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17. Jornal da Uma, com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, o Presidente da República e o antigo Primeiro-Ministro António Costa já estão reunidos em Belém.

Enquanto isso que acontece um dia depois do chefe de Estado se ter voltado a queixar da relação com Luís Montenegro, o presidente do Conselho Europeu chegou um pouco depois do meio-dia ao Palácio de Belém, onde está a esta hora a repórter Laura Figueiredo. Laura, boa tarde. A reunião ainda decorre?

Boa tarde, Vasco. Ao que tudo indica, sim, a audiência começou há cerca de meia hora. António Costa chegou ao Palácio de Belém, passavam quatro minutos do 12h30, hora marcada pro início deste encontro. O presidente do Conselho Europeu foi recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, aqui na Sala das Bicas. À chegada, António Costa perguntou ao Presidente da República se estava bem disposto. Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que estava muito bem disposto. Ainda há cerca de um mês, o Presidente da República lembrou como era feliz e não sabia na relação que tinha com António Costa enquanto este ocupava o cargo de Primeiro-Ministro e hoje, quando viu António Costa, disse, de facto, que estava muito bem disposto. Este encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, soubemos há pouco, vai servir para os dois discutirem e abordarem assuntos internacionais e europeus. Esta reunião entre os dois é normal. Já o almoço que se segue, que neste tipo de audiências é sempre de caráter facultativo, tem agora especial relevância numa altura em que o Presidente da República volta a deixar recados ao atual Primeiro-Ministro Luís Montenegro, tanto nos cumprimentos de Natal aqui em Belém, como também na mensagem de Ano Novo. Ontem, o chefe de Estado deu a entender que gostava de ter com o Primeiro-Ministro a mesma relação de proximidade que tinha com o antecessor António Costa. Também na mensagem de Ano Novo ao país, o Presidente da República voltou, de facto, a queixar-se e a exigir a Luís Montenegro que prossiga o bom senso que o levou a reforçar a solidariedade institucional e até mesmo a cooperação estratégica entre órgãos de soberania. No final deste encontro, aqui no Palácio de Belém, está previsto um almoço privado entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, um encontro que, ao que tudo indica, para já, ainda decorre há meia hora e estará a servir para os dois abordarem assuntos internacionais e europeus.

Jornalista Laura Figueiredo, a partir do Palácio de Belém, a acompanhar este encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.

O Presidente da República que ontem se dirigiu ao país na mensagem de Ano Novo. Na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, considera que não há nada de estranho neste encontro, mas não é comum o momento ser publicitado.

Para Rui Pedro Antunes, esta pode ser uma tentativa de Marcelo mostrar a Luís Montenegro como devem decorrer as relações entre Belém e São Bento.

É bastante normal que o Presidente da República possa ter uma audiência com o presidente do Conselho Europeu e também até que almoce depois disso. A questão do Presidente da República publicitar esse almoço, como outros tantos outros que já teve com António Costa, no dia a seguir, mais uma vez queixar-se da relação que tem com Luís Montenegro, que não é tão boa como com o seu antecessor, é que é particularmente relevante, ou seja, é o Presidente da República a dizer: "Ora, aqui está uma relação entre o Presidente da República e o presidente do Conselho Europeu, que até tem uma informalidade de irem almoçar a seguir."

O editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, sobre o almoço de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa. Já no Contracorrente desta manhã, Maria João Vilas afirma que a relação que o presidente mantém com o antigo Primeiro-Ministro é um dos motivos para a distância que existe entre Belém e São Bento.

Marcelo fazer um discurso no dia em que Luís Montenegro ou dá uma entrevista ou ele próprio, ou calhava o dia dele do discurso e Marcelo disse não sei o quê, um bocadinho para tapar a importância que poderia advir para o Primeiro-Ministro, ou, por exemplo, hoje convidar António Costa para almoçar, que vão gostar imenso de estar outra vez um com o outro, porque eram felizes e não sabiam.

A comentadora política Maria João Vilas, aqui no Contracorrente desta manhã, sobre o encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.

E a dívida pública voltou a descer em novembro, numa trajetória que o antigo ministro das Finanças, João Leão, considera normal.

