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Vamos às notícias, Jornal das 11 com Luís Soares. Está previsto para esta hora o arranque do Congresso do CDS em Alcobaça. Nuno Melo é recandidato à presidência do partido e a oposição é representada pelo antigo deputado Nuno Correia da Silva.
É o congresso número 32 do CDS, que decorre este fim de semana. O partido vai também discutir qual o papel na coligação com o PSD. Em Alcobaça já está a equipa do Observador, nomeadamente o jornalista Vasco Maldonado Correia, sendo que esse arranque de congresso está atrasado.
Já com uma hora de atraso, Luís, o que é de resto também habitual em congressos do CDS. A indicação que temos é de que Nuno Melo, presidente do partido e recandidato a um terceiro mandato na liderança do CDS, estará para chegar nos próximos minutos, isso quer dizer também que todos os trabalhos marcados para esta manhã estão também um pouco atrasados. O destaque vai para a apresentação, a discussão e a votação das moções de estratégias globais. Ao todo são quatro. Destaque para a moção apresentada por Nuno Melo para a recandidatura, mas também para a candidatura do antigo deputado Nuno Correia da Silva, que tem defendido que o partido está a perder identidade dentro da coligação. Não defende uma saída do CDS dessa coligação com o PSD, mas diz que essa coligação não pode ser feita a custo das ideias do partido e quer, por isso, ver mais influência do CDS na governação. Destaque também para uma moção que vai ser apresentada pela Juventude Popular, que quer que o partido vá a eleições sozinho nas próximas eleições legislativas. Também a JP, ou seja, a juventude do CDS, vê pouca identidade na situação atual dos centristas. Para esta noite está também marcada, Luís, e será assim que vai fechar o dia, a discussão da alteração aos estatutos que é pretendida por Nuno Melo, pretendendo, por exemplo, que dirigentes do partido que apoiem listas concorrentes possam passar a ser suspensos.
O Vasco Maldonado Correia vai acompanhar em Alcobaça os trabalhos deste congresso do CDS-PP, congresso 32, que como percebemos tem os trabalhos para já atrasados.
Luís, esta manhã aqui na Rádio Observador escutámos Diogo Feio, militante do CDS, ausente deste congresso que tem lugar este fim de semana.
E ao contrário do que defende, por exemplo, a Juventude Popular, que quer que o CDS vá sozinho a votos, Diogo Feio, antigo dirigente do partido, considera que a coligação com o PSD faz sentido e é para continuar e mesmo para aprofundar.
Por exemplo, nas autonomias, tem sentido a sua existência, tem sido feito um trabalho extraordinário nos Açores e na Madeira, na participação que faz no governo. Eu tenho-a visto como positiva. Agora, o que o CDS tem é que se afirmar dentro de um espaço mais amplo, não tem que estar preocupado em dividir esse espaço. Até porque historicamente, sempre que saiu de uma coligação com o PSD, foi castigado nas urnas. Quando a base com que parte para a coligação é muito baixa, nem quero imaginar o que seria esse castigo.
Diogo Feio, antigo dirigente do CDS, que esteve no Explicador desta manhã a defender uma mudança na abordagem do partido e na presença do partido na coligação com o PSD.
E a Rádio Observador vai continuar a acompanhar o Congresso do CDS em Alcobaça. Também pode acompanhar tudo através do nosso site. O presidente do Tribunal Constitucional garante que não renunciou ao cargo por pressões partidárias. José João Abrantes rejeita assim as acusações de André Ventura.
O líder do Chega sugeriu que a renúncia ao cargo de José João Abrantes aconteceu por pressão do PS. Entrevistado ontem à noite na RTP, José João Abrantes garante que não foi pressionado a abandonar o cargo por nenhum partido e explica por que é que saiu nesta altura.
Não, não fui pressionado. A minha decisão nada teve a ver, como digo no comunicado, com quaisquer outras circunstâncias, designadamente com questões e com estratégias político-partidárias ou com coisas que se passaram no Parlamento entretanto.
Mas teve contactos com os partidos?
Não. O momento que escolhi para a renúncia foi o momento mais adequado à defesa dos interesses do tribunal, que aliás, como digo, e têm sido sempre essas as minhas preocupações, assegurar os interesses do tribunal. Eu tinha já anunciado aos meus colegas que sairia logo que houvesse condições, que estivessem as condições reunidas.
O presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes, garante que não foi pressionado a abandonar o cargo. Ele era presidente do Constitucional desde abril de 2023. Comunicou na passada terça-feira que decidiu renunciar por razões pessoais e institucionais.
A Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas considera o aumento do IVA na restauração uma falta de respeito e de visão estratégica.
Uma posição da Confederação, mas também da AHRESP, que surge depois da polêmica das declarações do ministro das Finanças ter criticado a descida do imposto em 2016. Joaquim Miranda Sarmento afirma que a redução foi um erro crasso e uma medida populista. Também ontem, o secretário-geral do PS mostrou-se preocupado com a possibilidade de o governo poder vir a aumentar o IVA da restauração. E José Luís Carneiro quer mesmo que o primeiro-ministro clarifique a posição que tem sobre este tema. Ouvido pela Rádio Observador, o presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, Jorge Pisco, diz que reintroduzir a taxa máxima pode destruir o setor da restauração.
