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Arranca o Jornal das Duas, com a edição do jornalista Miguel Vider. Miguel, Donald Trump anuncia uma nova era no Médio Oriente. O presidente dos Estados Unidos afirma que a paz na região veio para ficar.
Foi isso que disse durante a intervenção que fez no Parlamento israelita ao final desta manhã. Donald Trump, que se prepara para partir para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde vai participar na Cimeira da Paz, onde vai ser assinado o acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Hamas. Durante a intervenção no Knesset, o Parlamento de Israel, Trump foi aplaudido de pé pela larga maioria dos deputados. O presidente norte-americano declarou o fim de uma era no Médio Oriente.
"Isto não é apenas o fim de uma guerra, isto é o fim de uma era de terror e mortes, e é o início de uma era de esperança, de fé e de Deus. É o início de uma harmonia duradoura em Israel e em todas as nações de uma região que vai ser verdadeiramente magnífica. É o amanhecer histórico de um novo Médio Oriente".
Donald Trump quer também um acordo de paz com o Irão, mas pede ao enviado especial para as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, Steve Witkoff, que se foque para já na Rússia.
"Eles sofreram um duro golpe, realmente duro. Foram atingidos de um lado e de outro, mas sabem o que seria ótimo? Se conseguíssemos chegar a um acordo de paz. Ficariam felizes com isso? Não seria bom? Eu acho que eles querem, acho que estão cansados, mas eu acho que temos uma hipótese. Steve, eu acho que consegues fazer esse acordo com facilidade, mas primeiro temos que resolver a Rússia. Se não te importar, Steve, vamos focar-nos primeiro na Rússia. Vamos conseguir."
Donald Trump, que discursou no mesmo dia em que foram libertados os últimos reféns com vida, reféns que estavam na posse do Hamas, 20. O discurso de Trump no Knesset chegou a ser interrompido por breves instantes por alguns deputados árabes e de esquerda, em protesto para exigir o reconhecimento do Estado da Palestina por parte dos Estados Unidos.
Por cá, o ministro dos Negócios Estrangeiros saúda a libertação de todos os reféns e também o fim do terror absoluto a que foram sujeitos.
É o que se lê numa nota publicada esta manhã por Pau Rangel na rede social X. O ministro dos Negócios Estrangeiros aplaude a libertação de reféns raptados pelo Hamas há dois anos, diz que Portugal se associa à alegria e ao alívio das famílias. Fala de um ato da mais pura justiça, que considera ser um passo indispensável para a paz.
Olhemos agora para a atualidade política nacional, com destaque ainda para as autárquicas. O PSD venceu as eleições, mas recusa entrar em esterismos. O Chega rejeita conversas com o PS e os socialistas pedem que os democratas falem entre si.
Esta manhã, no Explicador da Rádio Observador, dirigentes do PSD, Chega, PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda fizeram o rescaldo das eleições autárquicas deste domingo. As leituras, João Costa Campos, dividem-se.
Com vitória, mas sem esterismo, Alexandre Poço, vice-presidente social-democrata, considera que o PSD deu provas de que é o maior partido do país.
Há uma adesão à nossa mensagem e à nossa linha de ação. Isso, naturalmente, deixa-nos satisfeitos. Não embandeiramos em arco e basicamente eu acho que é com este sentimento de responsabilidade por sermos hoje o principal partido português em todos os patamares que vamos continuar.
Já o líder parlamentar do Chega rejeita uma derrota. Pedro Pinto enaltece os três autarcas do Chega e traça já linhas vermelhas.
O Chega não está disponível para colaborar com o Partido Socialista, nunca esteve desde a sua existência, nunca estará no futuro. As conversas com o PSD poderão existir ou não.
O Partido Socialista não se fica. Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, diz que o Chega é solução apenas se os democratas não se entenderem.
Ouvi ontem o Pedro Duarte fazer uma intervenção apelando, inclusive, à participação e à experiência que o Manuel Pizarro tem na governação do Porto. O Chega é a solução se muitos autarcas não tiverem a atitude que o Pedro Duarte está a ter no Porto.
O Livre não ganhou Câmaras, mas o deputado Jorge Pinto diz que o partido deu força à esquerda.
O Livre foi preponderante para a conquista da Câmara Municipal de Coimbra, por exemplo. A coligação Livre-PS ganhou pela terceira vez em Felgueiras, com cerca de 70% dos votos.
O Bloco de Esquerda admite a derrota, mas o dirigente Jorge Costa diz que o problema é de escala superior.
Verifica-se nestas eleições um aprofundamento da viragem à direita, muito visível nas eleições legislativas.
Apesar de se ter perdido Câmaras e 100 mil votos, a deputada comunista Paula Santos não deita a toalha ao chão.
Esse é um resultado negativo, naturalmente, da perda de Évora, a perda de Setúbal. Mas permita-me dizer, houve quatro municípios, já referi Mora, Sines, Montemor-o-Novo e Aljustrel, em que a CDU recuperou.
