Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Máxima. Meio-dia, vamos às notícias com Miguel Vieira na Rádio Observador. Miguel, o secretário-geral do PS revela que Duarte Moral, assessor de José Luís Carneiro, arguido no âmbito da Operação Emergente, foi suspenso de funções.

Por decisão do juiz de instrução criminal, Duarte Moral foi um dos detidos entre os 37 arguidos deste inquérito que investiga o favorecimento de empresas por parte de autarquias e juntas de freguesia ligadas ao Partido Socialista. Entretanto, foi libertado. Ao secretário-geral do PS foi perguntado há instantes se ia afastar Duarte Moral da assessoria que prestava. José Luís Carneiro explica que não tem que tomar qualquer decisão face ao que determinou a Justiça.

A medida determinada pela juíza, pela informação que recebemos do seu representante, que comunicou ao administrador do Partido Socialista, é de que o suspendeu de funções e, portanto, essa questão está resolvida.

O secretário-geral do PS reconhece que este caso é uma mancha para o partido.

Naturalmente que estas notícias, estas informações, prejudicam a imagem do partido. Ninguém desconhece isso. É por isso que nós temos que ter consciência de que quem representa o Partido Socialista, quem é militante, quem é dirigente, tem especiais responsabilidades éticas. E por isso é que eu levei ao Congresso o estabelecimento de um código ético e a criação de uma comissão ética no Partido Socialista.

As palavras de José Luís Carneiro na Festa da Cereja, em Resende.

E Miguel, nestas declarações há instantes, o líder do PS manifestou preocupação com os aumentos dos encargos com a habitação.

Em particular com o aumento das prestações dos créditos para os jovens. José Luís Carneiro pede a intervenção do governo.

O setor bancário tem estado a fazer alertas para a necessidade de travar o crédito à habitação. O primeiro-ministro deve explicar ao país o que é que está a fazer para responder às necessidades concretas por que estão a passar as famílias, quer com o custo de vida e agora com este balde de água fria que vai cair em cima de muitas famílias, particularmente muitas jovens famílias do nosso país.

Com o aumento das prestações que vão ter de pagar ao banco. Sobre a prestação social única anunciada ontem pelo governo, José Luís Carneiro afirma que Pedro Passos Coelho tem razão, o PS fez esta proposta, embora com um nuance.

O doutor Passos Coelho falou a verdade. Ou seja, de facto, disse que estava no plano de recuperação e de resiliência uma medida para integrar as prestações sociais de apoio aos mais carenciados e, portanto, essa é uma medida que foi adotada pelos governos do PS. Agora, os termos em que ela vai ser aplicada, é aí que há divergências, porque nós não podemos ver numa medida desta natureza, uma medida de correção de comportamentos individuais e de comportamentos sociais.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, declarações aos jornalistas em Resende. Ontem, Pedro Passos Coelho desvalorizou esta medida do governo, disse que tinha sido o executivo do Partido Socialista a avançar com esta iniciativa.

E Miguel, a Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade tem reservas em relação à pensão social única.

Medida aprovada em Conselho de Ministros e apresentada ontem pelo governo, a nova prestação agrega 13 prestações sociais não contributivas, o caso do rendimento social de inserção, subsídio social de desemprego, num único só regime. Os beneficiários desta pensão vão ter que cumprir até 15 horas de trabalho social por semana, estando ainda prevista a perda da prestação em caso de incumprimento. Ouvido esta manhã no Explicador, o presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade, padre Lima Maia, confessa que receia que a medida venha afastar algumas pessoas deste apoio. Pede moderação e sensatez ao governo.

Quando se implementou o RSI, o Rendimento Social de Inserção, nós sabemos que isso contribuiu para uma maior segurança no país. Afastar pessoas de prestações sociais pode também perigar a segurança no país.

Mas tem esse receio que o desenho desta medida, desta prestação social única, possa afastar pessoas que eventualmente estejam a precisar, mas que não venham cumprir os critérios de acesso?

Tenho receio. É evidente que isto ainda não está bem arquitetado. Precisa de bastante trabalho e, sobretudo, precisa, penso que é de moderação e sensatez.

Sobre o trabalho que vai ter de ser desempenhado pelos beneficiários, trabalho de natureza solidária, o padre Lima Maia admite que em alguns casos vai ser difícil integrar estes beneficiários nas instituições. Lembra que as IPSS precisam de estabilidade.

Os trabalhadores são a solução e não são problema. Muitos destes, ou alguns destes, que seriam chamados ou disponibilizados para prestar trabalho nestas IPSS, nas instituições, poderão não ter a formação, não ter a preparação. E depois também até por aquilo que vai sendo dito, é que são algumas horas por semana, não haverá assim alguma estabilidade e estas instituições precisam, de facto, de estabilidade.

É o que diz e sublinha o padre Lima Maia, o presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social. Foi convidado do Explicador desta manhã.

Entretanto, Miguel, o incêndio na freguesia de Campeã, em Vila Real, está dominado.

