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Vamos às notícias. Jornal das 14h com Miguel Videra. Miguel, começamos este jornal com o caso da alegada tortura na Esquadra do Largo do Rato, em Lisboa. Mais de 10 agentes da PSP foram detidos durante o dia de hoje.

A CNN Portugal avança, na última hora, que há mais 15 agentes da Polícia de Segurança Pública detidos. O "Correio da Manhã" refere que são 14. Os dois órgãos de informação coincidem na indicação de que o número de detidos pode aumentar, uma vez que estão a decorrer diligências que se vão prolongar até ao final do dia. Estas detenções foram antecipadas ao início da tarde pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves.

A propósito dos acontecimentos, são todos conhecidos, da Esquadra do Rato, onde há nove elementos da Polícia de Segurança Pública detidos. Hoje estão a decorrer novas diligências e poderá haver novas detenções no final do dia, de acordo com o decurso da prova que vier a ser carreada no dia de hoje.

Luís Neves esta tarde, ao início da tarde, à margem de um evento da Unidade Especial de Polícia da PSP, em Sintra, antecipava esta informação conhecida na última hora, de que há mais 10 agentes da PSP detidos no âmbito deste caso de alegadas torturas na Esquadra do Largo do Rato, em Lisboa. Esta é a terceira operação policial desde julho do ano passado, relacionada com alegações de tortura e violação por polícias de pessoas detidas por elementos desta esquadra, na maioria toxicodependentes, cidadãos estrangeiros e pessoas sem-abrigo. Na primeira e na segunda operações, houve um total de nove agentes da PSP detidos, que estão em prisão preventiva.

O presidente da Associação Nacional de Sargentos considera que mais do que atrair, é preciso que as Forças Armadas consigam reter os jovens que entram na instituição.

Reage desta forma João Mata à recomendação de PSD e CDS para que seja criado um programa com duração de três semanas, que prevê o pagamento de um valor de mais de €400 e carta de condução gratuita para os jovens que decidam participar neste programa, que visa aproximar os jovens das Forças Armadas. O presidente da Associação Nacional de Sargentos, João Mata, sugere que o problema está mais centrado na retenção de militares.

Não julgo que seja uma forma de atrair jovens para o serviço militar. Há um conjunto de fatores que conflituam com a capacidade de retenção das Forças Armadas e julgo que deve ser por aí que devemos pegar nos fatores prioritários a ter em conta. Podemos começar, e já que abordamos a questão de que os jovens vão ficar em regime de internato numa parte desse período, podemos começar pelas questões das instalações. Na grande maioria dos casos da realidade atual das Forças Armadas, não estão nas melhores condições.

O jornalista Ricardo Lopes falou também com o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, Carlos Rodrigues Marques, dúvida do sucesso desta proposta.

Isto é uma medida que seguramente não terá os efeitos que são pretendidos. A dificuldade de recrutamento impõe-se porque isto também passa, e nós temos vindo a dar essa indicação, fundamentalmente pela garantia das condições adequadas para o exercício da profissão militar. Isto envolve vários aspetos. Tem a ver com as condições de habitabilidade, alojamento, fardamento, alimentação, o apoio sanitário.

As reservas manifestadas pelos representantes da Associação dos Oficiais das Forças Armadas e da Associação Nacional de Sargentos relativamente a esta proposta da AD, das bancadas parlamentares de PSD e CDS, para que seja criado um programa que visa, acima de tudo, promover a atratividade das Forças Armadas junto aos mais jovens.

O presidente da Câmara da Maia não quer avançar com a gratuitidade dos transportes públicos, para já. Por outro lado, o presidente de Gondomar queixa-se da falta de capacidade orçamental para o fazer.

Sim, reações à medida aprovada ontem à noite pela Assembleia Municipal do Porto, que decidiu avançar com a gratuitidade dos transportes públicos. Há a expectativa que esta medida possa entrar em vigor no início do próximo ano, pese embora o presidente da autarquia, Pedro Duarte, manifeste o desejo de que seja antecipada e possa entrar em vigor já no verão. Só vão beneficiar das viagens gratuitas em transportes públicos os munícipes do Conselho Portuense. A medida vai custar cerca de €20 milhões por ano. O presidente da Câmara da Maia não defende a adoção desta medida, pelo menos para já. Diz que o tema deve ser discutido com o governo depois de um estudo que deve abarcar toda a área metropolitana do Porto.

Eu acho que o Estado central deve assumir uma cota parte substancial desse tema. O Estado central deve ter isso em devida conta e é isso que nós queremos também estudar, fazer esse estudo, para que com elementos objetivos, possamos falar com o governo e apresentar-lhe a nossa visão para o problema.

