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Atualizar as notícias. Edição da Uma, com o Miguel Videira. Luís Marques Mendes admite que é normal a ministra da Saúde ouvir críticas.
Em Viana do Castelo, onde esteve numa iniciativa de rua em contato com a população, Marques Mendes ouviu queixas sobre o Serviço Nacional de Saúde. O candidato apoiado pela AD falou aos jornalistas pouco depois de ter escutado da boca de um eleitor um pedido de demissão de Ana Paula Martins. A acompanhar esta iniciativa esteve o Miguel Vitério Dias. Miguel, Marques Mendes continua sem culpar a ministra da Saúde pelo atual estado do SNS?
Vai admitindo que é normal ouvir críticas e queixas e que o governo tem que ir mais longe e despartidarizar o setor da saúde, mas sem culpabilizar diretamente Ana Paula Martins. Tem sido essa a estratégia desde que começaram estes recentes casos com os atrasos na demora de assistência do INEM. Desde aí, Luís Marques Mendes apontou apenas à direção executiva do Serviço Nacional de Saúde e agora, apesar de ir já admitindo que são precisos esclarecimentos por parte do governo, também diz que é normal ir ouvindo críticas sobre o desempenho de Ana Paula Martins.
Eu compreendo as críticas das pessoas, as preocupações. As pessoas dirigiram-se a mim, com preocupações mais do que legítimas. Preocupações sobre a saúde. É verdade, eu acho que as preocupações são mais do que legítimas. Já ontem vos falei desse assunto. Enquanto não forem introduzidas algumas mudanças estruturais na organização e na gestão do Serviço Nacional de Saúde, eu acho que, infelizmente, vários destes problemas vão manter-se.
Isso pode prejudicá-lo nesta campanha?
Não, acho que não, mas em qualquer circunstância as coisas são como são.
Ainda assim, acha que não será prejudicado por causa desta colagem ao governo, numa fase em que o SNS está muito pressionado. Luís Marques Mendes, que ontem sugeriu ou propôs a nomeação de membros da administração do SNS por concurso público, ao invés de nomeação política. Já sobre o estado atual da campanha, não comenta o encontro entre Pedro Santana Lopes e António José Seguro, diz que cada um é livre de ter a opinião que quiser e diz também que não está a falhar no piscar de olho ao eleitorado liberal, isto por causa de ter Rui Moreira na sua campanha como mandatário nacional. Diz que os jornalistas e os comentadores estão enganados e sugere até que pode ter outros dados.
Acho que vocês se vão enganar todos nisso, mas esperemos pelo dia 18. Acho que se vão enganar todos redondamente. Mas eu respeito, as vossas são opiniões, mas fiquem com isso para depois contrastar no dia 18. Não.
Quando diz que os jornalistas, as análises e as sondagens se vão enganar, que têm outros números, ou é só convicção?
Não é só convicção.
"Não é só convicção", diz Luís Marques Mendes, sugerindo que tem outros dados que o colocam em melhor posição. O que é certo é que à chegada a Viana do Castelo, o candidato apoiado pela AD, logo numa das primeiras interações, contactou com um eleitor que disse que votou PSD toda a vida, mas nestas presidenciais não o vai fazer por causa do candidato, ou seja, Marques Mendes, e vai escolher João Cotrim Figueiredo no dia 18 de janeiro.
Que, de resto, tem sido alvo não só da candidatura de Luís Marques Mendes, mas também de outros candidatos à Presidência da República, à medida que o candidato apoiado pela IL vai subindo nas sondagens. Reportagem direta aqui na abertura desta edição da Uma, do Miguel Vitério Dias, que acompanhou esta primeira iniciativa de campanha de Luís Marques Mendes em Viana do Castelo.
André Ventura diz que Luís Montenegro vai ter de assumir uma escolha na segunda volta entre o candidato do Chega ou o candidato do PS.
Numa reação ao encontro entre Santana Lopes e António José Seguro de ontem, André Ventura antecipa um desafio para Luís Montenegro numa eventual segunda volta. Já a apontar para um duelo com o candidato apoiado pelo PS, Ventura diz que o líder do PSD vai ter de esclarecer quem é que o partido vai apoiar.
A minha expectativa é de vencer a primeira volta e de chegar à segunda volta.
E de ter o apoio da AD?
Na segunda volta, isto não é uma questão de expectativas, eu quero ter o apoio do povo português. Mas tal como já vos disse, será interessante saber o que é que um primeiro-ministro, mais até do que outro qualquer, mas o primeiro-ministro e o líder do PSD farão perante um socialista e alguém com quem fizeram acordos na área da imigração, na área da nacionalidade, na área da descida de impostos. Ainda ontem, todas as medidas da habitação que o governo queria aprovar, aprovou por causa do Chega.
