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RTP info em faixa. Jornal das duas com Luís Soares. E Luís, o Sindicato Independente dos Médicos avisa que o Ministério da Saúde deve fazer uma aposta clara na retenção de médicos em Portugal. É a reação ao relatório da OCDE, conhecido esta manhã.

E que mostra que a União Europeia enfrenta uma grave crise na saúde, de acordo com a OCDE e também a Comissão Europeia. Em 2022, o setor registou uma falta de 1,2 milhões de profissionais. No relatório divulgado hoje, as duas instituições alertam também que a falta de profissionais de saúde vai agravar-se com a reforma de um terço dos médicos e de um quarto dos enfermeiros nos próximos anos. No que diz respeito aos gastos per capita na saúde, Portugal tem uma despesa por pessoa abaixo da média da União Europeia e fica longe também do país com maior despesa, que é a Alemanha. Em 2022, Portugal gastou em saúde mais de €2800 por pessoa, quando a média da União Europeia se situa nos €3500. Perante estes dados, o Sindicato Independente dos Médicos alerta para uma competição direta com outros países da Europa por profissionais de saúde. O secretário-geral do SIM, Nuno Rodrigues, diz que deve existir um sinal claro por parte do Ministério da Saúde para reter médicos em Portugal, uma vez que os outros países europeus vão começar a procurar profissionais.

Nós, no fundo, vamos estar a competir com os outros países da Europa que, como todos sabem, têm maior poder de compra que Portugal, por estes profissionais e por isso é necessário implementar medidas desde já para que o fluxo, tanto de médicos como de outros profissionais, para o estrangeiro não seja tão grande. Ele vai sempre existir devido à diferença de condições. Tem de haver um sinal claro por parte do Ministério da Saúde.

O aviso deixado pelo secretário-geral do SIM, que afirma também que devido à transição demográfica e a um maior envelhecimento da população, são necessários mais profissionais no setor da saúde.

Este relatório também dá conta da falta de enfermeiros na União Europeia.

Em declarações à Rádio Observador também, o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Jiminal Bieiro, afirma que apesar do investimento crescente no setor, este valor não está a ser bem utilizado.

O Orçamento de Estado refere que existem cerca de €17.000 milhões para o setor da saúde. E isso é um número que é praticamente o dobro daquele que existia há 10 anos. Agora, os locais e as rubricas por onde esse investimento vai, é que é preciso escrutinar de maneira diferente. Portanto, a população paga mais, paga mais do out of pocket, em seguros de saúde, no setor privado, e o serviço público de saúde disponibiliza cada vez menos.

O alerta deixado pelo presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Jiminal Bieiro, depois deste relatório conhecido hoje, o relatório da OCDE intitulado "Health at a Glance Europe".

E ainda na saúde, a ministra Ana Paula Martins rejeita estar a prazo. É uma resposta às críticas de Luís Marques Mendes, que disse que o lugar pode estar em risco.

O antigo presidente do PSD fala de uma tragédia política a prazo. A ministra da Saúde foi confrontada com as críticas do conselheiro de Estado durante uma visita ao Hospital Ortopédico de Sant'Ana esta manhã. Ana Paula Martins assegura que a missão que tem é de dar resposta aos problemas dos portugueses.

Eu considero-me uma ministra que todos os dias se levanta, trabalha para servir os portugueses. E será assim enquanto eu aqui estiver. É isso que eu me sinto. E repare, essa que é a minha missão. A minha missão é dar resposta a problemas e é isso que estou a fazer, é isso que me sinto.

A garantia deixada pela ministra da Saúde, que lembra também que os inquéritos às mortes que estão a ser relacionadas com a greve do INEM ainda estão em curso. Ana Paula Martins, que anunciou que Sérgio Janeiro, presidente interino do INEM, vai ser um dos candidatos ao concurso que está a decorrer para presidente do Instituto de Emergência Médica.

Elise, a iniciativa liberal pede a demissão do presidente do INEM e também da Secretária de Estado da Gestão de Saúde.

O presidente do partido, Rui Rocha, pergunta mesmo o que os dois ainda estão a fazer nos respectivos cargos. Quanto à ministra da Saúde, o líder dos liberais diz que ainda é um ponto de interrogação.

Primeiro, a secretária de Estado foi desautorizada pela ministra, retirou-lhe a tutela do INEM. O que é que isso significa? Que não está contente com a gestão, não pode ser de outra maneira. E relativamente ao diretor do INEM, os factos que conhecemos indicam que houve negligência, pelo menos grave, na gestão de toda esta situação. Portanto, quanto à ministra, é um ponto de interrogação. Queremos mais dados, queremos conhecer os resultados dos inquéritos. Quanto à secretária de Estado e ao diretor do INEM, os dados são suficientes para percebermos que não podem continuar em funções.

