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Rádio Observador.
Jornal das duas com o Miguel Videira. Miguel, o governo pediu à Entidade Nacional para o Setor Energético que avalie a evolução do preço dos combustíveis.
Foi isso que revelou no Parlamento Graça Carvalho, questionada pelo PCP sobre o ritmo de descida do gasóleo e da gasolina, que, segundo o Partido Comunista, está a acontecer de forma mais lenta que as subidas de preço que se registaram nas últimas semanas, a reboque do conflito no Médio Oriente. A ministra do Ambiente anunciou que o governo pediu à Entidade Nacional para o Setor Energético que faça uma avaliação da evolução do preço dos combustíveis. Durante esta audição no Parlamento, a ministra expressou também o desejo que a refinaria de Sines continue em Portugal, apesar do negócio entre Galp e a MOF. Graça Carvalho sublinha que a recente crise dos combustíveis veio pôr em evidência a importância da refinaria.
Durante a crise dos últimos meses, foi evidente a importância de termos uma estrutura de refinação em território nacional, com a capacidade assegurada pela Galp na refinação. Ganhar escala é sempre importante. Isto está a acontecer a nível da Europa. Nós temos aqui um caminho estreito entre garantir o controle e a soberania nacional neste processo, ao mesmo tempo que damos espaço e condições para que toda esta transformação aconteça.
Um equilíbrio de interesses que deve ter como resultado, e é esse o desejo da ministra do Ambiente, a manutenção da refinaria de Sines em Portugal.
O governo antecipa um aumento da mortalidade associada à onda de calor que atinge o país por estes dias.
É isso que espera a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
Não lhe posso dizer que nós não temos a estimativa do número, mas está previsto, de acordo com a análise do Ícaro, que possa vir a ocorrer excesso da mortalidade.
O alerta de Ana Povo durante a cerimónia de apresentação do plano de saúde para as ondas de calor, que contou com a presença de representantes de várias entidades ligadas ao setor. Durante a sessão foi, por exemplo, anunciado o reforço de mais humanos da linha SNS 24. Também o INEM, anuncia o presidente Luís Cabral, vai ter mais pessoal durante os próximos dias.
O INEM está a prever um reforço do atendimento nos CODU e do acionamento, de forma a garantir que principalmente nos dias de maior afluência, nós tenhamos a resposta adequada.
É uma realidade cada vez mais frequente, as ondas de calor. O plano agora apresentado para fazer face a vários dias com temperaturas elevadas prevê que as unidades local de saúde tenham enfermarias climatizadas com ar-condicionado. O presidente dos administradores hospitalares disse esta manhã aqui na rádio que nem todos os hospitais cumprem o requisito. O diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, nega.
Estão garantidas as condições adequadas de climatização em todas as unidades locais de saúde. Não temos registo nem informação de qualquer problema neste domínio.
É isso que diz o diretor-executivo do SNS.
Uma informação que contraria, Miguel, o que afirmou o presidente dos administradores hospitalares esta manhã aqui na Rádio Observador.
Sim, Xavier Barreto diz que nem todos os hospitais têm essas enfermarias climatizadas.
Grande parte das unidades de internamento, grande parte das enfermarias estão climatizadas. Existem exceções, portanto, ainda existem enfermarias que não estão climatizadas e isso é um problema. Eu sei quais são, não acho que deva ser o ministério a dizer. Sei algumas, não tenho um mapeamento claro e preciso de todas. Eu acho que era importante que esse mapeamento existisse, mas que era importante que o ministério tivesse uma relação clara de quais são as unidades, as enfermarias que não têm ares-condicionados, que não estão climatizadas e que fizesse o investimento necessário.
Nem todos os hospitais dispõem destas unidades com ar-condicionado. Xavier Barreto sublinha, no entanto, que se têm vindo a melhorar nos últimos anos as condições dos hospitais. Hospitais que face à onda de calor determinaram a ativação do nível um do plano de contingência.
Os hospitais, de facto, ativaram o nível um do plano de contingência. Basicamente, é um reforço dos quadros do pessoal, dos quadros dos serviços de urgência e, portanto, irá escalar medidas subsequentes do plano de contingência à medida que isso for sendo necessário. É muito provável que seja necessário. Geralmente, reforça-se com as pessoas que já temos a fazerem mais horas e, portanto, estamos a reforçar horas extraordinárias, com certeza, sempre horas extraordinárias, com pessoal de serviço nos casos em que seja necessário. E portanto, existe também, eu diria, uma maior disponibilidade até dos próprios profissionais para responder a estas crises. Nós temos essa experiência, sim, em crises anteriores.
