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Esta é a história. Jornal do Meio-Dia, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, o governo português confirma que há dois cidadãos portugueses entre os desaparecidos no Nepal. Para já, Portugal não prevê o envio de ajuda humanitária, nem tão pouco de equipes de resgate para o terreno.

Foi isto que referiu esta manhã, na Rádio Observador, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Emídio Sousa diz que o governo, para já, está a acompanhar a situação atentamente.

Para já, não temos nenhuma decisão nesse sentido. Iremos acompanhar a situação e oportunamente veremos se temos condições para o fazer ou não, mas para já não temos nada decidido.

As palavras de Emídio Sousa esta manhã na Rádio Observador sobre a situação dos portugueses que estão nos locais afetados por estas cheias repentinas no Nepal e no Tibete. Emídio Sousa confirma a existência de dois desaparecidos. O secretário de Estado explica como têm trabalhado as autoridades portuguesas à distância.

Nós temos sempre o Portal do Viajante e o Gabinete de Emergência Consular disponível na net. Qualquer situação pode ser reportada. Aliás, a informação que recebemos sobre o português residente em França, que está desaparecido, foi através desse canal. Foram as filhas que nos informaram. Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de abordagem. Por outro lado, no terreno, temos a nossa embaixada em Nova Délhi, que faz a cobertura do Nepal, e agora também os nossos serviços diplomáticos na China, porque abrange também a parte do lado chinês. Portanto, quer do lado da Índia, quer do lado da China, estamos a acompanhar com os nossos diplomatas.

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, esta manhã na Rádio Observador.

Entretanto, os trabalhos de busca e resgate continuam e já com apoios anunciados de Estados Unidos e Reino Unido.

Os norte-americanos anunciaram US$ 500 mil de apoio ao Nepal. Os britânicos anunciaram esta manhã que vão avançar com uma ajuda de emergência no valor superior a € 5,5 milhões. Cento e vinte e cinco pessoas foram resgatadas nas últimas horas pelas autoridades nepalesas, mas há registro de 1500 desaparecidos de 30 nacionalidades diferentes. Isto é o que informa o jornal britânico The Guardian. No total, o último balanço do Conselho de Turismo do Nepal aponta para mais de 500 estrangeiros desaparecidos. À BBC, o diretor do Centro de Estudos de Desastres de uma universidade nepalesa diz que há o risco de uma segunda e terceira onda, ainda durante o dia de hoje ou amanhã. As cheias de ontem foram provocadas por uma avalanche de gelo que bloqueou um rio na fronteira entre o Nepal e o Tibete. As autoridades do Nepal elevaram hoje para 289 o número de mortes. Este é ainda um balanço provisório desta enxurrada gigantesca e devastadora que aconteceu ontem.

E o antigo vice-presidente do Instituto da Segurança Social reforça a importância de uma reforma no setor. Miguel Teixeira Coelho esteve esta manhã na Rádio Observador e, apesar de pedir mudanças, reconhece que Portugal não tem condições políticas para discutir esta reforma.

Perante esse mais recente estudo que recomenda ao governo um sistema complementar para a reforma social, Miguel Teixeira Coelho pede consenso entre os partidos. Na Rádio Observador, diz que é preciso esse consenso, caso contrário, não há condições para discutir a reforma do sistema de Segurança Social.

É preciso fazer essa reforma. Temos cada vez menos tempo para a fazer. Essa discussão, no entanto, obriga a que haja um envolvimento muito alargado da sociedade portuguesa. Portanto, nós não vamos conseguir fazer uma reforma só com a intervenção de um partido. E recordando aquilo que foi feito na Suécia nos anos 90, a reforma sueca foi feita por um conjunto de peritos, mas depois foi consensualizada politicamente, porque se não houver esse consenso político e essa consciência da sociedade para a necessidade de uma reforma, nós não vamos conseguir concretizá-la.

E vê condições políticas para que esse consenso seja alcançado?

Não há condições políticas.

O antigo vice-presidente do Instituto de Segurança Social dá como exemplo a Suécia, onde foi possível uma reforma na Segurança Social. Alerta para a importância também do sistema complementar, mas diz que as propostas do relatório pedido pelo governo não são novas. São importantes, mas não são uma solução milagrosa para o sistema.

E o novo coordenador autárquico nacional do Chega considera que não é um problema o cargo não estar previsto nos estatutos do partido.

Eduardo Teixeira foi escolhido por André Ventura para coordenar o órgão que tutela cerca de 2 mil autarcas, mas este cargo não está previsto nos estatutos do partido, como dizia, João Miguel. Ouvido no Explicador da Rádio Observador esta manhã, Eduardo Teixeira desvaloriza esta situação, diz apenas que o cargo de coordenador autárquico existe noutros partidos.

É exatamente igual ao que se passa no Partido Social Democrata. Aliás, o meu colega deputado Pedro Alves é o coordenador autárquico do PSD e também não é um órgão estatutário, mas senta-se na comissão permanente. O PS também tem a mesma situação. É um órgão nacional que funciona na esfera da comissão política e da direção nacional do partido.

Então não estará formalizada nos estatutos a existência deste órgão?

A questão não se põe, porque não tem que se pôr.

