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Jornal das duas, na Rádio Observador, com o Luís Soares. Luís, ainda decorre a esta hora essa reunião dos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa com o Governo, mas Carlos Moedas já abandonou esse encontro.
E a voltar a sublinhar essa necessidade de aumentar as competências da Polícia Municipal. Maria Miguel Duarte, agora em direto, Carlos Moedas a falar também de um sentimento de insegurança crescente em Lisboa.
Isso mesmo, Luís. Carlos Moedas, que foi o primeiro a sair desta reunião que envolve 18 autarcas da Área Metropolitana de Lisboa. O autarca lisboeta volta a sublinhar, como disseste, que a Polícia Municipal deveria ter mais capacidades e também trabalhar em conjunto com a PSP, uma ideia que já tinha transmitido à entrada desta reunião. Como disseste, Carlos Moedas anunciou também que os meios humanos, mas também os carros da cidade de Lisboa foram disponibilizados às autarquias que estão a ter mais casos de desacatos. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa afirma ainda que a cidade está cada vez mais insegura.
O sentimento de insegurança está a crescer na cidade de Lisboa e eu não posso admitir isso. Eu não posso ter, como hoje tenho na cidade de Lisboa, queixas constantes de sentimento de insegurança. Obviamente, nós sabemos que a Polícia de Segurança Pública diz-
De onde chegam essas queixas de sentimento de insegurança?
De toda a cidade. E esse sentimento de insegurança acontece tanto na Avenida da Liberdade como em Campo de Ourique, em muitas freguesias, e esse sentimento não pode voltar à cidade.
Foram estas as declarações de Carlos Moedas à saída desta reunião entre o Governo e os autarcas para analisar justamente os desacatos que têm acontecido na Área Metropolitana de Lisboa nos últimos dias. Da parte do Executivo, presidem esta reunião António Leitão Amaro, ministro da Presidência, e também Margarida Blasco, ministra da Administração Interna. Aguardamos ainda o final deste encontro para perceber se vão ou não prestar declarações aos jornalistas e para tentarmos perceber também se ficou alguma coisa decidida, se foi feito algum plano para o futuro ou se vão ser apresentadas algum tipo de medidas para esta situação agora em concreto.
Maria Miguel Duarte aqui em direto, ela que está a acompanhar essa reunião dos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa com o Governo a propósito da insegurança e dos distúrbios que se têm vivido nas últimas noites na região de Lisboa.
E a PSP deteve 13 suspeitos de causar tumultos nas últimas 24 horas. Há ainda três feridos a registar, Luís, um em estado grave.
Trata-se do motorista de um dos autocarros da Carris Metropolitana, que foram ontem incendiados. Em comunicado, a PSP confirma que o homem está em estado grave por ter sofrido queimaduras na cara, no tórax e nos braços. A Polícia de Segurança Pública refere ainda que um carro da polícia ficou danificado, dois autocarros, oito carros e uma mota foram então incendiados durante a noite. Três pessoas ficaram feridas nas últimas 24 horas. A PSP deteve 13 suspeitos da prática de vários crimes, como a tentativa de fogo posto, posse de engenhos explosivos e armas proibidas. No total, foram registadas 45 ocorrências em oito concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e foram também identificados 18 suspeitos.
O Procurador-Geral da República espera rapidez nas investigações à morte do homem de 43 anos, que foi baleado por um agente da PSP.
Amadeu Guerra promete celeridade no processo e garante que todas as provas vão ser utilizadas na investigação do Ministério Público.
Nós vamos ser o mais céleres possível e, portanto, o inquérito está a correr, há a constituição de arguido e, portanto, aguardaremos. Obviamente, somos coadjuvados por uma entidade, por um OPC, e vamos dar instruções no sentido de haver celeridade. Eu vi pela comunicação social que há imagens, eventualmente, e todos os meios de prova são úteis para o Ministério Público perceber e decidir a sua posição relativamente a esta questão.
Declarações do Procurador-Geral da República, registadas pela RTP à margem de uma conferência em Lisboa. Amadeu Guerra aproveitou também para condenar os tumultos que têm acontecido nas últimas noites na região da Grande Lisboa. Diz também temer que esses tumultos continuem.
