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Jornal das duas com Luís Soares. Luís, começamos com as autárquicas. Está fechado o acordo de coligação entre PSD, CDS e Iniciativa Liberal para a Câmara de Lisboa.

Carlos Moedas conseguiu fechar o acordo de coligação entre os três partidos. É uma informação avançada pela SIC e confirmada pelo Observador junto de duas fontes com conhecimento do processo. Ainda não estarão fechados todos os nomes, mas sim a composição da lista, tendo em conta os lugares atribuídos a cada partido. O acordo deve ser formalizado na próxima semana. As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

Luís Montenegro coloca o governo da AD ao centro e considera que os portugueses se interessam mais com a resolução dos problemas do que com questões ideológicas.

Uma AD pragmática e centrada na ação, é o que explica o primeiro-ministro na sessão de encerramento das jornadas parlamentares da coligação PSD e CDS, em Évora. É para lá que vamos agora em direto, ao encontro do Vasco Maldonado Correia, que acompanhou esta sessão. Vasco, Luís Montenegro volta a usar a disposição do Hemiciclo para se mostrar como força política central.

Uma ideia que já tinha sido lançada também por Paulo Rangel no debate do programa do governo na Assembleia da República. Como dizias, Luís, o primeiro-ministro dá o exemplo do Hemiciclo, em que agora os deputados do PSD e do CDS estão, de facto, sentados ao centro para fazer a oposição com as posições do PS à esquerda e do CHEGA à direita. Ora, ao contrário destas forças, Montenegro vê o grupo parlamentar da AD menos dogmático e mais direto à ação.

Nós somos, portanto, uma força política mais centrada na ação, mais centrada e focada em resolver problemas. Não que não tenhamos os nossos valores, não que não tenhamos a nossa matriz identitária, mas não estamos como estão ao nosso lado direito e esquerdo, não estamos marcados por dogmas e ideologias que comprimem a nossa ação. Nós estamos muito mais marcados pela vontade e pela concretização da resolução dos problemas reais das pessoas.

Ainda assim, explica, o diálogo não é um fim em si mesmo e deve servir como forma de chegar a soluções para o país e garante que este não é um governo monotemático, apenas focado nas questões da imigração e da nacionalidade. Dá, por isso, o exemplo da TAP para mostrar o trabalho que está a ser feito noutras áreas, neste ainda curto tempo de vida do governo. Montenegro está confiante de que mais empresas de aviação se vão chegar à frente para adquirir a companhia aérea portuguesa.

Esta companhia tem um elevado potencial. Deixem-me dizer-vos que a minha expectativa é que não vão aparecer apenas aquelas três entidades que têm sido referidas na comunicação social como entidades interessadas. A minha expectativa é que mesmo noutras geografias, outros grandes grupos de aviação terão, pelo menos, interesse. Depois, se vão concretizar propostas, isso ninguém sabe. Isso vamos aguardar, o mercado falará.

Os três nomes que têm sido dados como mais prováveis para adquirir a TAP são a Air France KLM, o grupo IAG e também a Lufthansa. Montenegro acredita que outras empresas vão aparecer. De resto, neste discurso aqui em Évora, quis também garantir que o governo não ignora o que está a correr mal, mas que esses casos não podem ofuscar tudo o que está a ser bem feito. Por exemplo, no Serviço Nacional de Saúde, onde Montenegro garante que na maior parte das vezes está a haver uma resposta positiva.

Vasco Maldonado Correia aqui em direto, com o resumo do discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PSD e do CDS, que decorreram ontem e hoje em Évora.

Na quinta sessão do julgamento da Operação Marquês, José Sócrates acusa o Ministério Público de atrasar o projeto TGV.

Em causa está a acusação de que o antigo primeiro-ministro terá manipulado um concurso público em prol do Grupo Lena. José Sócrates nega as acusações. Em declarações, já depois da sessão da manhã, aos jornalistas, diz que essas acusações fazem parte de uma campanha criminosa e alerta para as consequências do processo.

Esta acusação do TGV teve uma consequência terrível no desenvolvimento do país. Os espanhóis fizeram nestes últimos 15 anos cerca de 1500 km, nós temos zero. Marrocos tem cerca de 1000 km feitos, nós temos zero. Considera que a culpa é do Ministério Público, é isso? Considero que a acusação do Ministério Público teve um impacto no desenvolvimento político disso e teve como consequência uma desistência da alta velocidade, que foi muito negativa para o país.

Críticas dirigidas também a PSD e a PS pelo esquecimento do TGV. O antigo primeiro-ministro socialista diz ainda estar a ser acusado de fingir que queria avançar com o projeto. À saída do tribunal, José Sócrates faz um balanço positivo da sessão da manhã e considera que a acusação do Ministério Público foi rebatida.

Apositadamente, se vocês perguntarem a todos os portugueses de que é acusado o antigo primeiro-ministro José Sócrates, no caso do TGV, eles dirão: "Bom, ele é acusado de ter manipulado o concurso em favor da empresa Lena". Não, não é nada disso. Eles acusam de ter colocado uma pequena cláusula, a cláusula que vale milhões, para que a empresa Lena, se o concurso não viesse a ser chancelado pelo Tribunal de Contas, recebesse uma indemnização. E a maior parte das pessoas nem sabe que isto é assim.

