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Seja já a seguir. Edição com o João Gama. A votação para a segunda volta das eleições presidenciais foi temporariamente suspensa na freguesia de Bidueira de Cima, em Leiria, e tudo por causa de uma falha no fornecimento de energia.

É o que confirma a fonte oficial da Câmara Municipal de Leiria. As autoridades locais dizem esperar que a situação possa ser resolvida em breve para que a votação possa ser retomada nesta mesma freguesia, caso não aconteça e a falha seja permanente, os eleitores de Bidueira de Cima ficam impedidos de votar nesta segunda volta. É o que explica o porta-voz da CNE, André Wemans, na última hora aqui na Rádio Observador, diz também que a Comissão Nacional de Eleições está a acompanhar a situação.

Fomos informados pela Câmara Municipal há pouco tempo de que havia essa situação e que os trabalhos das mesas de voto nessa secção de votos estão suspensos até a resolução do problema. Neste caso, o que a lei eleitoral prevê é que se uma mesa de voto ou secções de voto tiver interrompido os trabalhos por vários motivos, mais de três horas, que a mesma secção de voto fecha e já não são contabilizados os votos entretanto lançados.

André Wemans, sobre esta situação em Bidueira de Cima, no Conselho de Leiria, a freguesia tem cerca de dois mil eleitores inscritos.

São cerca de 36 mil os eleitores que são hoje chamados às urnas, isto depois da segunda volta das eleições presidenciais ter sido adiada em algumas das zonas mais afetadas pelo mau tempo.

Vinte freguesias votam os eleitores dos conselhos de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e da Golegã. A votação foi também adiada em duas secções de voto em Santarém, numa freguesia e na secção de Rio Maior, e também em freguesias no Cartaxo, em Salvaterra de Magos e Leiria. A presidente da autarquia de Alcácer do Sal garante que, ao contrário da semana passada, esta semana o conselho tem condições para realizar o ato eleitoral. Foi o que disse no Explicador desta manhã.

Nós não temos, neste momento, nenhuma zona inundada na parte baixa da cidade. Desde ontem que continuamos os trabalhos de limpeza dos diferentes estabelecimentos comerciais, das casas particulares, continuam hoje. Agora nós temos condições completamente diferentes desta semana passada para dizer que na semana passada toda a zona marginal estava inundada. Nós nem conseguíamos aceder ao local onde tínhamos os boletins de voto e, portanto, tínhamos várias aldeias isoladas.

Clarice Campos, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, no Explicador desta manhã, a descrever uma situação melhor do que na semana passada, quando o município foi obrigado a adiar as eleições no passado domingo. Vamos agora até Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, ao encontro do repórter Vasco Maldonado Correia. Vasco, neste momento estás à boleia de uma carrinho que leva eleitores mais idosos para ir votar.

Estamos a fazer esse caminho de autocarro que vai levando pessoas de localidades mais isoladas até aos locais de voto, algumas delas que até têm de perceber, só quando chegam ao autocarro, onde é que vão votar exatamente. É o caso do senhor Manuel Augusto, que está aqui comigo. Senhor Manuel Augusto, diga-me só a sua idade.

Ia votar ao bar do São João. Não falhei uma vez de votar. E o partido que eu vejo se é competente. E pronto, é isto. Agora vou votar ali na escola Pedro Nunes.

Mas já sabia que era aqui?

Ali não sabia. Havia TV e informações, a Câmara não pôs. Aí a certa altura já havia de pôr, né? Não pôs. Não pôs a informação, um papelzinho a dizer tal, tal, tal e tal, tal, tal. Nada. Perguntei a um tipo e ele disse: "É onde o Pedro Nunes". Pedro Nunes? Essa é a primeira vez. Essa é a primeira vez que é Pedro Nunes. Ia ao bar do São João, assim, tenho de ir ao Pedro Nunes. Pronto. Estão a dizer que era Pedro Nunes. Pronto, eu vou assim.

E chegou a pensar não vir votar, tendo em conta que o resultado já está a ser-

Sempre hei de votar. Sempre, nunca pensei em não votar. Sempre, mal ou bem, vou sempre votar. Tenho de votar, tenho votado toda a vida. Toda a vida tenho votado.

Mas é a primeira vez que vota nestas circunstâncias.

É a primeira vez. Sim, voto na pessoa ideal. Vou votar na pessoa ideal. Já ganhou.

Não lhe perguntei quem vota, já deixou claro em quem é. Mas já agora, deixe-me só perguntar-lhe, conhece pessoas que não vieram votar por já saberem o resultado?

Há muitas pessoas que dizem que não vão votar, já ganharam. As pessoas que vão votar não iam votar. Então não vale a pena, já ganhou, o que é que vão fazer? Vou votar porquê? Já ganhou, já ganhou.

