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Meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia na Rádio Observador, com a edição do Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque o acidente que aconteceu esta manhã em Belas, no Conselho de Sintra. Duas pessoas morreram devido à queda de uma grua.
E as duas vítimas são trabalhadores da obra que utilizava esta grua. O alerta foi dado pelas 08h30 e ainda há um forte aparato no local. É por lá que está o repórter da Rádio Observador, Miguel Pina Andrade. Miguel, agora em direto. Na última hora, estiveram no local peritos da Autoridade para as Condições do Trabalho e já fizeram a investigação que tinham a fazer.
Sim, e a polícia já começa a retirar as fitas que circundavam o local do acidente. Isto porque, entretanto, os corpos foram retirados há mais ou menos uma hora. As duas vítimas mortais, como disseste, Miguel, eram trabalhadores, estavam a fazer obras de restauro e pintura na fachada do edifício, mais ou menos entre o sétimo e o sexto andar. Ao longo da manhã estiveram aqui muitos moradores. Um deles, Paula Silva, conta que estava em casa quando tudo aconteceu.
Por volta das 08h, estava mesmo encostada à janela e ouvi um estrondo enorme. Abri a janela e a grua já estava virada ao contrário e as pessoas já estavam no jardim caídas. Estavam completamente imóveis. Percebi que a situação era bastante grave. Era 08h01, liguei para o 112, expliquei o que aconteceu e entretanto começaram a chegar os carros de assistência.
Paulo Silva, moradora do prédio onde os dois homens estavam a trabalhar quando se deu o acidente. Entretanto, o presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, esteve aqui presente ao longo da manhã. Aos jornalistas disse que tudo ia ser feito para saber o que aconteceu, mas disse também que ainda é muito cedo para atirar com responsabilidades.
Vamos ver o que se passou. Eu não me quero precipitar em declarações sobre a distribuição de responsabilidades. Esse não é o meu papel. Mobilizei os serviços e os meios para apurarmos responsabilidades e, como disse, mobilizámos também a ACT para estar no local para avaliar as circunstâncias em que decorriam estes trabalhos. Falei também com alguns moradores que me dão conta, de facto, que a grua balançava bastante, mas agora o seu dono, os técnicos que têm a responsabilidade de apurar as circunstâncias em que decorria o trabalho, devem fazê-lo e depois devem apresentar os seus relatórios.
E já fizeram. A Autoridade sobre as Condições do Trabalho esteve no local, já terminou as ações de fiscalização. Ouvimos aqui o presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, em declarações aos jornalistas. Aqui no local do acidente, Miguel, prosseguem os trabalhos de remoção dos resíduos. A grua, no entanto, continua tombada. Como disse, os corpos já foram retirados e espera-se então que chegue um veículo próprio para retirar a grua. Fonte da Câmara Municipal de Sintra avança que a responsabilidade da remoção é da empresa que estava a fazer a obra e este processo ainda vai demorar algum tempo.
Reportagem de Miguel Pina Andrade em Belas, no Conselho de Sintra, onde morreram dois trabalhadores perante a queda de uma grua na via pública.
Falamos agora da situação dos incêndios em Portugal. Há três grandes fogos que continuam a preocupar as autoridades, isto num dia em que as temperaturas, ainda assim, dão algum alívio com uma ligeira descida, Miguel.
Ao todo, estão empenhados no combate às chamas mais de 1200 operacionais e 17 meios aéreos. O incêndio Torre de Moncorvo continua a mobilizar o maior dispositivo, com mais de 500 operacionais e sete meios aéreos. Este fogo avançou para a Carrazeda de Ansiães. Nesta altura tem duas frentes ativas. Para o terreno foram utilizadas também máquinas de rasto do exército para este incêndio.
E já em Santo Tirso, a noite foi marcada pela humidade, mas o fogo segue com duas frentes ativas.
E essa humidade está a ajudar os operacionais a combater as reativações. O objetivo passa por consolidar as frentes. Isto é o que diz o comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, num balanço feito já esta manhã. No terreno, neste incêndio, estão quase 200 operacionais apoiados por mais de meia centena de veículos terrestres.
Outro foco de preocupação continua a ser Arouca. Durante a última madrugada, quatro bombeiros ficaram feridos num despiste com um veículo de combate a incêndios.
E três estão em estado grave. Um é um ferido ligeiro. Os operacionais foram todos transportados para o Hospital de Santa Maria da Feira. A autarca de Arouca, Margarida Blém, diz que este incidente revela as dificuldades sentidas pelos operacionais no terreno.
