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10 horas. Jornal das 10, com edição do Miguel Videira. Miguel, começamos com uma notícia em destaque a esta hora no site do Observador: não está previsto um reforço de médicos nas urgências de oftalmologia do SNS, nas horas que se seguem ao eclipse solar.
É isso que nos conta o jornalista Tiago Caeiro, que tentou perceber se, face aos riscos para a saúde ocular associados à observação do eclipse, os hospitais iam ou não reforçar o número de profissionais. O Tiago Caeiro está aqui conosco. Bom dia, Tiago, bem-vindo. A resposta à pergunta que serviu de mote ao teu trabalho é não, não está previsto qualquer reforço.
Olá, Miguel, bom dia. Sim, a direção executiva do SNS diz que não se espera um aumento significativo da afluência às urgências e que, por isso, não está a ser equacionado um reforço dos profissionais. Para se perceber, até porque não é comum ouvirmos falar de urgências de oftalmologia, os hospitais do SNS têm, nos dias úteis e durante o dia, o apoio de oftalmologistas na urgência. Mas durante a noite e aos fins de semanas e feriados, o que acontece é que há uma concentração da resposta, ou seja, a resposta de urgência nesta área está concentrada nas urgências metropolitanas em Lisboa e no Porto. Na próxima semana e na noite do eclipse, portanto, de quarta para quinta-feira, serão os hospitais de São José, em Lisboa, e de São João, no Porto, a assegurar a urgência e onde estarão escalados dois médicos oftalmologistas.
Tiago, isso significa que se, por exemplo, alguém tiver algum problema e que está em Bragança nessa altura, terá de ser encaminhado para o hospital de referência mais próximo.
Exatamente.
É isso.
Durante a noite. E como disseste, não está previsto um reforço de médicos, mas os hospitais garantem que, caso seja necessário, poderão sempre mobilizar mais médicos, caso haja o tal aumento grande de procura pelas urgências.
Tiago, como já aqui referi, o teu trabalho tem por base os riscos associados à observação do eclipse de forma inadequada, sem os óculos indicados. Quais são esses riscos?
Os riscos têm sido explicados, diria que exaustivamente nos últimos dias pelos médicos oftalmologistas. Têm a ver com a lesão que a observação direta do sol, e sem proteção adequada, pode causar na retina, originando uma lesão que se chama retinopatia solar, que no fundo é a morte das células da retina. Se essa observação for prolongada, essa lesão pode ser definitiva, pode ser permanente, ou seja, causa uma diminuição permanente da capacidade visual. E atenção que a morte celular é indolor, ou seja, a pessoa só se apercebe de que algo não está bem nas horas seguintes e não no momento em que está a observar o sol.
No teu artigo, fazes referência a alguns casos que vêm pôr em evidência esses riscos que aqui estás a elencar.
Sim, há dezenas de casos que estão descritos em jornais científicos, em órgãos de comunicação social, de pessoas que ficaram com lesões graves na visão depois de observarem eclipses sem proteção adequada. Só para dar um exemplo, no jornal da Sociedade Francesa de Oftalmologia, é descrito o caso de um homem de 44 anos que procurou ajuda por causa de problemas de visão turva, que depois se veio a perceber terem sido provocados pela observação de um eclipse 28 anos antes. Portanto, isto prova que de facto os danos podem ser permanentes.
E serve de aviso para todos nós. Tiago Caeiro, obrigado pela tua presença neste Jornal das 10. Tiago Caeiro, jornalista do Observador, que acompanha de forma mais próxima os temas relacionados com a saúde. É o autor da notícia em manchete a esta hora em observador.pt com o título "Eclipse: hospitais não preveem reforço de oftalmologistas".
Miguel, vamos aos incêndios. Mais de duas centenas de operacionais continuam envolvidos no combate ao fogo que começou ontem, ao início da tarde, na localidade de Linhares, no concelho de Carrazeda de Ansiães.
