Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Às notícias . Jornal do Meio-Dia na Rádio Observador com Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque a esta hora, o governo que negoceia a carreira dos professores com um protesto da FENPROF à porta.
O Ministro da Educação está a receber os sindicatos dos professores. Em cima da mesa está a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A proposta foi apresentada pelo governo em março. Quer abrir um concurso externo ao longo de todo o ano letivo para a contratação de professores, em vez de um único concurso no início do ano letivo. Os sindicatos têm estado contra essa proposta do governo. A jornalista Teresa Ferreira está no Ministério da Educação a acompanhar este dia de negociações, um dia que agora fica também marcado por uma manifestação à porta.
Exatamente, Miguel. A FENPROF convocou a manifestação para a porta do ministério, enquanto correm as negociações. De momento, estão cerca de 40 a 50 professores a contestar o que o ministério quer impor nas carreiras dos professores. Na última ronda de negociações, em março, houve outro sindicato, o STOP, que se manifestou do lado de fora e por isso o ministério acabou por não os receber, mas a FENPROF mantém-se esperançosa. O secretário-geral, Francisco Gonçalves, acredita que serão recebidos na mesma, porque considera que há legitimidade para este protesto.
O poder de convocar uma concentração ou um plenário de professores não é do Ministério da Educação, é dos sindicatos. Os sindicatos têm a legitimidade, cumprindo o quadro legal, que foi cumprido, para convocar as reuniões que muito bem entenderem, nos locais onde muito bem entenderem. Portanto, isso é uma coisa, é o direito, faz parte do direito constitucional à manifestação. Os professores são cidadãos, têm esse direito, não há nenhuma razão para que não o façam.
Francisco Gonçalves, o secretário-geral da FENPROF, que deveria ter sido recebido pelo Ministro da Educação às 11h, portanto, há uma hora, mas as reuniões têm atrasado. Ainda só terminou a primeira, que começou pouco depois das 9h. O ministro Fernando Alexandre esteve com a FNE, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Professores. À saída, o secretário-geral Pedro Barreiros explica a nova ideia que esteve em cima da mesa durante esta reunião.
É um primeiro momento, concurso interno e externo numa fase única, um segundo momento, mobilidade interna, e um terceiro momento, um procedimento contínuo para necessidades temporárias, exclusivamente para necessidades temporárias.
E aí, por exemplo, como contratados?
E aí os professores entram, segundo diz o Ministério da Educação, tendo essa capacidade, entram no dia a seguir, ou seja, a escola identifica uma necessidade, estão em condições de colocar os professores de forma imediata, e isso é bom, porque também foi demonstrado que os professores muitas vezes têm que ficar uma semana, 15 dias ou mais de um mês à espera de serem colocados. Isso provoca o abandono, provoca a desistência.
Pedro Barreiros, o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos dos Professores. As reuniões pelo Ministério da Educação vão continuar ao longo da manhã, até porque Fernando Alexandre ainda só está na segunda de quatro reuniões. Sabe-se desde já que há data para a próxima ronda de negociações, será na próxima segunda-feira, dia 27 de abril.
Journalista Teresa Ferreira no Ministério da Educação, onde decorrem estas negociações para a revisão do Estatuto da Carreira Docente.
O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, considera que o Passe Verde é um caso de sucesso único na CP e afirma que quer continuar a aumentar o número de portugueses que utilizam os transportes públicos.
Pinto Luz faz um ponto de situação um ano e meio depois da entrada em vigor deste Passe Verde, programa que permite viajar por apenas 20 € por mês nos comboios regionais, intercidades e nos troços urbanos que estão fora dos títulos intermodais. Foi um balanço feito esta manhã.
Um milhão de passes verdes ferroviários vendidos. Temos hoje mais de 70 mil passes ferroviários ativos no mês de março, dos quais 84% foram registados através de meios digitais. E, portanto, o Passe Verde Ferroviário hoje é digital. Sabemos que tem uma grande procura, a capacidade está no limite e por isso o governo, como sabem, tomou uma decisão histórica de adquirir 195 novos comboios para a CP, o maior investimento de sempre. Até 2030, todos os anos, não teremos um único ano sem receber novos comboios.
Miguel Pinto Luz a apontar para novos comboios e para uma chegada de novas viaturas que vai permitir resolver o problema da capacidade. Anuncia também o investimento de 1800 milhões de euros em novos veículos.
O preço do barril de petróleo voltou a subir. Hoje tem sido um dia de instabilidade nos mercados, mas os analistas apontam para o que poderá ser o início do fim da guerra.
É essa a análise que faz Filipe Garcia, presidente da plataforma Informação de Mercados Financeiros, que esteve no Explicador desta manhã.
Efetivamente, os mercados vão andando ao sabor dos acontecimentos e hoje temos os preços dos futuros do petróleo a subir cerca de 6%. Temos o Brent nos US$ 96 por barril, ainda assim abaixo dos 100, que tem sido uma referência psicológica no meio deste conflito.
O preço do petróleo está novo a negociar em alta com a notícia de um novo encerramento do Estreito de Ormuz. Às primeiras horas do dia de hoje, o preço do petróleo estava a recuperar mais de 6%. O Irão ainda não decidiu se vai participar na próxima ronda de negociações com os Estados Unidos da América, mas avisa que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz compromete o diálogo.
Fica por aqui o Jornal do Meio-Dia, edição com Miguel Cordeiro. Há mais notícias ao 12h30.