Nesta madrugada ocorreu, infelizmente, um incidente com quatro bombeiros e que estão neste momento no Hospital da Feira em avaliação. Isto revela também a dificuldade destes operacionais no terreno e temos, neste momento, os meios que são necessários, mas é difícil operar a operação no terreno.
Declarações à RTP. Por esta altura, o incêndio em Arouca mobiliza mais de 500 operacionais, tem mais de centena e meia de veículos terrestres e já conta com nove meios aéreos. O fogo tem três frentes ativas. A noite acabou por ser favorável ao combate às chamas.
E depois de quatro bombeiros terem ficado feridos esta madrugada em Arouca, Miguel, a Liga Portuguesa dos Bombeiros Portugueses revela que desde o início do ano, cerca de 270 bombeiros ficaram feridos.
Sim, é um balanço feito hoje pelo presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. Admite que aumentou este ano este número de operacionais feridos, mas por causa do número de ocorrências que também cresceu neste ano de 2026.
Até ao momento, a Liga dos Bombeiros Portugueses tem conhecimento de cerca de 270 bombeiros, desde o dia 1 de janeiro até agora Que estiveram envolvidos nesta situação de serem considerados feridos nos teatros de operações. É um número que está, porventura, com algum crescimento, mas isso tem a ver com o número de intervenções.
António Nunes acrescenta que dois tipos de situações se registaram: bombeiros que ficaram acidentados durante o combate direto às chamas, e também os acidentes de viação que acontecem durante as operações de combate, como o que aconteceu, por exemplo, em Arouca.
E o incêndio num lar no Caramulo, em Tondela, obrigou a retirada de 50 idosos.
Os utentes foram transportados para uma escola básica na freguesia. Devem permanecer pelo tempo que for necessário, com todas as condições asseguradas, é o que garante fonte da autarquia. Já esta manhã, às 06:00 notícias, dois idosos tiveram de ser transportados para o hospital, um por inalação de fumos, outro por causa de uma queda. De acordo com o Comando Sub-regional de Emergência de Proteção Civil de Viseu, de Alenföns, o alerta para a ocorrência foi dado por volta das 08:00, uma hora depois, esse incêndio neste lar já estava extinto.
Estamos a falar de incêndios, uma catástrofe natural. A Provedoria de Justiça recomenda a criação de um fundo destinado a catástrofes naturais e sísmicas.
Recomendação feita depois de identificar um conjunto relevante de constrangimentos nos apoios que foram criados na sequência da tempestade Kristin. A Provedoria de Justiça revela hoje conclusões de um estudo em que se lê que a sucessão de tempestades em Portugal, no início deste ano, provocou danos humanos, sociais, económicos e patrimoniais de elevada expressão. E, por isso, a Provedoria, liderada por Luísa Neto, sublinha que os constrangimentos não decorreram, na sua maioria, da inexistência de soluções, mas sim da necessidade de construir soluções durante a própria execução dessas medidas. E, portanto, a Provedoria de Justiça apresenta várias propostas para mitigar os problemas nestas situações. Ricardo Lopes, é um vasto número de propostas da Provedoria de Justiça.
São 25 sugestões. A Provedoria recomenda a criação de um fundo para catástrofes naturais, que inclua um sistema de seguros obrigatórios para casas e infraestruturas empresariais. Neste tópico, para as famílias mais vulneráveis, a Provedoria defende também apoio público no acesso a esses seguros. Ainda sobre seguros, diz que é necessário clarificar a articulação entre indenizações de seguros e apoios públicos. É também referida a criação de um regime quadro nacional para situações de calamidade, para que no futuro, as regras e os apoios estejam definidos previamente, bem como um modelo de governação claro, que identifique as responsabilidades de cada entidade. Além disso, Miguel, e de modo a ter em conta as lições retiradas desta experiência, para harmonizar o processo dos apoios nestas situações, a Provedoria de Justiça diz que o ideal seria criar uma plataforma digital única de gestão de calamidades, que centralize procedimentos e facilite a gestão dos pedidos de apoio. É preciso também mais gente. Recomenda-se garantir mais recursos humanos e técnicos, por exemplo, nas áreas da engenharia e arquitetura, áreas importantes para avaliar os danos e recomeçar a reconstrução.
São algumas recomendações numa lista vasta da Provedoria de Justiça, com o objetivo de melhorar a resposta do Estado em situações de calamidade.
12:10, antes do regresso da Real Politik. Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
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