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Uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Luís Soares. Luís, a Microsoft garante que a causa do apagão global está resolvida, mas que ainda assim se vão sentir impactos com algumas aplicações e serviços.
A garantia foi dada na última hora, através das redes sociais. A Microsoft fala num problema resolvido. Assegura estar a tentar mitigar os efeitos do apagão. É um esclarecimento que surge também depois da CrowdStrike ter dito que identificou o problema que provocou esse apagão e que estava a tratar de uma resolução. A empresa de cibersegurança assegura que não se trata de um ciberataque nem de um incidente de segurança.
E apesar dessa garantia, o Centro Nacional de Cibersegurança garante que está a acompanhar o impacto destas falhas.
Admite um olhar atento e que há várias organizações afetadas em Portugal. O Centro Nacional de Cibersegurança português deixa também um apelo para que qualquer anomalia seja prontamente reportada. Nesta altura, em que já está a ser aplicada uma solução para minimizar e resolver os problemas, continuam a existir vários constrangimentos. José Rafael Lopes, desde logo em Portugal e começando com um esclarecimento.
Precisamente, esse esclarecimento do Ministério da Saúde sobre o Hospital Amadora-Sintra, uma correção. Este hospital era o único que apresentava problemas, mas o Ministério da Saúde disse, na última hora, que não estão relacionados com este apagão global. Há, de facto, problemas no sistema do hospital, mas que não estão relacionados. Assim, a área da saúde aparenta estar a escapar aos problemas que se têm verificado. O INEM também não regista qualquer restrição ou impedimento na linha de emergência médica por todo o país. Na Justiça, os dados mais recentes mostram que também não têm sido relatados quaisquer problemas. Já nas telecomunicações, há registros de problemas nos serviços da Microsoft, da Teams e da Azure, sendo que estes dois últimos são também associados à Microsoft. As operadoras portuguesas dizem que não têm sentido os problemas e que os clientes não têm sido também afetados. Na indústria bancária, há relatos de falha de serviço no Banco Santander Portugal.
Uma das áreas mais afetadas no mundo, José Rafael, é a área das companhias aéreas, da aviação, e em Portugal isso não é diferente.
A ANA Aeroportos diz que são esperados constrangimentos nos aeroportos nacionais durante as próximas horas, uma vez que há companhias aéreas e empresas de handling afetadas pela falha global no sistema da Microsoft. A ANA deixa mesmo um apelo para que os passageiros tentem, na medida do possível, estar informados sobre o estado dos voos que estão programados. À agência Lusa explicam que os problemas são sobretudo no momento do check-in de passageiros e no embarque para os voos. Apesar destes incidentes, a gestora aeroportuária adianta que o sistema informativo dos aeroportos portugueses não foi afetado de forma direta. É uma posição que a TAP também tem. Alerta que há uma falha de sistema informativo a nível global, que afetou vários aeroportos pelo mundo. Diz, ainda assim, que a TAP não está diretamente afetada. Num comunicado, alerta os clientes para eventuais problemas que possam surgir nos voos.
Estes são os relatos, José Rafael, que chegam de Portugal, mas este problema é global, também com muitos serviços afetados.
Precisamente, e vamos continuar nos problemas nas companhias aéreas e nos aeroportos, que são os que apresentam maiores dificuldades. Em Espanha, todos os 46 aeroportos do país estão a ser afetados pela falha informática mundial. Afeta os processos de check-in e o controle de passageiros. Em comunicado, a empresa que gere os aeroportos em Espanha admite que já estão a recuperar alguns dos sistemas, mas que os processos estão lentos e a provocar muitos atrasos. Impacto semelhante foi verificado, a título de exemplo, na Alemanha e nos Países Baixos, com vários aeroportos afetados. Um porta-voz do aeroporto de Berlim confirma que todas as partidas e aterragens tiveram que ser canceladas até às 9h, hora portuguesa, mas que, entretanto, o processo foi ultrapassado. A companhia aérea neerlandesa, a KLM, anunciou que também foi forçada a suspender a maior parte das suas operações. São apenas exemplos de um problema comum a centenas de companhias aéreas e aeroportos espalhados pelo mundo. Vão desde os Estados Unidos, à Austrália, à Índia. A lista é extensa e continua. Há, ainda assim, algumas exceções. A Air France não tem apresentado problemas, nem as companhias aéreas da China. Ainda assim, quase num efeito dominó, as companhias aéreas que não são afetadas, são implicadas de forma indireta pelos atrasos que foram registando complicações. Luís, para já, há quase 1.400 voos que foram cancelados devido a esta anomalia.
