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É meio-dia. Está no ar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Vilela. Miguel, a antiga assessora da Iniciativa Liberal que acusa João Cotrim de Figueiredo de assédio sexual, revela que denunciou o caso internamente no decurso do ano de 2023.
Sendo que João Cotrim de Figueiredo disse ontem que só agora ficou a conhecer as alegações. Inês Bichão, num comunicado enviado à Agência Lusa, explica que a publicação que fez sobre o caso foi feita num contexto restrito da rede social Instagram e acabou por ser tornada pública sem o consentimento da advogada. Entende que a divulgação está a ser instrumentalizada no âmbito da campanha eleitoral para as presidenciais. Diz também que a veracidade dos factos será apurada em tribunal.
João Cotrim de Figueiredo, que já reagiu, entretanto, a estas declarações de Inês Bichão.
Para voltar a negar as acusações, junta-se a este jornal o jornalista do Observador, Miguel Gato. Miguel, acompanhaste esta reação de Cotrim de Figueiredo há pouco, aí em Gondomar. O que disse o candidato presidencial?
João Cotrim de Figueiredo informa que vai entregar hoje a queixa em tribunal contra a antiga assessora da Iniciativa Liberal e insiste que nunca soube das alegações de assédio de que é acusado numa publicação nas redes sociais, apesar de a denunciante ter informado em comunicados que os reportou internamente no partido há dois anos.
Não tive qualquer conhecimento da matéria e em relação ao caso, devo dizer que a queixa-crime está pronta hoje à hora do almoço e será entregue ainda hoje. E em relação a isso, aliás, como diz a própria nota emitida pela senhora Bichão, será apurada em tribunal a veracidade dos factos. O facto de ter sido difundido sem consentimento é meio termo pouco, o dano está causado e, portanto, as responsabilidades têm que ser apuradas.
Cotrim de Figueiredo insiste que quer esclarecer este assunto em tribunal, após estar concluído esse processo de apresentação da queixa-crime à Justiça. Já sobre o conhecimento ou não do caso por parte de Mariana Leitão, que hoje se junta à campanha, Cotrim diz que só pode partir do pressuposto que a atual presidente do partido também não sabia de nada. Isto porque se soubesse, tinha o informado por se tratar de uma pessoa íntegra, é o que diz João Cotrim de Figueiredo. Ora, o candidato diz ainda que quer concentrar-se nos últimos dias de campanha porque não pode estar com a campanha completamente sequestrada por este tema. É o que diz João Cotrim de Figueiredo, que volta a acrescentar que alguém pode estar por detrás da divulgação do caso por surgir agora em campanha eleitoral.
Não me podem obrigar a falar deste tema durante os próximos dois dias, quando são os últimos dois dias de campanha. Nesta altura, compreendam que eu tenho outras prioridades. Foram vocês próprios que me disseram que receberam a informação ao mesmo tempo. Verdade ou mentira? Vão desmentir agora em conferência de imprensa? Não receberam a informação ao mesmo tempo? Na mesma noite? Isto é por acaso. Eu não estou a dizer que foi a pessoa em si. Alguém fez isto e está a conseguir. Vocês estão a ser completamente instrumentalizados para usar este caso para dinamitar a minha campanha nos últimos dois dias. Não faz sentido. Não faz sentido continuar com este tema. Lamento.
Entretanto, o partido de João Cotrim de Figueiredo também já reagiu. Diz que é completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte formal ou informal sobre João Cotrim de Figueiredo. A Iniciativa Liberal rejeita que uma campanha suja, que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova, é o que se pode ler em comunicado do partido.
Miguel Gato, aqui com esta reação de João Cotrim de Figueiredo, que volta a negar a acusação de assédio sexual, acusação feita por uma antiga assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal.
E por Gondomar andou também esta manhã Henrique Gouveia e Melo e foi aí que apontou baterias aos dois adversários que surgem na frente das sondagens.
André Ventura e António José Seguro. A acompanhar a caravana de Henrique Gouveia e Melo está a jornalista Nadine Soares. Nadine, agora aqui em direto, que argumentos esgrime o almirante para criticar Ventura e Seguro?
Debaixo de chuva, na Feira de Gondomar, Gouveia e Melo conversou com os comerciantes e mostrou-se até confortável. Para um marinheiro, a água é sempre positiva, dizia aos jornalistas. Já no fim da visita, voltou a falar aos eleitores do Chega, assumindo já a possibilidade de Ventura ir à segunda volta. Reforça que o adversário não quer ser presidente da República, mas sim primeiro-ministro, e acusa-o ainda de estar a baralhar estes processos. Vamos ouvir essa declaração.