Novo coordenador autárquico nacional do Chega, Eduardo Teixeira, no Explicador desta manhã. O deputado que lidera a distrital de Viana do Castelo, do partido, é vereador nessa autarquia, fez um balanço positivo das últimas autárquicas. E sobre os autarcas que desde as eleições abandonaram o cargo no Chega, Eduardo Teixeira diz que o mesmo acontece com outros partidos e acusa a comunicação social de falta de escrutínio.

Vamos ao esporte neste jornal do meio-dia. Hoje realiza-se o sorteio da fase da Liga dos Campeões. Futebol Clube do Porto e Sporting vão conhecer os adversários na liga milionária.

Fase de liga da Liga dos Campeões é às 17h, sorteio na sede da UEFA, em Nyon. Os clubes portugueses vão conhecer os oito adversários que vão ter de afrontar entre setembroSetembro e janeiro do próximo ano, na grande prova de clubes da Europa, a Liga Milionária. Miguel Pina Andrade, explica-nos o que pode calhar em sorte aos portugueses.

No pote um, há pouco por onde escolher. É sempre o mais difícil, já que junta os tubarões da Europa como o Barcelona, o Liverpool, o Real Madrid, equipas como o Bayern de Munique, o PSG, o Arsenal ou o Manchester City. Os adversários que no papel são mais acessíveis ou menos difíceis seriam o Atlético de Madrid e o Inter de Milão. O Futebol Clube do Porto e o Sporting estão no pote dois, que é marcado pelo equilíbrio das equipas. Teoricamente, o clube de Bruges, o Betis Sevilha e o PSV são as equipas mais acessíveis. Os portugueses querem evitar a todo o custo o Borussia Dortmund, a Roma, o Aston Villa e o Manchester United. Como o Sporting e o Porto já sabem que não podem jogar um contra o outro nesta fase de Liga da Champions, os olhos vão estar sobretudo nos potes três e quatro. Isto porque é aqui que estão as equipas teoricamente mais acessíveis. No pote três, o Leipzig, o Fenerbahçe, o Nápolis ou o Villarreal são os nomes a evitar, mas há adversários mais acessíveis, como o campeão turco Galatasaray, o Feyenoord, o Lille ou os noruegueses do Bodo Glimt e até mesmo os ucranianos do Shakhtar Donetsk. No pote quatro, o estreante Como, de Fàbregas, o francês Lens ou os alemães do Estugarda são clubes que o Sporting e o Porto querem evitar. E há outros clubes claramente mais acessíveis na teoria, como o estreante Viking, da Noruega, o Sabah, do Azerbaijão, e ainda equipas como o Slovan Bratislava, o LASK Linz, o Slavia de Praga ou o AEK de Atenas.

Dia de conhecer o destino na Liga dos Campeões para Sporting e Futebol Clube do Porto. A Rádio Observador vai transmitir em direto este sorteio. É uma emissão especial que começa às 16h45 esta tarde.

E Miguel, hoje há mais duas equipas portuguesas que tentam chegar às competições europeias.

Benfica e Sporting Braga, as Águias na Liga Europa, os bracarenses na Liga Conferência. O Aros-Benfica está marcado para às 19h, enquanto o Austria Viena-Sporting Braga joga-se às 19h30. As duas equipas levam uma vantagem de dois gols para o jogo da segunda mão para estes jogos. O Torreense já está na Liga Europa, venceu a Taça de Portugal na época passada.

O Aros-Benfica tem relato em direto aqui na Rádio Observador a partir das 19h. E em Espanha há um crime que está a espantar e a chocar o país. O tesouro do Museu de Villena foi roubado em menos de 10 minutos.

O assalto aconteceu esta madrugada e, de acordo com o jornal "El País", uma distração provocada pelos ladrões foi um elemento-chave para o desaparecimento de uma coleção de 59 objetos de ouro, objetos muito antigos. A polícia local e a guarda civil estão a investigar este caso. Mas João Lourenço, de acordo com a imprensa do país vizinho, o saque foi efetuado em tempo recorde.

Bastaram apenas quatro minutos para que um dos maiores tesouros da comunidade de Valência desaparecesse. O Tesouro de Villena, uma das mais importantes descobertas da Idade do Bronze na Europa, foi roubado durante a madrugada e com a ajuda de uma manobra bem estudada pelos assaltantes. Quando passavam 16 minutos das 5h, hora de Madrid, o alarme do centro desportivo da cidade, nos arredores de Alicante, foi acionado. O problema: esta infraestrutura está localizada a meia hora de distância do museu. Quatro minutos depois, o alarme deste museu disparou com os assaltantes a tentar entrar pela porta principal, mas sem sucesso. Optaram pelo plano B, a entrada pelas janelas laterais que tinham vidros à prova de bala. Já dentro do museu, os ladrões acederam a uma sala onde fica exposto este Tesouro de Villena, que tinha detrás uma enorme vitrine blindada. Cada peça do tesouro pode ter pelo menos 10 kg de ouro, mas o valor arqueológico pode elevar o preço nos mercados alternativos. O que é certo é que a coleção de ourivesaria mais importante de Espanha e a segunda mais importante da Europa desapareceu num abrir e fechar de olhos.

Jornalista João Lourenço, com os detalhes deste roubo do Tesouro de Villena. Este é o terceiro roubo do gênero em Espanha nos últimos quatro meses. Em abril, foram roubadas 144 moedas de ouro cunhadas em Badajoz. Em julho, mais de 200 moedas foram roubadas no Museu de Albacete.

E assim termina o Jornal do Meio-Dia.