Mas isso não lhe passou pela cabeça?

Não, eu não vou assim. Eu penso em votar sempre.

Muito obrigado, senhor Manuel Augusto, que vai fazendo então este trajeto que nos vai levar até à escola que é a base, que é Pedro Nunes, que reúne muitas das mesas de voto que estavam espalhadas aqui por Alcácer do Sal.

A reportagem do Vasco Maldonado Correia em Alcácer do Sal, a acompanhar eleitores que estão hoje mesmo a ir às urnas para votar na segunda volta das eleições presidenciais.

O Conselho de Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, é outro dos que vota hoje a segunda volta das presidenciais.

E o autarca Carlos Alves descreve uma situação semelhante à de Alcácer do Sal, maior normalidade, a capacidade de ir a votos hoje e não na semana passada, diz à Rádio Observador que os trabalhos foram feitos nos últimos dias para, nomeadamente, hoje poder acontecer este ato eleitoral.

Estamos numa situação de maior tranquilidade e também digo mesmo de paz social, em que as pessoas estão com outra disponibilidade até para exercer esta obrigação de cidadania, que é votar

Neste momento, temos também um circuito de viaturas para fazer face àquilo que são algumas contingências. Também temos vindo a apostar naquilo que é transformar o nosso concelho, deixar de ser uma ilha e voltar a ser transitável. Portanto, a afluência, eventualmente, não tenho os dados que ainda é muito cedo, poderá ser um bocadinho afetada.

As declarações do presidente da Câmara da Arruda dos Vinhos no Explicador desta manhã, e é para Arruda dos Vinhos que vamos para lá em direto agora neste jornal, com a ajuda do repórter Martim Madeira. Martim, na secção de voto onde te encontras, mantém-se desde a última hora uma relativamente baixa afluência às urnas.

No Pavilhão de Multiuso da Arruda dos Vinhos, a afluência continua muito baixa. Falámos com o presidente da Mesa um, José Carlos de Oliveira, que nos disse que o ritmo está lento e que normalmente quando há eleições, o ritmo costuma ser muito mais acelerado. Perspectiva, por agora, que só tenham votado 10% das 1027 pessoas possíveis apenas na Mesa um. Lembrar que aqui há cerca de oito mesas nesta região para votar e que o número não deve aumentar para lá dos 30% até ao final do dia. Ora, falando com as pessoas, temos quem reconheça que o facto de se já saber quem é o vencedor seja o fator de maior abstenção.

Sim, eu acho que acaba por ser um dever cívico e acho que devemos sempre votar, mesmo nestas circunstâncias, sabendo já o resultado. Acho que é importante a gente demonstrar aquilo, votarmos em quem acreditamos e demonstrar aquilo que queremos.

É importante dar essa voz, portanto.

Sim, eu acho que sim. Todos os votos contam, não é?

Há também quem considere que há falta de apoio, tendo em conta, segundo nos disseram, as ocorrências do mau tempo, que acontecem aparentemente todos os anos.

Sempre que há muito intempérie, acontece sempre estes desastres. Já não é o primeiro ano. É com frequência que quando vêm os temporais, as terras a runir, as casas a cair, já é hábito.

Já é hábito numa terra onde neste momento ainda há estradas cortadas e estradas onde houve deslizamento de terras, mas mesmo assim muitas pessoas conseguirem vir, não aos números normais das eleições, uma afluência ainda muito baixa, mas ainda algumas pessoas a conseguir vir aqui ao Pavilhão Multiuso da Arruda dos Vinhos, onde há muito menos pessoas a votar do que na primeira volta.

A reportagem do Martim Madeira está a acompanhar esta ida a votos em Arruda dos Vinhos. No total, 36 mil eleitores em todo o país votam hoje na segunda volta das presidenciais, no dia em que termina a situação de calamidade decretada pelo Governo desde o dia 28 de janeiro. Termina hoje também a isenção de portagens nas zonas mais afetadas pela Depressão Kristen, os troços na A8, A14, A17 e A19. 11:09, já a seguir há novo episódio do Português Suave com o linguista Marco Neves. Antes, João Gama, que outras notícias estão em destaque?

A atualidade internacional, a alta representante para a política externa da União Europeia responde às declarações de Marco Rubio. O secretário de Estado norte-americano disse ontem, na Conferência de Segurança em Munique, para dizer que queria renovar a maior civilização da história da humanidade, Europa e os Estados Unidos da América. Ora, Kaja Kallas rejeita que a União Europeia viva uma decadência civilizacional, mas concorda com a ideia de Rubio de cooperação com Washington. Ainda o antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, compara as mais recentes operações da Polícia Federal de Imigração norte-americana, o ICE, a comportamentos observados em ditaduras. Obama fala num comportamento preocupante e perigoso de certos agentes. Disse-o num podcast de comentariado político.