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Paulo, se era para isto, mais valia não teres vindo.
Está bem, vamos embora.
As prestações da casa voltaram a subir este mês.
É a vida e também não é uma surpresa. Basta ir olhando para a evolução das Euribor para perceber que isto ia acontecer e não vai parar por aqui. Fazendo continhas, aquele caso típico de 150 mil €, empréstimo a 30 anos, com spread de 1%. Com o que ficamos agora para novembro? Estamos a falar de contratos com taxa variável, como é evidente, os outros não mexem. Os que estão indexados à Euribor a três meses vão sofrer um acréscimo de 16 € na prestação. Estes são revistos de três em três meses, portanto é a conta-gotas. Depois a seis meses, a revisão é feita de seis em seis meses. As revisões feitas em novembro vão pagar mais 40 € e os contratos a 12 meses pagam mais 82 € já de prestação. Estes foram revistos da última vez também em novembro do ano passado e já começa a ser dinheiro a pesar, obviamente, nos orçamentos familiares. Não deve parar por aqui, porque o BCE previsivelmente ainda vai fazer mais subidas de taxas de juro, talvez mais uma este ano e eventualmente algumas para o próximo ano. Isso está muito dependente da evolução, como sabemos, da inflação na zona euro. Mas já temos a Euribor a 12 meses acima dos 3,2%, quando há um ano estava a tocar nos 2%. Devagarinho, milésima a milésima, todos os dias vão subindo. É uma tendência que vai certamente continuar.
Paulo, entretanto vem aí mais um programa de literacia financeira. Tão importante como falavas há dias, não é?
É verdade.
Falavas com o Pedro Lino, se não me engano.
Claro, sobre a importância de um maior número de pessoas dominarem os básicos daquilo que são as questões relacionadas com o dinheiro, com a inflação, com taxas de juro, com o processo de investimento.
Os depósitos a prazo. Exatamente.
Claro, fazer as continhas, não confundir o nominal com o real.
Não confundir a beira da estrada com a estrada da beira.
Exatamente. E neste caso, é a segunda edição do Finanças para Todos Empresas. Este é um programa de literacia financeira da Nova SBE, que é dirigido a trabalhadores de empresas do setor privado que tenham quatro ou mais trabalhadores, e está aberto a empresas do país, de qualquer setor de atividade. A formação é gratuita, decorre em horário laboral. Tem aqui várias vantagens. No fundo, a inscrição é feita pelas empresas, mas quem participa nos programas são obviamente os trabalhadores das empresas. E tem aqui várias vantagens. Primeiro, é 100% gratuito. Depois, conta para as 40 horas anuais de formação contínua obrigatória que as empresas têm que obrigatoriamente proporcionar aos seus trabalhadores. Isto conta como 10 horas de formação certificada. Pode ser presencial ou online. Há um calendário das formações presenciais para 2027, que já está definido por todo o país, e as inscrições estão abertas. Nós sabemos que a formação contínua obrigatória das empresas muitas vezes não é fácil de pôr em prática, sendo que a lei obriga, mas por vezes as empresas têm que andar a puxar pela cabeça, a inventar literalmente formação para os trabalhadores.
E úteis. Formações úteis.
E cá está uma formação útil para a vida pessoal e financeira dos próprios trabalhadores.
E gratuita.
E gratuita.
Quando é que começa?
Vai começar para o ano, 2027. É o calendário do próximo ano. As inscrições também já têm que ser feitas pelas empresas, que é para toda a logística ser tratada.
Deve ter um limite de vagas.
Há um limite de vagas, obviamente. E aqui a lógica é o primeiro a inscrever-se é aquele que fica com o lugar.
Para que não faça como eu e o Paulo Ferreira com o IRS.
Com o IRS, deixar para o último dia, porque isso vai dar mau resultado. Quem quiser saber mais, empresas ou trabalhadores que queiram falar disto na empresa, é pesquisar Finanças para Todos Empresas. O programa da Nova SBE está aí então e é gratuito.