As dúvidas de Rui Rocha, em declarações em Braga, registadas pela RTP3, à margem de um debate na Escola de Medicina da Universidade do Minho. Rui Rocha entende que o resultado das investigações em curso é que vai ditar a sorte de Ana Paula Martins dentro do governo.

Na atualidade internacional, o secretário-geral da NATO reforça a importância de aumentar o apoio militar à Ucrânia.

São palavras de Mark Rutte depois de uma reunião com o primeiro-ministro da Roménia, sem se referir, no entanto, diretamente às notícias que dão conta de que os Estados Unidos terão autorizado a Ucrânia a usar mísseis de longo alcance, fornecidos pelo Ocidente, para atingir alvos em território russo. Mark Rutte sublinha a perigosidade do conflito à escala mundial, com os apoios externos da Coreia do Norte, do Irão e da China a Moscovo. Diz, por isso, que nunca foi tão importante apoiar Kiev.

O apoio à Ucrânia é mais importante do que nunca, sobretudo quando assistimos à perigosa expansão da guerra com tropas norte-coreanas a lutar ao lado da Rússia contra a Ucrânia. A isto juntam-se as munições que a Coreia do Norte fornece, os drones do Irão e os bens de dupla utilização fornecidos pela China. Tudo isto alimenta a máquina de guerra da Rússia. E assim vemos como esta guerra ilustra que a nossa segurança é verdadeiramente global.

Mark Rutte, no final da reunião com o primeiro-ministro romeno, a sublinhar que é fundamental reforçar a segurança no espaço aéreo da Europa. Hoje, Moscovo avisou que se forem disparados mísseis de longo alcance contra a Rússia, o Kremlin vai culpar quem autorizou e não a Ucrânia. Moscovo acusa também o presidente norte-americano de atirar achas para a fogueira a confirmar se a informação que está a ser avançada pela imprensa de que os Estados Unidos terão autorizado a Ucrânia a usar mísseis de longo alcance para atingir alvos em território russo. O chefe da diplomacia europeia espera que haja apoio europeu ao uso de armas de longo alcance por parte da Ucrânia. Já o ministro francês dos Negócios Estrangeiros reafirmou que a utilização de mísseis franceses pelas forças ucranianas contra território russo continua a ser uma opção. São declarações feitas à entrada para a reunião dos chefes de diplomacia dos 27 em Bruxelas

Luís, vamos agora conhecer outras notícias que marcam a atualidade.

Dois carros e duas motas foram incendiados esta madrugada em Almada, informação confirmada pelo Observador, junto de fontes oficiais da Polícia Judiciária e da Polícia de Segurança Pública. O alerta às autoridades foi dado às 5h. Segundo a PSP, o fogo propagou-se e provocou danos na fachada de dois prédios na área do rés-do-chão. Não existem, até agora, suspeitos de terem ateado fogo aos carros e às motas. O caso foi entregue à Polícia Judiciária, que está agora a investigar. Ainda não se sabe se este caso está relacionado com os desacatos do mês passado em Lisboa. A proposta do alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros para cortar diálogo com Israel não deverá ser aprovada pelos ministros dos negócios estrangeiros dos 27. A Deutsche Welle adianta que são já vários os líderes europeus que declararam oposição à medida. O ministro neerlandês defende que a Comunidade Europeia deve manter o contacto com Telavive. Quem também já declarou apoio a Israel foi a Hungria, a Áustria, a República Checa e a Alemanha. Os únicos países que declararam apoio à proposta de Borrell foram Espanha e Irlanda, os dois países da União Europeia que em maio deste ano reconheceram o Estado da Palestina. E morreu o cantor desta música de sucesso de 1977.

Vamos brindar com vinho verde que é do meu Portugal.

"Verde Vinho", uma música conhecida de várias gerações, não é, Luís? Cantada por Paulo Alexandre, que morreu aos 93 anos.

Paulo Alexandre, que é o pseudônimo de Modesto Pereira da Silva Santos, era um cantor português reconhecido especialmente pelo sucesso desta canção, que era também uma tradução e adaptação de uma canção austríaca. A morte de Paulo Alexandre foi confirmada pelo filho do artista, Alexandre Santos, nas redes sociais.

E é com a voz de Paulo Alexandre que fechamos este jornal das 14h.

Nada em sonhar com o momento de voltar.