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Observador 10 e um. Jornal das 10, edição do jornalista Luís Soares. Pelo menos 180 pessoas morreram no Nepal e no Tibete, vítimas da enxurrada de ontem. Há dois portugueses desaparecidos. O governo português não tem, para já, planeado o envio de ajuda humanitária nem de equipas de resgate para o terreno.

Isso mesmo referiu esta manhã à Rádio Observador o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Emídio de Sousa explica que, para já, o governo está apenas a acompanhar a situação atentamente.

Para já, não temos nenhuma decisão nesse sentido. Iremos acompanhar a situação e oportunamente veremos se temos condições para o fazer ou não, mas para já não temos nada decidido.

Quanto à situação dos portugueses que estão nos locais afetados por estas cheias repentinas no Nepal e no Tibete, Emídio de Sousa confirma a existência de dois desaparecidos. O secretário de Estado explica também como têm trabalhado as autoridades portuguesas à distância.

Nós temos sempre o Portal do Viajante e o Gabinete de Emergência Consular, que está disponível na net. Qualquer situação pode ser reportada. Aliás, a informação que recebemos sobre o português residente em França, que está desaparecido, foi através desse canal. Foram as filhas que nos informaram. Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de abordagem. Por outro lado, no terreno, temos a nossa embaixada em Nova Délhi, que faz a cobertura do Nepal, e agora também os nossos serviços diplomáticos na China, porque abrange também a parte do lado chinês. Portanto, quer do lado da Índia, quer do lado da China, estamos a acompanhar com os nossos diplomatas.

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio de Sousa, esta manhã aqui na Rádio Observador, em que confirmou também a existência de dois portugueses desaparecidos. No terreno, continuam os trabalhos de busca e resgate nos locais afetados por esta catástrofe. E Carlos Pedro, ainda assim, começam a chegar algumas notícias mais positivas.

Sim, Luís, as autoridades nepalesas divulgaram na última hora a informação de que 125 pessoas foram localizadas pelas equipas de resgate. Há, no entanto, mais de 1500 desaparecidos no Nepal e no Tibete. O The Guardian aponta para desaparecidos de 30 países diferentes: Estados Unidos, Índia, Ucrânia, Austrália, Alemanha, Portugal, entre outros. No total, o último balanço do Conselho de Turismo do Nepal aponta para mais de 500 estrangeiros desaparecidos. Quanto a mortes, os números variam ligeiramente de acordo com agências internacionais. A BBC aponta para 180 mortes. A agência Reuters dá destaque esta manhã aos hospitais da capital nepalesa, Katmandu. Os hospitais acordaram esta manhã lotados com a contínua chegada de vítimas das cheias. A Reuters faz também uma cronologia dos desastres que têm atingido a cordilheira dos Himalaias nos últimos anos. De fevereiro de 2021 até hoje, foram sete os desastres que resultaram em várias mortes nos Himalaias. Quanto às cheias de ontem, terão sido provocadas por uma avalanche de gelo que bloqueou um rio na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Há cientistas a apontarem para as alterações climáticas como um fator agravante.

Carlos Pedro, e as últimas atualizações das cheias repentinas no sul do continente asiático, entre o Nepal e o Tibete. Há, nesta altura, registo de pelo menos 180 vítimas mortais.

O antigo vice-presidente do Instituto da Segurança Social, Miguel Teixeira Coelho, reforça a importância de uma reforma no setor, mas diz também que, neste momento, o país não tem condições políticas para discuti-la.

Miguel Teixeira Coelho, que foi o convidado da Comissão de Inquérito esta manhã, onde comentou o mais recente estudo que recomenda ao governo um sistema complementar para reformar a Segurança Social. Miguel Teixeira Coelho pede consenso dos vários partidos nesta matéria. Diz que é preciso um consenso, caso contrário, não há condições para discutir a reforma do sistema da Segurança Social.

É preciso fazer essa reforma. Temos cada vez menos tempo para a fazer. Essa discussão, no entanto, obriga a que haja um envolvimento muito alargado da sociedade portuguesa. Portanto, nós não vamos conseguir fazer uma reforma só com a intervenção de um partido. E recordando aquilo que foi feito na Suécia nos anos 90, a reforma sueca foi feita por um conjunto de peritos, mas depois foi consensualizada politicamente, porque se não houver esse consenso político e essa consciência da sociedade para a necessidade de uma reforma, nós não vamos conseguir concretizá-la.

E vê condições políticas para que esse consenso seja alcançado?

Não há condições políticas.

O antigo vice-presidente do Instituto de Segurança Social, Miguel Teixeira Coelho, dá como exemplo a Suécia, onde foi possível a reforma da Segurança Social com algum consenso político. Alerta também para a importância do sistema complementar, mas diz que as propostas do relatório pedido pelo governo não são novas, são importantes, mas não são uma solução milagrosa para a Segurança Social.

O novo coordenador autárquico nacional do CHEGA, Eduardo Teixeira, considera que não é um problema o cargo não estar previsto nos estatutos do partido.

Eduardo Teixeira foi escolhido por André Ventura para coordenar o órgão que tutela cerca de 2 mil autarcas e que não está previsto nos estatutos do CHEGA. Ouvido no Explicador desta manhã, Eduardo Teixeira diz que o mesmo acontece noutros partidos.

É exatamente igual ao que se passa no Partido Social Democrata. Aliás, o meu colega deputado Pedro Alves é o coordenador autárquico do PSD e também não é um órgão estatutário, mas senta-se na comissão permanente. O PS também tem a mesma situação. É um órgão nacional que funciona na esfera da comissão política e da direção nacional do partido.

