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Meio-dia. Está no ar o Jornal do Meio-Dia, com a edição do João Gama. João, já está a decorrer o Conselho de Ministros no Mercado do Bolhão, no Porto. Acontece hoje, precisamente no dia em que o governo de Luís Montenegro assinala um ano de funções.

E numa altura em que temos eleições legislativas marcadas para o próximo dia 18 de maio. Por isso mesmo, o governo vai fazer um balanço daquele que foi o último ano de governação. Luís Montenegro chegou a afirmar que o registro deste Conselho de Ministros ia ser de contenção, porque reconhecia o dever de neutralidade e isenção nesta atual fase política do país. O governo está em questão. Os ministros já estão em peso na cidade do Porto, para este Conselho de Ministros, que vai fazer o balanço de um ano de governo do Luís Montenegro. E é precisamente na cidade do Porto, no Mercado do Bolhão, onde está a repórter do Observador, Maria Rego. Maria, bom dia. Luís Montenegro chegou aí num registro quase de pré-campanha eleitoral.

Bom dia, João. Exatamente. O primeiro-ministro chegou juntamente com toda a comitiva do governo, de autocarro, até aqui, à parte da frente. Foram recebidos por Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto. Daí, foram de banca em banca, conversando com quer comerciantes, quer o povo em geral, que cumprimentando o primeiro-ministro e dando força para a nova ida às urnas. Demonstraram, por isso, o apoio à candidatura de Luís Montenegro. Uma idosa interpelou o próprio primeiro-ministro frisando a necessidade de aumentarem as pensões, tendo Luís Montenegro respondido que o governo já estava a fazê-lo. A comitiva fez então, como disse, este percurso, desde a entrada até ao auditório onde decorreu este Conselho de Ministros. Luís Montenegro deverá fazer o briefing sobre o que saiu deste conselho dentro de alguns minutos. Este Conselho de Ministros que tem como foco o balanço de um ano de governo. Também aqui marcou presença Pedro Duarte, ele que hoje anunciou a candidatura à Câmara Municipal do Porto. Ao jornalista, ainda ministro dos Assuntos Parlamentares, sublinha que no centro da campanha vão estar temas como a segurança e o trânsito. Pedro Duarte chuta para mais tarde um possível apoio do movimento de Rui Moreira, mas admite ser uma das pessoas que vê como bom exemplo na presidência da Câmara do Porto.

Eu tenho que assumir essa liderança, sou eu que vou a votos, portanto os portuenses têm é de acreditar no meu projeto. É evidente que as pessoas com a experiência, com a qualificação de Rui Moreira, mas não só. Eu lembro, por exemplo, Rui Rio, que foi também um presidente de Câmara da cidade do Porto, que deixou uma marca muito importante a vários títulos, por exemplo, no que diz respeito às contas certas, ao rigor como executava as suas políticas, são personalidades que evidentemente para mim são referências, quer Rui Rio, quer Rui Moreira.

As referências de Pedro Duarte, que apresentou candidatura à presidência da Câmara Municipal do Porto esta manhã. No final do briefing apresentado por Luís Montenegro, o governo ruma até ao Café Majestic, na Rua de Santa Catarina, onde deverá de novo fazer este contacto com o público.

Vamos ficar à espera das conclusões do briefing de Conselho de Ministros, que vai ser apresentado pelo próprio primeiro-ministro Luís Montenegro.

Entretanto, João, a coligação entre PSD e CDS anuncia esta tarde o novo nome com que vai a eleições.

Isto depois de o Tribunal Constitucional ter impedido a utilização do nome AD, Aliança Democrática, a coligação liderada por Luís Montenegro vai anunciar esta tarde o nome com que vai a votos nas próximas legislativas. A decisão vai ser comunicada em Conselho Nacional do PSD, órgão máximo do partido entre congressos, que vai acontecer excepcionalmente por videoconferência às 16h, hora a que está marcada uma conferência de imprensa na sede nacional do PSD. Para já, não é ainda claro se a coligação vai manter a sigla AD, adaptando depois o nome por extenso às exigências do Tribunal Constitucional.

E Sérgio Sousa Pinto considera que, se não fosse por uma série de trapalhadas, a AD teria uma vantagem muito maior nas sondagens.

Uma posição defendida pelo deputado do Partido Socialista na Comissão de Inquérito da Rádio Observador, numa altura em que a coligação de Luís Montenegro surge com uma vantagem em relação ao Partido Socialista nas mais recentes sondagens para estas eleições legislativas. O socialista defende que sem casos e apenas pelas características da governação social-democrata durante o último ano, a AD estaria ainda em melhor posição para as eleições de maio.

