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Miguel Cordeiro. Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com Miguel Cordeiro. Miguel, boa tarde. Em destaque a esta hora: Espinho. Foi manhã de campanha eleitoral na cidade, com vários partidos em ações na feira local e houve até reforço da polícia.
AD, PS, PAN, Chega, ADN e PPM. Nas últimas horas, estas comitivas passaram pela Feira de Espinho. Muitas ações de campanha, reforço da polícia também por causa da agitação provocada por estas comitivas. Comecemos pela Aliança Democrática, Luís Montenegro, a jogar em casa, teve muito apoio, candidato de Espinho, mas acabou a irritar-se durante esta arruada. Chamamos, por isso, o Miguel Vitor Dias, o repórter da Rádio Observador que está a acompanhar a caravana da AD. Miguel, de facto, muito apoio para Montenegro, mas também alguma irritação neste arranque da última semana de campanha.
Sim, especialmente com o assunto Espinho Viva, a gerar um ligeiro irritante em Luís Montenegro, que diz que a pergunta é sempre a mesma. O primeiro-ministro foi muito apoiado, aliás, numa sequência de arruadas do PS e do PSD que geraram uma verdadeira confusão na Feira de Espinho, mas já lá vamos a esse cruzamento. No final da ação de campanha da AD, Luís Montenegro falou aos jornalistas ao fim de dois dias e reclamou pelo fato das perguntas serem sempre as mesmas.
Eu não tenho mais nenhuma pergunta para me fazer todos os dias. RTP, não, isso é não respondo aquilo que o senhor quer, se calhar, mas RTP está empregadíssima. Foi a SIC que fez a pergunta. Então é a SIC, pronto. Mas eu vi aqui o microfone da RTP que tem sido mais insistente. Eu não sei, mas querem voltar a fazer as mesmas perguntas que faziam há dois meses e há três atrás? Sinceramente, eu estou muito tranquilo com isso. Ainda ontem estive na SIC, de resto, onde até respondi a questões à volta disso. O essencial nesta semana é que as portuguesas e os portugueses tomem uma decisão sobre o seu futuro.
Irritado com esta pergunta sobre a Espinho Viva, trocou até os canais de televisão que estavam a colocar questões ao primeiro-ministro, trocou a RTP pela SIC, depois do esclarecimento feito, manteve ainda assim as críticas aos jornalistas. Num dia em que respondeu também a Rui Rocha, o líder da Iniciativa Liberal revelou ontem que existiram contactos por parte da direção do PSD para uma coligação pré-eleitoral. Ora, nesta altura do campeonato, Luís Montenegro acha que essa conversa são apenas mexericos da campanha.
O que eu propus foi uma coligação aos portugueses para continuarem a acreditar neste governo e é essa que interessa agora. As conversas entre os partidos, acho que existem e vão existir sempre, mas não é meu hábito distrair as portuguesas e os portugueses com mexericos políticos quando aquilo que está em causa são opções estratégicas para o futuro do país. Não é uma opção estratégica poder fazer um governo com a IL e se há tranquilidade entre a coligação com esse parceiro. Opções estratégicas que têm depois repercussão na vida das pessoas. É isso que conta esta semana.
Luís Montenegro que adianta ainda que não há mal-estar na relação com o CDS. Nuno Melo e ouvindo estas respostas sobre a Iniciativa Liberal atrás de Luís Montenegro, no fim da arruada da Feira de Espinho, como disse, com muita confusão, cruzamento de vários partidos. No PS, existiu até uma ligeira confusão também com a campanha do Chega. Estava o deputado Pedro dos Santos Frazão a fazer campanha. Pediu para ser identificado um militante da Juventude Socialista. Também na altura das declarações de Pedro Nuno Santos, um dos comerciantes envolveu-se numa altercação com membros da JS e foi também agarrado por dois elementos da Polícia de Segurança Pública. Uma manhã de confusão na Feira de Espinho, onde esteve também, para além do Chega, o ADN e ainda o Partido Popular Monárquico. Sim, Gonçalo da Câmara Pereira esteve a poucos metros de Luís Montenegro. Não o cumprimentou, embora tenha falado com outros membros da caravana da AD. Por exemplo, Salvador Malheiro foi um dos que cumprimentou Gonçalo da Câmara Pereira, mas os dois líderes não se falaram. Aliás, à semelhança do que acontece também há um ano, como já se queixou Gonçalo da Câmara Pereira. Manhã confusa em Espinho, com as duas maiores caravanas a passarem pela feira local e com Luís Montenegro a afastar estes mexericos da campanha, que são as coligações pós-eleitorais a seguir a 18 de maio.