Com a abstenção do Chega na Assembleia da República sobre o encontro entre Seguro e Santana Lopes, André Ventura desvaloriza.
Eu também já estive com o Pedro Santana Lopes na Câmara da Figueira da Foz. O Pedro Santana Lopes é presidente da Câmara da Figueira da Foz, recebe os candidatos. Estou certo que se passar na Figueira da Foz, na primeira volta ou na segunda volta, me receberá também, porque é um homem que como presidente da Câmara, tem pautado por ter essa equidistância em relação a todos.
Você não gostava de ter o apoio de Santana Lopes?
Isto não tem que ver com gostar ou não gostar. Eu tive uma entrevista com o Pedro Santana Lopes, em que ele até disse, em direto, que se houvesse outro tipo de candidatos, que me apoiaria.
A presidência ficava bem entregue nas mãos de Seguro.
Se calhar até me diria que ficaria ainda melhor entregue. A vida é mesmo assim, é Santana Lopes.
André Ventura esta manhã em Porto Alegre, confrontado com o encontro de ontem que juntou na Câmara Municipal da Figueira da Foz o autarca da cidade, Pedro Santana Lopes, e o candidato à presidencial António José Seguro.
Já António Filipe rejeita ser responsabilizado pela desunião da esquerda e sublinha que cabe aos adversários nesse espaço político explicar porque avançaram depois dele.
Sim, o comunista lembra que quando anunciou a candidatura, há meses, só havia três nomes confirmados na corrida: Enrico Veimel, Luís Marques Mendes e António José Seguro. E que quem avançou depois, sublinha António Filipe, não precisava de o ter feito.
A minha candidatura avançou no momento em que não havia candidatura de esquerda
E, portanto, não posso ser acusado de ter qualquer iniciativa no sentido da divisão, no sentido de impedir a unidade, impedir a convergência. E, portanto, se essa responsabilidade pode ser assacada, será a candidaturas que apareceram posteriormente e creio que são essas candidaturas que devem ter o ónus de explicar porque é que não se identificam com a minha candidatura, porque a minha candidatura já cá estava.
O antigo deputado do PCB esteve esta manhã em campanha em Ermesinde, mais logo conta com a presença do secretário-geral comunista Paulo Raimundo no comício em Vila Nova de Gaia.
António José Seguro garante que será um presidente da República capaz de dar vários murros na mesa. O socialista está desejoso de se reunir com o primeiro-ministro para discutir o estado da saúde em Portugal.
Isto, claro, se vencer as eleições presidenciais. António José Seguro esteve de manhã no mercado municipal de Braga à procura de votos de eleitores de sempre do PSD, João Gama.
António José Seguro passou a manhã no mercado municipal de Braga e, apesar de sair sem compras feitas, vai servir mais logo um prato cheio de preocupações.
Isto foi em outubro que levei os exames lá. Sabe o que me disseram? Só no fim de janeiro é que posso ter o resultado.
Da saúde para a Segurança Social, António José Seguro levou pela mão o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente para ouvir as preocupações de uma potencial eleitora.
Quando eu disse que não precisa de obras. Se pudesse ajudar ou mandar alguém.
Vamos fazer assim.
Está bem. Calhou bem. Está bem. Mantenha uns olhos limpos, está bem? Calhou bem.
Entre beijos e abraços, a prova de que os votos podem mesmo chegar a direto.
Eu quero que isto vá para a televisão. Toda a vida votei PSD. Agora vou ter que mudar. E eu tenho uma esperança que vou votar no senhor. Ainda não sei, mas a minha família, os meus cães vão votar no senhor. Se for para o governo, deite a mão ao primeiro-ministro que eu votei nele. Estou arrependidinha da minha vida.
Por contraponto aos outros candidatos.
E almirantes, isso não vale nada. Obrigado, obrigado pelo seu apoio. Eu sempre votei no PS e agora mais que voto sou adepto. Obrigado.
E dado o descontentamento, a pergunta: António José Seguro pode ser um presidente que dê um murro na mesa?
Claro, eu dou vários murros na mesa, porque sou muito firme nas minhas convicções. E naturalmente vamos ter nos próximos dias também momentos para fazer a diferença entre aquilo que eu proponho ao país e que propõem outros candidatos. Mas volto a dizer, na lama não contem comigo.
É o que diz António José Seguro a declarações esta manhã em Braga, acompanhadas pelo repórter do Observador, João Gama.
E Miguel Vieira, João Cotrim de Figueiredo e Jorge Pinto cruzaram-se esta manhã nas Caldas da Rainha.
E tiveram uma troca de palavras marcada pela boa disposição.