Se não fossem as trapalhadas, e agora o botão e não sei mais o quê, que todas as semanas há uma coisa nova. Se não fosse isso, eu acho que o PSD, ao fim de um ano de governação, estaria muito mais bem situado nas sondagens. Portanto, é natural que o governo em funções, sobretudo depois do ano de estado de graça, um período que se caracterizou por uma quase ausência de reformas e por uma distribuição verdadeiramente generosa de benefícios e bondades por todos os setores.

Sérgio Sousa Pinto na Comissão de Inquérito da Rádio Observador, onde falou ainda sobre a corrida à Presidência da República. Diz que tanto António José Seguro, Luís Marques Mendes e Henrique Veiga Mel seriam boas escolhas para Belém. No entanto, para Sérgio Sousa Pinto, o homem certo à hora certa é António Vitorino.

E o ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considera que os dados que saem do relatório anual de segurança interna desmontam o discurso alarmista de Luís Montenegro e Carlos Moedas.

Esta manhã, também aqui na Rádio Observador, no Explicador, o antigo ministro socialista celebrou o facto da criminalidade ter diminuído em Portugal. No entanto, diz que é preciso antecipar a resposta a novos riscos que possam vir a surgir. Eduardo Cabrita diz que as conclusões do RASI contrariam quer a tese da extrema-direita, quer a tese do PSD.

Desmonta daquilo que são os dados Por exemplo, da redução do crime em Lisboa, aquilo que foi o discurso irresponsável, alarmista, quer de Luís Montenegro, quer de Carlos Moedas, em matérias que devem ser de convergência, de diálogo, que é a única forma de, não instrumentalizando estas matérias, de se contribuir para que Portugal consolide e mantenha estes resultados que teve.

O antigo ministro da Administração Interna do Partido Socialista, Eduardo Cabrita, esteve frente a frente com o centrista João Almeida, que considera que as percepções de insegurança da população resultam do aumento da criminalidade violenta. Ainda assim, não concorda com o discurso que atribui culpas a diferentes governos.

Eu não acho que isto seja uma questão partidária. Eu acho muito absurdo que se discuta que havia crime no governo de direita antes, depois deixou de haver com o PS, agora eventualmente haveria outra vez. Eu acho é que os portugueses precisam de um governo que olhe para esta realidade. Porque dizer a um português que é vítima de um crime, que está tudo bem, que nós somos um país extraordinário e que praticamente não temos criminalidade, é algo que é um profundo desrespeito por cada cidadão que é vítima de crime.

João Almeida, deputado do CDS, ouvido no Explicador desta manhã, os dados do RASI, o Relatório Anual de Segurança Interna, mostra que houve uma diminuição da criminalidade, ao mesmo tempo, uma subida dos crimes mais graves.

E o presidente da Confederação Empresarial de Portugal diz que a Europa deve assumir uma posição negocial em relação aos Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, deve procurar novos parceiros.

Um apelo deixado no Dia da Libertação. Foi assim anunciado por Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos vai anunciar esta noite novas taxas alfandegárias que vão afetar países por todo o mundo, podem ter um impacto até 1,3 mil milhões de euros na economia mundial. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, não tem dúvidas de que esta é uma situação negativa para todos. Pede uma postura diplomática à Europa.

Que a União Europeia e Portugal consigam, sobretudo, preparar-se para uma posição negocial. Não creio que a administração Trump não perceba que esta guerra comercial não é boa para nenhuma das partes. Naturalmente, não é boa para quem exporta, mas também não é boa para quem importa e nesse caso, para os Estados Unidos. Naturalmente, num primeiro momento, haverá esta tentação de aumentar a receita tributária, mas depois, num segundo momento, o que haverá é um efeito desejado de uma inflação generalizada, uma subida generalizada dos preços.

Armindo Monteiro, ouvido esta manhã aqui na Rádio Observador, defende que uma resposta mais acesa do Bloco Europeu às tarifas vai apenas escalar a situação.

A guerra das tarifas é, de resto, o tema da história do dia de hoje, que pode ouvir nas plataformas podcast. Meio-dia e nove, João, que outras notícias estão a marcar esta quarta-feira?

Volodymyr Zelensky denuncia ataques deliberados da Rússia contra instalações energéticas na Ucrânia, declarações do presidente ucraniano, citados pela agência de notícias France Presse. Este aviso do chefe de Estado da Ucrânia surge numa altura em que Kiev e Moscovo se têm acusado todos os dias de desrespeitarem o cessar-fogo temporário a altos energéticos. Mais de 180 migrantes foram hoje resgatados ao largo das Ilhas Canárias. Viajavam em três embarcações que foram detectadas pelas autoridades espanholas. De acordo com a Autoridade de Salvamento Marítimo, os migrantes desembarcaram em boas condições de saúde. Em Portugal, todos os distritos em Portugal continental vão estar na próxima sexta-feira sob aviso amarelo do IPMA, devido à depressão Núria, que traz chuva forte e trovoada. Abril começa com mau tempo.

Foi o jornal do Meio Dia com edição do João Gama.