Miguel Vitor Dias a acompanhar a caravana da AD, que hoje passou por Espinho, tal como muitas outras campanhas.
Como, por exemplo, Pedro Nuno Santos, que disse em Espinho que a AD e a Iniciativa Liberal estão de cabeça perdida e que Montenegro está em negação.
Reação de Pedro Nuno Santos a uma possível coligação de Rui Rocha com Montenegro. O líder socialista diz que o líder da AD não aceita que deixou o país num pior estado. Pedro Nuno Santos volta a usar o tempo da incerteza para defender que uma coligação à direita não vai proteger as pessoas.
Eles vão ser derrotados. Agora que a AD se quer juntar à Iniciativa Liberal, agora sabemos que já tinham tentado antes. E o que isso significa é que a AD sozinha já faz estragos. Nós temos bem a memória do que fizeram quando tivemos uma crise financeira e económica a seguir a 2010. Eles atacaram quem trabalha e quem trabalhou. Os trabalhadores, cortes nos salários e os pensionistas. O 12º ministro era Luís Montenegro, que defendeu sempre aquelas políticas e as pessoas não esqueceram. A AD com a Iniciativa Liberal é uma mistura explosiva do ponto de vista do radicalismo e do ataque ao Estado Social. Só que o povo vai travá-los.
Posição de Pedro Nuno Santos, que diz também que a AD e a IL não estão alinhados e que juntos são uma coligação perdida. As arruadas do PS e da AD tinham esta agenda no mesmo sítio e não se chegaram a cruzar dentro da feira, apesar de algumas complicações com outras campanhas que também estiveram na Feira de Espinho, o PAN, Chega, ADN e PPM.
Longe de Espinho, Paulo Raimundo apresenta pela primeira vez nesta campanha eleitoral metas concretas para as eleições do próximo dia 18. A CDU quer mais 100 mil votos e quer eleger seis deputados.
Regressar ao número de votos conquistados nas eleições de 2019 e regressar ao número de deputados nas eleições de 2022. Foi o número avançado esta manhã pela CDU e foi embalado por uma receção calorosa na Escola Secundária António Arroio, em Lisboa. O secretário-geral do PCP apresentou esta nova meta. A ação de campanha foi acompanhada pelo jornalista João Gama. João, agora em direto, Paulo Raimundo cumpriu uma promessa.
Que tinha sido deixada aos jornalistas, Miguel, ainda no início da primeira semana da campanha para estas eleições. Paulo Raimundo tinha dito que iria começar a segunda semana da campanha a estabelecer metas concretas e estabeleceu duas metas diferentes, mas em toda a linha: reforço de votos e reforço de deputados.
Nós, no mínimo, temos o objetivo de voltar aos resultados das eleições anteriores a estas. E isto implicava o quê? Implicava sensivelmente mais 100 mil votos do que aquilo que tivemos e implicava mais dois deputados do que aquilo que tivemos. É um objetivo ambicioso? Eu acho que não é. Até acho que é insuficiente para aquilo que nós precisamos. Isto implicou o quê? Implicou reforçar em Setúbal, implica reforçar em Setúbal, implica voltar a conquistar onde perdemos, nomeadamente em Beja. E diria que temos condições para encarar a batalha no Porto com grande confiança também, desse ponto de vista.
