Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal do Meio-Dia. O Jornal do Meio-Dia tem a edição do Luís Soares. Luís, começamos com o Fórum da Aliança das Civilizações, que começou hoje no Estoril. O Presidente da República considera que há urgência no diálogo entre as civilizações.

Uma urgência relevante num mundo dominado pelo egoísmo, diz Marcelo Rebelo de Sousa, que falava no arranque desse fórum que está a decorrer no Estoril. Está a ser acompanhado pela jornalista Inês Batista. Inês, Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro a falar no arranque do fórum. Alerta para essa necessidade de tolerância entre civilizações.

O Presidente da República Portuguesa deu as boas-vindas ao rei de Espanha, Felipe VI, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e também ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, bem como ao subsecretário da Aliança das Civilizações da ONU. O Presidente da República fala de um mundo mais uma vez dominado pela arrogância e pelo isolacionismo, e diz que é por isso que é preciso, com urgência, fóruns como este.

A segunda palavra para sublinhar a urgência da reunião de hoje, de uma aliança inspirada pelas Nações Unidas e pelo secretário-geral António Guterres, a quem saúdo calorosamente. Esta urgência é especialmente relevante num mundo que, mais uma vez, se encontra dominado pelo egoísmo, pela arrogância, pela intolerância, pelo isolacionismo.

Marcelo Rebelo de Sousa, que foi o primeiro a falar na abertura deste fórum. O segundo foi o secretário-geral da ONU. António Guterres fala de um tecido social sob pressão numa onda de xenofobia e intolerância e diz que as redes sociais estão cada vez mais a ser exploradas nesse sentido.

Vemos tempos muito difíceis. Infelizmente, em muitos locais do mundo, o tecido social está em acentuada pressão. Observamos estratégias cínicas visando semear divisões e ampliar fraturas nas sociedades. Assistimos a uma onda de xenofobia, de racismo e de intolerância, com as redes sociais a serem exploradas como uma arma poderosa. E as tensões aumentam em várias frentes. Os direitos humanos estão sob ataque. A crise climática continua a agravar-se e sectarismos de vária ordem proliferam.

Mensagem deixada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, diz que o mundo precisa de paz e pede paz na Ucrânia, paz em Gaza, no Líbano, no Sudão. Diz que é imperioso defender a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. Neste arranque, falou também o rei Felipe VI, de Espanha. Defende que é agora, neste século, que a diplomacia é mais necessária do que nunca. E Luís, acabou de falar José Luís Zapatero, o antigo primeiro-ministro de Espanha. A esta hora começa um in memoriam, é assim que se chama, uma dedicatória a Jorge Sampaio, antigo presidente da República Portuguesa e o primeiro alto representante para a Aliança das Civilizações, o fórum que decorre agora.

Inês Batista, neste arranque do Fórum da Aliança das Civilizações, onde o secretário-geral da ONU pediu também um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e no Líbano, apelou à implementação definitiva da solução de dois Estados. Ora, o chefe da diplomacia da União Europeia defende que Israel deve aceitar a proposta de cessar-fogo no Líbano. Josep Borrell diz que Israel não tem nenhuma desculpa para recusar essa proposta. Hoje há uma reunião do gabinete de segurança de Israel que deve discutir essa proposta norte-americana para um cessar-fogo com a milícia xiita no Líbano.

E na política nacional continua o debate do orçamento na especialidade. O Parlamento voltou a confirmar a proibição do corte da publicidade na RTP.

PSD e CDS ficaram isolados na defesa desse corte da publicidade do canal público. Os partidos que apoiam o governo voltaram a chamar a proposta ao plenário para tentar reverter uma primeira votação, mas o resultado foi o mesmo. A acompanhar os trabalhos da especialidade do Orçamento do Estado na Assembleia da República, está o Miguel Vítor Dias. Miguel, o que é que levou os partidos a manter a mesma posição?

A preocupação com a descapitalização da RTP foi o argumento utilizado novamente pelo PS, que voltou a defender que o corte da publicidade deve ser proibido neste Orçamento do Estado. E foi mesmo esse o resultado que vingou, com votos a favor da proibição das bancadas à direita, do Chega e da Iniciativa Liberal, mas também de toda a esquerda. Ora, Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda, os autores desta proposta, voltou a atacar o governo, dizendo que esta iniciativa de cortar a publicidade do canal público é apenas para agradar aos privados e, sobretudo, ao dono do grupo Impresa.

Não há uma única explicação que justifique, dada a nós, aos trabalhadores ou aos vários órgãos da RTP. Ninguém até hoje apresentou uma explicação para a retirada da publicidade da RTP que não seja agradar ao Grupo Impresa, que o doutor Bálsamão bem agradeceu ao doutor Luís Montenegro, e agradar aos grupos de comunicação social privados.

E Pedro Duarte, ministro dos Assuntos Parlamentares, que hoje está aqui a assistir aos trabalhos, usou da palavra para criticar a oposição por não estar a pensar no país.

Perguntar-me-ão: "Mas o que é que tudo isto que estamos aqui a discutir tem a ver com o Orçamento de Estado?" E a resposta é simples: absolutamente nada. Zero. Os senhores, na vossa voracidade oposicionista, de serem contra porque são contra e de criarem obstáculos e empecilhos à governação, porque para os senhores não interessa o país, interessa, sim, os vossos interesses partidários. E, portanto, quanto mais puderem prejudicar a ação de governo, mais os senhores se sentem satisfeitos, mesmo que isso cause prejuízos ao país.

Apesar da tentativa de defesa, o corte da publicidade foi mesmo proibido pelo Orçamento, numa altura em que já se discute também o aumento permanente das pensões, outro tópico em que a AD pode ficar a falar sozinha. Neste momento, a Aliança Democrática já se defendeu dizendo que em 2010 o PS também aumentou de forma extraordinária as pensões e, com isso, criou uma crise financeira e a apelar à responsabilidade. Já o PS diz que os aumentos extraordinários aprovados ou anunciados na Festa do Pontal não enchem a despensa dos reformados.

Miguel Vítor Dias, aqui em direto, ele que está a acompanhar o debate do Orçamento na especialidade, no Parlamento. 12:08, Luís, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?

O governador do Banco de Portugal avisa que a economia portuguesa tem tido neste ano um comportamento hesitante, apesar de ainda considerar que está num momento muito positivo. Mário Centeno diz que se verificam possíveis primeiros sinais de cautela. Foi na abertura de uma conferência organizada em Lisboa pelo Jornal de Negócios. Dez pessoas ficaram desalojadas devido a um incêndio num bairro em Elvas, que destruiu totalmente duas habitações e uma outra de forma parcial. Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo explicou à Lusa que o incêndio não causou feridos e está a ser investigado pela Polícia Judiciária. Luís Soares e o Jornal do Meio-Dia.