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Uma da tarde. Começa agora na Rádio Observador o jornal das 14h. Afinal, são 14h, não 13h. Este jornal tem edição do Miguel Vitor Dias. Miguel, Francisco Assis desafia Pedro Nuno Santos a apresentar uma moção de censura ao governo.
Nem todo o PS parece estar alinhado em relação à resposta de Pedro Nuno Santos a Luís Montenegro. Nas redes sociais, Francisco Assis diz que o PS deve apresentar uma moção de censura, caso o governo não avance com uma moção de confiança. O eurodeputado do PS diz que qualquer meio-termo leva o país para um pântano, numa referência à expressão utilizada por António Guterres quando se demitiu de primeiro-ministro. Para Francisco Assis, se a situação do governo não for clarificada no Parlamento, o país vai ficar numa crise política permanente. Pedro Nuno Santos recusou ontem aprovar a moção de censura do PCP. Disse mesmo que Paulo Raimundo tinha caído na armadilha do primeiro-ministro quando Luís Montenegro acenou com uma moção de confiança.
Apesar de recusar a moção de censura do PCP, o PS critica a comunicação de Luís Montenegro.
Marina Gonçalves, vice-presidente da bancada socialista, considera que o primeiro-ministro devia ter aproveitado a comunicação de ontem para pedir desculpa ao país pelas polémicas dos últimos dias.
E, portanto, aquilo que devíamos ter tido ontem era o primeiro-ministro a pedir desculpa e efetivamente olhar para os portugueses e com seriedade dar os esclarecimentos que eram devidos. E, por isso, para nós, o Partido Socialista, aliás, foi muito claro, mesmo antes do primeiro-ministro falar sobre a questão da confiança ao Governo. Nós alertamos que se houvesse uma moção de confiança, o Partido Socialista nunca acompanharia essa moção de confiança, porque o Partido Socialista, como é óbvio, não tem confiança neste Governo. Mas temos uma segunda coisa muito importante. Não cabe aos partidos políticos retirar consequências e ilações daquilo que é um assunto que diz respeito única e exclusivamente ao Governo.
Marina Gonçalves. Já o deputado do PSD, Miguel Guimarães, avisa que o país precisa de estabilidade e atira a responsabilidade para os partidos da oposição.
E, portanto, estabilidade governamental é fundamental. E, portanto, o senhor primeiro-ministro, tal como o disse, veio justificar, veio dar as explicações que eram necessárias relativamente a este caso e deixou para os partidos políticos poderem, se o quiserem, se o entenderem, colocar uma moção de censura no Parlamento.
Miguel Guimarães, a reforçar a importância da estabilidade governativa no Explicador das Manhãs 360 deste fim de semana.
O PCP acusa Pedro Nuno Santos de não conseguir assumir responsabilidades.
O PS não vai viabilizar a moção de censura dos comunistas e Pedro Nuno Santos acusa mesmo o PCP de terem mordido o isco lançado pelo governo. Em resposta, já esta manhã na Rádio Observador, Paula Santos acusa o secretário-geral do PS de voltar a dar luz verde a um governo da AD.
O próprio Partido Socialista, nas suas intervenções, vai fazendo críticas, mas a verdade é que depois não tira consequências dessas mesmas intervenções. E a verdade é que tem sido o Partido Socialista que tem viabilizado e permitido que o governo do PSD e o CDS prossigam uma opção política que tem levado, de facto, à degradação dos serviços públicos. Há aqui uma responsabilidade. Os partidos políticos têm que ser coerentes relativamente a esta situação.
Paula Santos, líder parlamentar do PCP, em resposta ao PS depois da reação dos socialistas ontem à noite. Ora, sem o voto do PS, a moção de censura do PCP perde hipóteses de ser viabilizada.
Entre os restantes partidos à esquerda, surgem críticas ao primeiro-ministro por não ter assumido consequências políticas.
Também à Rádio Observador, Joana Mortágua critica a crise política, que diz ser desnecessária, e adianta ainda que Luís Montenegro falhou nas consequências a retirar.