Sebastião Bugalho elogia a escolha do Parlamento Europeu para a atribuição do Prêmio Sakharov. O eurodeputado diz que não há dúvida de que a liberdade de expressão e os direitos humanos estão em causa na Venezuela.
E por isso mesmo, os deputados europeus atribuíram o prêmio Edmundo González e Maria Corina Machado, os rostos da oposição na Venezuela, a Nicolás Maduro. O Parlamento Europeu aprovou no mês passado uma resolução que reconhece Edmundo González como presidente legítimo da Venezuela. Sebastião Bugalho foi o proponente da candidatura da oposição venezuelana para receber o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento. Em declarações da Rádio Observador, o eurodeputado do PSD diz que o Parlamento Europeu tem de estar ao lado da democracia.
Se há algo que nós, 720 eurodeputados, temos em comum, é que fomos eleitos pelo voto dos cidadãos europeus, dos nossos concidadãos. E o Edmundo González também foi eleito pelo voto dos seus concidadãos venezuelanos. Para um democrata, uma eleição não pode ser indiferente. Tínhamos de dizer aos venezuelanos que não desistimos de estar ao lado deles. E foi isso que fizemos hoje e ainda bem que o fizemos.
Sebastião Bugalho, eurodeputado eleito pela Aliança Democrática nas últimas eleições europeias. O resultado das eleições presidenciais na Venezuela, que deram a vitória a Nicolás Maduro, o resultado não é reconhecido pela União Europeia.
Ao longo do dia, vários artistas estão a lembrar Marco Paulo, detentor de uma voz excepcional e única na música nacional.
Marco Paulo, que morreu hoje aos 79 anos, tinha sido diagnosticado um cancro no pulmão em 2022. Na Rádio Observador, David Ferreira, antigo editor de Marco Paulo, fala de um artista completo e à frente do seu tempo.
Estamos a falar da voz e estamos a falar também da vontade. Marco Paulo não era só a voz Fazia de tudo para agradar o público. Era de um profissionalismo absolutamente invulgar naquele tempo. Hoje em dia há mais artistas com aquele profissionalismo. Naquela altura era difícil encontrar alguém como o Marco Paulo.
David Ferreira a recordar Marco Paulo. Também o divulgador de música Nuno Galopim lembra um artista singular. Recorda também um episódio que teve com o cantor e que mostra o amor dos portugueses para com Marco Paulo.
A dada altura, ele aproxima-se de um espaço na sua sala onde podíamos ver três paredes repletas de discos de platina, de ouro e de prata. E do Marco Paulo me dizer: "Nuno, o que está aqui são 4,5 milhões de pessoas que me levaram para casa". E de facto, a presença daqueles singles davam conta da forma como este artista, a sua voz, as suas canções, passaram a estar representadas nas casas de muitos portugueses.
A memória de Nuno Galopim à Rádio Observador, ele que é divulgador de música. O presidente da Câmara de Mourão decretou um dia de luto municipal pela morte de Marco Paulo, que era natural dessa localidade. A família anuncia que em breve serão dados detalhes sobre as cerimônias fúnebres do cantor. Pede também respeito pela privacidade neste momento.
Luís, olhemos para outras notícias também em destaque a esta hora.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou à paz em Gaza, no Líbano e na Ucrânia. Foi perante os líderes mundiais reunidos na Cimeira dos BRICS, incluindo os presidentes da Rússia e do Irão. António Guterres sublinha que é necessária uma paz alinhada com a Carta das Nações Unidas, com o direito internacional e com as resoluções da Assembleia Geral da ONU. O ex-diretor de comunicação do Porto foi condenado a três anos e meio de prisão, com pena suspensa. Francisco Jota Marques é acusado de violência doméstica contra a ex-mulher e a filha, que tinha sete anos à data dos acontecimentos. Ficou também proibido de contactar as vítimas durante dois anos. Terá de frequentar um curso de sensibilização de violência doméstica da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Sessenta e sete comboios urbanos de Lisboa foram suprimidos até ao meio-dia por causa da greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP. Dados avançados à Agência Lusa por fonte da empresa. Os revisores e trabalhadores das bilheteiras deram início hoje a uma greve que se prolonga até o dia 3 de novembro.
Há mais notícias na Rádio Observador às 15h, com o Luís Soares.