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É agora meio-dia, as notícias na Rádio Observador com Luís Soares. Atenções viradas para o Congresso do CDS em Alcobaça. Os dois candidatos à liderança do partido, Nuno Melo e o antigo deputado Nuno Correia e Silva, já chegaram, Luís, à Ala Magna.
É o Congresso 32 do CDS, que decorre este fim de semana. Em direto da reunião magna centrista está o Vasco Maldonado Correia. Vasco, Nuno Melo falou na chegada aos jornalistas para reafirmar a importância do CDS na governação da AD.
Um puxar dos galões por parte do presidente do partido, que foi o primeiro dos dois candidatos a chegar ao Congresso. Chegou há cerca de meia hora e, à chegada, reafirmou, é verdade, algumas das grandes bandeiras que tem defendido, no fundo, o facto de ter sido com esta direção que o CDS voltou a ter não só representação parlamentar, mas também a marcar presença no governo. Um dos principais pontos de discussão neste congresso em Alcobaça é precisamente o de se o CDS tem ou não influência suficiente na governação e mesmo junto do PSD. Nuno Melo diz que vai ouvir as críticas e as visões alternativas, mas que tem confiança no caminho seguido.
Eu vejo mesmo vantagem em que um congresso tenha diferentes pensamentos, diferentes ideias, diferentes opções estratégicas. É sinal de uma grande vitalidade do partido e eu respeito todos, que não tenho como inimigos, nem sequer como adversários, vejo como companheiros num percurso que têm uma visão diferente. Eu vou defender a minha, naturalmente, que darei resposta àquilo que não me faça sentido, mas apenas com a razão instrumental de demonstrar a vantagem deste caminho, que é um caminho que tem provado em resultados a sua certeza e o seu acerto.
Nuno Melo tem como adversário nesta corrida e como adversário que o pode impedir de um terceiro mandato à frente do partido, Nuno Correia e Silva, antigo deputado e também antigo dirigente centrista nos tempos de Manuel Monteiro, quer um CDS mais influente, menos diluído no PSD e não descarta a hipótese de o partido poder ir sozinho a eleições nas próximas legislativas.
Eu acho que o CDS terá que, em véspera das eleições, fazer essa análise. O que o CDS não pode fazer é ter como estratégia pertencer à coligação. Isso não é estratégia, isso é tática. Estamos a confundir aquilo que é estratégico com aquilo que é tático. O que é que é melhor para o país? Só na altura vamos saber se é melhor irmos coligados ou se é melhor irmos sozinhos. O que for melhor para o país, é isso que o partido deve fazer.
É o que diz Nuno Correia e Silva, é um dos autores de uma das quatro moções que vão ser apresentadas já daqui a pouco, numa altura, Luís, em que já arrancaram os trabalhos, a apresentação e a votação e discussão das moções de estratégias globais está marcada para daqui a cerca de meia hora.
E o Vasco Maldonado Correia vai continuar a acompanhar os trabalhos. Já chegaram os dois candidatos à liderança do CDS à reunião do partido em Alcobaça.
Esta manhã aqui na Rádio Observador ouvimos Diogo Feio, antigo dirigente do partido, que defende um projeto comum de centro-direita entre PSD e CDS.
Ao contrário do que defende, por exemplo, a Juventude Popular, que quer que o CDS vá sozinho a votos e se desvincule da AD, Diogo Feio discorda, considera que a coligação com o PSD faz sentido, é para continuar e devia até ser aprofundada.
Por exemplo, nas autonomias, tem sentido a sua existência, tem sido feito um trabalho extraordinário nos Açores e na Madeira, na participação que faz no governo. Eu tenho-a visto como positiva. Agora, o que o CDS tem é que se afirmar dentro de um espaço mais amplo, não tem que estar preocupado em dividir esse espaço. Até porque historicamente, sempre que saiu de uma coligação com o PSD, foi castigado nas urnas. Quando a base com que parte para a coligação é muito baixa, nem quero imaginar o que seria esse castigo.
Diogo Feio, antigo dirigente do CDS, que vai estar ausente deste congresso em Alcobaça, ele que esteve no Explicador desta manhã.
Vamos continuar a acompanhar o Congresso do CDS em Alcobaça, aqui na rádio, mas também em observador.pt. O governo vai reduzir o desconto extraordinário do imposto sobre os produtos petrolíferos no gasóleo e aumentar na gasolina.
É o que consta da portaria publicada pelo governo ontem à noite, tendo em conta a evolução dos preços dos combustíveis na próxima semana, de uma descida dos preços do gasóleo, de um aumento nos preços da gasolina sem chumbo, o governo decidiu ajustar esse desconto extraordinário e temporário no imposto sobre os produtos petrolíferos. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Automóvel Clube de Portugal, as previsões do setor apontam para uma descida de €0,01 no preço do gasóleo e para um aumento de €0,04 no preço da gasolina.
