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É uma hora. Jornal da Uma com a edição do Miguel Vidar. Miguel, a ministra do Trabalho considera que a decisão da UGT de participar ou não na greve geral vai ajudar a esclarecer a natureza da central sindical.

A paralisação foi convocada pela CGTP, está agendada para o próximo dia 3 de junho.

Se a UGT efetivamente aderir, na verdade, confirma que, se calhar, é mais uma central sindical de rua do que uma central sindical de diálogo.

Isso vai fragilizar a relação que terá também com a UGT.

Não, não vai fragilizar a relação, assim como não fragilizou anteriormente.

É o que diz a ministra Maria do Rosário Palma Remalho, entrevistada esta manhã aqui no Observador, horas depois do fim definitivo de um acordo em sede de concertação social em torno das alterações ao Código do Trabalho.

E o governo não deita a toalha ao chão, vai fazer chegar agora ao Parlamento uma proposta de lei com uma nova versão das mudanças do Código do Trabalho.

A enviar ainda antes do final da sessão legislativa, ou seja, antes de meados do próximo mês de junho. Maria do Rosário Palma Remalho não antecipa que versão vai o Executivo fazer chegar à Assembleia. Sobre a permanência no governo, em caso de chumbo pelos deputados, a ministra é clara.

Eu estou neste cargo porque o senhor primeiro-ministro me convidou. E, portanto, enquanto o senhor primeiro-ministro entender que eu tenho condições, evidentemente que tenho condições.

Mas depreendo que haverá vida para além da reforma laboral, é isso?

Mas com certeza que há vida para além da reforma laboral.

Não está em causa a continuidade no governo, a aprovação da proposta na Assembleia da República está dependente de entendimentos com o PS ou com o Chega. O Partido Socialista tem sido muito crítico, para espanto da ministra do Trabalho.

Não tenho percebido qual é a argumentação do Partido Socialista. Primeiro, falou no retrocesso civilizacional, que de todo em todos está lá. O outro argumento do PS é, imagine-se, isto não teve acordo na concertação. O PS já levou muitas reformas laborais sem acordo ao Parlamento, algumas até sem irem à concertação social. Na verdade, não reconheço qualquer legitimidade a ninguém do PS para dizer isto ao governo, que, pelo contrário, levou o processo da concertação social ao limite das suas possibilidades.

Sobre o Chega, Maria do Rosário Palma Remalho sublinha que não há condições financeiras para colher a proposta de descida da idade de reforma. A ministra espera que a recusa do governo não seja um entrave a um eventual entendimento com o partido liderado por André Ventura.

Não sei se será uma posição definitiva, vamos ver quando chegarmos lá. Eu espero que não seja. De facto, não é sustentável financeiramente e vai onerar não só a Segurança Social no presente, mas também as pensões futuras. Eu acredito que o Chega também é sensível ao objetivo essencial desta reforma, que é, em última análise, sobre os salários.

Espera a ministra do Trabalho que seja possível um acordo com o Chega, tendo em vista a aprovação das alterações ao Código do Trabalho.

E nesta entrevista da ministra ao programa Sob Escuta da Rádio Observador, a responsável foi também questionada sobre se o governo vai avançar ou não com o aumento extraordinário de pensões.

É difícil, mas depende.

À execução orçamental a meio do ano. Portanto, neste momento eu diria que é difícil, porque houve todos os encargos decorrentes da tempestade Cristina e de todas as outras ocorrências a seguir, mas o governo gostaria de o fazer, como é óbvio. Terá que avaliar em meio da execução orçamental.

Vai ser preciso esperar mais algum tempo para que o governo decida, com base na execução do orçamento, se há condições para o aumento extraordinário de pensões. A entrevista à ministra do Trabalho já está disponível na íntegra em observador.pt.

E o secretário-geral da UGT não descarta a possibilidade de a central sindical aderir à greve geral do próximo dia 3 de junho.

É uma possibilidade admitida esta manhã por Mário Mourão, em entrevista à CNN Portugal, embora sinal que há um senão.