Tendo em conta o previsível aumento da procura de unidades de saúde, em particular pelas faixas da população mais vulneráveis, desde logo as pessoas mais velhas, que a coincidir com estas ondas de calor costumam recorrer com maior frequência às unidades de saúde.
Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar a partir da meia-noite sob aviso vermelho do IPMA por causa da subida acentuada das temperaturas.
Aviso vermelho, o mais grave de uma escala de quatro. Vai estender-se este aviso na sexta-feira aos distritos de Coimbra e Leiria. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê uma semana de tempo quente e seco, com a temperatura mínima acima dos 20 e a máxima acima dos 40 graus. Para a região do Vale do Tejo e do Alentejo, esperam-se já esta quarta-feira temperaturas entre os 41 e os 44 graus centígrados.
A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue alerta que as reservas de alguns tipos de sangue estão abaixo do desejável para o verão e sobretudo na região do Algarve.
O presidente da Federação, Alberto Mota, apela, por isso, à doação, sobretudo dos tipos O+ e A+. As reservas estão em baixa em vários hospitais.
Temos uma região muito preocupante que é a região do Algarve, em que temos só uma unidade local a colher sangue e até fecha com um horário muito pequeno, tem um horário muito curto. Temos relatos nas redes sociais, temos hospitais de Setúbal, temos hospitais de Lisboa, o hospital aqui do Porto, são hospitais a dizer que têm falta de sangue, nomeadamente no O+ e no A+.
Alberto Mota diz que há uma descida à rondar os 20% do número de dadores. O presidente apela aos hospitais que alarguem o horário e que façam mais campanhas de promoção de dádivas de sangue. A diminuição deve-se também, segundo este diagnóstico, à falta de profissionais e de horários reduzidos. E por isso o apelo à secretária de Estado da Saúde.
Eu acho que a senhora secretária de Estado deve, de uma vez por todas, chamar a si com os seus parceiros, seja com o IPSP, seja com a Federação, para que haja rapidamente uma resolução deste problema. Ou seja, abertura dos hospitais com um horário muito mais alargado, termos mais profissionais para fazer a colheita de sangue, porque também é verdade, nos últimos tempos tem havido cancelamentos de colheita de sangue porque não temos profissionais para fazer a colheita de sangue.
Os pedidos e apelos de Alberto Mota, o presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, face à diminuição das reservas para esta altura do ano.
O ministro da Presidência acusa o PS de ter criado um apagão de dados sobre imigração com a extinção do SEF quando estava no governo.
António Leitão Amaro está a ser ouvido na Assembleia da República, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Questionado pelo deputado da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, sobre o atraso na divulgação dos dados do Instituto Nacional de Estatística relativamente ao número de população. O governante aponta responsabilidades aos governos do PS, acusa de terem fornecido dados errados ao instituto.
Acontece que os dados administrativos a montante estavam errados e o que o INE recebia por força de decisão ou incapacidade política no passado, e portanto, existe responsabilidade política. A responsabilidade política é quem destruiu e desmantelou o SEF e não preparou nenhuma capacidade de tratar os processos que existiam, gerou um apagão do tratamento de processo e da resposta aos processos, gerou com isso e consequentemente, um apagão sobre a informação que era transmitida ao INE. Essa responsabilidade tem que ser assacada ao governo do Partido Socialista.
É o que diz António Leitão Amaro, ministro da Presidência, ouvido esta manhã no Parlamento.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
E começamos com a polémica na arbitragem, depois da Federação Portuguesa de Futebol ter remetido os documentos relativos à demissão de Duarte Gomes para o Ministério Público. O antigo árbitro explica o que motivou esta demissão em comunicado. A demissão foi conhecida na passada sexta-feira. Duarte Gomes era diretor técnico de arbitragem. Num comunicado, explica Duarte Gomes que no final da época, um árbitro partilhou com Duarte Gomes um conjunto de informações que pelo teor e sensibilidade levaram-no a demitir-se do cargo. Não partilha Duarte Gomes o teor dessas informações que estiveram na base desta decisão. Quatro polícias foram detidos na Venezuela por alegados furtos durante as operações de resgate. Os agentes são suspeitos de se terem apropriado de dinheiro e outros bens encontrados entre os escombros. Segundo as autoridades citadas pelo país, os agentes foram expulsos do corpo de investigação científica, penal e criminal. Vão responder em tribunal. O diretor do organismo afirma que os polícias abusaram das funções que desempenhavam.