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Jornal da Uma com Luís Soares. As Forças Armadas do Irão anunciaram o fim das operações militares contra Israel.

Dizem que os ataques mostraram que o país mantém um elevado nível de preparação militar, tanto para operações defensivas como ofensivas. Num comunicado citado pela agência estatal iraniana, Teerão declarou que Israel foi alvo de ataques pesados, precisos, inteligentes e com alvo significativo durante uma operação que classificou de bem-sucedida. O Irão acrescenta que vai continuar a enfrentar quaisquer ameaças, sendo que o país não vai ceder perante os adversários. As forças armadas iranianas avisam também que qualquer nova ação hostil poderá provocar uma resposta ainda mais forte.

Antes disso, Luís, as Forças de Defesa de Israel diziam que o exército israelita está a preparar-se para vários dias de luta com o Irão.

Ou até mesmo para uma campanha militar mais prolongada. As IDF adiantam que os ataques apenas estão a ser levados a cabo por Israel, mas nota que existe a total coordenação com o Comando Central Norte-Americano, que ajudou a interceptar mísseis atirados pelo Irão contra Israel. As Forças de Defesa Israelitas anunciaram também que dezenas de caças fizeram um ataque em larga escala contra sistemas de defesas estratégicos em todo o Irão. As IDF adiantam que o ataque levou ao desmantelamento destes sistemas e reforçam ainda mais a liberdade de ação da força aérea israelita no espaço aéreo iraniano. Uma fonte militar israelita adiantou que o Irão lançou cerca de 30 mísseis contra Israel desde ontem à noite. Entretanto, o Hezbollah anunciou que se juntou a esta recente onda de ataques, tendo como alvo o exército israelita no sul do Líbano. No Telegram, o Hezbollah afirma ter disparado um conjunto de rockets contra um grupo de carros militares e soldados nos arredores de Beit Yahoun. Segundo o grupo, esta ação constitui uma resposta à violação do cessar-fogo por parte de Israel e aos ataques a aldeias no sul do Líbano.

E perante este escalar do conflito, o presidente norte-americano apela a Israel e ao Irão para que parem com os ataques.

Foi numa mensagem na rede social Truth. Donald Trump escreveu apenas uma frase: "Israel e Irão têm imediatamente de parar de andar aos tiros". Uma mensagem deixada depois destes vários ataques entre os dois países. Numa outra mensagem, em seguida, Donald Trump escreve que Israel e Irão pretendem chegar a um cessar-fogo imediato e que as negociações finais sobre a paz estão a decorrer. Donald Trump acrescenta que o bloqueio aos portos iranianos vai continuar em vigor, com toda a força e efeito, até que se chegue a um acordo final.

Em Tel Aviv, as sirenes já tocaram por várias vezes ao longo do dia de hoje, mas a vida vai correndo com normalidade na cidade israelita.

É esse mesmo o relato feito pelo enviado especial do Observador a Tel Aviv, José Carlos Duarte.

A vida aqui continua com normalidade e já falei com os israelitas que dizem que este é o normal deles, é o novo normal deles. Eles já estão há três anos nesta situação e, portanto, não é mais uma vaga de ataques do Irão, dos Houthis, do Hezbollah, que vai alterar o seu cotidiano. Portanto, eles mantêm a rotina. Obviamente que quando ouvem as sirenes continuam a ir para abrigos, ainda que algumas pessoas já reparei que não cumprem isso. Aqui já soaram os alarmes e eu estou em Tel Aviv num hotel que tem um abrigo. Na segunda vez já não foram tantas pessoas como na primeira, porque já ignoraram, porque pensam que os sistemas de defesa aéreos vão interceptar sim ou sim os mísseis ou os rockets. Mas o que é fato é que a rotina continua, a vida continua aqui em Tel Aviv, não existe disrupções de maior, portanto, há carros nas ruas, pessoas na praia, autocarro a circular. É mais um dia, apesar de todo o contexto e de poder haver mais ataques no futuro.

O relato de José Carlos Duarte, jornalista do Observador, enviado especial a Israel.

De visita à Espanha, o Papa Leão XIV pede respostas para o que diz ser o trágico drama migratório e condena a praga dos abusos.

Ideias deixadas no discurso no Parlamento Espanhol e depois num encontro com a Conferência Episcopal Espanhola, 15 anos depois da última visita a Madrid de um líder da Igreja Católica. Leão XIV, no Parlamento, apelou à cooperação multilateral para que seja dada uma resposta a migrantes e refugiados e por isso deixa uma mensagem aos governos.

