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O Jornal da Uma, na Rádio Observador, tem edição do Miguel Videra. Miguel, o primeiro-ministro espera que a primeira unidade de saúde familiar gerida por privados venha ajudar a diminuir o número de utentes sem médico de família.
Luís Montenegro presidiu há pouco a cerimónia de inauguração da primeira unidade de saúde familiar tipo C, ou seja, gerida por privados, a USF de São Pedro da Cadeira, no Conselho de Torres Vedras. E foi nessa ocasião que manifestou a convicção de que este novo modelo de gestão da USF, gerido por privados, vai contribuir para resolver alguns dos problemas que se arrastam há vários anos, desde logo o problema dos utentes sem médico de família. Daqui a pouco havemos de rumar até Torres Vedras, ao encontro do jornalista do Observador, Martim Madeira. Dou agora a indicação de que o Martim já está preparado para entrar nesta edição da Uma da tarde. Martim, dava aqui conta que Luís Montenegro, o primeiro-ministro, expressou a convicção de que este novo modelo, esta USF gerida por privados, vai ajudar a resolver o que ainda não foi feito.
Sim, Luís Montenegro aqui na conferência falou, e depois do presidente da Câmara de Torres Vedras e na USF-C, a primeira do país gerida por privados em São Pedro da Cadeira, e Luís Montenegro, o primeiro-ministro, acabou por dizer que estava cansado de conversas sobre se é público, se é privado e que isso não interessava, que apenas queria era resolver os problemas das pessoas.
Nós queremos é soluções, e soluções que sejam boas para a pessoa e boas para o coletivo e boas para o país. Soluções que deem mais resposta, gastando menos recursos, com mais eficiência, otimizando recursos. E, portanto, aquilo que a senhora dizia ontem, não sei se está aqui sequer, mas que dizia ontem de forma tão simples, é exatamente a mensagem final que vos deixo. Nós estamos aqui para resolver os problemas das pessoas. Não estamos aqui para estar a discutir os melindres sobre o pensamento político de cada um de nós.
Portanto, Montenegro aqui a deixar a mensagem de que não interessa se é público, se é privado, essas discussões serão para os políticos e que as pessoas apenas querem saber se os problemas são resolvidos. E Luís Montenegro, também a ministra da Saúde, disseram aqui que esta USF-C vem resolver muitos problemas das pessoas aqui nesta área. São pelo menos mais de cinco mil pessoas que agora vão ter acesso à saúde em São Pedro da Cadeira, no Conselho de Torres Vedras.
E essa expectativa do governo, em particular de Luís Montenegro, que presidiu à inauguração desta USF tipo C, a primeira unidade de saúde familiar gerida por privados numa cerimónia que terminou há instantes. Na edição das 14h havemos de trazer também à antena do Observador as declarações da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
E o histórico deputado do PSD, Duarte Pacheco, considera que Luís Neves não tem condições para se manter no governo.
E sugere que a saída do executivo deva acontecer no próximo mês de setembro. Duarte Pacheco entende que está posta em causa a autoridade do ministro aos olhos dos portugueses.
Eu tenho muitas dúvidas que haja capacidade de ele permanecer durante muito mais tempo. Eu percebo que os primeiros-ministros não gostam de fazer nenhuma remodelação sob pressão. Não gostam de fazer sequer por afirmações públicas do presidente da República, relembremos o caso Galamba. Mas o primeiro-ministro também tem a percepção, porque é um político experiente, do qual é a sensação da sociedade portuguesa. E alguém com esta pasta tem que ter uma grande autoridade. Não é este o momento, muito bem, aguardemos pelo mês de setembro.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, disse há uns dias que espera que o governo chegue a setembro sem qualquer mudança no elenco. O mês agora apontado por Duarte Pacheco para que o ministro da Administração Interna deixe o executivo. Expectativa manifestada esta manhã num explicador que teve também como convidado o socialista Pedro Costa. O antigo autarca também sugere que é inevitável a saída de Luís Neves, que por estes dias, diz Pedro Costa, vai servindo para desviar a atenção de outros problemas e de outro ministro.
Na minha opinião, já não cumpriu mais nenhuma função política que não seja a de servir de cortina de fumo ao caos que o ministro Fernando Alexandre fez instalar nos exames nacionais, que se vai prolongar para o acesso à faculdade. E é isso que Luís Neves continua a fazer no governo.
Nessa lógica, na sua opinião, devia sair.
Não, eu acho que é inevitável que saia, mas vamos lá ver. Eu acho que é inevitável que saia. A grande maioria que elegeu o presidente da República deseja que esta legislatura dure até o seu final. Nada disto será possível se o governo continuar a acelerar esta degradação da sua autoridade política como um todo.
Pedro Costa sugere que o cumprimento da legislatura é nesta altura ameaçado pela presença de Luís Neves no governo.
E o Educa recuou e face aos alertas da Sociedade Portuguesa de Química e Associação de Professores de Física e Química, decidiu aceitar como válidas duas respostas a uma pergunta do exame da segunda fase.