A intenção do governo em aumentar o IVA na restauraçãoNós consideramos que será uma falta de respeito e uma falta de visão estratégica por parte do Governo. Aquilo que se passa é uma tentativa de regresso a um passado que destrói não só o setor da restauração, que como sabemos, tem um papel fundamental e importante na economia nacional e faz perigar muito milhares de empresas, de microempresas.
Os avisos de Jorge Pisco, o presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, defende uma redução do IVA para valores idênticos ao de Espanha, na casa dos 10%, para haver maiores níveis de competitividade. Também a AHRESP está preocupada com o eventual aumento do IVA na restauração para a taxa máxima. O presidente da Associação de Hotelaria e Restauração, Carlos Moura, diz que seria um regresso a um ciclo de instabilidade fiscal marcado pelas dificuldades dos empresários em manter os negócios.
Nós estamos com um ciclo em que de três anos e meio em três anos e meio, como é bom de ver, são 14 anos, tudo fiscalmente muda. Ora isto não permite uma estabilidade no setor que seria desejável. É um setor que atravessa algumas dificuldades. 17 mil encerramentos. Nós temos informações claras de que no ano passado também abriram novos restaurantes, mas encerraram muitos mais. Só em matéria de salários, nós em três anos aumentamos 23% dos salários, quando se diz que se paga mal. E, portanto, o ciclo de inflação agora é altamente penalizador.
As preocupações de Carlos Moura, presidente da AHRESP, em declarações esta manhã à Rádio Observador, a propósito das críticas do ministro das Finanças ao IVA de 13% na restauração.
Entretanto, a FENPROF sai hoje à rua em protesto contra a proposta do governo de revisão dos estatutos dos professores.
A concentração dos docentes, educadores e investigadores está marcada para às 15h, no Cais do Sodré, em Lisboa, protesto que segue depois em direção aos restauradores. O secretário-geral da FENPROF garante que os professores estão atentos e disponíveis para se juntar à revisão dos estatutos, apresentada pelo ministro, mas José Feliciano Costa quer condições diferentes.
As reivindicações principais é dizer ao Ministério da Educação que nós queremos um estatuto de carreira docente que, de facto, valorize a carreira. E com isso também uma escola pública de qualidade. O ministro e o Ministério da Educação não vão nesse sentido. Ele aqui ainda há dias até enviou uma carta aos professores onde, de facto, a própria carta não reflete nada do que está a acontecer. E hoje a ideia é este alerta que tem que ser dado. Os professores estão atentos, queremos continuar a acompanhar a revisão dos estatutos. Estamos disponíveis para todas as formas de luta, evidentemente, estamos disponíveis para participar na construção do estatuto.
Declarações do secretário-geral da FENPROF, garante que milhares de professores vão estar na rua esta tarde, porque o governo, diz a FENPROF, não pode ignorar estes profissionais. A FENPROF oficializa hoje também a adesão à greve geral do dia 3 de junho, marcada pela CGTP.
11 horas, nove minutos. A seguir há Cinco Continentes, que hoje chega mais cedo, mas antes, Luís, vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
O presidente norte-americano rejeita apoiar a independência de Taiwan e diz que não quer ver soldados norte-americanos envolvidos num eventual conflito com a China. Donald Trump vem esclarecer a posição sobre o tema em entrevista à televisão Fox News. Isto depois de ter estado reunido esta semana com o presidente chinês. Israel iniciou esta manhã ataques contra infraestruturas do Hezbollah, no sul do Líbano. Anúncio feito pelas Forças de Defesa do país. O exército israelita diz que o Hezbollah violou o acordo de cessar-fogo e daí este retomar dos ataques. E João, os Prémios Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema, foram entregues ontem à noite no Centro Cultural de Belém. O grande vencedor levou para casa nada mais, nada menos do que 10 prémios.
E foi o filme "Banzo", de Margarida Cardoso, não é, Luís?
Exatamente, um filme sobre a herança do colonialismo português em África. Entre os prémios recebidos por "Banzo" estão o melhor filme, realização, argumento original, atriz coadjuvante, neste caso a Cirila Boussuét, e também um filme que está em estreia absoluta no cinema.
Uma estreia em grande. Que categorias escaparam a este filme, Luís?
"As Meninas Exemplares" de João Botelho quebrou a sequência e ganha o melhor figurino e melhor maquiagem. O melhor ator foi para José Martins pela "Memória do Cheiro das Coisas", ator coadjuvante para Nuno Lopes em "Lavagante". Também Joana Santos ganhou o prémio de melhor atriz no filme "On Falling". Joana Santos que é narradora do nosso mais recente podcast, que acabou esta semana.
E que é o quarto mais ouvido de Portugal, segundo dados do ranking dos podcasts da Marktest. Joana Santos aqui a vencer este prémio de melhor atriz e vejam este filme "On Falling" que está incrível. Fica por aqui o Jornal das Onze com Luís Soares.