Mas isto é a verdade. Quanto a essa cláusula, eu acho que hoje ficou absolutamente claro. Eu nada tive a ver com essa cláusula.

José Sócrates, em declarações no Campus da Justiça, no final da sessão da parte da manhã. Hoje é a quinta e última sessão de julgamento antes das férias judiciais. A sessão deverá ser retomada no Campus da Justiça nos próximos minutos.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas acredita que as pautas dos exames nacionais do nono ano vão ser publicadas esta tarde.

Pautas que deviam ter sido publicadas durante a manhã, mas as escolas continuam à espera que o Ministério da Educação disponibilize as classificações das provas digitais. O presidente da associação que representa os dirigentes escolares, Filinto Lima, diz à Rádio Observador que acredita que tudo se resolve durante o período da tarde.

As pautas, de acordo com a lei, têm que ser afixadas durante o dia 2. Estamos ainda em tempo. O que é certo é que as classificações das provas finais do nono ano, de Matemática e Português, teriam que ter chegado ontem, não chegaram, e as escolas tiveram que adiar os conselhos de turma para hoje de manhã, também adiamos para a parte da tarde. Eu suponho que à tarde as classificações em falta irão chegar às escolas.

A expectativa do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que considera que o Ministério da Educação deve explicar o que aconteceu. Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, diz que este atraso não é normal. Questionado, o Ministério da Educação nega atrasos, garante que as classificações do nono ano serão divulgadas ainda esta terça-feira, conforme o prazo previsto.

Na saúde, demitiu-se o diretor do serviço de ortopedia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Em causa a falta de médicos para preencher as escalas de urgência.

Pelo menos 12 ortopedistas do serviço apresentaram minutas de escusa à realização de mais horas extraordinárias, o que dificulta o preenchimento das escalas de ortopedia do maior hospital do país. A notícia foi avançada pela SIC e já confirmada pelo Observador. Assim, por falta de recursos humanos para garantir todas as valências no serviço, o diretor de ortopedia demitiu-se do cargo. Uma decisão que surge um dia depois do diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Rui Tato Marinho, ter vindo a público garantir que desconhece que esteja a decorrer um processo legal para a sua substituição, pelo que vai continuar em funções, apesar da saída ter sido anunciada na quinta-feira. Para esta hora, está marcada uma reunião do bastonário da Ordem dos Médicos com os diretores clínicos do Hospital de Santa Maria.

O líder do Chega desafia o primeiro-ministro a apresentar um plano estrutural para o Serviço Nacional de Saúde no debate do Estado da Nação, que está marcado para quinta-feira.

O apelo foi deixado antes mesmo de uma visita ao Hospital Amadora-Sintra. André Ventura lança este desafio a Luís Montenegro, ao mesmo tempo que deixa também críticas ao governo na gestão da saúde para este período de verão.

Nós não somos o governo e não nos queremos substituir ao governo, mas se o governo não consegue fazer, deixa os outros fazer. Se o governo não sabe ou não consegue fazer em matéria de saúde, deixe-nos a nós propor. Se não, o que eu espero é que amanhã o governo se apresente no Parlamento com um plano estruturado para a saúde nos próximos meses. É este o desafio que lhe deixo, é este o desafio que acho que os portugueses querem que o governo resolva e não ir ao Estado da Nação amanhã fazer propaganda ou dizer que vai resolver os problemas em dois anos, ou três, ou quatro. Nós temos problemas estruturais graves este ano nas nossas urgências, no acesso a consultas.

O debate do Estado da Nação realiza-se na quinta-feira no Parlamento e André Ventura quer que seja o tema da saúde a marcar a sessão plenária. Várias classes do setor, desde sindicatos até aos gestores hospitalares, dizem ao Observador que temem um verão pior do que o do ano passado em termos de número de urgências encerradas.

Duas horas, nove minutos. Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar esta tarde.

Uma das 51 famílias do bairro do Talude Militar em Loures, com casas precárias demolidas, foi encaminhada para um centro de acolhimento, outras duas para uma unidade hoteleira. É o que adianta o município em comunicado. Foi também prestada apoio alimentar e apresentada a possibilidade da Câmara assegurar o pagamento de um mês de caução e outro de renda, como apoio ao arrendamento no mercado habitacional. O município não dá mais dados sobre a situação habitacional das restantes famílias. As operações previstas para hoje de demolição foram suspensas por determinação do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa. A Polícia Judiciária fez buscas hoje de manhã na Polícia Municipal de Loures por suspeitas de corrupção e de peculato. A operação judicial tem por objetivo a execução de 15 mandados de busca e apreensão. Os elementos da Polícia Municipal são suspeitos de irregularidades no levantamento e tramitação de autos de contraordenação. Isto no âmbito de seis inquéritos dirigidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal. Estão a ser investigados a prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, abuso de poder, falsidade informática e falsificação de documentos. No Algarve, foram encontrados mortos dois turistas estrangeiros hoje de manhã numa piscina em Albufeira. Em declarações à agência Lusa, a fonte da Polícia Judiciária avança que as suspeitas é de um caso de excesso de álcool. Não há suspeita de que tenha havido qualquer crime. A Judiciária esteve no local para ouvir as testemunhas para chegar à conclusão sobre quais as causas da morte destes dois homens.