O incêndio está em fase de resolução, ou seja, não há o risco de propagação para lá de um perímetro definido pelos bombeiros. Os operacionais contam com a ajuda no terreno de quatro meios aéreos e mais de 70 veículos. Não é o único foco de preocupação das autoridades de proteção civil. Por extinguir, continua também o incêndio neste concelho de Carrazeda, que deflagrou ao final do dia de ontem na localidade de Parambos. Também o combate a este fogo está em fase de resolução. Perto de 80 operacionais contam com a ajuda, a esta hora, de um meio aéreo. O dia volta a ser de muito calor. Há risco máximo de incêndio em 40 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.
Sobre a lei do retorno, o secretário-geral do PS concorda com a decisão do Presidente da República de enviar o diploma para o Tribunal Constitucional.
Sem se alongar em comentários, José Luís Carneiro coloca-se ao lado de António José Seguro.
Eu queria concentrar a minha mensagem nestes temas que acabei de referir. Esse tema está muito bem decidido e sobre o qual não me quero pronunciar. Mas tem dúvidas também sobre ele, tal como o senhor Presidente tem? Não, eu estou de acordo com a decisão que o senhor Presidente da República tomou.
Declaração de José Luís Carneiro ontem à noite, durante a visita às festas de Campo Maior.
Miguel, vamos agora passar para o desporto. Tempo para falar sobre isso, até porque o Sporting escorregou um ponto para cada lado. O Sporting empatou no terreno do Estrela da Amadora.
A dois gols. Os Leões não aproveitaram uma vantagem de 2 x 0, alcançada já na segunda parte, com gols de Zalazar, reforço, e Joanides. O Estrela conseguiu reduzir e empatar mais tarde, à passagem do minuto 85. O treinador do Sporting, Rui Borges, diz que é preciso mais e lamenta a forma como os Leões consentiram o empate.
Acabamos por ser penalizados claramente com dois erros. Tivemos 70 minutos muito bons Uma primeira parte onde dominamos e controlamos o jogo. Uma segunda parte onde entramos muito bem e até aos 70 minutos, é certo que depois de mexer na equipe onde a gente queria, mais do que robustez, era frescura, porque estávamos a sentir que alguma malta estava a cair um bocadinho em termos físicos, foi quando caímos também em termos coletivos e isso não pode acontecer. Não pode ser desculpa a quebra física, porque nós fisicamente estamos muito bem e demonstramos isso hoje aqui. Temos de ser é muito mais equilibrados e muito mais competitivos. Tínhamos que dar muito mais e temos que dar muito mais, estamos no Sporting e eles têm que dar muito mais. Eles têm que perceber isso e que sirva mesmo de aviso para todos.
"É preciso mais", sentencia Rui Borges. Pelo lado do Estrela, o técnico Pepa ficou satisfeito com o desempenho dos jogadores, os que estão, mais do que os que podem vir.
Acima de tudo, é potenciar ao máximo quem temos e não estar à espera de quem chega, mas sim, trabalhar com tudo, com os que temos, que deram hoje uma resposta fantástica, um pouco à imagem daquilo que fazem todos os dias. Depois, às vezes, somos mais felizes ou menos felizes. Hoje fomos, na primeira parte, ali uma situação ou outra. Na segunda, senti que até podíamos ter virado o jogo, mas acabou por ser um jogo muito emotivo e bem disputado.
As declarações dos técnicos no final do encontro entre Estrela da Amadora e Sporting, que terminou empatado a dois golos.
E um dos lances que marcou este encontro foi o primeiro gol do Estrela. O central do Sporting, Eduardo Quaresma, reclama ter sido puxado. O antigo árbitro, Pedro Henriques, considera que havia motivos para assinalar a falta.
É esse o veredito do antigo árbitro internacional?
Estamos, sim, perante uma análise que é interpretativa ao nível daquilo que é a intensidade. Teve consequência, causa e efeito ou não, ou foi ele que se deixou ficar. Mas para mim, também ao nível do vídeo árbitro, há prova evidente e factual para que o VAR pudesse intervir. Resumindo e concluindo, acho que há falta e acho que o gol do Estrela, que nasce deste lance, deveria ter sido anulado.
É essa a opinião expressa por Pedro Henriques, opinião expressa no programa Sem Falta, da Rádio Observador.
E depois do Sporting, hoje é a vez do Benfica e Porto fazerem a estreia no campeonato.
