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Vamos às notícias. Jornal das Duas com Luís Soares e começamos com a atualidade internacional. Os dois enviados norte-americanos, Jared Kushner e Steve Witkoff, já aterraram em Moscovo e vão ser recebidos por Vladimir Putin.

Informação confirmada pelo porta-voz do presidente russo. A agência TASS Dmitri Peskov confirma que o presidente russo vai encontrar-se com Jared Kushner e Steve Witkoff e que Vladimir Putin determinou uma suspensão dos ataques a Kiev durante três dias. Kushner e Witkoff foram recebidos no aeroporto por um empresário russo, forte aliado de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, um dos homens fortes do presidente russo para as questões do investimento. Segundo a agência Reuters, que cita testemunhas no local, Kushner e Witkoff foram recebidos e depois entraram numa caravana de carros em direção ao centro de Moscovo. Depois, o empresário publicou duas fotografias do momento na rede social X, escreveu: "Bem-vindos a Moscovo, construtores da paz", completando a mensagem com a imagem de uma bomba branca. Witkoff e Kushner chegaram a Moscovo com o objetivo de reavivar os esforços de negociação para colocar um fim à invasão russa da Ucrânia. A visita acontece em plena intensificação dos ataques aéreos de ambos os lados do conflito. Hoje o presidente ucraniano denunciou uma série de ataques russos aos aeroportos ucranianos, afirmando que estas são tentativas da Rússia de sabotar as conversações diplomáticas que estão em curso com os Estados Unidos. Os dois enviados seguem depois para a capital ucraniana, onde vão estar amanhã. Vladimir Putin ordenou a suspensão dos ataques contra Kiev durante três dias, a partir da meia-noite.

O Presidente da República congratula-se com a decisão da Agência Fitch de elevar a anotação financeira da República Portuguesa.

A decisão foi conhecida ontem à noite. A agência deixa Portugal na categoria A+ e com perspetiva estável. Numa nota, o presidente considera que se trata de uma excelente notícia para o país e de um importante reconhecimento externo do desempenho de Portugal, resultado de uma evolução de médio e longo prazo, sustentada pelo esforço dos portugueses e também por uma orientação da responsabilidade mantida ao longo de diferentes governos. O chefe de Estado acrescenta que no momento em que as famílias e empresas receiam o aumento das taxas de juro, o reforço da credibilidade contribui para atenuar os efeitos internacionais, reconhecendo que este aumento não terá tradução automática na fatura paga pelas famílias. António José Seguro termina esta nota ao avisar que o aumento do rating confirma a importância da estabilidade, previsibilidade e também responsabilidade na condução do país e que será uma das notícias econômicas mais relevantes do ano. Também o Ministério das Finanças já tinha dito que a subida do rating de Portugal pela Fitch coloca o país ao mesmo nível de França e da Bélgica e que a decisão demonstra a confiança dos investidores internacionais na economia portuguesa.

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares acusa o governo de não fazer reformas no SNS. Em causa, os dados conhecidos hoje do quadro global de referência do Serviço Nacional de Saúde.

E são as perspetivas para o triênio 2026, 2028, mostra que as contas do SNS vão piorar e a taxa de utentes sem médico de família vai permanecer inalterada. Os utentes vão também continuar a aguardar mais tempo do que o recomendado por consultas e cirurgias. No Explicador desta manhã, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, não se mostra surpreendido, tendo em conta que não existirão reformas estruturais que permitam alcançar melhores resultados.

Infelizmente, se não fizermos alterações profundas da forma como o Serviço Nacional de Saúde se organiza, até do papel das diferentes profissões no percurso do nosso doente, não podemos esperar resultados diferentes destes. Se nós tivéssemos essa visão mais transformadora do Serviço Nacional de Saúde, se calhar os resultados, aquilo que está previsto no quadro global de referência podia ser diferente.

Xavier Barreto no Explicador desta manhã. Já a Ordem dos Médicos considera que o quadro global de referência do SNS fica muito aquém da ambição necessária para assegurar tratamento dos doentes atempadamente, com qualidade e segurança.

Tudo isto numa semana em que o Ministério das Finanças aprovou também o documento que permite contratação de profissionais de saúde.

