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São 15 em ponto. Edição das 15, na Rádio Observador, com o jornalista José Rafael Lopes. E começamos, José, com o ministro da Administração Interna, que deixou um apelo aos condutores para que façam em segurança as viagens de regresso a casa.
A altura da Páscoa é sinônima de milhares de portugueses na estrada em viagem para celebrar esta quadra. Luís Neves apela a uma condução segura e atenta, sem distrações. Pede ainda que os portugueses evitem conduzir sob o efeito de álcool. O apelo chega numa altura em que já morreram 18 pessoas nas estradas portuguesas durante a Operação Páscoa. Há ainda a registrar mais de dois mil acidentes. O número de mortes não passou em branco para o ministro da Administração Interna, que deixou uma nota de condolências aos familiares das vítimas.
E as operações de Páscoa da PSP e GNR registraram, José, 18 mortos em mais de dois mil acidentes. Além das vítimas mortais, há registro de 42 feridos graves e ainda de 670 feridos ligeiros.
Entre quinta-feira e a meia-noite de sábado, a GNR registou perto de 600 acidentes, dos quais resultaram 12 mortos. Estes dados, ainda provisórios, mostram que foram fiscalizados mais de 22 mil condutores e mais de 250 pessoas foram detidas. Já a PSP fez mais de 950 detenções, a maioria por crimes rodoviários. Na operação da PSP, que começou na semana passada, foram registrados 1400 acidentes e morreram seis pessoas.
E neste domingo de Páscoa, o Papa Leão XIV apela aos que têm poder de iniciar guerras para que escolham a paz, um apelo que surge, José, em plena guerra do Irão.
O Papa Leão XIV celebrou hoje a primeira missa de Páscoa perante uma multidão de 50 mil pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano. O líder da Igreja Católica aproveitou para pedir o fim da guerra através do diálogo.
Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear uma guerra, escolha a paz. Não uma paz alcançada pela força, mas sim pelo diálogo. Não movida pelo desejo de dominar o outro, mas pela vontade de o encontrar. Estamos a habituar-nos à violência. Resignamo-nos diante dela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Vive-se uma globalização da indiferença cada vez mais acentuada.
As palavras do Papa Leão XIV, na Praça de São Bento, no Vaticano. A primeira Semana Santa e Páscoa de Leão XIV decorrem em plena guerra do Irão. O líder da Igreja Católica convocou para o próximo sábado, dia 11 de abril, uma vigília de oração pela paz.
E o padre João Basto considera que esta mensagem pascal do Papa foi aproveitada não só pela mensagem religiosa, mas também para aplicar à vida política.
Segundo o padre João Basto, nestes discursos cerimoniais acaba por ser habitual. Leão XIV citou várias vezes o Papa Francisco para falar numa globalização da indiferença. Há, no entender do padre João Basto, uma continuidade no discurso dos dois diferentes papas.
O Papa Leão XIV aproveitou hoje, mas o Papa Francisco, como os seus antecessores também tinham aproveitado, para aproveitar a mensagem teológica e religiosa, quer de Natal, quer hoje da Páscoa, para aplicá-la à vida concreta e muitas vezes à vida política atual. E é por isso que o Papa Leão XIV, pegando na ideia de que o Cristo ressuscitado é o Cristo da paz, hoje retoma essa imagem para que no mundo cheio de violência, ele seja capaz de dizer que Cristo ressuscita por uma força que não é violenta e que, infelizmente, nos estamos a habituar à violência.
O padre João Basto lamenta ainda que a Igreja tente deixar recados para os líderes mundiais que simplesmente não os escutam.
São religiões que procuram o bem comum, a paz, a convivência fraternal entre os povos e o reconhecimento dos excluídos. É óbvio que quando nós temos líderes mundiais que não dão atenção e não priorizam nenhum destes elementos, a voz da Igreja e de outra qualquer comunidade que procura o bem comum, seja menos escutada.
A análise do padre João Basto depois do Papa Leão XIV ter celebrado a primeira missa de Páscoa desde que se tornou líder da Igreja Católica.
E mudamos de tema nesta edição das 15h para falar de Donald Trump, que, José, anunciou a mais ousada missão de resgate da história dos Estados Unidos.
Envolveu centenas de militares das Forças Especiais, mas o Irão fala numa derrota humilhante para os Estados Unidos. Em causa está o resgate do piloto que estava a bordo do F-15, que foi abatido pelo Irão na sexta-feira. Donald Trump recorreu às redes sociais para anunciar o sucesso da operação. O militar estava retido em território inimigo, nas montanhas do Irão. Foi resgatado, escreve Donald Trump, são e salvo. O New York Times acrescenta que o piloto já foi transportado para o Koweit, onde vai receber tratamento médico, e diz que dois aviões de transporte norte-americanos ficaram presos numa base remota do Irão, que foram depois destruídos pelo exército dos Estados Unidos para impedir que caíssem em mãos iranianas. Aqui há uma diferença de narrativa, uma vez que o Irão descreve que a Guarda Revolucionária do Irão destruiu esses dois aviões de transporte norte-americanos.