A UGT não descarta nenhuma hipótese de luta, nenhuma, incluindo a greve geral. Agora, não é o momento para que a UGT possa fazer uma avaliação sobre a greve do dia 3. Para nós, o dia 3 é uma data que não nos é muito confortável. Uma greve prepara-se com os sindicatos e, portanto, essa é uma reflexão que ainda os sindicatos da UGT irão ter que fazer.

Só lá pra frente a UGT vai tomar uma decisão sobre se participa ou não na greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 3 de junho.

E a Comissão Europeia avisa que se houver escassez de jet fuel, o combustível utilizado pelos aviões, as companhias aéreas não terão de indenizar os passageiros pelos voos cancelados.

Sim, é uma das orientações de Bruxelas que proíbe a aplicação de taxas adicionais sobre os bilhetes de avião. Em comunicado, o Executivo Comunitário explica que uma escassez de combustível se enquadra na categoria de circunstâncias extraordinárias, o que isenta as transportadoras aéreas de atribuir compensações aos clientes. Bruxelas salienta ainda assim que os preços elevados dos combustíveis não se enquadram nessa categoria e que, para já, não há qualquer evidência que aponte para uma escassez de jet fuel.

E Espanha garante que todos os passageiros estrangeiros do cruzeiro afetado pelo surto de hantavírus serão repatriados, quer tenham ou não sintomas.

É isso que diz a ministra da Saúde espanhola, Mónica Garcia, em entrevista à Rádio Nacional de Espanha. A governante explica que serão seguidos todos os protocolos de saúde pública e que a operação será coordenada em articulação com outros 22 países.

Os estrangeiros vão ser retirados e repatriados através dos dispositivos que estamos a organizar. É importante ter em conta que se trata de 23 países e que os estrangeiros com sintomas, caso não necessitem de cuidados médicos urgentes, serão retirados através dos respectivos dispositivos e enviados de volta aos países onde pertencem. Serão seguidos os protocolos internacionais e todas as medidas rigorosas em matéria de prevenção sanitária. Até agora, o que sabemos desde ontem é que continuam assintomáticos no navio. Independentemente de apresentarem algum sintoma, os estrangeiros serão retirados e repatriados na mesma.

É isso que diz Mónica Garcia, a ministra da Saúde do governo de Espanha. Por cá, a Direção-Geral de Saúde afirma que ainda não tem conhecimento de qualquer passageiro que queira vir para Portugal. A DGS acrescenta que está a monitorizar a situação, em contacto permanente com as instituições europeias a bordo do navio. Um cidadão de nacionalidade portuguesa é tripulante, não reside em Portugal e negociou os contactos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Uma hora e sete minutos, Miguel, que outras notícias estão a marcar esta sexta-feira?

Várias pessoas foram feitas reféns na sequência de um assalto a um banco na Alemanha, na cidade de Sinzing, no oeste do país. Entre os reféns, um motorista de uma carrinha de valores. É uma informação avançada pela polícia alemã. Há um grande contingente policial em torno desta dependência bancária e o centro da cidade está completamente isolado. O sequestro aconteceu por volta das 8h, hora de Lisboa. O segundo militar ferido num salto de paraquedas em Tancos já foi submetido a uma intervenção cirúrgica. Segundo o porta-voz do Exército, a intervenção correu bem. A situação clínica do militar está a evoluir. Está internado no Hospital de Santo André, em Leiria. As causas do acidente, que vitimou também a morte de um dos paraquedistas, ainda estão por apurar. Foi retomado esta manhã o primeiro interrogatório judicial dos polícias detidos no âmbito dos casos de tortura e violações na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa. Ontem foram ouvidos quatro. Há mais 10 agentes suspeitos para ouvir. Os advogados tiveram, entretanto, hoje acesso aos vídeos e fotografias partilhados nos grupos de WhatsApp. A greve dos trabalhadores da Carris Tour, que estava agendada para amanhã, foi suspensa. Os trabalhadores anunciaram uma paralisação de 12 horas, à semelhança do que aconteceu no sábado passado. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos reivindica o aumento de salários e a revisão do acordo da empresa. A administração manifestou disponibilidade para negociar com a estrutura sindical.

É o ponto final no jornal da Uma, que teve edição do Miguel Videira.