Cinco mil pulseiras que detetam a presença de drogas nas bebidas vão ser distribuídas durante a festa “Caloirada aos Montes”, em Vila Real, numa aposta na prevenção e reforço de segurança que une câmara, universidade e PSP.
“Esta é uma pulseira que permite perceber se as bebidas que vocês estão a consumir estão adulteradas. Muito simples, na bebida, neste sensor, se ela mantiver a cor não há problema rigorosamente nenhum, se houver uma alteração para verde ou ficar ligeiramente amarelada, de forma preventiva, é melhor vocês não consumirem essa bebida”, explicou Alexandre Favaios, presidente da Câmara de Vila Real.
O autarca falava com estudantes na tenda da “Caloirada aos Montes”, instalada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde, na quinta-feira à noite, começaram a ser distribuídas pulseiras pelos estudantes no âmbito da campanha local “Vila Real, noite segura – a diversão é tua, a prevenção é de todos”.
A festa académica começou na terça-feira, com a tradicional serenata, e estende-se até domingo, período durante o qual vão ser distribuídas cerca de 5.000 pulseiras, um investimento de 5.000 euros.
Cada pulseira pode ser usada durante cinco dias, se não houver alteração da cor. “Sejam noites serenas, seguras e saudáveis”, referiu ainda Alexandre Favaios.
Joana, 19 anos e aluna do segundo ano de Ciência Animal, considerou esta uma “boa iniciativa” principalmente para as raparigas. “Às vezes saímos e não sabemos muito bem o que nos pode esperar e isto é bom para nós, para nos ajudar”, salientou.
Beatriz, 21 anos e aluna do quarto ano de Medicina Veterinária, estava a beber cerveja e experimentou a pulseira. “Acho que é uma iniciativa muito boa, que nos faz sentir mais seguras, não só as raparigas, mas também toda a gente e, principalmente, porque é de graça. Acho que é ótima. Experimentei, a cor não mudou e continuei a beber por causa disso”, referiu.
A pulseira Celentis é uma ferramenta de prevenção que permite identificar, de forma indicativa, a possível presença de determinadas substâncias associadas à submissão química em bebidas.
Basta uma pequena gota da bebida no sensor e se a cor mudar para verde-escura é porque está adulterada com a presença de GHB (ecstasy líquido). As cores amarela e laranja identificam burundanga, cetamina ou catinonas.
Alexandre Favaios realçou que esta “continua a ser uma cidade segura” e que esta é “uma missão preventiva”.
A iniciativa da Câmara de Vila Real conta com a parceria da Associação Académica da UTAD (AAUTAD) e da PSP.
“Esta iniciativa é de extrema importância, porque nós queremos ter aqui um ambiente de diversão, mas queremos ter um ambiente seguro para os nossos estudantes. Estamos a falar da semana do caloiro, são alunos do primeiro ano e muitos deles estão em Vila Real com uma liberdade que não tinham até agora, estão fora de casa e é essencial que ações como esta aconteçam”, afirmou João Barroso, reitor da UTAD.
A presidente da AAUTAD, Eduarda Fernandes, explicou que a “Caloirada aos Montes” é um evento noturno, pensado para os estudantes e em que há acesso a bebidas.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
“Esta iniciativa pretende, acima de tudo, consciencializar e alertar para os perigos, para não deixar o copo sem vigilância. E, ao mesmo tempo que estamos a fazer este alerta, sentimos que também vai ter o efeito dissuasor de quem poderia ter a intenção de adulterar o copo de alguém”, referiu a estudante.
O subintendente da PSP Paulo Andrade disse que a Polícia não tem tido notícia de ocorrências associadas à adulteração de bebidas em Vila Real, mas frisou que as palavras de ordem são a prevenção e o reforço de segurança.
“Não é só diversão, mas é também responsabilidade e prevenção e é nessa parte que a Polícia entra”, afirmou, realçando o papel da PSP na prevenção de comportamentos de risco.