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Notícias. Jornal das Duas com José Rafael Lopes. José, o Presidente da República diz que cada órgão de soberania tem de assumir responsabilidades.

É a resposta de António José Seguro quando questionado sobre as mais recentes polémicas em torno do Ministério da Administração Interna. O chefe de Estado quer que as investigações em curso sejam concluídas o mais rapidamente possível.

Eu reafirmo aquilo que já disse. Eu sou um presidente muito atento aos factos, falo com quem devo, onde devo e quando entendo que devo falar e respeito também muito as instituições. E a nossa Constituição é muito clara quanto às competências e às atribuições de cada órgão de soberania. E aquilo que eu desejo é que cada um assuma a sua responsabilidade. E também desejo outra coisa: que os inquéritos, as auditorias, as investigações que estão a ser feitas decorram o mais rapidamente possível para nós conhecermos as conclusões.

António José Seguro, em declarações aos jornalistas em Vila Nova de Cerveira, onde aproveitou a ocasião para dizer que um país coeso não se mede pela força das capitais, mas sim pela vitalidade de todos os territórios.

Um país coeso não se mede pela força das suas capitais, mas pela vitalidade dos seus territórios. E Portugal precisa de Cerveiras, de comunidades que resistam, que se reinventem, que atraiam quem vem de fora e não deixem ir quem quer ficar.

O alerta deixado pelo presidente da República, António José Seguro, quer mais atenção ao interior de Portugal.

E o bombeiro ferido em Arouca, que está em estado crítico, vai ter uma nova cirurgia hoje.

É o bombeiro que apresenta pior quadro clínico depois ter ficado ferido quando estava a trabalhar no combate a um incêndio. O carro em que se guia teve um acidente, despistou-se por uma ravina de 150 metros de profundidade. De acordo com o Hospital de São Lourenço de São Sebastião, o homem está em estado grave, vai de novo ser operado hoje. Além desse bombeiro de 54 anos, três outros homens ficaram feridos. Um já teve alta hospitalar, está a recuperar em casa, dois continuam internados. O acidente aconteceu num contexto de combate ao incêndio em Arouca. No auge dos trabalhos, este fogo chegou a envolver mais de 650 operacionais, 200 viaturas e nove meios aéreos.

Quatro homens foram esfaqueados na última noite na via pública em Sacavém, no concelho de Loures.

Três deles estão em estado grave. Notícia já confirmada pela Rádio Observador, junto de fonte da PSP. O autor do esfaqueamento está em fuga, ainda não foi identificado, também não foi encontrada a arma do crime. As autoridades receberam o alerta por volta da meia-noite, na Rua Pedro Escobar, em Sacavém, depois de uma altercação dentro de um café nas proximidades. Dos quatro feridos, três estão em estado grave, foram esfaqueados na zona abdominal. Cada um deles foi transportado para um hospital diferente. A Polícia Judiciária já tomou conta desta ocorrência.

E também na última madrugada, a PSP informa que um homem foi baleado ontem à noite em Camarate.

Também no concelho de Loures. De acordo com a fonte do Comando Metropolitano de Lisboa, o alerta para um tiroteio chegou por volta das duas da manhã. Quando chegou ao local, a divisão policial de Vila Franca de Xira encontrou o homem, de cerca de 30 anos, baleado na virilha, e encontraram também 12 invólucros de arma de bala. O ferido foi transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, em estado muito grave. Existe mais do que um suspeito no tiroteio. Os responsáveis estão em fuga.

Olhamos agora para o mau tempo. Catorze distritos estão hoje em aviso amarelo por risco de aguaceiros e trovoada. A chuva vem para ficar, José.

Durante toda a semana, Filipa. Apenas Beja, Évora, Faro e Portalegre escapam ao aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Depois do calor do verão, é uma mudança significativa das condições meteorológicas, motivada por uma depressão que está a atingir o território nacional. A meteorologista do IPMA, Patrícia Gomes, explica que este cenário se vai manter durante os próximos dias.

Vamos continuar sempre com precipitação, que não significa que seja uma precipitação persistente. Não estará sempre a chover, mas chove todos os dias, por assim dizer, com períodos em que não ocorre precipitação. Tudo indica que essa precipitação será essencialmente, ou em especial, nas regiões Norte e Centro. A região Sul sempre com quantidades menores de precipitação e o vento com alguma intensidade apenas nas terras altas.

As explicações da meteorologista do IPMA, Patrícia Gomes, à Rádio Observador. O IPMA prevê chuva, que pode ser acompanhada de trovoada e granizo com vento forte. O sol só deve voltar no final de agosto.