E estas dificuldades nas companhias aéreas, José Rafael, também se estendem a outros setores.
Exemplos são mais do que muitos e também em várias áreas. À semelhança de Portugal, existem problemas em bancos, correios, empresas de telecomunicações registradas por todo o mundo. A Bolsa de Valores de Londres está a ter dificuldades, que começaram poucos minutos depois da abertura. E é importante recordar que a Bolsa Londrina é das mais importantes no mercado financeiro europeu. Ainda no Reino Unido, há várias lojas que não estão a aceitar pagamentos que não sejam feitos em dinheiro vivo, isto devido aos problemas relacionados com o apagão. Destaque ainda para a estação televisiva Sky News, que esteve várias horas com a emissão interrompida, mas que entretanto também já voltou à normalidade. Há apenas constrangimentos num canal que é dedicado a crianças. Na Austrália, foi onde as televisões foram mais afetadas. Há relatos de nove canais que ficaram sem emissão durante largas horas, problema que ainda não está totalmente resolvido. Na área da saúde, chegam informações de vários hospitais na Alemanha que estão a adiar cirurgias que são consideradas não urgentes. Já o Serviço Nacional de Saúde britânico também está a sentir fortes constrangimentos. Olhamos ainda para França, onde uma fonte do gabinete de imprensa dos Jogos Olímpicos de Paris disse ao Observador que os sistemas informáticos foram afetados e que foram mobilizadas equipas técnicas para tentar reduzir o impacto dos problemas e, para terminar, Luís Soares, problemas na Disneyland Paris ligados a este apagão, que foi detetado durante a noite e que afetou grande parte do mundo.
E com estes muitos problemas um pouco por todo o mundo, jornalista José Rafael Lopes, com esses problemas que têm sido detectados por causa deste problema informático, a CrowdStrike diz que se trata apenas de uma anomalia no pacote de atualizações que já está a ser resolvida.
E o secretário-geral do PS garante que não há qualquer drama pelo fato de não ir à reunião com o governo sobre o Orçamento do Estado.
Pedro Nuno Santos assegura que não há nenhum clima de crispação. Luís Montenegro cancelou a agenda até domingo por motivo de doença e, por isso, não participa nas reuniões que decorrem hoje, durante todo o dia, no Palácio de São Bento. Em declarações aos jornalistas em Viseu, Pedro Nuno Santos diz que irá a uma reunião quando o primeiro-ministro puder.
Não há nenhum drama, nenhum problema. O primeiro-ministro não pode ir, por razões de saúde, que nós obviamente respeitamos. Nós não escolhemos ter problemas de saúde, antes pelo contrário, já tive a oportunidade de lhe desejar as melhoras. Irei numa próxima reunião quando o primeiro-ministro puder. Mas como eu vos disse, não há drama nenhum. O Partido Socialista faz-se representar pela sua delegação.
Declarações de Pedro Nuno Santos aos jornalistas em Viseu, a desvalorizar a ausência na reunião de hoje, no dia em que o governo recebe os vários partidos sobre o orçamento do próximo ano.
E a esta hora, em São Bento, já foram recebidos os partidos PAN, LIVRE e PCP.
E Rui Tavares, o porta-voz do LIVRE, prometeu apresentar um contra-orçamento. Na última hora, Miguel Gato, agora em direto, falou também o PCP.
Sim, Luís, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, diz que o orçamento do governo merece combate por parte dos comunistas. Paulo Raimundo diz que o documento não corresponde às necessidades do país e, por isso, disse indiretamente que o PCP deverá votar contra o documento e, por estas divergências todas, a discussão com o governo foi curta.