Um recuo face à posição tornada pública durante o fim de semana. Em causa o exame de Química da segunda fase dos exames nacionais, em concreto, a alínea 5.2, Sociedade Portuguesa de Química e a Associação de Professores da disciplina vieram alertar que, para além da opção de resposta considerada correta na grelha de avaliação, a opção B também devia ser tida como certa. Ora, num primeiro momento, o Educa, no passado sábado, o instituto público responsável pela avaliação, considerou que só uma resposta devia ser validada. Três dias depois, vem dar razão aos professores de Física e Química
E há um novo balanço de vítimas mortais em Ceuta. O número subiu para 75.
Informação revelada há pouco pela representação do governo central de Espanha na cidade autónoma de Ceuta. Foram encontrados, nas últimas horas, mais três corpos. Entretanto, já foi aberto um gabinete pela guarda civil para reportar casos de pessoas desaparecidas. Os dados revelados esta manhã dão conta de 44 pessoas por encontrar.
E Miguel, o LIVRE defende que Portugal não deve aceitar organizar o Mundial de Futebol 2030 com Marrocos.
Na sequência deste caso da entrada massiva de migrantes em Ceuta, o porta-voz do LIVRE, Jorge Pinto, diz que Portugal não deve pactuar com atitudes de desrespeito pelos direitos humanos por parte de Marrocos e que assim o país deva rejeitar a organização conjunta do próximo Campeonato do Mundo de Futebol.
Este episódio de Ceuta é apenas o mais visível e mais recente nesta estratégia de utilização das suas próprias pessoas para ganhos políticos. E, portanto, aquilo que ficou claro é que tanto a nível organizativo, Marrocos não parece ter a capacidade para organizar um evento deste tamanho, mas sobretudo a nível político, por aquilo que está a fazer no Saara Ocidental, por aquilo que está a fazer com o seu próprio povo, parece-nos que Portugal não deve estar ao lado de Marrocos na coorganização deste Campeonato do Mundo. E é essa mensagem que levaremos, em primeiro lugar, ao governo e à própria Federação Portuguesa de Futebol e depois, eventualmente, com uma proposta a nível da Assembleia da República.
Jorge Pinto, porta-voz do LIVRE, dando conta desta intenção do partido, a fim de impedir que Portugal permaneça na organização conjunta, ou pelo menos que Marrocos seja uma das duas opções na organização conjunta do Campeonato Mundo de Futebol de 2030.
E Miguel, pode estar próximo o final de carreira de Neymar. Ele vai decidir tudo até o fim deste ano.
Decisão adiada para o mês de dezembro, quando termina o contrato do extremo brasileiro com o Santos. Ontem, no evento do Instituto Neymar Júnior, no Brasil, o jogador de 34 anos admitiu que não sabe o que vai acontecer até o final do ano.
Não penso em parar e nem sei até quando eu vou. Eu tenho contrato com o Santos até dezembro. Pretendo cumpri-lo, honrar a camisa do Santos da melhor maneira possível. E depois eu vou pensar. Quando acabar meu contrato, eu vou pensar se eu continuo no Santos, se eu saio, se eu vou embora, se eu paro de jogar ou se eu continuo. Realmente, eu não sei o que vou fazer.
O futuro é incerto. Neymar, atualmente jogador do Santos, leva oito gols em 18 jogos. Esta época, na última madrugada, jogou os 90 minutos no empate a zero com o Remo a contar para a Copa do Brasil.
Uma hora e oito minutos, Miguel, há outras notícias a marcar a atualidade.
Foram resgatadas 157 pessoas que tentavam atravessar o canal da Mancha. Segundo informações do departamento de Pas-de-Calais, no norte de França, as autoridades francesas e britânicas resgataram 157 migrantes depois do barco onde seguiam ter incendiado na fronteira marítima entre os dois países. O departamento diz que esta foi uma das maiores operações de resgate desde o início das travessias no canal em 2018. O número de pessoas resgatadas tem aumentado nos últimos dias e, consequentemente, também o número de incidentes trágicos. Foi publicado em Diário da República o diploma que prevê a liquidação do IUC em datas fixas, o Imposto Único de Circulação. O novo modelo de pagamento determina que, a partir de 2028, a liquidação do imposto, de forma fracionada a partir de €100, prevê um período transitório em 2027. Se for superior a €100, igual ou inferior a €500, é pago em duas prestações, em abril e outubro. Se for mais alto, é entregue em abril, junho e outubro. Os concertos de celebração dos 50 anos da carreira de Luís Represas vão mesmo cumprir-se. Informação avançada pela promotora de espetáculos, num comunicado enviado à Agência Lusa. Os concertos estão agendados para abril, em Lisboa e no Porto, para evocar o músico que morreu no passado mês de julho, com 69 anos. O anúncio é feito no dia em que passam 50 anos da criação dos Trovante. Foi a 4 de agosto de 1976.
Miguel Vidare e o Jornal da Uma.