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Na Rádio Observador. Notícias das 15h com José Rafael Lopes. José, Gouveia e Melo volta a atacar António José Seguro e acusa o antigo líder do PS de cinismo. Rui Rio vai à campanha atirar-se ao populismo.

Aconteceu em Vila Nova de Gaia. O mandatário nacional do Almirante falou pela primeira vez. Rui Rio não poupa nas críticas e atira os candidatos que considera populistas. Gouveia e Melo mantém o rol de críticas e agora acusa António José Seguro de cinismo. A acompanhar este almoço de campanha da candidatura de Henrique Gouveia e Melo, está a jornalista Nadine Soares. Nadine, que mensagens deixaram estas figuras da caravana de Gouveia e Melo?

Rui Rio, mandatário nacional da campanha de Gouveia e Melo, apareceu e falou pela primeira vez no púlpito. Isto para continuar a linha de ataque da campanha de Gouveia e Melo. Visou diretamente António José Seguro, para dizer que é um candidato que não acrescenta nada, João Cotrim de Figueiredo e ainda André Ventura. Neste almoço em Famalicão, o mandatário começa por dizer, em relação a António José Seguro, que o melhor presidente da República não é aquele que consegue falar mais tempo sem dizer nada e depois diretamente a André Ventura, acusa o candidato de populismo e diz que não é esse o perfil que se deve ter na Presidência da República.

O presidente da República tem que ter um discurso claro e frontal, como nós já estamos habituados a ouvir Henrique Gouveia e Melo. Mas o melhor presidente da República também não é aquele que grita as tiradas mais populistas, porque o Presidente da República não pode ser um populista, tem que ser um homem sério e um homem responsável. Também não é aquele que faz aumentar as audiências televisivas, porque o Palácio de Belém ainda não é a Casa dos Segredos.

Crítica deixada por Rui Rio, que ainda a Cotrim de Figueiredo, diz que o presidente também não pode ser um tanto faz. Ora contenta-se com um cargo no Parlamento Europeu, ora na Presidência da República. Seguida de Rui Rio, discursou Gouveia e Melo neste almoço com apoiantes. Gouveia e Melo, que continua os ataques, desta vez visando António José Seguro, acusa o antigo líder do PS de cinismo nesta campanha.

O que é mais cínico e que tem a ver com o centrão dos interesses, é que houve candidatos que no passado atacaram os seus próprios partidos, falando em interesses escondidos nos partidos, e essas pessoas que foram atacadas estão agora unidas num casamento de conveniência a ajudarem o candidato. Eu não percebo isto e não consigo perceber, porque eu não sou cínico, eu nunca faria uma coisa dessas na minha vida.

Crítica de Gouveia e Melo a António José Seguro, que considera que o candidato apoiado pelo PS é cínico, porque também há meses acusava Gouveia e Melo de ser experimentalista e agora, num discurso na campanha de Seguro, tem vindo a pedir uma oportunidade para ocupar o mais alto cargo da nação. São críticas deixadas por Gouveia e Melo e também pelo mandatário nacional Rui Rio, neste almoço em Vila Nova de Famalicão.

A jornalista Nadine Soares, que está a acompanhar a campanha de Henrique Gouveia e Melo para as presidenciais de dia 18. Hoje a caravana está por Vila Nova de Famalicão.

E Luís Marques Mendes admite que é normal ouvir que a Ministra da Saúde oiça críticas.

Em Viana do Castelo, onde esteve na rua a cumprimentar a população, Marques Mendes ouviu queixas sobre o SNS, escutou mesmo da boca de um eleitor um pedido de demissão de Ana Paula Martins e admite Luís Marques Mendes que é natural ouvir queixas e críticas sobre o setor.

Eu compreendo as críticas das pessoas, as preocupações. As pessoas dirigiram-se a mim, com preocupações mais do que legítimas. Preocupações sobre a saúde. É verdade, eu acho que as preocupações são mais do que legítimas. Já ontem vos falei desse assunto. Enquanto não forem introduzidas algumas mudanças estruturais na organização e na gestão do Serviço Nacional de Saúde, eu acho que infelizmente, vários destes problemas vão manter-se.

Isso pode prejudicá-lo nesta campanha?

Não, acho que não, mas em qualquer circunstância, as coisas são como são.

Luís Marques Mendes, depois de uma iniciativa no centro de Viana, que contou com bombos e passagem pelas bolas de Berlim do natário.

André Ventura desafia Luís Montenegro a assumir apoios na segunda volta das presidenciais.

O candidato apoiado pelo Chega lançou esse desafio em Portalegre, numa visita ao mercado, com o líder do PSD na mira. Ventura já pensa nos cenários que se criam se entrar numa corrida a dois com António José Seguro, é o que nos conta a reportagem de Miguel Cordel.

Com a campanha para a primeira volta a meio, André Ventura antecipa um desafio para Montenegro na segunda volta.

