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Carvalho. Jornal das 10, Carla Jorge de Carvalho. Começamos com o Ministro da Educação. É ouvido na próxima hora, na Assembleia da República. Entretanto, o Educa garante que tudo foi feito para garantir que os alunos recebessem as notas a tempo.
Luís Pereira dos Santos, o presidente do Conselho Executivo do Educa, está a ser ouvido, nesta altura, pelos deputados da Comissão de Educação e Ciência no Parlamento. É a primeira de duas audições ao longo desta manhã. A seguir, será a vez do ministro Fernando Alexandre. Mas, para já, Carlos Pedro, agora em direto, fica a explicação do responsável do Educa de que o processo foi feito para dar prioridade à correção das provas dos alunos finalistas.
Sim, precisamente, Carla. E há pouco o presidente do Educa defendeu-se, um pouco mais exaltado, dizendo que este processo é, de facto, muito complexo e que, por exemplo, as provas do nono ano correram muito bem. Diz mesmo que, neste caso, das provas do nono ano, foi uma vitória das escolas, diferente do que aconteceu nesta primeira experiência com o ensino secundário. Luís Pereira dos Santos começou mesmo por detalhar este sistema de classificação dos exames, agora digital pela primeira vez no que diz respeito aos exames do ensino secundário. Começou por explicar o porquê de o processo não ser alargado, por exemplo, a todas as disciplinas. Utilizou o exemplo da disciplina de Matemática para dizer que há algumas disciplinas cujas características não se ajustam a este modelo de correção digital. O presidente do Educa diz que tudo foi feito de forma que os alunos recebessem os resultados de forma atempada, nomeadamente os alunos do ensino secundário. O certo é que os atrasos aconteceram e Luís Pereira dos Santos explica que as dificuldades encontradas têm duas tipologias. Vamos ouvir.
Nomeadamente, problemas informáticos inesperados que dificultaram a identificação e catalogação das folhas de resposta digitalizadas na base de dados, o que levou a que fossem disponibilizadas as respostas para classificação aos professores classificadores de uma forma gradual. Usualmente, as respostas são atribuídas aos professores logo no início, em conjunto, e portanto, desta vez, tendo em conta estas dificuldades, foram atribuídas de forma gradual. E houve problemas também de fluxo de informação entre a plataforma de preparação das provas e a plataforma de classificação digital.
O presidente do Educa detalhou a dimensão deste processo. No caso do ensino secundário, falou de quase 300 mil exames e cerca de dois milhões de itens digitalizados. Luís Pereira dos Santos admite que houve falhas de digitalização pontuais, falhas pontuais, mas relevantes. O responsável lembra ainda que foi disponibilizada este ano uma plataforma para que os alunos, encarregados de educação e também as escolas consultem as provas de forma digital, facilitando não só a consulta, como depois a consequente reapreciação dos exames. E quanto a este aspecto, Luís Pereira dos Santos garante que essa reapreciação permite que a prova seja analisada de forma integral. Tranquiliza, portanto, os alunos e as famílias portuguesas. Explica também que as notas do nono ano afixadas ontem foram divulgadas mais tarde para privilegiar os alunos do ensino secundário, que têm, naturalmente, de fazer, e já podem fazer, essa candidatura ao ensino superior. Há pouco, Filipa Pinto, deputada do LIVRE, pediu nesta audição, voltou a apelar ao adiamento do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que, como dizia a Carla, já é um processo em curso.
Já é um processo em curso. Provavelmente, Carlos Pedro, o ministro da Educação será também questionado sobre essa matéria, mas por agora e para já, como estamos a ouvir, ainda fala o presidente do Conselho Diretivo do Educa. Daqui a pouco vai arrancar a segunda audição do dia com Fernando Alexandre.
O Bastonário da Ordem dos Advogados considera que os encarregados de educação podem ter direito a indenizações na sequência desses atrasos na correção dos exames.
João Maçano detalha as diferentes situações em que os pais têm a legitimidade para avançar por essa via.
Havendo uma falha como aquela que houve, é claro que fazendo a prova de uma coisa que nós chamamos nexo de causalidade, ou seja, uma ligação entre toda esta situação e, por exemplo, uma depressão ou uma ansiedade que causou necessidade de um acompanhamento terapêutico, o que for, é óbvio que tudo isso é indenizável nos tribunais. Isso parece-me claro. As pessoas têm todo o direito de, quando o Estado falha, pedir uma indenização ao Estado.
De qualquer forma, o Bastonário da Ordem dos Advogados diz que nesta altura o ideal é optar pela via administrativa, como através da revisão das provas.
Considerando que estamos a falar de vidas de pessoas, eu quero acreditar que perante tudo o que se está a passar, as reapreciações vão ser justas. E, portanto, eu diria que era preferível sempre a via administrativa em primeiro lugar, porque me parece ser aquela que melhor serve para já os interesses das pessoas. E considerando tudo o que se está a passar, não creio que o Estado, como entidade, que eu ainda acredito que é de boa-fé, não reconheça o erro e não corrija a nota.
João Maçano, o Bastonário da Ordem dos Advogados, o convidado do Explicador desta manhã, que lembra também que caso as famílias optem por seguir para tribunal, é importante documentar todo o processo, desde a publicação das notas, a suspensão e o pedido de reapreciação.
O PSD assume problemas na correção dos exames, mas defende o ministro.
Pela voz do secretário-geral do partido, Hugo Soares, que admite falhas, apesar de garantir que o ministro está a trabalhar para corrigir o que correu mal.
