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São 2 horas da tarde. Atualizamos as notícias na Rádio Observador, edição do José Rafael Lopes e começamos com o Banco Central Europeu mantém a taxa de juro inalterada em 2%.
É o que sai da reunião que terminou na última hora. É a primeira reunião da política monetária depois da União Europeia e os Estados Unidos terem selado um acordo comercial. O BCE, o Banco Central Europeu, diz ainda que prevê que o crescimento continue na zona europeia e que a inflação se mantenha estável. Os mercados e analistas já previam que o BCE iria manter a taxa de juro inalterada nestes 2%. É um valor considerado neutro para a zona euro, ou seja, que não estimula nem trava o crescimento econômico. Esta reunião do Banco Central Europeu realizou-se depois de nova queda do governo em França e também novos desenvolvimentos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Christine Lagarde falava há pouco em conferência de imprensa com mais explicações sobre esta manutenção da taxa de juros em 2%.
Por cá, o Ministro da Educação está confiante com o começo do novo ano letivo.
Fernando Alexandre diz que as escolas podem contar com o ministério para uma educação pública mais robusta. São declarações de uma escola em Oeiras, em Oeiras, na abertura oficial do ano letivo. O ministro apela a um trabalho conjunto entre todas as partes envolvidas no ensino. Sobre o ano escolar, Fernando Alexandre deixa uma garantia.
Um ano letivo em que trabalharemos juntos para que Portugal tenha uma escola pública mais forte, mais inclusiva e mais inovadora. Um ano letivo em que todos contribuamos para a educação integral dos nossos alunos, preparando-os para poderem realizar os seus sonhos e preparando-os para participarem na construção de uma democracia mais robusta, de uma economia mais competitiva e de uma sociedade mais coesa. Contem conosco, porque nós contamos convosco.
Declarações do ministro da Educação em Sintra. Fernando Alexandre diz ainda que pretende repensar e apoiar o pessoal não docente das escolas.
E Zé, continuamos a ouvir o Ministro da Educação, que em entrevista à Rádio Observador, diz que Marcelo Rebelo de Sousa se pronunciou sobre a extinção da FCT sem ter informação.
Fernando Alexandre diz que a criação da Agência para a Investigação e Inovação está a ser discutida com a comunidade científica e diz também, Fernando Alexandre, entender as reservas do Presidente da República, mas alerta que um veto ao diploma da extinção da FCT era um passo atrás na reforma da educação em Portugal.
O senhor Presidente da República pode ter reservas, como é óbvio, em relação a tudo, e nós estamos cá para explicar. Mas eu penso também que ele se pronunciou sem ter tido nenhuma informação sobre ainda-
Não procurou saber.
Não, está havendo um diálogo nesse sentido.
Não, o Presidente da República não procurou informar-se. É isso que está a sugerir?
Não, ou seja, pronunciou-se antes de ter a informação, porque ainda não tinha. Ou seja, nós o que anunciamos dia 31 de julho foi a reforma do ministério em termos globais. Este é um ministério muito grande, tem muitas áreas.
Teme que o Presidente da República possa vetar este diploma?
Está sempre na sua posse. Aliás, há um decreto de lei da reforma da educação que ainda não está promulgado.
E se isso acontecer, seria um grande revés para a sua reforma?
Seria. Ou seja, se não era para a minha reforma, era para o país.
Já sobre a polêmica das vagas de medicina na Universidade do Porto, o ministro da Educação alerta que as instituições têm autonomia limitada e fala mesmo num caso estranho.
Um ponto importante é que a autonomia não é autonomia para fazer o que se quer. É autonomia de uma instituição pública financiada com recursos públicos. E por essa razão, nós demos atenção ao tema. E aquilo que eu, no telefonema que tive com o senhor reitor, em que devolvi a chamada que o senhor reitor me fez, aquilo em que concordamos os dois foi que se houvesse base legal, ele me pediria a criação das vagas, porque eu não posso pedir, é ele que tem que pedir. E o que eu lhe disse foi: com base legal, se o senhor reitor pedir, eu aprovo. Não tivemos base legal para isso. Ainda não percebi, confesso. Já lhe perguntei para-
Acha que teve motivações político-partidárias uma vez-
Não faço a mínima. Isso é algo que o senhor reitor terá que explicar, porque é muito estranho.
Declarações de Fernando Alexandre no Sob Escuta, aqui na Rádio Observador, o ministro da Educação anunciou ainda que a correção das provas do secundário vai passar a ser feita de forma digital para facilitar o processo dos professores e conseguir um método mais justo.
E ainda sobre o arranque do novo ano letivo, o Presidente da República, aliás, o Presidente da Assembleia da República, assim é que é, enaltece o papel das escolas na integração da comunidade de imigrantes.
