Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Então, 15h. Muito boa tarde. Começa agora o Jornal das 3, com edição do Miguel Viterbo Dias. Miguel, Paulo Rangel desafia a oposição a deixar o governo trabalhar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que a responsabilidade da estabilidade política está do lado da oposição. A entrada para a Universidade da Europa, uma iniciativa da JSD na Curia, no distrito de Aveiro. Paulo Rangel rejeita uma situação de fragilidade política.
O governo não está fragilizado. Evidentemente que, politicamente, se há uma moção de censura, como houve há cerca de oito dias, há que fazer esse debate. Se há algo para esclarecer, há que esclarecer. Agora, isso não fragiliza em nada. Nós queremos andar para frente e nós temos resultados para apresentar, mas que estão muito no seu início. Há muito a fazer por Portugal e o primeiro-ministro Luís Montenegro e todo o governo querem fazer isso por Portugal. Agora é preciso que a oposição nos deixe trabalhar. Essa é que é a questão. E isso é que temos que perguntar aos partidos da oposição. Se eles querem que nós trabalhemos, têm que nos dar condições para trabalhar. Esse é que é o ponto.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, a responder às tomadas de posição da oposição depois da comunicação do primeiro-ministro Luís Montenegro.
Paulo Rangel, que reagiu também à ausência de Portugal da Cimeira Internacional para a Paz, que decorre em Londres.
O ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que Portugal tem os canais de comunicação abertos com todos os países, também fora da Europa, e que Portugal está focado em encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.
Nós estamos muito ativos na nossa diplomacia. Estamos em contacto direto com os nossos vários aliados, incluindo com o Reino Unido. Na geografia europeia, e não apenas na União Europeia, há muitos encontros desses. Para quê? Para preparar uma solução final. Todos os canais estão abertos com todos os países. Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, diria que o trabalho é enorme, porque estamos constantemente a preparar aquela que há de ser a resposta europeia para o problema da Ucrânia.
Paulo Rangel, no distrito de Aveiro. Em Londres, estão reunidos 17 líderes internacionais, incluindo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classifica este encontro como um momento único. Antes do início da reunião, já com os líderes mundiais sentados à mesa, Keir Starmer destacou a importância deste encontro.
Estamos aqui reunidos porque é um momento único para esta geração. Conseguir uma boa saída da Ucrânia não é apenas o que está certo ou errado, é vital para a segurança de todos os países aqui presentes.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que antes deste encontro esteve reunido com a primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, em Downing Street. Giorgia Meloni, que acredita que os dois países, Itália e Reino Unido, podem ser importantes para a construção de pontes para a paz.
Nós estamos todos comprometidos para um objetivo que queremos conquistar, que é uma paz justa na Ucrânia. É importante evitar o risco de divisão a oeste, e é por isso que penso que o Reino Unido e a Itália podem desempenhar um papel fundamental na construção de pontes.
Giorgia Meloni, em Downing Street. Também pouco antes do arranque da reunião, Keir Starmer deu uma entrevista à BBC em que anunciou que o Reino Unido e França estão a trabalhar num plano de paz que será depois apresentado aos Estados Unidos da América.
Miguel, voltamos agora a olhar para a atualidade nacional neste jornal. Francisco Assis desafia Pedro Nuno Santos a apresentar uma moção de censura ao governo.
Nem todo o PS parece estar alinhado em relação à resposta de Pedro Nuno Santos a Luís Montenegro. Nas redes sociais, Francisco Assis diz que o PS deve apresentar uma moção de censura, caso o governo não avance com uma moção de confiança. O eurodeputado do PS diz que qualquer meio-termo leva o país para um pântano, numa referência à expressão utilizada por António Guterres quando se demitiu de primeiro-ministro. Para Francisco Assis, se a situação do executivo não for clarificada no Parlamento, o país vai ficar numa crise política permanente. Pedro Nuno Santos recusou aprovar a moção de censura do PCP. Diz mesmo que Paulo Raimundo caiu na armadilha do primeiro-ministro quando Montenegro acenou com uma moção de confiança.
E em resposta, o PCP acusa Pedro Nuno Santos de não conseguir assumir responsabilidades.
Isto porque o PS não vai viabilizar esta moção. Em resposta esta manhã na Rádio Observador, a líder parlamentar dos comunistas, Paula Santos, acusa o secretário-geral do PS de voltar a dar luz verde a um governo da Aliança Democrática.
