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Duas horas. Está no ar o Jornal das Duas, com edição de Vanessa Cruz. Vanessa, começamos com uma notícia de última hora. O dono de um restaurante faz pelo menos quatro funcionários reféns nos arredores de Paris.

É uma notícia que tem poucos minutos. A polícia de Paris diz que está, nesta altura, em curso uma intervenção policial num restaurante em Issy-les-Moulineaux. Pelo menos quatro funcionários feitos reféns pelo próprio dono deste restaurante. É uma notícia que acabamos de publicar em observador.pt. Nesta região, nos arredores de Paris, a capital francesa, uma situação que faz pelo menos quatro pessoas reféns. Vamos, naturalmente, João Miguel Santos, continuar a acompanhar.

Evitar divisões e ajustes de contas. O PS tenta garantir uma candidatura de consenso para liderar a federação do PS na área urbana de Lisboa, depois da demissão de Ricardo Leão e já com olho nas autárquicas do próximo ano, Vanessa.

A polêmica dos despejos sem dó nem piedade defendidos em Loures pelo autarca Ricardo Leão provocaram ondas de choque, a saída do próprio da Federação de Lisboa e um PS mais dividido do que se pensava. A corrida para ficar à frente de uma das Concelhias mais importantes para os socialistas começa a aquecer, mas de acordo com informações apuradas pelo Observador, a estrutura federativa está a tentar consensualizar um só nome que possa garantir união, Rui Casanova.

"O PS não pode permitir uma guerra interna a um ano de autárquicas". É o que diz ao Observador um dirigente concelhio do partido. Uma mensagem que reflete a posição dos socialistas numa altura em que se multiplicam as candidaturas para a liderança da federação do PS na área urbana de Lisboa. Os socialistas querem assim evitar que a sucessão de Ricardo Leão se torne um problema interno de ajuste de contas. Um dirigente do PS afirma mesmo que o desejável é que a situação estabilize o mais rápido possível e que o melhor seria não haver três ou quatro candidatos. Nesta altura, há dois nomes em destaque, Pedro Pinto de Jesus e Carla Tavares. Estão os dois a ponderar o que fazer e, em princípio, se um avançar, o outro apoia a candidatura e não segue em frente. As fontes do PS ouvidas pelo Observador apontam qualidades diferentes a ambos e sublinham que, neste momento, dentro da estrutura do partido, não há consenso sobre qual seria o melhor candidato. Há também outras figuras em cima da mesa, como Miguel Prata Roque ou Filipe Costa. São assim várias as hipóteses, numa altura em que o PS tenta evitar uma guerra interna.

Rui Casanova, com a corrida à liderança da Federação do PS na área urbana de Lisboa, o partido de Pedro Nuno Santos tem nas próximas autárquicas a necessidade de recuperar Câmaras como a de Lisboa. Um artigo em destaque a esta hora no site do Observador.

Ainda no PS, e agora de viva-voz, a deputada Marina Gonçalves acusa o governo de irresponsabilidade e de querer desviar atenções numa semana. Foi difícil no setor da saúde, com a ameaça de uma descida mais pronunciada do IRC.

Depois da nota do grupo parlamentar ontem à noite, a vice-presidente da bancada socialista vem reagir à ameaça que foi feita pelo PSD, levar a votação na especialidade a baixa do IRC em dois pontos percentuais. Uma carta na manga caso o PS chumbasse a proposta do governo, que foi aprovada na generalidade, que é de descer um ponto percentual o imposto pago pelas empresas para os 20%.

E o PS esvaziou a polêmica poucas horas depois.

Sim, garantiu que vai cumprir o que prometeu, viabilizar na especialidade essa redução de um ponto percentual do IRC. E hoje, na Sic Notícias, Marina Gonçalves acusou o executivo da AD de tentar criar manobras de distração.

Fiquei surpreendida não pela proposta em si, mas pela postura de PSD e CDS de irresponsabilidade, de imaturidade, porque é assim que eu tenho que adjetivar. Nós já tivemos longas discussões sobre o Orçamento de Estado. O adulto na sala, para não variar, foi o Partido Socialista, como foi na eleição do presidente da Assembleia da República e como continua a ser. E tivemos mais uma tentativa de desviar atenções daquilo que é importante para os portugueses, que é que se fale do dia a dia e de soluções concretas para a sua vida. E por isso é que o Partido Socialista também rapidamente clarificou, se é que há alguma coisa a clarificar, sobre a postura como estamos neste Orçamento de Estado. O Partido Socialista não vai alimentar uma crise política fictícia criada por PSD e CDS.