Jornalista João Costa Campos, com a análise de dirigentes das diferentes forças políticas ao resultado das eleições autárquicas de domingo.
E ainda sobre essas eleições, em Vizela. Venceu o independente Vítor Hugo Salgado e, Miguel, venceu com mais de 70% dos votos.
O presidente da Câmara, desde 2017, que está a ser investigado por violência doméstica. Facto que levou o PS a retirar o apoio ao autarca. Nada que impedisse a vitória de Vítor Hugo Salgado, um resultado que não é recebido, Maria Rêgo, agora aqui em direto de Vizela, não é recebido propriamente com surpresa.
Precisamente, um resultado mais do que esperado, segundo as pessoas com quem falamos. Fátima Cunha é natural de Vizela, explica que o resultado não surpreendeu ninguém e vê com bons olhos esta vitória de Vítor Hugo Salgado.
Sim, eu acho que ele ganha bem e acho que vai fazer mais por Vizela e essas coisas todas, porque vê-se, isto aqui antes da pandemia não era nada. Não tinha esta praça, não tinha o parque como está, não tinha infraestruturas. Agora este ano vamos lá ver se vamos ter a piscina municipal e o pavilhão, e penso que sim.
Fátima Cunha adianta ainda que o facto de a candidatura ser independente pode pôr alguns entraves do que se fosse apoiada por algum partido. Opinião diferente tem Ramiro Ferreira, um outro morador, que acredita que é bom que o presidente da câmara tenha essa independência. Já sobre o processo de violência doméstica pelo qual Vítor Hugo Salgado está a ser investigado, este morador acredita que é importante separar as águas.
Mas esse processo de violência doméstica não interfere na política.
Uma distinção que é feita pelos moradores que estão a par do processo, mas mesmo assim não acreditam que exista essa interferência. Foi, portanto, uma vitória, como dizia Miguel, sem surpresas para esta região de Vizela.
Maria Rego é a jornalista do Observador que está esta manhã em Vizela, à conversa com a população para escalpelizar o resultado das eleições de ontem com a vitória de Vítor Hugo Salgado. É autarca desde 2017 neste município.
E Miguel, nesta segunda-feira já são conhecidos os vencedores de todas as categorias dos Prêmios Nobel deste ano.
O Prêmio Nobel da Economia foi hoje atribuído a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt pela pesquisa sobre a destruição criativa. A Academia Real Sueca de Ciências reconheceu os laureados por terem explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação. À Rádio Observador, o postunário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, diz que a distinção é muito significativa no panorama econômico atual.
Num contexto em que o crescimento econômico está fraco no mundo inteiro, mas particularmente na Europa, novas abordagens em termos daquilo que se pode fazer para promover o crescimento é importante. E penso que a atribuição, quer do Nobel deste ano, quer do Nobel do ano passado, a investigadores, a economistas que centraram sua atenção precisamente nas transformações estruturais, no crescimento econômico e no papel da tecnologia e da inovação associada à tecnologia, penso que é muito significativo.
É o que diz António Mendonça, o postunário da Ordem dos Economistas, entrevistado pela jornalista Maria Maia. Também em 2024, o Prêmio Nobel foi atribuído a três economistas que analisaram por que razão há países mais ricos do que outros.
Praticamente nove minutos depois das 14h, é a altura de olharmos para as outras notícias que marcam a atualidade e a história, Miguel.
A empresa Gestavia está interessada na compra da empresa de handling da SATA e no processo de privatização, interesse já manifestado, de resto, ao governo dos Açores. É isso que confirma João Noronha Leal, administrador da empresa, que assegura o serviço de handling para aviões militares na Base das Lajes e ainda para jatos privados em vários aeroportos do país. A empresa Gestavia pretende agora alargar o negócio para aviação comercial. No entanto, ainda não tem um valor de proposta definido para entrar no capital social da SATA. Os Açores vão estar sob aviso amarelo por causa da previsão de chuva forte durante dois dias, perto de dois dias. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca as nove ilhas dos Açores sob aviso amarelo. Nas ilhas das Flores e do Corvo, o aviso é válido entre as 15h, hora local de hoje, e as 18h de amanhã. Para as outras ilhas, o aviso amarelo entra em vigor desde o 12h até à 00h de amanhã. Dei conta no arranque desta edição das 14h que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para viajar para o Egito, para Sharm el-Sheikh, palco da Cimeira da Paz. Precisamente, o Estados Unidos está nesta altura junto ao avião do presidente norte-americano. Junto a ele, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, prepara-se então para viajar para o Egito depois de ter discursado no Parlamento de Israel.
É assim que fazemos o ponto final no Jornal das Duas da Rádio Observador, edição do jornalista Miguel Videira. Notícias são atualizadas quando forem 14h30 numa síntese.