A aprovação surge após a Ordem dos Enfermeiros ter alertado para a existência de cerca de 3 mil novos profissionais disponíveis, ao mesmo tempo que várias unidades do SNS continuam sem poder contratar. O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barrera, diz que o quadro global de referência não tem visão de futuro quanto ao quadro assistencial.

Há uma lição que eu acho que é importante e que deve ser retirada deste processo. Este quadro global de referência é plurianual, mas ele é revisto todos os anos e nós não podemos voltar a chegar a setembro de 2027 ou setembro de 2028 sem os instrumentos necessários para que os próprios PDOs estejam aprovados em tempo útil. É preciso que haja planeamento e esse planeamento tem que ser antecipado.

O aviso deixado pelo bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barrera, que esteve também no Explicador desta manhã, fala ainda numa insuficiência crônica de enfermeiros no SNS.

O coordenador do Pacto para a Saúde da Presidência da República, Adalberto Campos Fernandes, rejeita ser um porta-voz do Presidente da República e garante que as opiniões que dá são por conta própria.

Foi na história do dia da Rádio Observador, Adalberto Campos Fernandes assegura que não representa ninguém nas opiniões que dá e que o Presidente da República nunca o iria permitir.

O doutor Hugo Soares, que numa entrevista terá dito que não passava pela cabeça de ninguém, que o presidente da República tivesse porta-vozes. Evidentemente que também pela minha cabeça nunca passaria a ideia de que esse papel me fosse acometido. Primeiro porque eu, do ponto de vista intelectual, trabalho por conta própria e, portanto, não tenho nenhum tipo de dependência, para além, naturalmente, de ser um apoiante e uma pessoa que considera que António José Seguro é um excelente presidente da República e vai ser, com certeza, um excelente presidente da República. Outra coisa é o próprio presidente. Se há coisa que este presidente nunca na vida aceitaria ter, era interpostos comunicadores ou pessoas que falassem por ele.

Adalberto Campos Fernandes, na semana passada, falou no irregular funcionamento das instituições. Uma frase que foi interpretada por alguns comentadores E também deputados como sendo um recado de António José Seguro. O coordenador do Pacto para a Saúde avisa que nem sequer integra a Casa Civil da Presidência da República. O presidente da República, durante a campanha, admitiu pedir a saída de ministros, uma posição tida agora pelo presidente da República, ainda durante a campanha eleitoral, numa entrevista à SIC, em que António José Seguro recordou as tomadas de posição de Jorge Sampaio com Armando Vara ou, mais recentemente, a de Marcelo Rebelo de Sousa com João Galamba, garantindo que quando o fizer, será de forma leal com o primeiro-ministro e também em privado.

História do Dia, que agora tem um novo episódio também aos sábados. O de hoje está já disponível no site do Observador e também em podcast nas plataformas habituais. Luís, vamos ainda ao desporto. O médio do Futebol Clube do Porto, Viktor Fossholt, já teve alta do Hospital São João.

O internacional dinamarquês esteve envolvido num duelo com o jogador do Murirense, Guilherme Librato, e sofreu uma concussão cerebral no jogo que o Porto venceu por 2 x 1. Fossholt vai ser assim baixa para o jogo do Porto frente ao Manchester City e está ainda em dúvida para a partida frente ao Casa Pia. Isto porque o protocolo da UEFA determina um retorno gradual à competição. A jornada cinco da Primeira Liga de futebol continua hoje com mais quatro jogos. Daqui a pouco, às 15h30, o Estrela da Amadora recebe o Famalicão. Depois, às 18h, há dois jogos, o Meritimo x Benfica e o Averca x Sporting de Braga, e ainda às 18h30, o Sporting x Nacional. Os jogos do Sporting e do Benfica com relato indireto aqui na Rádio Observador.

E a emissão especial de desporto começa depois das 17h30. No ciclismo, Tadej Pogačar renovou o contrato com a Emirates até 2032.

Anúncio feito pela equipa, que revelou que o esloveno só vai voltar à competição em 2027, depois da queda sofrida na Volta à Espanha. O esloveno já venceu cinco vezes a Volta à França e uma a Volta à Itália. Garantiu, no entanto, que ainda tem muito por conquistar.

Luís Soares com o Jornal das Duas.