Estava a alastrar desde a meia-noite numa zona de difícil acesso, mas os mais de 70 bombeiros conseguiram dominar as chamas. Foi isso mesmo que disse à Rádio Observador o segundo comandante da Cruz Branca de Vila Real, José Augusto. Ainda assim, os operacionais continuam no terreno. Contam com o apoio de 20 meios terrestres e dois meios aéreos, sendo que, segundo José Augusto, nas próximas horas vão ser desenvolvidos trabalhos de rescaldo.

Vamos entrar em consolidação de rescaldo, visto que vai demorar muitas horas, porque devido às condições do terreno e ao mato ser muito fechado, vamos demorar muito tempo para fazer a consolidação do rescaldo, mas neste momento o incêndio encontra-se dominado.

Foi isso que anunciou há uma hora aqui na antena do Observador, José Augusto, o segundo comandante desta corporação de bombeiros. Este é um incêndio que começou de madrugada, por volta da meia-noite.

Aumentaram os pedidos de ajuda ao Banco Alimentar contra a fome. É o que revela a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

Isabel Jonet explica que o aumento dos pedidos está relacionado com o aumento do custo de vida. Em entrevista ao Observador, no dia em que arrancou mais uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar, Isabel Jonet deixou em dúvida sobre a fragilidade cada vez mais clara da classe média em Portugal.

Temos tido nos últimos tempos, em particular no último mês, um aumento dos pedidos de apoio alimentar, seja por parte de pessoas a título individual, seja também das instituições de solidariedade que todos os dias apoiam as pessoas com mais carências. Nós em Portugal temos uma classe média que é muito frágil e a classe média-baixa está muito perto do limiar da pobreza. Estas pessoas muitas vezes têm trabalho, são trabalhadores, já têm um emprego, mas são famílias que têm crianças e, portanto, não podemos ficar impávidos e temos que marcar presença na vida destas pessoas.

É o que pede Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares. A recolha de alimentos começou hoje, envolve mais de 40 mil voluntários distribuídos por 2 mil supermercados de norte a sul do país. No ano passado, a campanha do Banco Alimentar angariou quase 2 mil toneladas de alimentos.

O secretário-geral da CGTP pede mobilização nas ruas para combater o pacote laboral.

Tiago Oliveira diz que a greve geral é a forma certa de dar voz aos trabalhadores.

Nós temos que procurar responsabilizar o governo, porque é ele que é o grande mentor deste processo. Nós temos que responsabilizar os partidos com assento na Assembleia da República, porque serão eles que irão discutir o pacote laboral na Assembleia da República. E, portanto, isto só se faz de uma maneira: faz-se envolvendo os trabalhadores, faz-se trazendo para a opinião pública, para a discussão, para as ruas, a luta de quem trabalha. E aquilo que do nosso ponto de vista é necessário neste momento é derrotar já o pacote laboral.

É o pedido de Tiago Oliveira, o secretário-geral da Intersindical, confederação sindical que agendou para a próxima semana, dia 3 de junho, uma greve geral. Ainda sobre este tema da reforma do Código do Trabalho, Bagão Félix, antigo ministro do governo de Durão Barroso, considera que a reforma laboral, o anteprojeto apresentado pelo governo, era um anteprojeto desequilibrado, precipitado e mal explicado no início. Foi isso que disse Bagão Félix em entrevista à Rádio Renascença.

Meio-dia e nove, já a seguir há uma edição especial dos Cinco Continentes focada na instabilidade do governo de Pedro Sánchez, em Espanha. Para já, Miguel, ainda outras notícias em destaque a esta hora.

Luís Montenegro é hoje reeleito líder do Partido Social-Democrata. É o único candidato à presidência do partido. Vota mais logo, durante a tarde, em Espinho. É o único nome na corrida, apesar do desafio que lançou a quem tivesse um caminho diferente e alternativo para o PSD, para que desse o passo em frente. Em 2024, Luís Montenegro foi eleito com mais de 97% dos votos. O governo autorizou a venda de participações sociais não estratégicas detidas pela pare pública. O objetivo é permitir uma gestão mais eficiente da carteira pública, segundo uma deliberação aprovada em Conselho de Ministros. O Executivo refere que a decisão determina que a alienação deva assegurar condições de mercado, maximização de encaixe financeiro e salvaguardar o interesse público. Não é detalhado que participações sociais considera que não são estratégicas. Morreu Edgar Morin, filósofo sociólogo francês. Tinha 104 anos. O jornal Le Monde descreve-o como um agitador de ideias. A notícia da morte de Edgar Morin foi revelada esta manhã nas redes sociais pelo secretário pessoal. Com mais de 30 livros publicados, Edgar Morin é considerado um dos pensadores mais respeitados do século XX. Fazia, no próximo mês de julho, 105 anos. Joga-se esta tarde a final da Liga dos Campeões, 17h, Budapeste, Paris Saint-Germain, Arsenal. Os dois pretendentes ao mais importante título europeu de clubes no velho continente. O Paris Saint-Germain é o detentor do troféu. O Arsenal quer conquistar a primeira Liga dos Campeões da história.

Veremos quem leva a melhor nessa final, que começa às 17h. Fica por aqui o Jornal do Meio-Dia com Miguel Videra.