E Luís, nesse sentido, o secretário-geral do PS volta a insistir na questão dos combustíveis para atacar o governo.
E também no IVA da restauração, o José Luís Carneiro insiste que o governo deve tomar medidas no sentido de combater o aumento de custo de vida para os portugueses.
O governo aumentou os impostos sobre os combustíveis. AgoraO Ministro das Finanças veio dizer que foi um erro reduzir o IVA da restauração. Significa que, no entender dele, deve aumentar-se o IVA da restauração e o Primeiro-Ministro deve esclarecer o país se acompanha ou não as declarações do Ministro das Finanças ou se não acompanha. Do nosso ponto de vista, é um erro grave aquilo que ele disse e será um erro grave se o governo aumentar os impostos sobre a restauração, porque, como se sabe, é um setor que está a sentir já as dificuldades, nomeadamente o aumento do custo de vida. O governo deve responder ao aumento do custo de vida.
Declarações de José Luís Carneiro esta manhã em Braga, já depois do Ministro das Finanças ter criticado a descida do IVA feita em 2016. Joaquim Miranda Sarmento afirma que essa redução do IVA na restauração foi um erro crasso e uma medida populista.
E as pequenas e médias empresas e o setor da restauração não escondem a preocupação perante a discussão relacionada com o IVA deste setor.
A AHRESP está preocupada que o IVA na restauração possa aumentar para os 23%. O presidente da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares, Carlos Moura, diz que seria um regresso a um ciclo de instabilidade fiscal marcado pelas dificuldades dos empresários em manter os negócios.
Nós estamos com um ciclo em que de três anos e meio em três anos e meio, como é bom de ver, são 14 anos, tudo fiscalmente muda. Ora, isto não permite uma estabilidade no setor que seria desejável. É um setor que atravessa algumas dificuldades. 17 mil encerramentos. Nós temos informações claras de que no ano passado também abriram novos restaurantes, mas encerraram muitos mais. Só em matéria de salários, nós em três anos aumentamos 23% dos salários, quando se diz que se paga mal. E, portanto, o ciclo de inflação agora é altamente penalizador.
Carlos Moura, presidente da AHRESP, ouvido pela Rádio Observador. Também o presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, Jorge Pisco, avisa que reintroduzir a taxa máxima irá destruir o setor da restauração.
A intenção do governo em aumentar o IVA na restauração, nós consideramos que será uma falta de respeito e uma falta de visão estratégica por parte do governo. Aquilo que se passa é uma tentativa de regresso a um passado que destrói não só o setor da restauração, que como sabemos, tem um papel fundamental e importante na economia nacional e faz perigar muito milhares e milhares de empresas, de microempresas.
Jorge Pisco, presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, defende mesmo uma redução do IVA para valores de Espanha na casa dos 10% para maiores níveis de competitividade.
A FENPROF sai hoje à rua em protesto contra a proposta do governo de revisão do Estatuto da Carreira do Docente.
Concentração que está marcada para às 15h, no Cais do Sodré, em Lisboa. O protesto segue depois em direção aos Restauradores. À Rádio Observador, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, garante que os professores estão atentos e disponíveis para se juntar à revisão dos estatutos apresentada pelo ministro, mas com condições diferentes.
Nós queremos um Estatuto de Carreira Docente que, de facto, valorize a carreira e com isso também uma escola pública de qualidade. O ministro e o Ministério da Educação não vão nesse sentido. Ele aqui ainda há dias até enviou uma carta aos professores onde, de facto, a própria carta não reflete nada do que está a acontecer. E hoje a ideia é este alerta que tem que ser dado. Os professores estão atentos, queremos continuar a acompanhar a revisão dos estatutos, estamos disponíveis para todas as formas de luta, evidentemente, estamos disponíveis para participar na construção do estatuto.
José Feliciano Costa garante que milhares de professores vão estar na rua, diz que o governo não pode ignorar estes profissionais. Confirma também que a FENPROF oficializa hoje a adesão à greve geral do dia 3 de junho, convocada pela CGTP.
12h09, já a seguir o "Campeão" é na Rádio Observador, mas antes, Luís, há outras notícias em destaque também esta hora.
A Estónia e a Letónia pedem aos países do sul da Europa mais investimento na área da defesa, de forma a responder à ameaça da Rússia. Estes dois países pedem Portugal, Itália, Espanha e França que invistam pelo menos 3,5% do PIB em defesa, isto se não conseguirem chegar aos 5%, que no entender da Estónia e da Letónia seria o ideal. O presidente dos Estados Unidos rejeita apoiar a independência de Taiwan e diz que não quer ver soldados norte-americanos envolvidos no eventual conflito com a China. Donald Trump esclarece assim a posição norte-americana sobre o tema, em entrevista à televisão Fox News, depois de ter estado reunido esta semana com o presidente chinês.