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José, começamos com o grupo parlamentar do PSD. Vai convocar audições parlamentares aos ministros do anterior governo, incluindo o atual secretário-geral socialista.
Um anúncio feito pelo novo porta-voz do partido, Sebastião Bugalho, que fala no engodo que nunca mais se vai repetir enquanto o PSD governar. Em causa estão os novos dados anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística, que indica que entre 2021 e 2025, a população estrangeira residente em Portugal duplicou de 7,1% para 14%. Sebastião Bugalho explica que vão ser chamados os responsáveis pela pasta da imigração do governo de António Costa.
Parece-me que faz sentido e que é proporcional que o PSD chame à Assembleia da República, em sede de comissão parlamentar, os governantes que tiveram responsabilidades relacionadas com este processo e a ausência de informação sobre a população do país, estrangeira e nacional, durante estes anos.
O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, não exclui a presença do atual secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, desta chamada à Assembleia da República.
O atual secretário-geral do Partido Socialista tem, evidentemente, responsabilidades, não só na extinção do SEF, como pelo fato de ter sido o titular da pasta da Administração Interna, diretamente relacionada com a política migratória, como até antes, em outras funções, como responsabilidade pela rede consular, que este governo da AD veio reforçar justamente para responder ao fenômeno migratório acentuado e desagrado que nos foi legado pelo governo anterior do Partido Socialista. Portanto, parece-me natural que José Luís Carneiro seja chamado a esse esclarecimento.
O anúncio do porta-voz do Partido Social-Democrata, Sebastião Bugalho, que é agora também vice-presidente do PSD. Na primeira intervenção no cargo, Sebastião Bugalho diz ainda que o governo só pode resolver os problemas da habitação e da saúde com os dados certos, mas não revela se vão chamar anteriores ministros destas tutelas. O agora porta-voz e ainda eurodeputado diz também que consegue conjugar facilmente estes dois cargos e as lides entre Lisboa e Bruxelas.
O secretário-geral do PS acusa a AD de estar a governar de forma insensível e desligada dos problemas reais dos portugueses.
São as primeiras declarações de José Luís Carneiro, desde que começaram as jornadas parlamentares do Partido Socialista. Tiveram início na estação da Portela de Sintra, seguiu-se depois uma viagem até ao Rossio. Pelo caminho, o líder do PS foi falando com várias pessoas sobre o aumento do custo de vida, que é o tema destas jornadas parlamentares do Partido Socialista. À chegada a Lisboa, José Luís Carneiro diz que a AD tem se aliado ao CHEGA em questões ideológicas que nada têm a ver com os problemas dos portugueses.
Eu não consigo entender a insensibilidade do governo para essas matérias. Aquilo que eu vejo é o governo preocupado com matérias ideológicas, sempre a procurar encontrar mecanismos de combate e de clivagem ideológica, aliando-se, para esse efeito, com o partido da extrema-direita, e verdadeiramente insensível a estes temas que dizem respeito à vida das pessoas.
José Luís Carneiro diz, no entanto, ter a esperança de que o governo mude de rumo nos próximos meses e que prefira o PS ao CHEGA no momento de negociar.
Eu tenho a expectativa de que o governo faça a inversão de marcha. E a minha expectativa de que o governo faça a inversão de marcha é porque há muito tempo que o governo está em contramão. Está em contramão numa autoestrada e a grande velocidade. E esse contramão numa autoestrada e em grande velocidade só pode dar mau resultado.
José Luís Carneiro acusa também o governo de utilizar questões como o Fundo Soberano como manobras de distração.
A correção do exame nacional do 12º ano continua a gerar problemas. O secretário-geral da FENPROF não tem garantias de que já tenha começado essa correção das provas.
Isto apesar do júri nacional de exames ter garantido que começava hoje a distribuição das credenciais aos professores. O processo tem sido marcado por atrasos e por problemas técnicos, com críticas dos sindicatos de professores. O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, fala mesmo num caos instalado. Os exames de português do 12º ano deveriam ter começado a ser corrigidos na terça-feira da semana passada, só que as credenciais necessárias para fazer esse trabalho não chegaram a todos os professores corretores. Há também uma novidade este ano, os exames são corrigidos numa plataforma digital, apesar dos alunos continuarem a fazer as provas em papel. O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, diz que há relatos preocupantes por parte dos professores.
Relatos de professores convocados por escolas onde já não exercem funções, professores que já se aposentaram. Aliás, temos até o relato de uma professora que foi convocada, que faleceu. Colegas foram convocados para classificadores de disciplinas, uns para as quais já não lecionam há muito tempo, outros até, por exemplo, recebemos aqui relatos de professores de Biologia e Geografia que foram convocados para corrigir exames de Português e Português Língua Não Materna, respectivamente.
Já o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considera que o prazo dado para corrigir as provas, 10 de julho, é razoável. É o que defende Filinto Lima.
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares diz que o subfinanciamento é a causa do déficit do SNS, que foi registrado em 2025.
Um déficit de 1.035 milhões de euros, anunciado esta manhã pelo Conselho de Finanças Públicas. É uma melhoria, ainda assim, de 530 milhões de euros face ao ano anterior. Mesmo assim, ultrapassa com grande margem os 217 milhões de euros previstos no Orçamento do Estado para o ano passado. Na Rádio Observador, Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, diz que é uma situação provocada pela falta de financiamento.
É claramente por subfinanciamento, portanto, isso é absolutamente evidente. Repare, quando o Estado, logo à partida, assina contratos com os hospitais, já prevendo esse déficit nas contas, quando o Estado assume nesses contratos Que vai pagar muito menos do que o dinheiro que os hospitais vão pagar, deixe-me usar esta expressão, aos seus profissionais e aos seus fornecedores. Portanto, o Estado assume logo à partida que vai subfinanciar as ULS. Não existe outro resultado possível que não seja este.
Xavier Barreto diz que perante o déficit, não há impactos significativos no SNS, porque o Estado acaba por injetar capital nas unidades locais de saúde. Ainda assim, diz que é dinheiro que vem fora de tempo, uma vez que surge apenas quando já há dívidas acumuladas. Como tal, defende Xavier Barreto, o sistema de financiamento do Estado deve ser alterado com o financiamento adaptado aos custos reais dos hospitais.
Na Venezuela, depois dos sismos, há 89 cidadãos portugueses e lusodescendentes que estão desaparecidos.
Subiu este número em relação ao último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Já o número de vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes mantém-se nos 53, sendo que destes, oito eram crianças. É o que dá conta esse balanço mais recente ao Observador. No total, há até agora registrados mais de 1400 mortos, 3000 feridos e quase 50 mil desaparecidos. Isto na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela na semana passada.
Perante esta situação difícil no país, Luís Montenegro enviou uma mensagem de solidariedade à presidente interina da Venezuela, ao povo venezuelano e aos lusodescendentes afetados pelos sismos.
Luís Montenegro fala no momento trágico para a Venezuela. O primeiro-ministro esteve em Santa Maria da Feira, onde aproveitou a forte ligação entre a região e a Venezuela para lamentar este momento de dor