José Pedro Aguiar Branco deixa esse elogio e lamenta que, por vezes, o debate sobre o tema se acabe por perder. O presidente da Assembleia da República enalteceu o papel das escolas na integração das comunidades migrantes e foi durante uma sessão solene de abertura do ano letivo para este ano que se realizou em Sintra. O presidente do Parlamento começou por salientar que em 2025 as escolas continuam a enfrentar vários desafios e que muitas vezes estão na linha da frente a responder a problemas que o país ainda não viu.
Esta tarde, Zé, vai ser retomado o julgamento da Operação Marquês. Nesta décima sessão, está a ser ouvido o antigo diretor-executivo do empreendimento de Vale do Lobo.
Diogo Gaspar Ferreira está acusado de um crime de corrupção e branqueamento de capitais, mas recusa qualquer interferência política na Caixa Geral de Depósitos. É o que sai da sessão da manhã deste julgamento da Operação Marquês. Diogo Gaspar Ferreira diz que o banco nunca exigiu a concordância do governo de José Sócrates para tentar angariar financiamento para a construção do empreendimento de luxo. A sessão esteve interrompida para almoço. É retomada a esta hora. José Sócrates, um dos principais arguidos, está ausente nesta sessão do julgamento
De visita ao Japão, Luís Montenegro diz que a imagem de Portugal melhorou muito nos últimos anos.
É uma visão defendida pelo primeiro-ministro na Embaixada de Portugal em Tóquio, em conversa com alguns atletas portugueses que participam no Campeonato do Mundo de Atletismo. Luís Montenegro sublinha que se tem de fazer uma corrida de fundo para governar o país e mostra-se confiante em relação ao futuro.
Ainda agora vimos de uma reunião que tivemos com empresários, com a Associação Empresarial daqui, e Portugal está muito bem cotado. Temos hoje razões para estar otimistas relativamente ao futuro. A maneira como somos vistos melhorou muito nos últimos anos. E a estabilidade que temos do ponto de vista financeiro e económico é um fator de qualidade. Vamos daqui, sinceramente, com muita esperança de que isto vai trazer benefícios.
Declarações de Luís Montenegro esta manhã no Japão. O primeiro-ministro diz ainda que Portugal está estável do ponto de vista financeiro e económico e que isso é um fator de qualidade portuguesa. São declarações em conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro.
Na atualidade internacional, o vice-presidente dos Estados Unidos cancelou a viagem a Nova York para o 24º aniversário do 11 de setembro, devido à morte do ativista Charlie Kirk.
J.D. Vance e a mulher já não vão ao Ground Zero, o ponto zero que marca o tributo às vítimas do ataque às Torres Gêmeas, que aconteceu em 2001. Os planos foram alterados para uma visita a Orem, Utah, onde o vice-presidente norte-americano e a mulher vão prestar homenagem ao ativista pró-Trump, Charlie Kirk, que foi assassinado ontem com um tiro durante um discurso num evento político perante 3 mil pessoas numa universidade em Utah. O atirador não foi encontrado, os motivos permanecem desconhecidos. A polícia norte-americana e o FBI têm, para esta hora, uma conferência de imprensa conjunta para atualizar a caça ao homem que está ainda a decorrer nos Estados Unidos.
Ainda neste jornal, destaque para o desporto. O Benfica procura amanhã igualar o Futebol Clube do Porto no primeiro lugar do campeonato.
Os encarnados recebem esta sexta-feira o Santa Clara, amanhã, num jogo a contar para a Liga Portuguesa. Em caso de vitória, as águias sobem à condição ao primeiro posto da classificação, em igualdade pontual com o Futebol Clube do Porto. Na conferência de imprensa de lançamento deste encontro, o treinador do Benfica, Bruno Lage, elogia a organização da equipa adversária, a equipa do Santa Clara. O treinador encarnado realça que todo o foco da equipa está em vencer o campeonato.
O Santa Clara é uma equipa muito bem organizada. No passado, como sabem, defrontámo-los por três vezes e mantém-se a organização da equipa. Sabem muito bem aquilo que têm que fazer e o que gostam de fazer com bola, a forma como gostam de defender e gostam de pressionar. E vai ser um jogo muito exigente. Muito exigente da nossa parte, foco total em jogarmos e temos que jogar ao mais alto nível, colocar imediatamente a cabeça naquilo que são os objetivos mais importantes do clube, que é vencer o campeonato.
Bruno Lage, em conferência de imprensa, no lançamento do jogo com o Santa Clara. Já do lado dos açorianos, o treinador Vasco Matos diz que a equipa do Santa Clara vai tentar apresentar-se muito competitiva no Estádio da Luz. Diz também que os insulares apenas olham para si próprios e é dessa forma que vão perceber onde é que podem ser fortes frente ao Benfica. O jogo Benfica-Santa Clara está marcado para as 20h15.
E têm relato e comentário aqui na Rádio Observador amanhã.