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Nas redes sociais, os promotores do acampamento em Lisboa pediram, nas últimas horas, que quem se deslocasse ao Rossio levasse consigo tendas, fita adesiva, colchões, mesas e outros materiais. A intenção é clara e assumida: reerguer o acampamento na Praça D. Pedro IV. Ao Observador, a PSP também garante: “Se os limites voltarem a ser violados, a PSP vai ter de intervir novamente.”

A aposta da PSP é, tal como nos últimos dias, na “mediação”. E, mais uma vez, a primeira medida vai ser apostar no “diálogo” com os manifestantes e relembrar a necessidade de cumprir as regras. “Sabemos que o artigo 45º da Constituição é amplo e a PSP respeita-o na íntegra, mas temos de trabalhar com os instrumentos legais de que dispomos”, diz o porta-voz da PSP, numa alusão à lei que regulamenta o direito à manifestação — e os limites que prevê.

A “resistência” em Lisboa e o diálogo “pacífico” no Porto: como a PSP desmobilizou as acampadas pela habitação

Ao início da manhã desta segunda-feira, numa ação simultânea em Lisboa e no Porto, a PSP desmobilizou os acampamentos instalados no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto. As tendas não voltaram a ser instaladas nas últimas 24 horas mas, para esta quarta-feira, está convocada nova concentração em Lisboa. Ao Observador, Sérgio Soares sublinha que a posição da PSP não mudou.

“O acampamento ilegal sem licenciamento das autarquias é ilícito e a PSP vai voltar a intervir para que isso não aconteça”, diz o porta-voz da PSP. Essa avaliação, tal como antes, vai ser feita “por níveis” e a decisão sobre o momento para desmobilizar eventuais acampamentos dependerá da “avaliação de risco”. Mas o subintendente Sérgio Soares insiste: “Se voltarem a acampar, se o diálogo [com os manifestantes] não resultar, a PSP terá de voltar a intervir, mesmo que tenha de ser pela via coerciva.”