É completamente inútil. Nós vamos fazer, tudo indica, dois processos eleitorais neste processo eleitoral, duas voltas. Votar no doutor André Ventura é meter um único adversário para a segunda volta, que é aquele que passar. E, portanto, o doutor André Ventura, o que está a fazer é baralhar um conjunto de hipóteses, sabendo que não será presidente e mais do que isso, sabendo que o que ele desejava era ser primeiro-ministro.
Bom, perdemos aqui momentaneamente o contato com a jornalista do Observador. Agora sim.
Gouveia e Melo a falar aos idosos para tentar angariar votos, com António José Seguro a aparecer bem posicionado nas sondagens. O almirante acusa ainda o socialista de não ter defendido os mais velhos na altura em que era secretário-geral do PS e que essa decisão não está esquecida.
Comigo nunca mais haverá cortes de pensões para pessoas que não têm capacidade depois de fazer qualquer outra atividade. Isso aconteceu no passado. Foi o Tribunal Constitucional que evitou isso, mas houve o alinhamento de pessoas que não tinham sequer que alinhar nisso e alinharam-se voluntariamente nisso. Depois vieram com uma grande retórica que tinha sido para bem do país. Não é para bem do país. Há coisas que não podemos trair
Não podemos trair o povo que nos elege.
São declarações de Governo e Melo a jornalistas na Feira de Gondomar, o almirante que volta a defender que a verdadeira sondagem acontece no domingo. A esta hora realiza uma arruada na Arfurada. Em breve, até Governo e Melo vai falar aos jornalistas, mas para já, a fazer um compasso de espera antes de arrancar nessa arruada.
Para trás ficam essas críticas. António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos presidenciais que surgem na frente da maioria das sondagens conhecidas até agora.
E António José Seguro repete que a corrida é apenas com André Ventura e, por isso, pede uma vitória na primeira volta para travar a extrema-direita.
Sim, António José Seguro sublinha que não é indiferente quem vai passar à segunda volta na primeira posição.
Não é indiferente para a democracia quem passa em primeiro. E a questão é muito simples: ou passa em primeiro um democrata ou passa em primeiro alguém da extrema-direita. E nós queremos que passe um democrata na primeira volta em primeiro lugar.
António José Seguro num jantar ontem à noite na Lourinhã, na sondagem da Aximage para o Diário de Notícias, divulgada esta quinta-feira. André Ventura surge na frente, António José Seguro precisamente logo atrás.
E Portugal encerrou temporariamente a embaixada no Irão.
Uma decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que em comunicado adianta que todos os portugueses que estão no país foram contactados. Oito já deixaram o Irão e há outros, o número não é especificado, que vão fazer o mesmo entretanto. Há também, segundo este comunicado, 10 cidadãos nacionais que manifestaram a vontade de permanecer em território iraniano. O Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselha quaisquer viagens para o Irão, sublinha que o atual contexto de tensão e a situação de conflito armado latente representam um risco significativo. O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne hoje para uma reunião informativa sobre a situação neste país do Médio Oriente, que há vários dias é palco de manifestações contra o aumento do custo de vida.
E depois da ameaça de uma intervenção militar dos Estados Unidos para pôr cobro à repressão das manifestações, o presidente norte-americano vem agora dizer que o regime dá sinais de ter abrandado a resposta aos protestos.
Embora não descarte uma resposta militar, Donald Trump explica que foi informado que a repressão das autoridades iranianas contra os manifestantes está a diminuir e que não há planos para execuções em massa.
Disseram-nos que as mortes no Irão estão a parar. Pararam, estão a parar e não há planos para uma execução ou execuções. Fui informado disso por uma fonte confiável. Vamos descobrir. Tenho a certeza de que se isso acontecer, todos ficaremos muito chateados.
É o que diz Donald Trump, uma declaração feita ontem à noite na Casa Branca.
12h09. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
Dois agentes da PSP são acusados pelo Ministério Público de vários crimes, incluindo tortura, abuso de poder, violação e ofensas à integridade física. Os crimes foram cometidos contra toxicodependentes, sem-abrigo e cidadãos estrangeiros. Os agentes, de 21 e 24 anos, são também suspeitos de crucificar uma mulher na esquadra. crucificar é a expressão usada pelo Ministério Público na acusação. Algemaram a mulher a um banco, deixando-a de braços abertos como se estivesse pendurada num crucifixo. Os dois polícias foram detidos em julho, estão em prisão preventiva, uma medida que estão a cumprir no estabelecimento prisional de Évora. A acusação é hoje avançada pelo Jornal de Notícias. Há 10 anos que não nasciam tantos bebés em Portugal. Em 2025, nasceram quase 88 mil crianças. É uma informação recolhida através do Teste do Pezinho, do Programa Nacional de Rastreio Neonatal. Lisboa, Porto e Braga foram as três cidades com o maior número de rastreios. Já Portalegre e Bragança foram os distritos onde foi registado o menor número de exames.
Miguel Vidareira e o Jornal do Meio-Dia.