Donald Trump acusa o Canadá de querer ter os benefícios de um Estado norte-americano. Os dois países estão em guerra comercial.

Donald Trump escreve na rede social Truth Social que o Canadá quer obter benefícios do mercado norte-americano de forma abusiva e que o país vizinho tem sujeitado os agricultores norte-americanos a muitas tarifas durante vários anos. Esta é a primeira reação de Donald Trump ao anúncio de que o Canadá vai avançar com tarifas aduaneiras retaliatórias de 50%, o mesmo valor imposto pelos Estados Unidos na manhã de ontem, depois do falhanço das negociações entre os dois países. A especialista Liliana Reis considera que esta nova guerra de tarifas pode ter consequências para o Partido Republicano, sobretudo nas eleições intercalares do final do ano.

Este aumento das tarifas por ambos os lados pode também ter consequências políticas dos dois lados da fronteira. E naturalmente, que também poderá prejudicar Donald Trump relativamente às eleições que terá em breve, as midterm elections, que o próprio Partido Republicano também começa a contestar, não o próprio presidente, mas algumas das medidas, sobretudo do ponto de vista económico, que terão reflexo inevitavelmente nos bolsos dos norte-americanos. Pode efetivamente também contribuir para um desgaste, não apenas do presidente, mas também do Partido Republicano.

A análise de Liliana Reis no Gabinete de Guerra aqui na Rádio Observador. Mark Carney considera que o Canadá foi atacado pelos Estados Unidos e garante que alertou Donald Trump para a importância crucial do país enquanto fornecedor de energia para os Estados Unidos.

E o presidente da Ucrânia volta a rejeitar convocar eleições enquanto a guerra com a Rússia não terminar.

Alerta Volodymyr Zelensky que esse cenário iria levar a uma divisão no país. É um enorme risco, é assim que Zelensky olha para essa hipótese de uma ida às urnas em tempo de guerra. É a resposta do líder ucraniano a um antigo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, que foi afastado do governo no mês passado. Esta semana, Fedorov publicou um vídeo nas redes sociais a apelar à convocação de eleições e argumenta que a democracia não pode ser tomada refém pela Rússia. A Ucrânia está em lei marcial desde fevereiro de 2022, o que proíbe a realização de eleições. No gabinete de guerra, a especialista em relações internacionais, Liliana Reis, concorda com as razões invocadas pelo presidente Volodymyr Zelensky.

Como é que Zelensky poderia efetivamente assegurar que essas eleições eram não apenas livres como justas, mas depois não terem sobre si o risco de qualquer tipo de ameaça, nomeadamente de um míssil? Ora, como é possível que haja efetivamente eleições livres e justas num país que, desde 2022, vive num cenário de guerra?

Liliana Reis, no gabinete de guerra da Rádio Observador, a dar conta desta lei marcial que ainda está em vigor na Ucrânia desde fevereiro de 2022.

E a Ucrânia está a trabalhar numa alternativa ao Starlink, o sistema de rede fornecido pela SpaceX.

E esse trabalho está a ser feito em conjunto com um país europeu. A garantia é dada por Volodymyr Zelensky, que não revela que país é esse. Ainda assim, apesar desta alternativa já estar em fase de testes, os ucranianos preveem continuar a utilizar a rede de satélites do grupo de Elon Musk. O acesso à rede Starlink foi cortado aos russos na Ucrânia em 2025, numa decisão que, segundo os especialistas, contribuiu para o sucesso dos contra-ataques localizados de Kiev contra a Rússia. O presidente ucraniano garantiu ainda que Kiev vai continuar a trabalhar com o Starlink e que espera convencer Elon Musk a permitir a utilização da rede de satélites para realizar ataques na Rússia com a aprovação de Washington.

A fechar: o Papa pede aos fiéis católicos para que não se fechem nas convicções e certezas religiosas.

Um apelo deixado durante a oração do Angelus. O Papa defendeu uma renovação contínua, tanto no percurso individual como nas decisões pastorais da Igreja. O líder da Igreja Católica afirmou ainda que a fé não se adquire de uma vez por todas, mas exige uma renovação contínua para aprofundar tudo o que é feito no âmbito da Igreja Católica e também para renovar as escolhas de vida. Nesse sentido, Leão XIV salientou que esse esforço pode exigir percorrer caminhos inéditos e tomar decisões diferentes daquelas que os fiéis possam ter imaginado tomar.

É assim que fechamos o Jornal das Duas.