E o especialista em defesa, Rui Vilar, descreve a operação como uma demonstração do poder norte-americano.
Sobretudo devido ao controle do espaço aéreo do país. Rui Vilar fala em supremacia norte-americana nos céus, o que facilitou o resgate deste piloto norte-americano.
Esta missão é uma missão, de facto, de uma demonstração de força, mais uma vez americana, muito grande, mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de pilotos altamente treinados para este tipo de cenários. Eu olho para isto de uma forma muito pragmática e sem lares. Olho para isto na ótica da estratégia que cada país está a ter em termos militares Há uma supremacia absoluta no espaço aéreo iraniano por parte dos Estados Unidos, com apenas um caça abatido neste tempo todo de intervenção, o que demonstra que o espaço aéreo é completamente controlado por parte dos americanos e esta extração também demonstra esta capacidade.
A análise de Rui Vilar foi convidado do "Gabinete de Guerra".
Mas José, como falaste há pouco, guerra de narrativas, Teerão assegura que esta operação de resgate não teve sucesso e diz que foi a Guarda Revolucionária do Irão a destruir os aviões militares dos Estados Unidos.
Um governador local conta à agência de notícias Tasnim que pelo menos cinco pessoas morreram na operação desta madrugada. Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão descreve o incidente como uma nova derrota humilhante para os Estados Unidos. Apesar desta guerra de narrativas, Rui Vilar diz que há mais razões para acreditar em Washington do que em Teerão.
Neste conflito, mas também na história recente, diz-nos que a informação americana é alvo de muito maior escrutínio e, por isso, é bastante mais fidedigna. Isto é um facto. Portanto, estamos em crer que os americanos conseguiram resgatar o segundo piloto que se tinha ejetado do caça F-15.
A análise do especialista em defesa Rui Vilar no "Gabinete de Guerra", aqui na Rádio Observador, sobre o resgate do segundo piloto do caça F-15, abatido pelo Irão na sexta-feira.
Oito minutos para as 15h, tempo ainda nesta edição. José Rafael Lopes para atualizar a informação de âmbito local.
Começamos em Leiria, que concentra mais de 70% dos projetos da plataforma colaborativa da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro. Das 37 propostas apresentadas, 27 são de Leiria. A Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro confirma ainda que já entrou em fase de financiamento o primeiro conjunto de projetos, estando estes disponíveis para receber o apoio de empresas e instituições. Na Póvoa de Varzim, a autarquia cria um programa de férias para alunos com necessidades especiais. O projeto-piloto abrange quase 80 crianças e jovens do primeiro ao terceiro ciclo. Entra em funcionamento já no próximo mês de julho. A proposta foi apresentada pelo PS. A autarquia PSD acolheu por reconhecer que não há resposta para estes alunos, nem no setor público, nem no setor privado. Em Santa Maria da Feira, a Câmara Municipal alerta para o corte de água em várias ruas da cidade para trabalhos de manutenção durante a tarde de terça-feira. Entre as zonas afetadas estão a Rua Ferreira Castro, a Rua Doutor Vítor Sá e também a Rua Comendador Sá Couto. A lista completa inclui mais de 20 arruamentos. Pode ser consultada no site da autarquia. Os cortes de água vão acontecer entre 13h30 e 16h30 de terça-feira. Em Rio Maior, os trabalhadores da Fábrica da Nobre voltam amanhã a fazer greve. Lamentam a falta de vontade da administração em ouvir as reivindicações e acusam a empresa de não querer rever os salários dos trabalhadores. Desde 2023, os funcionários da unidade fabril já pararam quase 30 vezes. Em março, foi apresentada uma moção à empresa. Em Sintra, já estão abertas as inscrições para o próximo passeio promovido pelos Clássicos de Portugal, destinado a proprietários e entusiastas de veículos antigos. O evento acontece a 12 de abril, vai ter como pano de fundo algumas das mais emblemáticas estradas da serra de Sintra. E no Seixal vai celebrar-se este mês o Dia Internacional do Jazz e os 30 anos do Festival Internacional Seixal Jazz. Estão marcados dois concertos no Auditório Municipal do Fórum Cultural. O primeiro acontece já na próxima quinta-feira, quando Laurent Philippe subir ao palco com uma homenagem ao centenário trompetista Miles Davis. No final do mês, a 30 de abril, é a vez de Mário Costa trazer ao Seixal o projeto Homo Sapiens.
E já daqui a pouco, às 15h30, é a vez do José Rafael Lopes regressar com as notícias resumidas e atualizadas neste Domingo de Páscoa. Um grande abraço, José. Até já.
Até já.