oposições podem dizer o que quiserem. Criticar é sempre mais fácil. Não se pode acusar este governo de falta de iniciativa e de transformação em matérias muito importantes para o país.
Já Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, faz desde já um balanço negativo da governação da AD.
O balanço não é positivo, nem pode ser positivo. Nós esperávamos que quando há um governo de direita em Portugal e o governo da AD em Portugal, que houvesse mudanças no nosso país. Mas se nós olharmos para o país há dois anos atrás, dos governos António Costa, o país está praticamente igual. A única diferença é que este governo faz muito mais propaganda, diz que faz reformas, diz que apresenta reformas, mas depois, na prática, isso não se concretiza.
As declarações ou a antecipação já do balanço sobre o Estado da Nação pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto. O balanço negativo é feito também por António Mendonça Mendes, deputado do Partido Socialista, garante que não houve nenhuma força de bloqueio à governação da AD e deixa ainda críticas ao líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares.
O líder parlamentar do PSD não é alguém que se possa levar muito a sério, porque diz aquilo que lhe convém no momento e que lhe sai no momento. Acho que toda a gente se recorda como na véspera do último jogo de Portugal com Espanha, dizia que o primeiro-ministro era um amuleto para nós e por isso é que ia ao futebol. Portanto, é uma pessoa que não é
Para levar muito a sério. A realidade é esta: o governo não teve, na Assembleia da República, nenhum bloqueio a nenhum instrumento importante de governação. A única lei relevante que o governo viu chumbada na Assembleia da República foi aquilo que apelidou de reforma laboral e que eu diria que é a reforma contralaboral.
António Mendonça Mendes, um dos convidados do Explicador alargado desta manhã, onde tivemos também representantes da Iniciativa Liberal, do Livre e do PCP. Vamos dar conta da posição destes partidos nos próximos jornais.
O debate do Estado da Nação começa às 15h30. Pode acompanhar em directo aqui na Rádio Observador. No Médio Oriente, os Estados Unidos continuam os ataques contra o Irão. A Casa Branca afirma que a prioridade é manter o estreito de Ormuz aberto.
O Irão retaliou com ataques a bases militares norte-americanas no Kwait e na Jordânia. Foi a quinta noite consecutiva de ataques entre os dois países. O especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, considera que a comunidade internacional vai ter dificuldades em apontar o dedo a Trump por causa destes ataques, uma vez que o presidente norte-americano está a tentar dominar o estreito de Ormuz. Avisa, por isso, que a questão financeira do conflito pode prolongar as ações entre Washington e Teerão.
É efectivamente um segundo momento da guerra. E é pelo controlo dos estreitos, pelo controlo daquilo que possa ser uma garrote à economia mundial. E é aí que nós estamos. Por isso é que a comunidade internacional terá grande dificuldade de apontar o dedo a Donald Trump, pelo menos para já, porque ele está a tentar efectivamente controlar aquilo que pode ser um garrote feito à economia mundial.
É a análise de Miguel Baumgartner no Gabinete de Guerra desta manhã. Ele avisa que o programa nuclear iraniano só pode ser controlado através de um acordo de paz sério.
São agora 10h09, Carla Lanches do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã?
Cerca de 50 concelhos do interior norte e centro do país e do distrito de Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O IPMA colocou ainda em perigo muito elevado e elevado cerca de 140 concelhos do território continental. Os Estados Unidos não vão colocar obstáculos ao regresso da líder da oposição, Maria Corina Machado, à Venezuela, mas primeiro são necessárias condições para que isso aconteça. Garantia deixada nas últimas horas pelo responsável norte-americano encarregado da América Latina. O primeiro-ministro britânico visita hoje a Ucrânia. Já ontem os ucranianos tinham recebido a visita de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Hoje também será a vez de Keir Starmer visitar o país antes de deixar o cargo de primeiro-ministro. Está previsto um encontro com o presidente Volodymyr Zelensky.