Então não estará formalizada nos estatutos a existência deste órgão?

A questão não se põe, porque não tem que se pôr.

Eduardo Teixeira, o novo coordenador autárquico nacional do Chega, no Explicador desta manhã, o deputado que lidera a distrital de Viana do Castelo do partido e é vereador na autarquia, faz um balanço positivo das últimas autarcas. Quanto aos autarcas que desde as eleições abandonaram o cargo ou o Chega, Eduardo Teixeira desvaloriza, diz que o mesmo acontece com outros partidos e acusa a comunicação social de falta de escrutínio.

Futebol Clube do Porto e Sporting conhecem hoje os adversários na fase regular da Liga dos Campeões.

Sorteio marcado para às 17h, na cidade suíça de Nyon, como é habitual. E como o Sporting e o Porto já sabem que não podem jogar um contra o outro nesta fase da Liga dos Campeões. Miguel Pina Andrade, os olhos das equipes portuguesas vão estar sobretudo em dois potes, no pote três e no pote quatro.

Isto porque é aqui, Luís, que estão as equipes teoricamente mais acessíveis. No pote três, Leipzig, o Fenerbahçe, o Napoli ou o Villarreal são os nomes a evitar, mas há aqui adversários mais acessíveis, como o Feyenoord, o Lille ou os noruegueses do Bodo/Glimt e também os ucranianos do Shakhtar. Já no pote quatro, o estreante Como, de Xavi Fàbregas, ou o francês Lens, ou também o alemão Estugarda, são clubes que o Futebol Clube do Porto e Sporting querem evitar. Há outros clubes claramente mais acessíveis, como o estreante Viking da Noruega, o Sabah do Azerbaijão, e ainda equipes como o Slovan Bratislava, o Lask Linz, o Slavia de Praga ou o AEK de Atenas.

E no pote um e dois, Miguel, é onde estão os adversários aparentemente mais difíceis.

Sim, há pouco por onde escolher, é sempre o mais difícil, já que junta os tubarões da Europa, como o Barcelona, o Liverpool, o Real Madrid, o campeão alemão Bayern de Munique, o campeão francês PSG e o Manchester City. Os adversários que no papel são mais acessíveis ou menos difíceis seriam o Atlético de Madrid e o Inter de Milão. O Futebol Clube do Porto e o Sporting estão no pote dois, que é marcado pelo equilíbrio das equipes. Teoricamente, o Club Brugge, o Betis Sevilha e o PSV são as equipes mais acessíveis. Os portugueses querem evitar a todo o custo o Borussia Dortmund, a Roma, o Aston Villa e o Manchester United.

Miguel Pina Andrade, e os detalhes do sorteio de mais logo para a Liga dos Campeões e a possível sorte ou azar para Porto e Sporting, Leões e Dragões ficam a conhecer o destino na Liga dos Campeões. Já o Benfica e o Sporting de Braga tentam também confirmar a presença nas competições europeias, sendo que no caso das Águias, jogam para a Liga Europa, os bracarenses na Liga Conferência, o Aros Benfica está marcado para às 19h, o Áustria Viena-Sporting Braga às 19h30. As duas equipes levam uma vantagem de dois gols para o jogo da segunda mão.

O Aros Benfica tem relato em direto aqui na Rádio Observador a partir das 19h. Antes, às 17h, acompanhamos o sorteio da Liga dos Campeões. 17h10, Luís, que outras notícias marcam esta manhã?

A Proteção Civil não regista ocorrências de maior por causa da chuva forte que se tem feito sentir um pouco por todo o país, é o que adianta a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Hoje há vários distritos com avisos por causa da chuva forte e também que pode ser acompanhada de granizo. A grande parte do país está hoje sob aviso amarelo. Suécia, Países Baixos, Espanha e Polônia vão enviar à Comissão Europeia uma carta a pedir ao executivo comunitário para utilizar os 200 mil milhões de euros de ativos russos congelados na União Europeia para ajudar a Ucrânia. É o que escreve esta manhã o Financial Times. Os planos para usar os ativos russos para financiar a Ucrânia ruíram no último inverno, uma vez que a Bélgica, onde se encontra a maior parte desses ativos, bloqueou a iniciativa devido a receios de que tivesse de devolver os ativos em caso de contestação judicial das autoridades russas. E ontem aconteceu em Espanha, em Valência, a tradicional Tomatina, que acontece todos os anos por esta altura. Pelas ruas passam vários caminhões carregados de tomates que vão sendo atirados à multidão, pintam de vermelho a vila de Buñol. A batalha de ontem durou mais de uma hora e atraiu cerca de 20 mil pessoas do todo o mundo. Eu nunca fui, confesso.

Eu também não. Não gosto muito de levar com tomates na cara.

Por acaso passo férias ali na região, mas nunca fui nesta altura para levar com tomates na cara.

Mas como é que isso tudo terá começado?

Terá começado com uma guerra de comida entre os habitantes locais nos idos de 1945.

Há, devíamos lembrar-nos já.

Exato. Acontece todos os anos e este ano há um recorde. Esta edição bateu o recorde porque houve 150 toneladas de tomate atiradas aos participantes. E é muito bom o tomate daquela região.

Mas é um desperdício.

Aí é que está.

Ah, não é?

Aí é que está. A organização garante que todo o produto disponibilizado só é utilizado na Tomatina por ser impróprio para consumo.

Ah, tem bicho. Tem bicho!