É o quinto mês consecutivo em que se regista um recuo da dívida pública. Ainda assim, face ao ano passado, a dívida aumentou mais de 2 mil milhões de euros. Os dados do Banco de Portugal, que explica a descida deste mês na ordem dos 700 milhões, com redução dos títulos da dívida de curto prazo e com os certificados de aforro. Embora a tendência seja de redução, Portugal continua a ser dos países da União Europeia com mais dívida, é o sexto país europeu mais endividado. Ora, para o ex-ministro das Finanças do PS, João Leão, esta trajetória é normal e a preocupação deve ser a de evitar entrar em déficit para que a descida da dívida possa continuar.

Enquanto as contas públicas não entrarem em déficit e o déficit começar a aumentar, a dívida pública continuará a reduzir, porque beneficia desses resultados dos últimos anos. E, portanto, o que é importante nesta fase, enquanto a economia portuguesa estiver positiva como está, é não deixar estragar as contas públicas, não fazê-las entrar num déficit significativo que evite a redução da dívida pública. Portanto, neste momento, no próximo ano, ainda é de esperar que as contas estejam próximas do equilíbrio. A dúvida é se já entram em déficit ou não, mas o risco é se continuarmos a aumentar a despesa de forma significativa, vai prejudicando as contas públicas e pode fazer com que a certa altura a dívida comece a aumentar.

João Leão, antigo ministro das Finanças socialista, em entrevista ao Direto ao Assunto da Rádio Observador, que pode ouvir na íntegra a partir das 18h30.

E o Governo atualizou hoje os valores dos seguros de acidentes pessoais dos bombeiros. O presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, fala numa medida positiva, mas transitória.

Os casos de morte ou invalidez sobem de 205 para 250 mil euros e tratamentos médicos com valor de 78 mil euros passam agora para os 90 mil. À Rádio Observador, o presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, refere que a medida do Governo é um passo importante para se chegar a valores mais adequados.

"O FBI informou-me que o atacante era cidadão norte-americano, nascido no Texas, serviu no exército americano com grande sentido de dever por muitos anos e esteve na reserva até há pouco tempo. Fui também informado pelo FBI que poucas horas antes do ataque, postou nas redes sociais vídeos onde se assumia inspirado pelo Estado Islâmico e que tinha vontade de matar." Uma bandeira do Estado Islâmico.

Este não é, obviamente, António Nunes, era o presidente Joe Biden. Vamos agora ouvir, sim, António Nunes a referir que a medida do governo é um passo importante para se chegar a valores mais adequados.

A medida é positiva na medida em que vem ao encontro daquilo que são as reivindicações dos bombeiros. Se ela é suficiente, a Liga dos Bombeiros Portugueses considera que é um passo importante, mas que nós gostaríamos de ver uma atualização mais próxima daquilo que é a nossa perspectiva do que deviam ser as indemnizações por morte ou invalidez permanente e também pelas questões dos tratamentos médicos. Não foi possível e naturalmente que entendemos isso como uma medida transitória até chegarmos aos valores mais adequados.

Presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, aqui em declarações à Rádio Observador, critica ainda a forma como a proposta do Executivo foi aplicada. Afirma que o valor das indemnizações por invalidez ou tratamento médico não devia ser fixo, mas sim ter em conta a esperança média de vida de cada profissional.

Vasco, uma hora e oito minutos que outras notícias marcam a atualidade.

Está retomada a circulação na linha amarela do Metro de Lisboa, isto depois de ter estado interrompida durante a manhã de hoje. De qualquer maneira, o Metro avisa que o tempo de espera pode ser superior ao habitual. Subiu para 12 o número de mortes num tiroteio no sul do Montenegro. O novo balanço foi apresentado pela procuradora Adriana Nacitic, que acrescenta que entre as vítimas estão duas crianças. O autor do tiroteio, que acabou por cometer suicídio, foi identificado, já era conhecido por este tipo de comportamentos e já teria sido também detido por posse ilegal de armas. O exército israelita assumiu hoje a responsabilidade pelo assassinato do chefe de segurança interna do Hamas, na Faixa de Gaza, isto depois de ter sido lançado um ataque aéreo na zona humanitária de Al-Mawasi, que vitimou outras 10 pessoas. De acordo com as autoridades de saúde de Gaza, além das vítimas mortais, pelo menos mais 15 palestinianos ficaram feridos nesta ofensiva de Israel.

Vasco Maldonado Correia e o Jornal da Uma.