Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal da Uma, com o jornalista André Maia e começamos em Valência. Os reis de Espanha e Pedro Sánchez foram recebidos com insultos e tentativas de agressão pela população. A visita à região afetada pelas inundações teve mesmo de ser suspensa.
Durou muito pouco. Poucos minutos bastaram para se perceber que não estavam reunidas as condições de segurança para que Felipe VI, Letizia, Pedro Sánchez e também o presidente da Comunidade Valenciana pudessem visitar Paiporta. Os populares rodearam os reis e o primeiro-ministro e entre lama e objetos atirados, a polícia improvisou um cordão policial, seguida de uma carga. O momento mais tenso aconteceu quando Felipe VI se aproximou de alguns jovens para conversar, momento que foi captado pela TVE e como ouvimos neste registo com gritos de: "Assassinos" e "Morte ao primeiro-ministro".
"¿Dónde está Pedro Sánchez? Pedro Sánchez, ¿dónde está?" Estão cantando, escutando.
Os gritos e cânticos da população de Paiporta, em Valência. Eles protestam contra a falta de ajuda e de meios enviados pelo governo central. Os reis Felipe VI e Letizia tinham libertado toda a agenda para visitarem Paiporta para ver de perto a dimensão da tragédia. Estiveram no posto de comando avançado, instalado no município, para perceber o trabalho que tem sido feito, tanto de resgate como de distribuição de bens de primeira necessidade. É uma visita que está agora suspensa por falta de condições de segurança.
E André, o número de vítimas mortais em consequência das fortes inundações na região de Valência subiu para 217.
O número oficial continua a ser 214, mas já esta manhã a TVE noticiou a descoberta de mais de três corpos. As autoridades estão a realizar, por exemplo, operações de limpeza num centro comercial em Aldaia, onde o parque de estacionamento está submerso. A limpeza pode demorar 36 horas. Não se sabe se há pessoas no interior. No ponto de situação, feito na última hora, o ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, recusou especular quanto ao número de desaparecidos.
Não podemos fornecer dados sobre pessoas desaparecidas. Temos também de ser absolutamente rigorosos. É claro que já temos um número muito elevado de falecidos e, nesse sentido, através dos mecanismos oficiais, informaremos conforme forem decorrendo os trabalhos.
O ministro da Política Territorial não quis responder a questões políticas. Lembra que o comando da coordenação de emergência cabe à Comunidade Valenciana e que o mais importante agora são mesmo os trabalhos de limpeza.
E antes da visita ter sido suspensa, o rei de Espanha esteve no posto de comando avançado, onde agradeceu o empenho dos voluntários portugueses.
Felipe VI cumprimentou os elementos da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento, que têm estado em Paiporta. Pedro Batista, responsável pela associação, descreve o cenário como dantesco. À Rádio Observador, diz que o que se vê nas televisões é pior do que a realidade. Aliás, diz que aquilo que se vê no terreno é muito pior do que a realidade que se vê nas televisões. É aquilo que diz Pedro Batista:
Temos muitas pessoas alojadas, muitas pessoas que ficaram com a roupa a secar no corpo, digamos assim, e sem nenhum bens, sem nada para se alimentar, sem nada. Pessoas a chorar os mortos, seus familiares, sem onde viver, sem onde morar, sem os seus pertences. Isto, como devem perceber, não é fácil para esta população.
O comandante acrescentou também que, apesar de não saber quanto mais tempo vai ficar no terreno, a polícia facilitou hoje o trabalho ao fazer corredores de emergência ao longo das estradas.
Na atualidade nacional, André, a esta hora, a notícia de dois homens esfaqueados esta madrugada junto à estação da CP de Rio de Mouro, no Conselho de Sintra.
Um homem esfaqueado no abdômen, o outro nas costas com uma perfuração no pulmão. Fonte policial adianta à Agência Luz que tudo aconteceu junto à praça de táxis da estação da CP de Rio de Mouro. A PSP recebeu o alerta por volta das três da manhã, deslocou-se de imediato ao local, confirmou a existência de dois feridos, um homem de 35 anos e um outro de 40. Os dois foram transportados pra unidades hospitalares, o ferido ligeiro para o Hospital Fernanda Fonseca, na Amadora, o ferido grave para o Hospital São José, em Lisboa. Ainda são desconhecidos os motivos das agressões. Os factos foram já comunicados ao Ministério Público.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia diz que é urgente uma aposta no policiamento de proximidade e não num policiamento reativo e repressivo.
