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É uma hora. Está no ar o Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. José, começamos com o Bloco de Esquerda, que pode enfrentar acusações de falsificação de documentos e burla à Segurança Social, no caso das trabalhadoras despedidas no partido.
É um dos cenários em cima da mesa depois de o Ministério Público ter aberto inquérito a este caso. É uma informação confirmada pela Procuradoria-Geral da República ao Observador. Em causa estão cinco trabalhadoras que teriam sido dispensadas do Bloco de Esquerda quando tinham sido mães um pouco tempo antes. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica que crimes podem estar em causa neste processo.
Falsificação de documento, em primeiro lugar, porque estamos a falar, no caso de duas trabalhadoras que estavam a amamentar e que foram despedidas, elas estavam no quadro, mas esse contrato sem termo foi substituído por um contrato simulado a termo certo. Em segundo lugar, tendo em conta que esse contrato alegadamente será falso, porque nunca houve uma prestação de serviços efetiva, também terá havido uma alegada burla à Segurança Social, porque houve contribuições que vão ajudar a carreira pensionista dessas duas trabalhadoras e, portanto, os penalistas com quem falamos, falam em suspeitas de fraude à Segurança Social.
Luís Rosa diz ainda que este caso deixa uma mancha no Bloco de Esquerda e pode mesmo levar alguns dirigentes a serem constituídos arguidos.
Estamos a falar de um caso que, não só politicamente, obviamente que causa um dano à reputação do Bloco de Esquerda, porque há uma contradição clara entre a prática e o discurso, principalmente num partido que tem um discurso muito moralista sobre todos os outros partidos, sobre todos os outros intervenientes políticos. Mas também aqui há uma investigação ao Bloco de Esquerda e isso pode levar à constituição de arguido até de dirigentes do Bloco de Esquerda. Em teoria, isso é possível, porque a investigação dirige-se a quem decidiu, a quem tomou estas decisões.
Luís Rosa, redator principal do Observador, na reação à abertura de um inquérito por parte do Ministério Público ao caso das recém-mães despedidas no Bloco de Esquerda. Um caso que já contou com uma reação de Mariana Mortágua, a líder do Bloco de Esquerda, reconheceu que a forma como o partido lidou com os despedimentos não foi a melhor e admitiu mesmo erros.
E o procurador-geral da República afirma que existem indícios de falsificação de documentos da Segurança Social, no caso dos despedimentos no Bloco de Esquerda.
Amadeu Guerra afirma que a situação está a ser investigada pelo Ministério Público e diz que existem condições para averiguar o que se passou. O procurador diz existir indícios dessa falsificação de documentos.
O que é que está em causa é verificar concretamente o que se passou nesta circunstância. Não sei. Nós estivemos a estudar as questões, pareceu-nos que era possível e que havia condições para, pelo menos, averiguar e depois veremos o despacho quando fizermos a investigação.
O Observador fala em falsificação de documentos à Segurança Social.
Eu não posso dizer, há indícios relativamente a isso, não posso dizer em concreto se há ou não. Podemos ver os documentos e neste momento os indícios que também temos são de falsificação, mas isso não significa que se venha a provar. Nós o que vamos fazer é a investigação, como fazemos em todas as situações.
Declarações do procurador-geral da República, aqui um registo da RDP3. Amadeu Guerra sublinha que o caso ainda está a ser investigado e que, por isso, não devem ser já tiradas conclusões.
Já sobre o processo da morte de Odair Moniz, o procurador afirma que o processo foi rápido, tal como pretendido.
Amadeu Guerra afirma que o Ministério Público ainda está a averiguar o caso do agente da PSP, que está envolvido na morte de Odair Moniz, no bairro da Cova da Moura.
O processo ali foi rápido, como eu pretendia e como os procuradores também pretendiam.
Temos agora a suspeita de um auto da polícia que diz que padece de incongruência, inexatidão, por causa de uma assinatura do suspeito que eventualmente nessa altura estaria a ser interrogado pela PJ e, portanto, esse documento não será verdadeiro.
Mais uma vez, abrimos o inquérito, foi expedida uma certidão e vamos averiguar o que é que se passou em concreto na elaboração do auto de notícia.
Declarações do procurador-geral da República depois de ontem ter sido conhecido que o Ministério Público acusou de homicídio o agente da PSP.
E o primeiro-ministro congratula-se pelo crescimento da economia portuguesa em 2024.