O primeiro-ministro perguntou se os partidos têm confiança nele e os partidos foram claros a responder que não. Nisso, o primeiro-ministro falhou nas consequências que disse que tiraria dessa falta de confiança, porque uma moção de censura não é uma moção de confiança e uma moção de censura não liberta o governo da falta de confiança que o Parlamento tem nele e, portanto, o primeiro-ministro continua a dever muitas explicações ao país. Isto não é normal. Enquanto esta situação não for totalmente clarificada, não vamos sair deste clima de crise permanente.
A bloquista considera que o assunto não está encerrado. Já da parte do LIVRE, Isabel Mendes Lopes reitera que não há qualquer confiança em Luís Montenegro.
Nós estamos numa crise política que era absolutamente desnecessária e que é da exclusiva responsabilidade do primeiro-ministro. O primeiro-ministro teve várias ocasiões para explicar, para dar esclarecimentos sobre todo o contorno desta empresa familiar que tem e escolheu não o fazer. É verdadeiramente prejudicial para a democracia e para o país. Temos aqui várias explicações que têm de ser dadas. O LIVRE foi muito claro em relação à confiança institucional que tem no primeiro-ministro e não temos confiança institucional no primeiro-ministro para gerir os seus conflitos de interesse.
Isabel Mendes Lopes, no Explicador Especial das Manhãs 360 de fim de semana na Rádio Observador.
Apesar de faltar à cimeira em Londres, Paulo Rangel garante que Portugal está em comunicação constante com os aliados.
O ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que Portugal tem os canais de comunicação abertos com todos os países, também fora da Europa, e que o país está focado em encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.
Nós estamos muito ativos na nossa diplomacia. Estamos em contacto direto com os nossos vários aliados, incluindo com o Reino Unido. Na geografia europeia, e não apenas da União Europeia, há muitos encontros desses. Para quê? Para preparar uma solução final. Todos os canais estão abertos com todos os países. Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, diria que o trabalho é enorme, porque estamos constantemente a preparar justamente aquela que há de ser a resposta europeia para o problema da Ucrânia.
Paulo Rangel, à entrada para a Universidade da Europa, uma iniciativa da JSD na Curia, em Aveiro. Ora, esta reunião em Londres hoje reúne 17 líderes internacionais, incluindo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Em entrevista à BBC, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou que o Reino Unido e França estão a trabalhar num plano de paz que será depois apresentado aos Estados Unidos da América.
Estive reunido com o presidente Zelensky, presidente Macron e presidente Trump durante algum tempo. O resultado é que concordamos que vamos trabalhar com a Ucrânia para elaborar um plano para parar a guerra. Depois, vamos discutir esse plano com os Estados Unidos.
Keir Starmer, na entrevista à BBC, o primeiro-ministro britânico falava pouco antes de receber vários líderes internacionais em Londres.
No futebol, o Sporting joga amanhã frente ao Estoril.
Rui Borges já pode contar com Diomandé, que cumpriu castigo no jogo da Taça de Portugal. Na antevisão desta partida, o treinador do Sporting diz que o Estoril está numa boa forma, mas deixa o aviso de que vão jogar frente aos líderes do campeonato.
É importante muito mais focarmos em nós do que propriamente muito no adversário. Um adversário que está numa fase realmente muito positiva, com a dinâmica de jogo muito boa, bem adquirida, confiante, não perde desde dezembro. É uma equipa que nos vai criar dificuldades, mas também tem que estar ciente que vai defrontar o primeiro classificado e que também vai ter dificuldades aqui em Alvalade. Passa muito por aí, focarmos muito naquilo que nós podemos controlar.
Rui Borges, na antevisão da partida em que ainda não conta com o capitão Ulman, que continua de fora por lesão. Em caso de triunfo, o Sporting pode beneficiar do jogo que foi adiado do Benfica e assumir a liderança do campeonato de forma isolada.
Sporting e Estoril começa às 20h15, amanhã. Tem relato e comentário aqui na Rádio Observador.