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Miguel Cordeiro. Voltamos a atualizar as notícias. Temos o jornal da 13:00 aqui na Rádio Observador, com edição do jornalista Miguel Cordeiro e em destaque começamos com novidades na Síria. Mohammed al-Bashir é o novo primeiro-ministro interino do país, até pelo menos março do próximo ano.

A confirmação veio do próprio al-Bashir, numa declaração transmitida por um canal de televisão sírio, é o que avança o portal Al Jazeera. Trata-se de uma escolha entre os rebeldes e o primeiro-ministro sírio deposto, Mohammed al-Halali, e que vinha sendo apontada já como este nome mais previsível depois da queda do regime de Bashar al-Assad. Mohammed al-Bashir liderava o braço civil e político dos rebeldes, o Governo de Salvação, que governava o noroeste da Síria como um proto Estado desde 2017. Vai agora assumir a liderança do Governo de transição da Síria, até pelo menos o início do mês de março. Formado em Engenharia e Direito, al-Bashir juntou-se depois do início da guerra civil em 2011 ao grupo rebelde islâmico Hayat Tahrir al-Sham, que precipitou a recente queda do regime de Bashar al-Assad.

E Miguel, dos médicos de Lula da Silva asseguram que o presidente brasileiro está estável e que não existem lesões cerebrais.

Lula da Silva foi operado de urgência à cabeça durante a noite. Sofreu uma hemorragia intracraniana. Foi submetido a uma cirurgia durante as últimas horas, depois de se queixar de uma dor de cabeça forte. O problema foi causado por um acidente que tinha acontecido em casa, em outubro. E em conferência de imprensa, o médico responsável, Roberto Kalil, dá conta do estado de saúde do presidente brasileiro.

O presidente evoluiu bem, já chegou da cirurgia praticamente acordado, foi extubado, encontra-se agora estável, conversando normalmente, se alimentando e deverá ficar em observação nos próximos dias.

Declarações do médico que está a acompanhar o presidente brasileiro no hospital em São Paulo. Lula da Silva continua internado nos cuidados intensivos. No entanto, os médicos garantem que não existem lesões cerebrais. O presidente brasileiro deve ficar no hospital em observação durante os próximos dias e regressar a Brasília no início da próxima semana.

Em Portugal, Santana Lopes garante que não voltou a pensar numa candidatura à Presidência da República e afasta um possível apoio do Chega para uma eventual candidatura.

Pedro Santana Lopes está hoje em Coimbra a participar nas jornadas parlamentares do Chega. Quando chegou a este evento, o autarca de Figueira da Foz garantiu que não tinha nenhuma razão para não marcar presença neste evento do partido de André Ventura. Foi nesse momento questionado sobre uma possível candidatura a Belém. Pedro Santana Lopes diz que não pensa sobre esse tema.

O tema das jornadas parlamentares é prevenção da corrupção. É sobre isso que venho cá falar.

Tem seguramente um pensamento sobre o que deve ser o papel do Presidente da República no combate à corrupção.

Sim, eu vi outro dia um presumível candidato falar sobre isso, doutor Marcos Mendes.

E não vamos ter aqui outro presumível candidato a falar disso?

Não. Presidente de Câmara. É nessa qualidade que aqui estou.

Pedro Santana Lopes, na chegada às jornadas parlamentares do Chega em Coimbra, vai hoje intervir num painel sobre corrupção. Também participa o líder do Chega. Sendo que André Ventura também falou à chegada a estas jornadas parlamentares do Chega e diz que Santana Lopes não está neste evento para falar sobre eleições presidenciais.

Nós estamos a um ano das eleições presidenciais, sensivelmente, um pouquinho mais. Ainda não sabemos quem são todos os candidatos. O Chega ainda não tomou posição sobre isso. Como digo, tenho a certeza que o doutor Santana Lopes não veio aqui falar de presidenciais. Veio aqui falar de um tema que também lhe é caro, que é o combate à corrupção. Só valorizamos esse tema se não embrulharmos isto no meio das eleições presidenciais. Se o fizermos, não é às jornadas, é ao próprio que estamos a desvalorizar. E eu não quero fazer isso a nenhum dos convidados, nem ao doutor Pedro Santana Lopes, nem ao doutor Rui Gomes da Silva, que também foi ministro de Pedro Santana Lopes, nem ao doutor Fernando Silva, que é um acadêmico reconhecido. Hoje gostava de falar mesmo de corrupção.

Declarações do presidente do Chega, André Ventura.

Seguimos com as palavras de Ricardo Leão, esta manhã na Rádio Observador. O autarca de Loures diz que em política não há temas tabus e fala novamente no setor da habitação.

Esteve Ricardo Leão no programa Contracorrente esta manhã aqui na Rádio Observador, quis defender-se das críticas que foi alvo em matéria de habitação. Disse que tem muito orgulho do trabalho que tem feito ao longo dos últimos três anos e garante que os problemas se resolvem com uma matriz social e humanista, na base do diálogo. Avançou também alguns dados. Diz que nos três anos de mandato, a porcentagem de pessoas que não pagam renda na habitação social desceu de 55% para 22%.

