Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal do Meio-Dia. Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, quem não quer acordar com o governo radical tem de ir votar. É uma ideia defendida por Pedro Nuno Santos no último dia de campanha.
Disse isto numa arruada em Moscavide esta manhã. O líder socialista apela o voto e pede aos indecisos que reflitam para fazerem a escolha segura que, de acordo com Pedro Nuno Santos, passa por afastar Montenegro da governação.
Quem não quiser acordar com o governo da AD com a IL, tem mesmo de ir votar e dirijo-me aos eleitores à esquerda e aos eleitores de centro, que não querem um governo radical, que vai desmantelar e combater o nosso Estado social, têm mesmo de votar no Partido Socialista e não devem dispersar o voto. A outra reflexão que eu tenho pedido aos portugueses para fazerem é se se deve premiar quem atirou o país para eleições porque não quis dar explicações.
Sobre as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, que diz que não tem pressa para nomear o próximo primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos não comenta, garante apenas que vai fazer tudo para construir uma solução estável.
Não vou comentar as palavras do senhor presidente da República, que eu não sou comentador. Sou líder político de um partido que se apresenta a eleições que não foram provocadas por nós, mas que temos que aproveitar para restituir a estabilidade que o primeiro-ministro ainda em exercício não conseguiu garantir ao país e que nos permita avançar para resolvermos problemas na saúde, para aumentarmos as pensões, para aumentarmos os salários, que claramente a AD não consegue resolver.
Declarações de Pedro Nuno Santos numa arruada em Moscavide esta manhã. O líder socialista garante que quer fazer parte de uma solução estável de governabilidade, mas continua sem revelar planos ou cenários políticos neste último dia de campanha.
E André Ventura participou esta manhã na campanha do Chega a partir de videochamada.
Aconteceu no fim da visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal. Vestido de azul, deitado na cama, o presidente do Chega assegurou que está a recuperar bem e não deixou de dizer que estava a sofrer por não estar junto da comitiva partidária neste último dia de campanha eleitoral. Ainda assim, Ventura diz que sabe que os restantes membros do Chega são perfeitamente capazes de fazer a campanha. Recordo que ontem o líder voltou a sentir-se mal durante uma ação. Foi a segunda vez em que se sentiu mal nesta campanha. Ontem aconteceu em Odemira.
E a caravana da CDU já desceu a Baixa da Banheira, Conselho da Moita, Distrito de Setúbal. A imigração entrou na campanha comunista.
Arruada tradicional da CDU, Paulo Raimundo entrou e visitou uma pequena loja e foi confrontado com preocupações relativas à imigração. Vamos saber como é que respondeu o candidato. Conosco está o jornalista João Gama, está agora em direto a acompanhar também a comitiva da CDU. João, como é que respondeu Paulo Raimundo às preocupações da população sobre a imigração?
Basicamente, virou a moeda, Miguel Cordeiro. Paulo Raimundo estava a visitar uma loja tipicamente portuguesa, uma loja dos 300, com muitos itens à venda, e o dono queixava-se da pressão da imigração, que estaria a fazer aumentar as rendas nas lojas, mesmo aqui na Baixa da Banheira. Paulo Raimundo perguntou a este lojista quanto é que pagava de renda, disse-lhe que pagava €4.000 de renda para ter a loja a funcionar aqui nesta vila no Conselho da Moita, e Paulo Raimundo tentou virar então o argumento criticando a especulação imobiliária e o aumento do preço das rendas que está a expulsar, de acordo com o secretário-geral do PCP, lojistas típicos do centro das mais variadas cidades e vilas portuguesas. Foi uma das arruadas mais concorridas, é também uma das arruadas mais tradicionais. Paulo Raimundo parou num café para beber uma ginja do Barreiro. Ontem tinha bebido um moscatel de Setúbal, hoje uma ginja do Barreiro e nas declarações aos jornalistas, Miguel Cordeiro, mostrou-se também muito confiante para as eleições que aí vêm. Questionado sobre sondagens, explica que não comenta. É, aliás, uma tônica não só deste secretário-geral do Partido Comunista Português, mas de todos os anteriores. Paulo Raimundo diz, no entanto, que não tem dúvidas de que a CDU vai crescer e a questão que é preciso responder no dia 18 de maio é crescer até quando.
