Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, o secretário-geral do PS desvaloriza a presença de antigos líderes na campanha da AD e garante que não está sozinho na campanha socialista.
Pedro Nuno Santos mostra-se até satisfeito com a presença de outras figuras do PSD na campanha de Montenegro. Diz que é uma boa maneira dos portugueses não esquecerem que a coligação falhou. Pedro Nuno Santos disse isto esta manhã, numa visita ao Mercado Municipal de Leiria. A acompanhar a caravana socialista, está a jornalista Nadine Soares. Agora em direto, Nadine, já estás na Marinha Grande, numa visita a uma empresa, mas dessa primeira ação de campanha do dia, a frase de Pedro Nuno Santos, a garantir que o partido está unido e que a presença de outros ex-líderes da AD não incomoda.
Exatamente. Pedro Nuno Santos visita esta hora uma empresa, uma fábrica de moldes aqui na Marinha Grande, mas antes começou o dia no Mercado Municipal de Leiria, onde prestou algumas declarações aos jornalistas, precisamente para dizer essa declaração, desvaloriza essa presença de ex-líderes na campanha da AD, garante que não está sozinho e diz mesmo que o Partido Socialista criou líderes para o mundo e daí alguns não estarem presentes. É o caso, por exemplo, de António Costa, líder do Conselho Europeu, e António Guterres, secretário-geral da ONU. E por isso, Pedro Nuno Santos desvaloriza essa campanha por parte de Montenegro e garante que o Partido Socialista está unido.
O Partido Socialista tem muitos militantes, dirigentes, antigos líderes a participar na campanha. Não há nenhuma questão com isso. Olhe, eu até agradeço que esses antigos líderes participem na campanha do PSD, porque fica mais claro o que é a natureza do PSD nesta campanha, mas, sobretudo, verdadeiramente importante, mais importante ainda do que a participação ou não desses ex-dirigentes do PSD na campanha, é mesmo o resultado de um ano de governação, de uma coligação que falhou.
Pedro Nuno Santos a dizer que essa presença de ex-líderes na campanha da AD é uma forma dos portugueses não esquecerem que esta coligação falhou. Pedro Nuno Santos, que falava no Mercado Municipal de Leiria, onde tentava convencer os indecisos a votar no Partido Socialista e continua esta campanha aqui dedicada à região de Leiria, agora na Marinha Grande, uma terra a sensivelmente 15 minutos de Leiria, onde visita então esta fábrica de moldes e onde está a fazer uma ação de contacto com a população, com os trabalhadores aqui dentro desta fábrica.
Nadine Soares, na Marinha Grande, com a campanha do Partido Socialista. Na próxima hora, Pedro Nuno Santos vai seguir para a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria. Vai estar numa visita e num almoço com estudantes durante essa próxima hora.
E Luís Montenegro almoça hoje com antigos presidentes do PSD e adianta que conversa regularmente com todos.
O primeiro-ministro e candidato da AD está numa arruada em Sintra esta manhã, antes desse almoço na sede do PSD com ex-presidentes do partido. O almoço vai decorrer no dia em que o PSD assinala 51 anos e num evento que vai juntar nomes como Rui Rio, Pedro Passos Coelho, Luís Marques Mendes. São vários nomes do PSD. Montenegro quis hoje garantir que vai conversando regularmente com todos.
Tenho o hábito de conversar com eles quando e vez, e portanto faço isso com naturalidade, com todos eles, não só com aqueles que foram primeiros-ministros, os outros também. Com Passos Coelho também? Com todos. Convidou todos. Algum lhe disse que não? Convidou todos. Algum lhe disse que não? Não, nenhum me disse que não. Nós só não vamos ter, de toda a história do PSD, só não vamos ter dois líderes que não podem por razões de saúde, o doutor Francisco Pinto Balsemão e o doutor Rui Machete, que eu cumprimento também a partir daqui, o doutor José Manuel Durão Barroso, que está no estrangeiro com uma conferência que não conseguiu adiar, com muita pena, mas enviou-me uma mensagem, e o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que, como presidente da República, entende, e eu compreendo, que não deve ter uma participação partidária.
Luís Montenegro em Sintra, aqui um registo captado pela RTP. Depois deste almoço, que vai acontecer por volta da 13h30, o dia do PSD termina também com jantar de aniversário, esse no Centro de Congressos de Lisboa.
E na CDU, Paulo Raimundo cola a troika, a Aliança Democrática, e volta a acusar Luís Montenegro de mentir aos pensionistas.
