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Do Meio Dia. Jornal do Meio Dia com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, a PSP está a realizar uma operação de fiscalização a estabelecimentos comerciais e também pessoas na zona do Martim Moniz, em Lisboa.

Tem como objetivo fiscalizar a legalidade em território nacional. Em comunicado, a PSP indica que esta operação conta com a colaboração da ASAE, com a Autoridade Tributária e Aduaneira, a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Segurança Social, e na operação estão empenhadas várias valências da PSP, como por exemplo, a Divisão de Investigação Criminal, o Núcleo de Segurança Privada, o Núcleo de Estrangeiros e Controle Fronteiriço e até a Unidade Especial da Polícia. É um grande contingente de forças policiais e de autoridades. No Martim Moniz, em Lisboa, está a repórter Maria Miguel Duarte. Agora em direto, Maria, é de fato uma manhã de aparato policial no centro de Lisboa.

Isso mesmo, Miguel. O aparato policial é grande e quem passa aqui pela zona também não fica indiferente. Do lado da frente do centro comercial do Martim Moniz, o lado que dá aqui para a praça, está cercado de carrinhas da Polícia de Intervenção e também de vários agentes. Já da parte de trás, onde estivemos inicialmente, estão vários agentes da Polícia de Intervenção Rápida a guardar a porta do centro comercial, mas também no interior do estabelecimento conseguimos ver que estão a fazer essa fiscalização às várias pessoas que estavam dentro do centro comercial. É um aparato que tem também causado estranheza a alguns moradores que vão perguntando às forças policiais o porquê desta operação, se está tudo bem, porque, de fato, o aparato é mesmo grande. De acordo com a subcomissária Ana Ricardo, até o momento ainda não existe nenhum detido, mas Ana Ricardo explica também o objetivo desta operação da PSP.

Trata-se, portanto, de uma operação conjunta de cooperação institucional com diversas entidades, nomeadamente estamos a trabalhar conosco a ASAE, a ACT, a AT e também o Instituto da Segurança Social. Esta operação inserta também numa campanha denominada Portugal Sempre Seguro, que tem diversos eixos estratégicos que pretendemos levar a cabo, nomeadamente reforçar o sentimento de segurança no país, evitar também informações descontextualizadas e promover a colaboração com diversas entidades que costumam trabalhar conosco. No que concerne a esta operação propriamente dita, nós pretendemos, portanto, fazer a fiscalização de estabelecimentos e detetar determinadas práticas criminais, nomeadamente o tráfico de seres humanos e também a imigração ilegal.

A subcomissária Ana Ricardo, que explica que são vários os operacionais envolvidos nesta intervenção no Centro Comercial do Martim Moniz, que ainda está a decorrer. Por isso, ainda não tenho um balanço final concreto desta operação para te dar, Miguel.

Maria Miguel Duarte, em direto a partir do Martim Moniz, a acompanhar esta operação da polícia para fiscalizar a legalidade em território nacional, fiscalização a estabelecimentos comerciais e a pessoas na zona do Martim Moniz, em Lisboa.

Seguimos para Amsterdã, nos Países Baixos. Há registro de ataques a adeptos israelitas do clube Maccabi, de Tel Aviv, ontem à noite. Benjamin Netanyahu fala num ataque antissemita premeditado.

Pelo menos 10 adeptos do clube de futebol israelita Maccabi Tel Aviv ficaram feridos durante confrontos na última noite. Ainda não é conhecida a gravidade dos ferimentos, mas a polícia de Amsterdã confirma que cinco pessoas foram hospitalizadas na sequência destes confrontos no centro da cidade, no final desse encontro entre o Ajax e o Maccabi Tel Aviv. A equipe israelita viajou até os Países Baixos para um jogo da Liga Europa. Na rede social X estão a circular vídeos de momentos em que adeptos do clube israelita estavam a entoar insultos contra a população da Palestina. Existe também registro de vários encapuzados a gritarem "Palestina livre" enquanto perseguem e agridem adeptos israelitas.

Fenômenos de violência que já mereceram condenação do presidente e também do primeiro-ministro israelita.