Os Dragões são os primeiros a entrar em campo. Defrontam a partir das 18h, no Estádio do Dragão, o Alverca. Farioli avisa a equipa: o título de campeã nacional é coisa do passado.
Temos de parar de fazer comparações com a época passada, porque ela já passou. Temos alguns troféus no museu, mas o que fizemos agora foi embarcar nos nossos barcos. Já não vamos comparar com o passado e agora vamos colocar todos os pés no chão para atacar o que está à nossa frente.
Francesco Farioli, técnico dos Leões, confirmou que Piotrowski e Alberto Costa estão fora, mas há uma boa notícia para o técnico italiano, o central Benilärek recuperou da lesão que o afastou da Supertaça e vai a jogo esta final de tarde no Dragão. Pelo lado da equipa ribatejana, Sérgio Ferreira, que no ano passado foi campeão de juniores com os azuis e brancos, diz que o Alverca tem tudo para se apresentar no Dragão de forma competitiva.
Logicamente, não estamos no nosso melhor ou no ponto perfeito, mas a verdade é que já temos as armas suficientes e temos a competência suficiente para ser competitivos e é esse o nosso ponto de partida para este jogo e para todos. Ou seja, antes de vencermos, temos que competir. É importante jogar cada segundo, cada bola, cada duelo, cada passe, cada remate.
Porto Alverca, 18h, Estádio do Dragão, com emissão João, aqui na antena do Observador.
É isso mesmo. E logo a seguir, Benfica e Académico de Viseu, as Águias que fazem o quarto jogo oficial da época, mas este vai ser diferente, Miguel, até porque vai ser à porta fechada.
Sim, uma questão que acabou por merecer um comentário de Marco Silva, o técnico dos Encarnados é crítico.
Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos sejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica, mas é o próprio espetáculo a ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.
As críticas do treinador do Benfica, Marco Silva, que anunciou a lista de capitães para esta temporada. À cabeça, Aursnes, depois Tomás Araújo, Samuel Soares, Lenglet e Leandro Barreiro. Quanto ao Académico de Viseu, está de regresso ao principal escalão do futebol português, 37 anos depois, e vai ao Estádio da Luz com vontade de fazer história. Bruno Pinheiro admite que a ausência de público pode jogar a favor da equipa de Viseu.
Acho que, de facto, a multidão galvaniza os jogadores. Esperemos que a sua ausência possa equilibrar um bocadinho mais as contas entre as duas equipas. E teremos certamente um jogo diferente para apresentar do adversário de ontem que o Benfica teve e esperemos que essas diferenças possam criar mais problemas ao Benfica do que os adversários têm causado até agora.
Benfica e Académico de Viseu não vai ter adeptos no estádio. O clube da Luz anunciou o alargamento da fan zone no exterior do recinto para quem quiser ir e fazer-se ouvir no apoio aos encarnados. Há relato aqui na Rádio Observador deste encontro a partir das 20h30. À mesma hora, têm arranque outros dois jogos do Campeonato da Primeira Liga: Gil Vicente e Rio Ave e Moreirense e Sporting Clube de Braga.
São agora 22h11. Tempo ainda para outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
Irão e Omã estão próximos de fechar um acordo sobre uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz. Teerão diz, no entanto, que a proximidade deste acordo não significa que o Estreito de Ormuz possa ser reaberto na totalidade. Os Estados Unidos têm de corrigir o comportamento que têm vindo a adotar em relação ao Irão e o Médio Oriente. Entre as exigências está, por exemplo, o descongelamento dos bens de vários responsáveis pelo regime iraniano, que estão congelados em contas na Europa e também nos Estados Unidos, e também o controlo por parte do Irão do Estreito de Ormuz. São algumas das exigências do regime de Teerão. Volta a Portugal em Bicicleta. Hoje é dia de subida à Torre, quarta etapa da Grandíssima, pouco mais de 154 km entre Figueiró dos Vinhos e o Alto da Torre, na Covilhã. A etapa de hoje inclui três contagens de montanha antes da derradeira subida à Torre. O português Rui Oliveira tem etapa difícil, ainda assim, parte para esta tirada de camisola amarela.
Jornal das 10 com Miguel Videira.