Foi. Na Lagoa de Albufeira, em Sesimbra, esta manhã, numa ação dedicada aos problemas ambientais da região, o secretário-geral do PCP quis comentar esse almoço de hoje, que vai reunir antigos presidentes do Partido Social-Democrata. O secretário-geral do PCP adivinha até a ementa e avisa que não há almoços grátis.
Mais ou menos estou a ver qual é a ementa desse almoço. Olhe, deve ser batatas fritas de Bruxelas, deve ser uma salsicha alemã, deve ser uma sopa ralinha com muita água, e vinho nada, porque essa é a minha ementa que cheira à troika. E temos Bruxelas, temos a Alemanha, temos o aperto com a sopinha rala e não temos o vinho, porque sabemos que isso é, como dizia aquela frase célebre, os portugueses é só e vinho.
E a fatura é pra quem?
A fatura sobra sempre para os mesmos. A experiência que nós temos desse cheirinho a troika é que sobrou sempre para os mesmos. Foi a crise financeira no mundo, em 2008, bumba, pagamos nós todos que estamos aqui.
O Raimundo a adivinhar a ementa e também o pagamento dessa fatura acusa ainda Luís Montenegro de mentir quando diz que os pensionistas e reformados têm acesso a medicamentos gratuitos. Falou aos jornalistas ao lado de Heloísa Apolónia, dos Verdes. A CDU admite que tem como objetivo voltar a eleger deputados do PEV à Assembleia da República.
E no PAN, o almoço de antigos líderes do PSD também foi tema da campanha. Inês de Sousa Real pede que a AD coloque os olhos no futuro e não no passado.
A líder do PAN falou há pouco numa visita a um hotel canino em Vila do Conde. A acompanhar essas declarações teve a repórter do Observador, Maria Rêgo. Está agora conosco em direto. Maria, para Inês de Sousa Real, o encontro de líderes do PSD está em parte datado, até em questões de igualdade de género
A líder do PAN foi então questionada sobre o almoço que acontece hoje entre líderes do Partido Social-Democrata. Aos olhos de Inês de Sousa Real, é um encontro que devia estar mais focado em outras questões e de olhos postos no futuro e não no passado. Deixou ainda críticas à falta de representatividade feminina na aliança liderada por Luís Montenegro.
Matérias como a igualdade de género que continuam por cumprir, seja no combate à violência doméstica ou até mesmo a participação na vida política. E curiosamente, esse encontro de históricos também só se faz no masculino, mais uma vez. E por isso mesmo, achamos que era tempo da AD colocar os olhos no futuro e não apenas no passado.
Mas as críticas a outros partidos e líderes partidários não ficaram apenas por aqui. Inês de Sousa Real voltou a distanciar-se do Chega e garante que o PAN jamais viabiliza uma solução governativa que inclua o partido de André Ventura. Como dizias, a líder do PAN esteve de visita esta manhã ao hotel canino aqui em Vila do Conde. Ainda antes de ter chegado, esteve também num outro espaço dedicado aos animais. Sobre medidas nesta área tão chegada ao partido, Inês de Sousa Real voltou a defender um SNS animal e mais apoios aos animais de companhia e torna a atacar o governo pelo apoio às touradas.
O PAN em campanha pelo distrito do Porto.
E seguimos neste jornal do meio-dia com a entrevista de André Ventura à Rádio Observador. O presidente do Chega acusa o primeiro-ministro de estar a esconder, juntamente com o primeiro-ministro espanhol, as regras ou as reais causas do apagão geral da semana passada.
Esta ideia foi deixada esta manhã aqui na Rádio Observador, no seu "Escuta Especial Legislativas", entrevista a André Ventura. Considera o líder do Chega que o primeiro-ministro português não está a ser honesto com a população. Avança com essa tese defendida por Santiago Abascal, líder do Vox, contra o Executivo espanhol, liderado pelo PSOE, de que os governantes sabem o que se passou ao certo. André Ventura aponta também responsabilidades ao governo da Aliança Democrática pela falha energética que parou o país durante 11 horas.
Eu acho extraordinário, ao fim de quatro dias, nós não sabermos ainda as causas totais deste apagão. Não creio que os primeiros-ministros não saibam. E acho que estão a ocultar informação.
Luís Montenegro também?
Acho que os dois.
Acha que Luís Montenegro sabe quais são as causas e está a esconder?