De acordo com a estimativa rápida divulgada esta manhã pelo INE, a economia portuguesa cresceu 1,9% no ano passado, um valor que supera as expectativas iniciais do governo, que tinha previsto um crescimento anual de 1,8%. O primeiro-ministro, na rede social X, afirma que a estabilidade financeira e política trazem condições para impulsionar um ciclo virtuoso de investimento e criação de riqueza. Diz ainda Luís Montenegro que com a economia a crescer, o governo vai conseguir garantir melhores salários e salvar o estado social. Os dados finais do crescimento económico vão ser confirmados daqui a um mês. Para já, a editora de Economia do Observador, Alexandra Machado, explica que o que esteve na origem desta subida foi sobretudo o aumento do consumo privado.
É o consumo privado.
É o consumo privado. Mais uma vez.
Mais uma vez. Nós lembramo-nos todos que no último trimestre do ano passado, 2024, houve um bónus salarial, por via da diminuição do IRS e houve um bónus aos pensionistas. Portanto, tudo isso levou a que o consumo privado, que é as despesas que nós fazemos, tenha subido e tenha contribuído para este crescimento do PIB.
Apesar do crescimento do PIB, a jornalista Alessandra Machado alerta para a desaceleração no investimento registada no país no ano passado. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha dado conta no Parlamento de que o quarto trimestre tinha corrido bem para a economia nacional.
E nos Estados Unidos, pelo menos 30 corpos já foram recuperados depois de uma colisão entre um avião e um helicóptero.
E sem registro de sobreviventes. Um avião comercial e um helicóptero chocaram no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, capital dos Estados Unidos. Aconteceu por volta das duas da manhã, hora portuguesa. Ao todo, há 67 pessoas envolvidas neste acidente. As autoridades admitem que pode não haver sobreviventes. A colisão aconteceu sobre o rio, local para onde foram mobilizados cerca de 300 operacionais há poucos minutos. O CEO da American Airlines, de onde era este avião, disse que ainda não há certezas sobre o que provocou o acidente. Deixou ainda uma mensagem de solidariedade para com as famílias das vítimas.
E no Médio Oriente, foram libertados mais sete reféns pelo Hamas.
Trata-se de dois cidadãos israelitas, cinco tailandeses. Os reféns foram entregues à Cruz Vermelha em Khan Yunis, no sul de Gaza, através de uma publicação nas redes sociais. Entretanto, o primeiro-ministro israelita já veio criticar. Fala numa forma caótica como foi feita esta entrega dos reféns a Israel, em troca das pessoas que foram libertadas pelo Hamas. Tel Aviv vai agora libertar mais de 100 prisioneiros palestinianos que vão regressar à Faixa de Gaza.
Uma hora e sete minutos. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
O PSD vai apoiar a recandidatura de Santana Lopes à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Em declarações à Agência Luz, a fonte próxima do antigo primeiro-ministro confirmou o apoio dos sociais-democratas para as autárquicas deste ano, isto caso Santana Lopes avance para uma recandidatura. O PSD da Figueira da Foz anunciou ontem que Pedro Santana Lopes foi aprovado por unanimidade como candidato do partido à autarquia da Figueira da Foz. A Interpol deteve 45 suspeitos de uma rede de tráfico de droga na África Ocidental, um deles possível membro do Estado Islâmico. A operação que permitiu a detenção dos suspeitos decorreu em 12 países entre outubro e novembro do ano passado. Foram também apreendidos estupefacientes, documentos falsificados e vários milhões de dólares. O coordenador da operação, Mohammed Moussa, diz que foi dado um passo importante no desmantelamento de redes internacionais de crime organizado que têm vindo a ameaçar a paz na África Ocidental. E a fechar, João Miguel, vamos para uma coisa mais leve, o regresso de um artista da velha guarda.
Rolling Stones. Essa já não é nova, essa notícia. Os Rolling Stones já anunciaram que vão atuar em Portugal em maio.
É bem-visto da tua parte, mas não. Estou a falar de Manu Chao. A música "Me Gustas Tu" pode ser aquela que mais nos lembramos quando pensamos em Manu Chao, mas foi "Clandestino" o álbum que lançou a carreira destes artistas. Vamos ouvir um bocado. É um som contagiante, não é?
É, não é? Bom, ficar por aqui. Manu Chao, muito bem.
Não te julgava tão fã de Manu Chao. Bem, é um dos artistas mais acarinhados pelo nosso público. Anunciou hoje um concerto surpresa na sala Lisboa Vivo, que está marcado para hoje, às 21h. Lotação completamente esgotada. Vai apresentar o quinto álbum, "Viva a Tu", lançado em setembro do ano passado, 17 anos depois do anterior álbum.
E valeu a pena a espera, então.
Manu Chao quis dar uma nova oportunidade para que todos pudessem ouvir. Anunciou uma segunda data, sábado, dia 1 de fevereiro, mas lamento também dizer que já está esgotado. Ainda assim, quem conseguiu bilhete, as portas abrem às 20h, uma hora antes do concerto e vale muito a pena.
Muito bem. Manu Chao no fecho do Jornal da Uma.