O próprio Partido Socialista, nas suas intervenções, vai fazendo críticas, mas a verdade é que depois não tira consequências dessas mesmas intervenções. E a verdade é que tem sido o Partido Socialista que tem viabilizado e permitido que o governo do PSD e o CDS prossigam uma opção política que tem levado, de facto, à degradação dos serviços públicos. Há aqui uma responsabilidade. Os partidos políticos têm que ser coerentes relativamente a esta situação.
A resposta do PCP ao Partido Socialista depois da reação de ontem à noite, sem o voto a favor do PS, a moção de censura do PCP perde a hipótese de ser viabilizada.
Mas apesar de recusar a moção de censura do PCP, o PS critica a comunicação de Luís Montenegro.
Marina Gonçalves, vice-presidente da bancada do PS, considera que o primeiro-ministro devia ter aproveitado a comunicação de ontem para pedir desculpa ao país pelas polémicas dos últimos dias.
E, portanto, aquilo que nós íamos ter tido ontem era o primeiro-ministro a pedir desculpa e efetivamente olhar para os portugueses e com seriedade dar os esclarecimentos que eram devidos. E por isso, para nós, o Partido Socialista, aliás, foi muito claro, mesmo antes do primeiro-ministro falar sobre a questão da confiança ao Governo. Nós alertamos que se houvesse uma moção de confiança, o Partido Socialista nunca acompanharia essa moção de confiança, porque o Partido Socialista, como é óbvio, não tem confiança neste Governo. Mas temos uma segunda coisa muito importante. Não podemos nós, partidos políticos, para tirar consequências e ilações daquilo que é um assunto que diz respeito única e exclusivamente ao Governo
Marina Gonçalves do PS. Já o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Miguel Guimarães, avisa que o país precisa de estabilidade e atira a responsabilidade para a oposição.
Estabilidade governamental é fundamental. O senhor primeiro-ministro, tal como disse, veio justificar e dar as explicações que eram necessárias relativamente a este caso e deixou para os partidos políticos poderem, se o quiserem e entenderem, colocar uma moção de censura no Parlamento.
Miguel Guimarães a reforçar a importância da estabilidade governativa no explicador das manhãs "360" deste fim de semana.
E a esta hora atualizamos também a informação de âmbito local. Miguel, o que nos contas?
A Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal já iniciou as primeiras cirurgias robóticas. A inovação pretende melhorar os cuidados de saúde que são prestados aos utentes. O presidente do Conselho de Administração desta unidade local de saúde, Pedro Correia Azevedo, enalteceu a inovação nos cuidados de última geração que estão a ser aplicados. Até o momento, já foram realizadas quatro cirurgias com este sistema robótico. Em Oeiras estão abertas as inscrições para o Futebol Fitness, um programa de futebol de recreação que conta com o acompanhamento de vários profissionais de treino. É dirigido a participantes entre os 21 e os 59 anos. Vai decorrer nos dias 4, 6 e 11 de março. Em Santarém, a Câmara Municipal vai avançar com a construção de duas creches para dar resposta ao crescimento populacional do conselho e ainda incentivar a natalidade. A primeira vai ser instalada na freguesia da Muçaria, a segunda vai ser na Escola de São Salvador, no centro histórico da cidade de Santarém. O presidente da autarquia, João Leite, sublinhou que a construção das creches é um apoio que o município pretende dar de forma indireta às famílias. Em Espinho, foi inaugurada ontem uma nova base do dispositivo de salvamento aquático. O comandante do Corpo de Bombeiros de Espinho, Pedro Louro, destacou o elevado nível de operacionalidade deste dispositivo, que ultrapassou o investimento de €300 mil. O grande auditório do Fórum da Maia vai receber a 7 de março um espetáculo de dança urbana, TikTok Beats. É um evento que pretende explorar o impacto das redes sociais e também temas associados à saúde mental. Vai ter duas sessões, uma às 15h, para o público escolar, outra às 21h30 para o público em geral. A entrada é gratuita. Leiria vai receber um festival gótico, Extramuralhas, entre os dias 21 e 23 de agosto. Carlos Matos, diretor artístico deste festival, referiu à Agência Lusa que os aficionados do evento podiam estar a estranhar a demora na justificação do cartaz, mas justificou que o festival está a experimentar uma nova estratégia de promoção. Ainda assim, está confirmado este festival, a 14ª edição, que vai regressar à cidade de Leiria em agosto.
Foram as notícias das 15h aqui na sua Rádio Observador, edição do Miguel Peter Dias.