O primeiro-ministro espanhol sabe, como a imprensa espanhola afirma, e pelo menos como parte das forças políticas espanholas afirmam. Eu li uma coisa curiosa há uns dias. O primeiro-ministro espanhol falou com o primeiro-ministro português, mas não falou com o líder do PP espanhol. E, portanto, o primeiro-ministro português esteve melhor informado do que os próprios operadores espanhóis nessa matéria.
Mas por que Luís Montenegro estaria a esconder essa informação dos portugueses?
Porque provavelmente a falha que ocorreu, e as falhas que ocorreram, são de responsabilidade dos dois governos.
Nesta mesma entrevista, André Ventura admite viabilizar um governo da AD em caso de vitória da coligação PSD/CDS, apesar de continuar a dizer que Luís Montenegro não tem condições para ser primeiro-ministro.
É uma entrevista que pode ler na íntegra no site do Observador e ouvir no formato podcast, nas plataformas de podcast. E na Alemanha, Friedrich Merz falhou a eleição para chanceler. É a primeira vez que um candidato a líder do Executivo não é aprovado na primeira volta das votações no Bundestag.
Eram necessários 316 votos a favor para o novo chanceler alemão ser eleito. Merz conseguiu 310. Uma surpresa para os democratas cristãos, uma vez que a coligação CDU/CSU tinha chegado a um entendimento para governar com o maior partido da oposição, o SPD. Estas forças políticas representam juntas 328 votos no Bundestag. Aqui na Rádio Observador, Helena Ferro Gouveia alerta para os riscos que esta situação representa para a política alemã.
É cada vez mais difícil na Alemanha ter um cenário de governabilidade, ao contrário da estabilidade que a Alemanha nos habituou desde 1949. Há uma balcanização do Parlamento, há mais partidos, há um clima político cada vez mais polarizado, mais agressivo, e havia, de alguma forma, já uma espécie de pré-aviso que isto poderia acontecer, porque há uma ala do SPD, o partido que faz coligação com a CDU de Friedrich Merz, que havia anunciado de alguma forma que se iria opor a esta coligação. Estou a falar dos Jusos, a Juventude Socialista.
Helena Ferro Gouveia, analista de assuntos internacionais. Perante este cenário, ainda podem existir mais duas rondas de votações no Parlamento alemão, até o candidato a chanceler conseguir uma maioria dos votos parlamentares. Contudo, se Friedrich Merz não conseguir a maioria, abre-se a possibilidade de eleições. Alerta Helena Ferro Gouveia para o risco de uma vitória da extrema-direita, numa altura em que considera que a Alemanha precisa de uma liderança estável.
Meio-dia e 11. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?
Nininho Vaz Maia, cantor, foi constituído arguido por branqueamento de capitais associado ao tráfico de droga. Hoje a casa do cantor foi alvo de buscas da PJ por suspeitas de tráfico. As autoridades suspeitam que Nininho tenha permitido a lavagem de dinheiro de amigos que traficam estupefacientes, informação avançada pela CNN Portugal. O Ministério Público acusou hoje Jorge Mendes por um crime de fraude fiscal. Em reação, a defesa do empresário português classifica a acusação de infundada e injusta. O Ministério Público acredita que Jorge Mendes lesou o Estado português em mais de 18 milhões de euros em impostos. A acusação também envolve a esposa do empresário, Sandra Mendes, e é uma acusação que decorre do âmbito da Operação Fora de Jogo. De acordo com o Correio da Manhã, estes crimes não estão relacionados com negócios com jogadores, mas sim com uma doação feita à mulher de quase metade do capital de uma empresa que posteriormente viria a ser comprada por outra sociedade ligada a Jorge Mendes. Para fechar, Cristiano Ronaldo Júnior está convocado para a seleção portuguesa de sub-15.
Vem aí a dinastia?
Vamos ver. Esta é a primeira vez que o filho mais velho de Cristiano Ronaldo marca presença numa concentração da seleção portuguesa, neste caso, camadas jovens, sub-15. Cristiano Santos, o nome que consta no site da Federação Portuguesa de Futebol, está a jogar, o Cristianinho, nos escalões de esperanças do Al-Nassr, na Arábia Saudita, pode estrear-se com a camisola da seleção portuguesa já no próximo dia 13 de maio, a jogo frente ao Japão.
Muito bem. Foi a notícia de fecho do Jornal do Meio-Dia, que teve edição do Miguel Cordeiro.