Vai ter a consciência de Montenegro que decidir se numa segunda volta prefere ter alguém que não é do partido dele, mas que conseguiu trabalhar com ele em muitos diplomas fundamentais em prol do país, ou se quer ter um socialista que nós combatemos, que nós tentamos derrotar e que nós tentamos evitar que fosse o governo.

A comentar um cenário de corrida a dois com Seguro, Ventura deixa Montenegro em xeque.

Na segunda volta, será interessante saber o que é que um primeiro-ministro e o líder do PSD farão perante um socialista e alguém com quem fizeram acordo na área da imigração, na área da nacionalidade, na área da descida de impostos. Ainda ontem, todas as medidas da habitação que o governo queria aprovar, aprovou por causa do Chega.

Para o candidato do Chega, é uma escolha fácil.

É uma questão de consciência. Eu não apoio socialistas para nenhum lugar no país. Eu não quero socialistas, os socialistas já nos roubaram muito tempo. Eu não quero socialistas em lugar nenhum do país.

Consciente de que há sempre o dia seguinte às eleições, Ventura só vê cenários de vitória.

Se Mendes ficar fora da corrida entre o silêncio do Montenegro ou o eventual apoio na segunda volta, é sempre o Chega que sai reforçado para outras lutas. Por agora, são cenários. Hipóteses que ficam claras nas palavras do candidato do Chega, até quando escolhe fruta no mercado.

Vamos lá, vou levar aqui umas tangerinas.

Tangerina, não laranja.

Tangerina! Isto mostra como a laranja vai ficar plena no dia 18.

André Ventura, não tem receio de ficar com as tangerinas e que Seguro fique com as laranjas?

Espero que não, mas vamos ver isso é com os eleitores.

André Ventura, em campanha por Portalegre, num dia em que também quis desvalorizar o encontro entre António José Seguro e Santana Lopes.

Noutros temas, o historiador Bruno Cardoso Reis alerta para a situação na Gronelândia, depois de Donald Trump ter insistido que vai ficar com a Gronelândia a bem ou a mal.

O presidente dos Estados Unidos abordou o tema em conferência de imprensa ontem à noite para destacar a vontade norte-americana e a intenção dos Estados Unidos. Bruno Cardoso Reis diz que está em cima da mesa uma situação de conflito entre aliados da NATO e que a Dinamarca, apesar da situação complicada, tem de aguardar para perceber o que vão fazer os Estados Unidos.

Podem fazer uma coisa, que é obrigar os Estados Unidos a disparar e assumir esta questão, que é: vão atacar um país aliado da NATO, um aliado leal desde 1949, um país que enviou tropas, teve baixas significativas, por exemplo, no Afeganistão. É claro que a desproporção de poder é enorme. A Dinamarca tem um exército com um volume de efetivos próximo do português, até um pouco inferior, à volta de 19 mil soldados, marinheiros, pilotos. Os Estados Unidos são 2 milhões de militares. Portanto, realmente a desproporção é brutal.

A leitura de Bruno Cardoso Reis no Cinco Continentes, que já está disponível em podcast, a sublinhar a importância da questão da Gronelândia e de um possível envolvimento dos Estados Unidos.

José, vamos também atualizar as notícias de âmbito local.

Em Matosinhos, no distrito do Porto, foram registados dois mortos num acidente de viação na A28, durante a madrugada. Além das vítimas mortais, que são dois homens, há ainda a registar três feridos. No Barreiro, a carreira 16 dos transportes coletivos vai ter um novo percurso, entra em vigor já a partir de segunda-feira. Este novo percurso passa pela Circular 2, com paragem junto à Escola Secundária de Santo António. Em Porto Salvo, no Conselho de Oeiras, um aluno de 14 anos foi agredido pelos colegas numa escola. Aconteceu na Escola Secundária Aquilino Ribeiro. A cena foi presenciada e filmada por dezenas de estudantes e mais tarde partilhada nas redes sociais. O agressor está suspenso preventivamente. Em Leiria, as obras para instalar os serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira, no topo do Estádio Doutor Magalhães Pessoa, estão atrasadas seis meses. A intervenção inclui também a construção do terminal intermodal de Leiria. Em Porto de Mos, o gabinete de atendimento ao munícipe da Câmara Municipal vai passar a funcionar no edifício do antigo Museu Municipal. A alteração acontece a partir de segunda-feira, dia 12 de janeiro. Em São João da Madeira, o turismo industrial vai comemorar 14 anos no dia 23 de janeiro. Para assinalar a data, há uma programação especial que inclui visitas, encontros e momentos de celebração, com o objetivo de reforçar a ligação entre indústria, cultura, inovação e o turismo. A celebração do aniversário de 14 anos do turismo industrial em São João da Madeira acontece a partir das 18h, na Torre da Oliva.