"A situação dos migrantes e refugiados exige uma resposta que olhe para as pessoas, enfrente as causas que os obrigam a partir e vá mais além da mera gestão de fluxo. Daí nasce uma dupla exigência de justiça social: oferecer vias seguras e legais, um acolhimento respeitoso e possibilidades reais de integração. E ainda promover, ao mesmo tempo, o direito a permanecer na própria terra, trabalhando para que ninguém tenha de abandonar o seu lar por falta de paz, segurança ou condições dignas de vida."

O Papa Leão XIV, no discurso esta manhã no Parlamento Espanhol, onde também exigiu respeito por quem pensa diferente. O Papa considerou ainda preocupante o rearmamento da Europa e pediu respeito pelo direito internacional, assim como coragem diplomática aos líderes mundiais, considerando que a verdadeira segurança resulta do diálogo paciente. O líder da Igreja Católica foi aplaudido no final do discurso, durante cerca de sete minutos. Pode mesmo ter sido o aplauso mais longo da história do Congresso Espanhol.

E Luís, depois, o Papa encontrou-se com vários bispos e aproveitou para condenar o que classifica de praga dos abusos.

No discurso que fez na sede da Conferência Episcopal Espanhola, Leão XIV não mencionou a expressão abuso sexual, mas deixou o apelo aos bispos.

"Uma das situações mais dolorosas é com aqueles que foram feridos justamente por aqueles que deveriam cuidar deles, até mesmo por membros do clero. Perante esta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça, reparação e um compromisso cada vez mais determinado com a prevenção e uma cultura do cuidado. Cada ferido deve ser capaz de encontrar escuta sincera, aceitação, proteção e caminhos reais pra cura."

Protección y caminos reales de sanación.

O apelo deixado por Leão XIV num discurso perante o clero espanhol.

Na política nacional, o primeiro-ministro defende a conciliação entre Estado, setor privado e setor social como motor da área da saúde.

Regressado do Luxemburgo, Luís Montenegro esteve esta manhã presente na inauguração da Unidade de Ressonância Cardíaca e do Heliporto do Hospital de Gaia. Oportunidade para Luís Montenegro recordar um ciclo intenso de investimentos na área da saúde, como por exemplo, a construção de pelo menos dois hospitais.

O governo está atento. O governo tem que conciliar hoje um ciclo de investimentos muito significativo. Nos anos que precederam a entrada em funções deste governo, eu não quero aqui partidarizar ou politizar a análise, mas é um dado objetivo, não foi construído um único hospital novo. Nós, neste momento, temos em construção o Hospital Todos os Santos em Lisboa, também essencialíssimo pra prestação de cuidados de saúde naquela região. Eu sei que é mais fácil no Porto não dizer isto ou em Gaia, mas a nossa cultura política e nacional não é essa, é de valorizar todos os portugueses em todo lado. Nós temos de construir um hospital novo no Algarve.

E para construir mais hospitais, o primeiro-ministro entende que o setor público tem de andar de mãos dadas com a iniciativa privada e também com o setor social.

Temos que conciliar todos estes investimentos e devemos fazê-lo com o espírito aberto, com o espírito de boa gestão dos recursos públicos e de aproveitamento também das capacidades que a iniciativa privada e o setor social, porque são os três grandes pilares do sistema de saúde, sempre com a centralidade no Serviço Nacional de Saúde, é certo, mas aproveitar a potencialidade dos três para levar por diante esse objetivo.

Declarações do primeiro-ministro, que ouviu também as declarações do presidente da Unidade Local de Saúde de Gaia-Espinho, que pediu ao governo um reforço do investimento e uma reformulação para corrigir as fragilidades no SNS. Inauguração do Heliporto e também da Unidade de Ressonância Cardíaca do Hospital de Gaia contou ainda com a presença do presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes, e do diretor-executivo do SNS.

Oito minutos pra lá da uma da tarde. Luís Soares, vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora.

As agressões a elementos das forças de segurança aumentaram em 2025 em relação ao ano anterior. Em média, foram seis crimes por dia contra elementos da PSP e da GNR. Mesmo com a publicação de uma lei que agrava as molduras penais a quem atacar agentes e militares, essa alteração parece não estar a contribuir para evitar esse tipo de ocorrências. São dados avançados esta manhã pelo Diário de Notícias. Nas Filipinas, há pelo menos 19 mortos em consequência do sismo de magnitude 7.8 na escala de Richter, que atingiu esta madrugada ao sul do país. A maioria das vítimas mortais deveu-se à queda de edifícios e ao deslizamento de terras. Chegou a ser emitido o alerta de tsunami, que foi entretanto levantado. O futebolista dinamarquês Christian Eriksen está num estado considerado estável e deve ter em breve alta hospitalar. O jogador caiu ontem inanimado no relvado durante o particular entre a Dinamarca e a Ucrânia. Informação sobre o estado clínico de Christian Eriksen foi avançado pelo médico da seleção dinamarquesa, citado no comunicado da federação.

Jornal da Uma com Luís Soares.