É uma das ideias que sai do primeiro congresso que a associação organiza este fim de semana em Lisboa. O tema do policiamento de proximidade é um dos principais na mesa de discussão, que acontece depois dos tumultos causados pela morte de Odair Moniz, baleado por um agente da PSP. O agente da ASPP, Cristiano Correia, defende que é preciso mudar o paradigma.
A urgente necessidade de olhar para a segurança interna, para quem trabalha na segurança interna, para de uma vez por todas se integrar um modelo preventivo de conhecimento dos problemas, do que depois termos que andar sempre numa perspectiva repressiva e de chamadas a ocorrências, quando já as coisas aconteceram e quando só há quase a capacidade de relatar factos ao Ministério Público, neste caso, quando nós queríamos era conseguir e ter a capacidade de evitar crimes mais do que estar a comunicar crimes.
Quanto à forma de reconciliar a polícia com os bairros, depois do que se passou com Odair Moniz, Cristiano Correia explica que os agentes também podem ajudar a identificar situações que venham a degenerar em fenômenos criminais.
A polícia tem que ter uma atuação e a capacidade de ir ao encontro dos problemas da sociedade. Não só problemas criminais, mas situações até sociais que podem depois desenvolver dinâmicas criminais. Não tem que ser a polícia, claramente, a fazer esse trabalho, mas pode ser a polícia a identificar alguns fenômenos que depois podem se desenvolver em fenômenos criminais.
Cristiane Correia, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, ouvida esta manhã na Rádio Observador, defende também a necessidade de discutir o direito à greve por parte das forças de segurança.
Na política nacional, a distrital do PSD do Porto questiona as condições de Eduardo Vitor Rodrigues para continuar à frente da área metropolitana.
O socialista, que é presidente da Câmara de Gaia, foi condenado à perda de mandato por uso indevido de um carro do município, uma sentença confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto. Em comunicado, os social-democratas consideram que esta situação pode comprometer a confiança pública e a credibilidade das instituições que representa. A distrital social-democrata refere que a gestão da Câmara Municipal de Gaia por Eduardo Vitor Rodrigues tem sido marcada por sucessivos problemas judiciais, o que, do ponto de vista do PSD Porto, levanta, e cito: "sérias dúvidas sobre a capacidade e idoneidade que tem para continuar a liderar a área metropolitana." A Agência Lusa pediu uma reação a Eduardo Vitor Rodrigues. Ele apenas disse, e cito: "O populismo não é exclusivo do Chega" e mais não quis acrescentar.
Numa altura em que passam sete minutos da 13h, André Maia, vamos a outras notícias que estão em destaque.
Já árbitro para o jogo entre o Sporting e o Manchester City, o último de Rúben Amorim em casa, em Alvalade, como técnico dos Leões, o alemão Daniel Siebert foi nomeado para arbitrar a partida da quarta jornada da fase da Liga dos Campeões de futebol. Jogo marcado para terça-feira, às 20h, no próximo dia cinco, vai marcar a despedida do treinador leonino Rúben Amorim de Alvalade. O piloto italiano Francesco Bagnaia, da Ducati, venceu o Grande Prêmio da Malásia de MotoGP. Adiou a decisão do campeonato para a última corrida, que ainda não tem data nem local. Bagnaia, que largou da pole position, impôs-se num duelo aceso com o espanhol Jorge Martin, também da Ducati. Pouco mais de três segundos, uma prova que chegou a estar interrompida. Jorge Martin chega à última prova da liderança com 485 pontos, mais 24 do que Bagnaia, que é segundo. Uma vitória na próxima corrida sprint basta para o espanhol ser campeão ainda antes da corrida principal. Vinte e seis milhões de pessoas sofrem de fome aguda no Sudão. Estes são números divulgados hoje pelo escritório das Nações Unidas para a coordenação dos assuntos humanitários. O relatório do organismo das Nações Unidas refere que mais da metade da população sudanesa passa fome e que esta situação tem consequências fatais ou para toda a vida. A situação atual do país deve-se a um conjunto de fatores, como a guerra que começou em abril de 2023, a subida dos preços ou a devastação causada pelas chuvas fortes e inundações.
E termina assim o jornal da Uma Edição, do André Maia. As notícias estão de regresso à 13h30, mas já com edição do Miguel Viterbo Dias.