E por isso quero vos dizer que nestes três anos de mandato conseguimos baixar de 55% para 22% de incumprimento. Foi um salto muito importante. E isto foi feito não com base em despejos. Foi feito com base em negociação, em diálogo, em olhar para os problemas e enquanto nós aqui estivermos, resolvê-los da nossa forma, com uma matriz social, humanista, mas com direitos e deveres.

Ricardo Leão, ouvido no Contracorrente aqui na Rádio Observador, diz também que começa a existir um sentimento de justiça nos bairros em Loures. Orgulha-se do trabalho que tem feito sem olhar para este tema com tabus. Diz também Ricardo Leão que o Partido Socialista deve sentir-se orgulhoso pelo trabalho que está a ser feito neste município.

O que é facto é que desde que falei, já toda a gente fala. E eu acho que nós, quando estamos em funções, nós não temos que encontrar assuntos tabus. Temos que, enquanto somos eleitos pela população, resolver os problemas que afetam o seu concelho. Agora, eu sinto-me bem comigo próprio e sinto-me bem com os moradores dessas habitações municipais, porque finalmente veem que também há justiça. Enquanto autarca do PS, consigo reduzir 55% para 22% sem recurso a despejo, na base da negociação. E este é um lado humanista e social o autarca do PS tem, e eu tive. Portanto, o PS acho que deve sentir orgulhoso pela forma como se resolveu um problema.

Ricardo Leão, esta manhã no Contracorrente da Rádio Observador.

Miguel, a partir de hoje, doentes que queiram dirigir-se até às urgências do Hospital de São João, no Porto, terão de antes ligar para a Saúde 24.

É uma iniciativa que vem do projeto Liga Antes, Salve Vidas, um projeto que já tomou lugar em 17 outros hospitais a nível nacional. De acordo com a diretora do Serviço de Urgência do Hospital de São João, Cristina Marujo, a iniciativa vai permitir não só libertar as urgências, como também prestar um melhor serviço junto dos utentes.

Um hospital de fim de linha como é o nosso, necessita de estar mais preparado para doentes mais graves. E se perdemos algum tempo a tratar doentes menos graves, que podem ser tão bem tratados e até melhor, com menos tempos de espera e já mais dirigidos para os seus médicos assistentes noutros locais, é isso que o projeto pretende, que cada doente seja atendido no melhor sítio que lhe pode servir.

Cristina Marujo destaca também que este encaminhamento de doentes já tem vindo a ser desenvolvido desde agosto.

Em relação ao Centro de Atendimento Clínico da Prelada, que já está a funcionar conosco desde agosto, nós estamos a conseguir mandar uma média de 36, 40 doentes por dia para lá, que parece pouquinho assim dito só o número, mas não é, é significativo. Nota-se esta diferença. Estou a falar de adultos. Portanto, acreditamos que consigamos aumentar isto. Com esta referenciação, que de fato isto aumenta, se aumentar para o dobro, nós já ficávamos contentes. Esperamos que até possa ser mais do que isso.

As palavras da diretora do Serviço de Urgência do Hospital de São João, no Porto, sobre o novo projeto Liga Antes, Salve Vidas. Para facilitar a integração deste projeto, foram também instalados, quer porta das urgências para adultos, quer das crianças, telefones disponíveis para ligar para o SNS 24.

Em Israel, Benjamin Netanyahu pede mais equilíbrio no jornalismo e nega ter tentado controlar os meios de comunicação social do país.

É o que defende o primeiro-ministro de Israel, que está a ser julgado por alegados crimes de corrupção. Está a falar em tribunal. O chefe do executivo israelita nega ter favorecido qualquer empresário ou acionista de um jornal em troca de boa imprensa. Ainda sobre o tema da imprensa no país, Netanyahu diz que antes os israelitas eram mais livres e que a diversidade de opiniões foi sendo reduzida com o passar do tempo. Diz o líder de Israel que dois terços dos israelitas são de direita e que 90% dos jornais são de esquerda. Apela, por isso, a um maior equilíbrio dentro do setor do jornalismo.

Vamos agora conhecer outros temas que marcam a atualidade, Miguel.

As exportações em Portugal dispararam no mês de outubro e nem registam um crescimento de 17% face ao mesmo período do ano passado e compara-se isto com um crescimento de cerca de 5% no mês de setembro. Os dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística mostram também que as importações cresceram 7,5%, um valor abaixo do que cresceram as exportações. Assim, o déficit da balança comercial baixou € 390 milhões em comparação com outubro do ano passado. Esse déficit da balança comercial está agora nos € 2.500 milhões. Fechamos com boas notícias sobre o preço do azeite. Diminuiu quase 30% este ano em comparação com o ano passado. Dados também do Instituto Nacional de Estatística, que justifica esta diminuição com o aumento da produção mundial e da normalização da oferta. Diz também o Instituto Nacional de Estatística que este ano a produção de azeite deve subir quase 19% em relação ao ano passado.

Notícia de fecho do Jornal da Uma da Tarde.