Dinheiro não é um problema para esta autarquia da área metropolitana do Porto. O mesmo não pode dizer o autarca de Gondomar, entrevistado pela jornalista Teresa Freire, Luís Filipe Araújo diz que o município não tem capacidade financeira para suportar um custo desta ordem de grandeza, €20 milhões.

Enquanto o Porto tem uma folga orçamental e tem proveitos que são proveitos da ordem das dezenas de milhares de euros, não é o caso de Gondomar

Neste momento seria absolutamente impossível, com o orçamento de Gondomar, encontrar 20 milhões de euros por ano, que são os primeiros valores que são apontados para a medida. Isso é absolutamente impossível, não é uma questão de vontade política. Eu queria muito que isso fosse possível, mas isso é totalmente inviável face aos proveitos e ao orçamento que o município de Gondomar tem todos os anos, que é incomparavelmente inferior ao orçamento do Porto.

Luís Filipe Araújo, o entrave a que este município da área metropolitana do Porto, a Câmara de Gondomar, possa seguir o exemplo da autarquia da Invicta. A Assembleia Municipal do Porto aprovou ontem à noite a gratuidade dos transportes públicos.

A Organização Mundial de Saúde admite um cenário de transmissão do hantavírus entre as pessoas que estão a bordo do cruzeiro que está de quarentena em Cabo Verde. É uma situação que já provocou três mortes.

A transmissão do vírus entre humanos é considerada rara, mas a hipótese ganha força pelo fato de não terem sido encontrados ratos a bordo, fator principal de transmissão deste vírus, através de fezes, urina e saliva dos ratos. Ora, é isso que explica Maria Van Kerkhove, diretora da área de Prevenção de Epidemias e Pandemias da Organização Mundial de Saúde.

Nós acreditamos que pode, de facto, haver alguma transmissão entre humanos a acontecer entre os contactos mais próximos, marido e mulher, pessoas que compartilham cabines, por exemplo. Então, novamente, a nossa assunção é de que isso tenha acontecido e é por isso que estamos a articular-nos com o barco para ter certeza de que qualquer pessoa que esteja com sintomas e qualquer pessoa que esteja a tratar dos doentes está a usar equipamentos de proteção. Mas, mais uma vez, tipicamente, o hantavírus não se transmite desta forma, é mesmo uma infeção de pássaros.

A responsável pela Organização Mundial de Saúde diz também que a hipótese mais provável é que a infeção tenha acontecido ainda fora do navio de cruzeiro.

O paciente inicial e a mulher juntaram-se ao barco na Argentina e com o período de incubação do hantavírus, que pode ser de uma a seis semanas, a nossa assunção é de que eles foram infectados ainda fora do barco, talvez enquanto faziam algumas atividades. Este é um barco de expedição. Muitas das pessoas a bordo estavam a fazer observação de pássaros, estavam a fazer muitas atividades com animais selvagens.

Até agora foram identificados sete casos, dois oficialmente confirmados em laboratório e cinco casos suspeitos. Entretanto, a OMS adianta que está a coordenar-se com as autoridades espanholas, tendo em vista a possibilidade do navio poder atracar nas Ilhas Canárias, uma decisão que ainda está a ser avaliada pelo Ministério da Saúde de Espanha.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos redobra os avisos ao Irão. Garante que foi formada uma cúpula vermelha, azul e branca para proteger o Estreito de Ormuz.

Uma alusão às cores da bandeira dos Estados Unidos. O aviso foi feito por Pete Hegseth numa conferência de imprensa que terminou há pouco no Pentágono. O secretário de Defesa norte-americano diz que o estreito vai estar sob vigilância vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

Como presente dos Estados Unidos para o mundo, criamos uma poderosa cúpula vermelha, branca e azul sobre o Estreito de Ormuz. Garantimos vigilância vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para os navios comerciais inofensivos, exceto os do Irão, claro. É por isso que o nosso bloqueio de ferro continua em pleno vigor. Na verdade, seis navios tentaram furar o bloqueio a partir de portos iranianos desde que o Projeto Liberdade começou e todos foram obrigados a dar meia-volta.

A declaração feita há pouco pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth.

Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar esta tarde, Miguel.

Os Emirados Árabes Unidos decidiram fechar o espaço aéreo. A decisão surge dois dias depois do levantamento de todas as medidas preventivas que tinham sido adotadas em causa dos ataques com o curso a mísseis e drones iranianos no dia de ontem, que conduziram o desvio de voos comerciais para Muscat, a capital de Omã. Foram obrigados a contornar a Arábia Saudita. Agora o país do Golfo Pérsico volta a fechar o espaço aéreo, pelo menos até à próxima segunda-feira. A circulação na linha amarela do metrô do Porto já foi retomada. A linha esteve interdita nos dois sentidos por causa de um acidente. Um carro atravessou a passagem do canal do metrô. Não há feridos a registar. Aconteceu perto do 12h30, junto à estação de General Torres, em Vila Nova de Gaia.