Correu tudo bem? Não, não correu tudo bem, isso é evidente e é notório. Houve um atraso de três dias na publicação das pautas e houve vários erros que estão agora a ser corrigidos. Os ministros de um governo devem corrigir problemas, fazer mudanças, esta é uma mudança grande Que evidentemente tem implicações e nem tudo correu bem. E aquilo que o senhor ministro está a fazer é procurar corrigir os erros e, como ele disse hoje, e muito bem, dar garantias de transparência neste processo e, sobretudo, de tratamento igualitário e justo a todos os alunos.
Hugo Soares garante que Fernando Alexandre é um ministro competente e que nada mudou nas últimas semanas em relação à competência que tem para liderar a pasta. Nega que os problemas com os exames nacionais estejam a criar desconforto dentro do governo.
Destaco agora para uma notícia conhecida há pouco. O primeiro-ministro não vai tirar férias neste verão?
Não vai. Vai estar a coordenar a atividade do governo e vai também manter agenda como presidente do PSD, isto de acordo com uma fonte do gabinete do primeiro-ministro, citado pela Agência Lusa nos últimos minutos. Montenegro pretende gozar apenas alguns fins de semana, um ou outro dia esporádico, se a agenda o permitir e sem se ausentar do país. É o que diz a fonte do gabinete de Luís Montenegro. Como é habitual, o PSD vai manter também a rentrée política na Festa do Pontal. Este ano faz 50 anos, está marcada para o dia 14 de agosto. Vai decorrer também a Universidade de Verão, entre os dias 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide. Ambas as iniciativas vão contar com a presença do presidente do PSD, Luís Montenegro.
O Irão respondeu à ofensiva dos Estados Unidos e garante ter destruído vários alvos norte-americanos na região.
A Guarda Revolucionária Iraniana diz ter atacado pontos militares norte-americanos no Kwait e também um sistema de defesa aérea e um radar no Bahrein. Dá ainda conta de uma explosão em dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz. Entretanto, os houthis, apoiados pelo Irão, ameaçam abrir uma nova frente na guerra, desde ontem que impuseram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita. O tenente-general Marco Sorronha afirma que a entrada em cena do grupo iemenita tem como objetivo dar vantagem ao Irão na mesa das negociações.
É evidente que essa questão foi ultrapassada e hoje fazem parte da sua estratégia de escalar o conflito e estendê-lo a todo o Médio Oriente, como forma de ganhar vantagem, caso, sob o ponto de vista do diálogo direto entre Estados Unidos e Irão, o Irão comece a perceber que não tem sucesso. E, portanto, possa fazer isto, porque a estratégia do Irão é essa mesmo, é de algum modo criar uma situação de caos no Médio Oriente, que leva a uma grande pressão internacional sobre os Estados Unidos, no sentido de terem que parar as operações militares.
A análise do tenente-general Marco Sorronya, no Gabinete de Guerra desta manhã. Ele acredita que a onda de ataques dos Estados Unidos no Irão não fecha a porta a negociações de paz.
Vamos ter contracorrente daqui a pouco, mas ainda antes disso, Carla Jorge Carvalho. Outras notícias que estão a marcar esta terça-feira.
Com destaque para o corte no IP3, nos dois sentidos, perto de Penacova, que ainda continua e não tem previsão para reabertura. Em causa está um derrame de resina transportado por um caminhão que obrigou ao corte da estrada ontem. O trânsito está a ser desviado para a Nacional 2. A DECO vai prestar atendimento especializado e gratuito a todos os consumidores sobre o apoio extraordinário à renda do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana. A assistência vai ser prestada através de uma linha telefónica e de um endereço de e-mail. Este apoio é destinado a famílias com contratos de arrendamento ou subarrendamento para primeira habitação, celebrados antes de 15 de março de 2023 e que tenham rendimento anual igual ou inferior ao limite máximo do sexto escalão do IRS. O número 10 de Downing Street vai mudar de inquilino. Estamos a falar do novo primeiro-ministro britânico e há uma novidade: o famoso gato Larry pode vir a ter uma companhia animal.
Finalmente. Ainda hoje vi-o na televisão e ele estava com o pelo um bocadinho eriçado. Eu acho que está precisado de companhia.
Está precisado de companhia.
Já passou por muitos chefes de Estado. Já acompanhou os últimos sete.
Ele já viu muita gente, desde David Cameron, em 2011, até agora, já fiz estas contas, são sete primeiros-ministros. Ele tem um cargo, ele não está ali só como um gato. Ele é o chefe caçador de ratos e pode vir a ter a companhia agora de um cão.
Achas que ele vai gostar dessa ideia?
Disseste que ele estava eriçado, se calhar já percebeste que há aqui qualquer coisa.
Já cheirou.
A maior instituição de caridade de gatos no Reino Unido está a oferecer agora conselhos sobre como é que os dois animais podem viver juntos. Principalmente se não se conhecem desde o início.
E que tipo de conselhos é que serão esses?
Olha, para já, separação de zonas para o Axel, que é o cão, e o Larry, usar panos com o cheiro dos dois animais para que eles se habituem uns aos outros. E isto é preciso paciência, várias semanas. Assim, se tudo correr bem, o cão Axel e o gato Larry podem ver-se através de um vidro ou de uma barreira transparente.
Primeiro, não é?
Primeiro, uns minutos, até eventualmente se poderem encontrar.
Bem, o primeiro-ministro britânico chegou ao cargo e já tem aqui um desafio diplomático para resolver entre cão e gato.
Um conflito a sério.
Em Downing Street, a notícia de facto no Jornal das 10. Há contracorrente já de seguida.