Está tudo bem. Olha, vi ali um posto dos CTT, se quiseres enviar uma carta nova para o Montenegro ou pessoa qualquer, ainda podes. Está aqui um posto de correios.
Por e-mail. O Jorge é o mínimo.
Mas a carta fica registada.
Eu sei que sou mais velho que tu, mas não sou tão antiquado.
Aquela carta que eu mandei ao Seguro há uns 10 anos, mais de 10 anos, foi por carta.
Lembro-me.
Via postal.
Outros tempos.
Mas fica registada.
Tu eras um jovem imberbe na altura.
Agora já tenho barba forte e rijo.
Muito obrigado, João.
Boa campanha.
Boa campanha. Vais até o fim?
Claro que vou. Vou até o fim e não confundir eleições, que isto é para a presidência da República, não é para a presidência da IL. Também é importante não confundir as eleições.
Tu achas que eu vou voltar à presidência?
Não sei, diz-me tu.
Vamos apostar.
Diz-me tu.
Não, se tens tanta confiança nessa análise, vamos apostar.
Vamos lá ver. Muito bem.
Vamos fazer uma coisa simples, um almoço num restaurante à minha escolha.
A aposta ficou selada. Daqui a dois anos se saberá qual o restaurante e quem vai ter de pagar.
E vamos ao desporto. O Sporting de Braga ou Vitória Sport Clube, um deles, um dos gigantes do Minho, vai ser hoje consagrado o campeão de inverno.
E a Maria Rego, a repórter do Observador, tem estado a saltitar esta manhã entre Guimarães e Braga à conversa com adeptos minhotos de Braga e Vitória. Estás a esta hora, Maria, no centro da cidade berço, Guimarães. O que contam os adeptos vimaranenses com quem tens estado à conversa antes da final de mais logo?
Vamos agora precisamente falar com um desses adeptos, João Jorge, que tenho aqui comigo. Como é que é estar na final da Taça de Portugal?
Da Liga.
Da Liga, exatamente.
Acho que é uma sensação muito boa. Acho que a equipa merece, o plantel merece e principalmente, se há adeptos no mundo e em Portugal que merecem estar nestes palcos, somos nós. E acho que vai ser um jogo muito bom e o Vitória vai ganhar, claro.
E o facto desta final ser frente ao Braga, cresce aqui algum tipo de emoção?
Sim, como tínhamos falado há bocado, acho que é sempre um fator que traz mais risco se perdermos, porque dói muito mais perder com o Braga do que perder com o Benfica e ao mesmo tempo traz uma recompensa maior. Ganhando ao Braga, acho que seria algo muito bonito de se ver e acho que é só por aí.
E ter duas equipas do Minho numa final em que mais nenhum dos três grandes está presente, também tem algum tipo de importância?
Acho que sim, acho que a própria região fica sempre muito bem vista, não só o Minho, como também o Norte. E acho que principalmente para o Minho é muito importante ter uma final com dois clubes do Minho. Já houve uma entre o Braga e o Mareirense e principalmente para a essência do derby do Minho, para as pessoas começarem a olhar para o derby do Minho como realmente o maior derby de Portugal, que para mim, não tenho dúvidas nenhumas, que é o maior derby de Portugal.
E logo o jogo é em Leiria, em família.
É, exatamente. Tem de ser.
Vão todos juntos, estava a comentar há bocado.
Sim, vamos todos. Vamos em família apoiar o nosso Vitória e esperamos sair de Leiria contentes e com a taça.
E em direção, depois a festa, estava também a comentar há pouco, aqui junto...
Sim, a festa, se ganharmos, e vamos ganhar, a festa será no Toural, como foi em 2013 quando ganhamos. E todas as vezes que acontece algo de importante com o Vitória, quer seja uma subida de divisão, um terceiro lugar, a festa é sempre no Toural e esperamos que seja mais uma logo amanhã de madrugada.
E qual é que é a aposta para o resultado de hoje?
2x0.
Quem é que marca?
Marca o Kamara de penalty e depois marca no finalzinho o Samu.
Muito obrigada. Ficamos então com estas palavras e perspetivas deste adepto João Jorge, aqui do Vitória Sport Clube, para essa final que logo se realiza em Leiria.
E com o resultado que é previsto pela maioria dos adeptos, sejam do Braga, sejam do Guimarães, 2x0 deve ser o resultado.
Vai ser um problema.
Exatamente. Mas 2x0 vai ser o resultado, resta saber se a taça vai tombar para o lado dos bracarenses ou dos vimaranenses. Reportagem aqui em direto da jornalista Maria Rego, do centro da cidade de Guimarães.
E há relato em direto deste Vitória Sport Clube Braga, mais logo, depois das 20h. A emissão especial começa depois do Jornal das 7.