Foi mais curta por uma razão simples. É porque o senhor ministro apresentou os pressupostos no qual vai elaborar a construção do orçamento. Ora, são pressupostos dos quais nós nos opomos frontalmente e rejeitamos. Aliás, com toda a franqueza e toda a clareza, diria, não valia a pena estarmos a perder tempo no sentido de troca de argumentos sobre questões, pressupostos completamente diferentes. Portanto, o senhor ministro, com toda a frontalidade, disse quais eram as condicionantes. As condicionantes é o problema do governo, é as incertezas da situação internacional, é as amarras da União Europeia, é a dívida que vai decorrer da execução do PRR. E nós dissemos que aquilo que o país precisa é de mais salários, mais pensões, mais medidas e mais financiamento na habitação pública, mais medidas para garantir o acesso ao Serviço Nacional de Saúde e de mais apoio às micro, pequenas e médias empresas. Ora, como se está a ver, são pressupostos completamente diferentes. O governo afirmou, nós afirmamos, com frontalidade, com lealdade institucional e vamos embora.
Paulo Raimundo, que deixou em aberto a ideia que o PCP não será chamado novamente pelo governo para negociar o orçamento. Esta reunião, que foi até agora a mais pequena do dia, demorou cerca de meia hora. O secretário-geral comunista diz que espera apenas a apresentação do documento no dia 10 de outubro. Antes, Rui Tavares saiu da reunião com o governo a dizer que o LIVRE vai apresentar uma contraproposta de Orçamento do Estado, isto porque, segundo o porta-voz do partido, a visão da Aliança Democrática para o País é diametralmente oposta, citando Rui Tavares, à do LIVRE. Isto porque, segundo Rui Tavares, o programa político com o qual a coligação de centro-direita se apresentou a eleições beneficia aqueles que estão mais confortáveis financeiramente, em vez daqueles que estão a passar mais dificuldades, aqui referindo-se à proposta de IRS que foi chumbada na Assembleia da República. Estas foram as palavras de Rui Tavares, que diz também que o Orçamento do Estado para 2025 tem de ser feito a várias mãos. Utilizou mesmo a expressão que deve ser um orçamento do Parlamento. E quanto a aproximações, Rui Tavares diz que só acontecem se a estratégia do governo daqui para frente for diferente.
Há muitas coisas que podem ser feitas e que devem levar a uma discussão orçamental que seja fértil e construtiva, independentemente de como as nossas visões são diametralmente opostas, a não ser que o governo abandone o seu orçamento, que é um orçamento mais liberal de apoio aos setores mais poderosos e mais ricos da sociedade para um programa que seja verdadeiramente social e ecológico. Aí temos uma distância muito larga, um rio muito largo que nos separa.
As reações dos líderes de LIVRE e PCP à reunião com o governo esta manhã. Agora é hora de pausa para almoço. O Bloco de Esquerda é recebido às 14h.
Miguel Gato, repórter do Observador, que está esta manhã no Palácio de São Bento, nestas reuniões entre o governo e os partidos.
E o primeiro partido a ser recebido foi o PAN, que admite a existência de alguma margem de negociação com o governo.
A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, explica que vai haver uma nova reunião em setembro.
O PAN irá reunir novamente em setembro com o governo, portanto, não ficou marcado, estamos no final dos trabalhos parlamentares. Vamos entrar no período de férias e, portanto, em setembro vamos retomar este diálogo. Houve algumas medidas em que houve, de facto, aproximação, quer no domínio das respostas à habitação, do apoio, por exemplo, em matéria da pobreza menstrual, mas também naquilo que possa ser depois medidas relacionadas com as deduções ou até mesmo com a matéria fiscal.
Inês de Sousa Real, a porta-voz do PAN, que sublinhou que se o orçamento não passar no Parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa tem que ser coerente e dissolver a Assembleia da República.
13h12, Luís, que outras notícias marcam a atualidade.
O primeiro-ministro britânico classificou a visita de Volodymyr Zelensky à Downing Street como um verdadeiro momento histórico. Foi no final da reunião do Conselho de Ministros, onde esteve presente o presidente ucraniano e na qual Starmer anunciou que o Reino Unido vai duplicar o apoio à Ucrânia. Já o presidente ucraniano pediu a Starmer para mostrar liderança no apoio ao uso de armas de longo alcance por parte da Ucrânia. Já é conhecido o adversário de Portugal no primeiro playoff de acesso ao Campeonato da Europa de futebol feminino do próximo ano. A equipa das Quinas vai defrontar o Azerbaijão numa eliminatória a duas mãos. O primeiro jogo é fora de casa, acontece no dia 23 ou 24 de outubro, jogando depois em casa na semana seguinte.
Luís Soares e o Jornal da Uma.