João Gama a acompanhar a comitiva da CDU em campanha pela Baixa da Banheira, na Moita.
E o Livre reitera que o apelo ao voto útil é prejudicial para a esquerda. Rui Tavares aponta à direita para dizer que quer mais deputados.
O Partido Livre começou esta manhã o último dia de campanha no Porto, em Matosinhos. Durante uma arruada, Rui Tavares falou aos jornalistas para dizer que o apelo ao voto útil só serve para prejudicar as forças da esquerda.
No que diz respeito ao voto útil, eu tenho a impressão que quase que agora deveríamos pedir para continuarem a fazer o discurso do voto útil. Só não peço isso porque acho que ele é mau para a esquerda em geral. Acaba por ser um discurso em que toda a disputa é quem é que vai roubar um deputado a quem entre partidos da esquerda aqui. Mas nós não queremos estar a roubar outros deputados à esquerda. Nós queremos estar a ir buscar representação parlamentar aos partidos de direita que a tiveram antes, que a aumentaram antes, e essa representação pode voltar para a esquerda, no caso, para o Livre.
Rui Tavares, o Livre em campanha por Matosinhos.
E António Leitão Amaro acusa PS e Chega de provocarem instabilidade na Assembleia da República. O ministro da Presidência teme que, em caso de vitória da AD, sem maioria absoluta, os dois partidos voltem a fazer uma união, é o que diz, para deitar abaixo o governo.
No programa Comissão de Inquérito, aqui na Rádio Observador, António Leitão Amaro traça cenários pós-eleitorais. O ministro da Presidência volta também a vincar o não é não de Luís Montenegro ao Chega, ao mesmo tempo que deixa críticas ao Partido Socialista.
Estamos muito serenos com o resultado que os portugueses nos derem. Nós dissemos: há duas coisas que nós não fazemos E que Luís Montenegro disse que não fazia governar se perder com arranjinhos com outros e fazer um governo com o Chega. Essas duas coisas não acontecem. A terceira é: nós estamos serenos. Os portugueses deem-nos o poder que derem. No mesmo discurso também disse: se os portugueses não querem eleições para o ano ou daqui a um ano e meio, só há um voto que permite, neste momento, face ao que nós vemos, ter estabilidade e não andarmos com eleições a todo o tempo, que é um voto na AD, porque o voto no Chega ou o voto no PS, o que faz é a qualquer curva, a propósito do orçamento, a propósito de uma discussão qualquer, deitam o governo outra vez abaixo juntos.
Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que no programa Comissão de Inquérito esta manhã aqui na Rádio Observador, quis também afastar a ideia de criar um bloco central entre AD e PS depois das eleições do próximo domingo.
12:09, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade esta sexta-feira?
A greve da administração pública contou hoje com uma adesão entre os 90 e os 100% em alguns locais do país. Saúde, educação, fisco e registro são os setores mais afetados por esta paralisação. O número de trabalhadores na administração pública subiu para máximos históricos até março. De acordo com dados da Direção Geral da Administração e do Emprego Público, até 31 de março, o Estado chegou aos 759 mil trabalhadores, um aumento de 1,3% em relação ao ano passado. Um possível encontro entre Zelensky e Putin será um dos temas a discutir na sexta-feira, na reunião que está prestes a começar em Istambul, na Turquia. A informação é avançada por um diplomata russo, em declarações à Reuters, que afirma também que para a delegação ucraniana, a prioridade nesta reunião será obter um cessar-fogo. A delegação afirmou ainda que a Ucrânia considera que é necessário tomar medidas de construção de confiança entre as partes.
Miguel Cordeiro e o Jornal do Meio-Dia.