O ministro da Segurança Nacional, comecemos por ele, apelou aos cidadãos israelitas em Amsterdã para permanecerem nos quartos de hotel. O primeiro-ministro israelita enviou dois aviões para transportar de volta os adeptos. Há esse apelo para que os adeptos não saiam dos hotéis onde estão instalados. Netanyahu também pediu ao primeiro-ministro e às forças de segurança dos Países Baixos para que atuem de forma rápida contra os manifestantes. Os elementos das Forças de Defesa de Israel foram impedidos de viajar até os Países Baixos. Isto é o que avançam fontes militares. No total, desde que aconteceram estes confrontos, a polícia local já realizou cerca de 57 detenções. Esta manhã, a presidente da Comissão Europeia também condenou os ataques, fala em atos inaceitáveis e diz que o antissemitismo não tem lugar na Europa.

Por cá, o presidente do INEM confirma que os tempos de espera no instituto são os piores dos últimos anos em períodos de normalidade.

Em causa, a notícia avançada pelo Observador, que refere que o INEM está com os piores tempos de espera dos últimos cinco anos. Esta manhã, na CNN Portugal, Sérgio Dias Janeiro, o presidente do INEM, assumiu dificuldades no Instituto de Emergência Médica.

Eu confirmo que tem havido alguns momentos de maior estresse ao sistema, em que os tempos de atendimento e de resposta têm estado aumentados relativamente ao ideal.

Mas são ou não os piores dos últimos anos, comparativamente? Para fazermos também aqui um retrato concreto do que está a acontecer.

São os piores relativamente a períodos de normalidade e são superponíveis a outros momentos de greves e outras situações que possam causar mais impacto no sistema.

Sérgio Dias Janeiro refere também que o INEM está confiante que pode ultrapassar as dificuldades que o instituto apresenta neste momento. E para que isso seja possível, é necessário o reforço de recursos humanos. Garante o presidente do INEM que esse reforço já está a acontecer. Diz também que o governo tem mostrado abertura para resolver os problemas.

E os dados divulgados pelo Observador mostram que o INEM está com o tempo de espera mais demorado dos últimos cinco anos. Há carros parados mais de 6 mil horas até outubro.

Além da demora no atendimento de chamadas, também a taxa de inatividade dos carros de emergência médica é a maior dos últimos 10 anos. Desde o início do mês, sete pessoas morreram devido a alegadas falhas no atendimento do INEM, mortes que estão a ser investigadas.

Confrontado pelo Partido Socialista, o ministro da Presidência respondeu, pediu pudor ao PS quando faz uma avaliação política das causas dos problemas no INEM.

António Leitão Amaro, no Parlamento, na Comissão de Orçamento e Finanças, a propósito do orçamento do próximo ano, foi questionado pela deputada socialista Isabel Moreira sobre a notícia do jornal Expresso, que avança que a ministra da Saúde teve 10 dias para agir sobre a greve dos técnicos de emergência médica. O ministro da Presidência lembra que o governo António Costa teve oito anos para resolver.

A senhora deputada falou de 10 dias. Dez dias não são 3 mil dias, nem são oito anos de inação. E, portanto, a senhora deputada, sendo deputada do Partido Socialista, quando aborda para o futuro, não estamos a falar sobre o drama das mortes, estamos completamente de acordo e, aliás, toda esta Casa está de acordo sobre isso. Sobre a avaliação política das causas para os problemas dramáticos que o INEM também enfrenta, eu acho que o Partido Socialista precisaria ter um pouquinho mais de pudor. E pudor, então, quando fala em 10 dias, quando tem nas suas costas a responsabilidade de oito anos de desinvestimento, de falta de recursos humanos, de desvalorização dos profissionais.

António Leitão Amaro no Parlamento. Entretanto, a ministra da Saúde cancelou a agenda prevista para esta sexta-feira devido a uma indisposição. A informação foi divulgada aos jornalistas por Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP, da Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional. Estava prevista uma visita de Ana Paula Martins para hoje de manhã ao Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo. Não esteve presente.

12h09. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?

Moçambique. Um dia depois de protestos que causaram três mortes em Maputo, o presidente do Movimento Democrático de Moçambique, um dos quatro candidatos presidenciais, exige uma recontagem de votos ou a repetição da votação. Lutero Simango considera que só com uma destas opções se pode repor a justiça eleitoral. Em conferência de imprensa, o líder do terceiro maior partido moçambicano afirma que apenas uma destas soluções permite credibilizar o processo eleitoral, que tem sido fortemente contestado nos protestos de ontem. Em Maputo, pelo menos três pessoas morreram, quase 70 ficaram feridas durante confrontos entre manifestantes e a polícia.

É o ponto final no jornal do meio-dia, que teve edição do Miguel Cordeiro.