É a acusação feita por Marina Gonçalves, uma crise fictícia. Ainda em sede de Orçamento do Estado, o Partido Socialista vai insistir no aumento extraordinário das pensões, defende que é comportável para as contas públicas e que é opção política do governo da AD não o fazer. Aliás, João Miguel, esta pode ser uma matéria que una PS e Chega na especialidade.

E Vanessa, ao todo, quantas foram as propostas que deram entrada na Assembleia da República para negociação do orçamento nesta última fase?

2161. Não sei se estavas preparado para este número. É um recorde, quase mais 300 propostas do que o máximo até aqui, que tinha sido alcançado no ano passado. Só o Chega apresentou mais de 600 propostas de alteração, o PCP mais de 500, o Livre cerca de 260, o PAN à volta de 240. Os mais comedidos foram mesmo o maior partido da oposição, o PS, com 44 propostas apenas, depois CDS com 75, PSD com 74 e a Iniciativa Liberal com cerca de 80.

Mau tempo no Algarve, inundações, estradas cortadas e um comboio que descarrilou esta manhã na zona da Fuseta, em Olhão.

O comboio descarrilou por causa de uma inundação na linha ferroviária, que continua nesta altura interditada. A mesma situação na Estrada Nacional 125, que está cortada ao trânsito na zona de Luz de Tavira. Uma mulher foi resgatada por populares depois de ter caído na ribeira de Alfandanga, em Olhão, por causa da força da corrente. De acordo com a imprensa algarvia, a mulher acabou hospitalizada. Há pelo menos uma escola e uma igreja inundadas em Tavira. Os distritos de Faro, de Beja e também a Ilha da Madeira estão sob aviso amarelo por causa da previsão de chuva.

Duas horas e seis minutos. Vamos à atualidade internacional. A Ucrânia pode mesmo vir a ceder territórios à Rússia para acabar com a guerra na Europa. Este é o entendimento das especialistas em assuntos internacionais e defesa ouvidas pela Rádio Observador.

Foi o tema do programa Causa Própria desta manhã. A antiga eurodeputada do PSD, Ana Miguel dos Santos, considera que existe um desgaste com a escalada do conflito na Ucrânia e que o sentimento nos corredores do Parlamento Europeu é o de acabar com a guerra, mesmo que isso implique cedência de territórios.

A Ucrânia está, evidentemente, numa situação de enorme fragilidade, muito por culpa nossa. E agora a grande questão é, perante esta situação, priori o que fazer. E sinceramente acho que, olhando para aquele que já é o sentimento, depois da apresentação do plano de vitória por parte de Zelenskyy no Conselho Europeu, aquele que era o sentimento de muitos líderes nos corredores, e eu assisti a isto, não é o de que temos condições para continuar a apoiar. O que eu observo é exatamente o sentido oposto.

A especialista em assuntos internacionais Helena Ferro Gouveia atira também culpas aos líderes europeus pela situação que se vive na Ucrânia. Diz que a Europa já se habituou ao eventual cenário de cedência de territórios ucranianos à Rússia e culpa o desinvestimento europeu em matéria de defesa.

Seguimos com este jornal das duas, com a notícia com que abrimos este noticiário, uma notícia de última hora. O dono de um restaurante fez pelo menos quatro funcionários reféns, Vanessa, nos arredores de Paris.

Foi em Issy-les-Moulineaux. Pelo menos quatro funcionários reféns dentro desse restaurante. A agência France-Presse apurou alguma informação junto do corpo de bombeiros de Paris. Ainda não são conhecidas ao certo quantas pessoas é que foram feitas reféns, embora esteja a ser apontado esse número, João Miguel, quatro pessoas.

E em Moçambique, Mondlane convocou novas manifestações por via do panelaço.

Sim, o candidato presidencial que acabou por fugir na sequência das eleições de 9 de outubro convocou essas novas manifestações com recurso a panelas nas ruas de Maputo. Uma plataforma moçambicana está a dizer que há um balanço de 22 vítimas mortais nos últimos três dias. Milhares de manifestantes usaram panelas para mostrarem indignação face aos resultados eleitorais.

E há um alerta de saúde. Há casos graves de pneumonia em crianças que podem ter origem no tabaco aquecido.

É um alerta do grupo de trabalho para o controle de exposição ao tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Os médicos têm tratado crianças com pneumonias inflamatórias graves. Explicam que são mais vulneráveis à exposição dos tóxicos do tabaco e dos cigarros eletrónicos, sendo que o consumo entre os jovens está a crescer.

E assim termina o Jornal das Duas, que teve edição da Vanessa Cruz.