São as metas concretas que Paulo Raimundo tem para estas eleições, numa ação na Escola Secundária António Arroio, muito participada. Paulo Raimundo tirou dezenas de selfies com vários alunos, gravou até um vídeo para uma avó que tinha ido votar no dia do voto antecipado, este passado domingo. Paulo Raimundo teve apenas que responder no final, em declarações aos jornalistas, aos gritos de um homem que exigia que Paulo Raimundo condenasse a invasão da Ucrânia.
Não, olhe, foi tão simples como o senhor perguntou, se eu condenava ou não condenava. Sim, condeno. A resposta é tão simples como esta. Nem percebo o alvoroço.
Agora a campanha comunista continua em Lisboa, está na Gare do Oriente para uma ação, Miguel, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
João Gama a acompanhar a comitiva da CDU, campanha que entra agora na última semana.
O Papa Leão XIV deixou hoje um apelo à paz numa mensagem que é dirigida aos jornalistas.
Durante uma audiência no Vaticano com jornalistas, o primeiro encontro oficial do Papa com profissionais de imprensa, Leão pediu que se desarmem as palavras para que se contribua para o desarmamento da Terra. A evocar as palavras do Papa Francisco, o novo Papa sublinha que se deve desarmar a comunicação de todos os preconceitos e que é necessário ter a capacidade de acolher a voz dos que não têm voz. No meio de agradecimentos aos jornalistas por terem acolhido o essencial da Igreja e o terem transmitido a todo o mundo, Leão XIV apela para que todas as injustiças, a pobreza e todos os conflitos continuem a ser narrados.
As bolsas europeias estão a reagir em alta depois de anunciado um acordo entre Estados Unidos e China para uma pausa na guerra comercial.
O anúncio foi feito pelo secretário norte-americano do Tesouro. Durante essa pausa, os dois países vão reduzir as tarifas em 115%. Os Estados Unidos vão reduzir temporariamente as tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%. A China vai cortar os impostos sobre a importação americana de 125% para 10%. Acordo que surge depois de dois dias de negociações que decorreram em Genebra. Vão ainda ser criados mecanismos para evitar a escalada na imposição de tarifas entre os dois países no futuro.
Na análise a esta notícia, o economista Filipe Garcia fala numa boa receção dos mercados a esse acordo entre a China e Estados Unidos, mas deixa um aviso.
Reitera que nada está fechado e que o mercado ainda está desconfiado por falta de credibilidade dos líderes políticos.
Para que serviu todo aquele espetáculo do Dia da Libertação em 2 de abril, para baixar as tarifas depois de uma forma tão pronunciada? Enfim, estamos num processo negocial. Neste momento, os mercados estão aliviados. É evidente que isto são boas notícias para os mercados em geral e para a economia, mas há uma grande desconfiança de que as coisas não fiquem por aqui, porque a credibilidade dos atores políticos nos últimos meses foi muito colocada em causa e isso não passa de um dia para o outro.
A posição do economista Filipe Garcia, que esteve esta manhã em direto aqui na Rádio Observador.
E vamos agora para outras notícias que estão a marcar este início de tarde.
Começamos com Volodymyr Zelensky, que falou com o Papa Leão, agradeceu o apoio à Ucrânia, o Papa Leão XIV. O presidente ucraniano disse que teve esta conversa esta manhã e considerou uma conversa muito calorosa e verdadeiramente substantiva, conversa entre Volodymyr Zelensky e o novo Papa. Entretanto, declarações do comissário da União Europeia para a Defesa: "A Europa tem de inovar se quiser parar Putin". Declaração num fórum sobre a indústria de defesa euro-ucraniana. Informação avançada pela Euronews. O comissário disse também que a paz, através da força, virá do poder de produção e do poder do cérebro. Declarações do comissário da União Europeia para a Defesa.